Na minha enorme lista de desavenças com o fundamentalismo cristão, uma é bastante pitoresca: aqueles chatos quase forçaram o cancelamento da série clássica Star Trek, nos anos sessenta.
O motivo? O de sempre: a obsessão fundamentalista em apontar o demônio em qualquer coisa com a qual não simpatizem.
No caso de Jornada nas Estrelas foi ainda mais fácil, já que as pontiagudas orelhas do primeiro oficial e oficial de ciências Spock compunham um visual perfeito, para os que vêem um Satã em cada esquina.
A caipirada carola americana não conseguiu tirar a Enterprise da programação, mas a oposição das igrejas influenciou alguns espisódios, particularmente aqueles onde os temas Deus e religião eram tratados, sempre de forma sutil e indireta, ficando claro que os roteiros foram revisados de modo a não cutucar com vara curta as onças cristãs.
27 de agosto de 2003,
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