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Elisângela só conseguiu escapar com vida porque os policiais a socorreram rapidamente e evitaram o seu linchamento. “Se nós não chegássemos rápido ela estaria morta”, contou o delegado Gilmar Marto Monteiro, que também é o diretor da cadeia. A moça foi transferida para o local na noite de quarta-feira depois de ser presa em Bauru, um dia depois de ter matados os filhos Vinícius de Paula Oliveira, de 6 anos, e Thais de Paula Oliveira, de 1 ano e 7 meses.
A crueldade com que a mulher cometeu o crime revoltou as 48 presas que estavam na Cadeia de Itupeva, cidade vizinha de Jundiaí. “As presas não aceitam uma coisa dessas. Todas são mães e não entenderam o crime”, acrescentou o delegado. Monteiro explicou que a moça passou a noite em uma cela sozinha, mas que durante a manhã teve contato com as detentas, que a agarraram pelas grades da cela. “Nós a levamos para o Pronto Socorro, ela foi medicada e transferida para a cadeia mais próxima, que é a de Bom Jesus dos Perdões”, completou o policial. De acordo com ele, Elisângela sofreu várias escoriações pelo corpo, mas os ferimentos foram leves.
A mulher, que freqüenta a igreja evangélica “Deus é Amor” , está em uma cela individual. A cadeia de Bom Jesus dos Perdões tem capacidade para abrigar 12 mulheres, mas acomodava 60 na tarde de quarta-feira. De acordo com um carcereiro do local, a dona de casa ficou a maior parte do tempo quieta e não falou sobre o crime. Ela está comendo normalmente e ainda não recebeu a visita dos familiares. “Nós temos que garantir a integridade física dela, mas mais cedo ou mais tarde as outras presas vão descobrir o que aconteceu porque o crime que ela cometeu teve repercussão nacional”, comentou o carcereiro.
Posso dar uma dica de coração? Se você está passando por problemas pessoais, não procure uma igreja. Vá direto a um psicólogo ou a um psiquiatra. Procurar ajuda especializada não é fraqueza.

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