Etimologicamente, a palavra ateu é formada pelo prefixo a — que denota ausência — e pelo radical grego theós — que significa Deus, divindade ou teísmo. Ou seja, a palavra ateu pode significar sem deus ou sem teísmo. Como a imprecisão desse primeiro significado o torna impróprio para representar a noção de descrença ateística, usa-se como base a acepção teísmo, que significa crença na existência de algum tipo de deus ou deuses de natureza pessoal. Neste caso, chegamos a uma definição mais coerente e clara de indivíduo ateu – aquele que não acredita na existência de qualquer deus ou deuses. Assim, quando queremos uma palavra que representa tal perspectiva, usamos o termo ateu ligado ao sufixo ismo, que, na língua portuguesa, é usado com o significado de doutrina, escola, teoria ou princípio artístico, filosófico, político ou religioso. E, deste modo, chegamos a uma definição bastante nítida do que é ateísmo: estado de ausência de crença na existência de qualquer deus ou deuses.
Antes de tudo, é importante salientar que, comumente, a maioria dos ateus, quando se refere sua posição, diz apenas que não acredita em deus/deuses. Isso não está incorreto, mas, na verdade, com isso quer dizer que não acredita na existência de deus/deuses. Afirmar apenas “não acredito em Deus” pode dar margem interpretação errônea de que a pessoa em questão acredita em sua existência, mas é contra Deus, contra seus mandamentos, ou então que não lhe dá qualquer crédito, o desacredita, o difama, fato este que, não raro, dá origem a vários preconceitos em relação posição ateísta. Esclarecido este ponto, vejamos quais são os tipos de ateísmo existentes.
Há várias modalidades de ateísmo, as quais diferem fundamentalmente quanto atitude do indivíduo para com a idéia de uma divindade. Vale lembrar que tais classificações são meramente didáticas, feitas apenas para delinear as circunstâncias mais comuns em que o ateísmo pode ser encontrado. As duas modalidades-tronco são: 1.0) — ateísmo implícito; 2.0) — ateísmo explícito. A primeira, filosoficamente, é pouco relevante, e subdivide-se em: 1.1) — ateísmo puro; 1.2) — ateísmo prático. A segunda subdivide-se em outras duas variedades que são comumente denominadas: 2.1) — ateísmo passivo ou ateísmo cético; 2.2) — ateísmo ativo ou ateísmo crítico.
- O ateísmo implícito, como o próprio nome indica, é a variedade de ateísmo que existe tacitamente. Neste caso, o ateísmo não se fundamenta na rejeição consciente e deliberada da idéia de deus, baseada em conceitos filosóficos e/ou científicos, mas simplesmente existe enquanto um estilo de vida que não leva em consideração a hipótese da existência de algum deus para se guiar. O ateísmo implícito pode ser dividido em ateísmo puro e ateísmo prático.
- O ateísmo puro é o estado de ausência de crença devido ignorância ou incapacidade intelectual para posicionar-se ante a noção da existência de uma divindade. Nesta categoria entram todos os indivíduos que nunca tiveram contato com a idéia de um deus; por exemplo, alguma tribo, grupo ou povo que se encontre isolado da civilização e que seja alheio idéia de um deus. Também se enquadram nesta categoria os indivíduos incapazes de conceber a idéia de um deus – seja isto por imaturidade intelectual ou por deficiências mentais; por exemplo, poderíamos citar crianças de pouca idade; pessoas que sofrem de alguma enfermidade mental incapacitante também se enquadram nesta categoria.
- O ateísmo prático enquadra aqueles que tiveram contato com a idéia de deus, ou seja, que conhecem as teorias sobre as divindades, mas não tomam qualquer atitude no sentido de negá-la, rejeitá-la ou afirmá-la, permanecendo, deste modo, neutros sobre o assunto. Os integrantes desta categoria comumente se classificam como agnósticos, isto é, aqueles que julgam impossível saber com certeza se há ou não uma divindade. Sob esta ótica, devido a essa impossibilidade, afirmam que seria inútil qualquer esforço intelectual no sentido de comprovar ou refutar a existência de um deus. Qualquer pessoa que tem conhecimento da existência das religiões e de suas teorias, mas vive sem se preocupar se há ou não algum deus ou julga impossível sabê-lo com certeza, sem rejeitar ou afirmar explicitamente a idéia de deus, é classificada como pertencente ao ateísmo prático.
- O ateísmo explícito é a rejeição consciente da idéia de deus. A causa desta rejeição freqüentemente é fruto de uma deliberação filosófica; contudo, não é possível fazer qualquer espécie de generalização quanto causa específica da descrença, pois cada pessoa julga individualmente quais razões são válidas ou inválidas para corroborar ou refutar a idéia da existência de um deus. O ateísmo explícito pode ser dividido em duas outras categorias.
- O ateísmo passivo ou cético é a descrença na existência de deus(es) devido ausência de evidências em seu favor. Esta variedade também pode ser encontrada sob a denominação de “posição cética padrão”, pois reflete um dos axiomas mais fundamentais do pensamento cético, que é: não devemos aceitar uma proposição como verdadeira se não tivermos motivos para fazê-lo; ou, em sua versão lacônica: sem evidência, sem crença. O ateu desta categoria limita-se a encontrar motivos para justificar sua rejeição da idéia de deus, por vezes esforçando-se em demonstrar por que as supostas provas da existência divina são inválidas, mas sem se preocupar com a negação da possibilidade da existência de um deus.
- O ateísmo ativo ou crítico é a variedade mais difícil de ser defendida, pois é uma descrença que envolve a negação da possibilidade da existência de um deus. Os ateus desta categoria tipicamente se intitulam racionalistas e seguem o princípio de que o ataque é a melhor defesa. Ou seja, literalmente atacam a idéia de deus, evidenciando as contradições e as incongruências presentes neste conceito, empenhando-se em demonstrar, através de argumentos racionais, por que a existência de um deus — como definido pelas religiões — é logicamente impossível.
À primeira vista, talvez pareça que tais definições são demasiado singelas para serem capazes de abarcar todas as possibilidades, mas não são. Isso porque a posição ateísta, em si mesma, não é positiva, não possui qualquer conteúdo, pois não representa algo, mas apenas a ausência de algo; em suas categorias mais elaboradas, o ateísmo é uma ausência vinculada a uma rejeição ou a uma negação de algo largamente aceito, que, no caso, é o teísmo, em suas variadas formas.
Deste modo, a definição de ateísmo não subentende qualquer espécie de descrição prática do indivíduo. Nesta classificação, aquilo que os ateus fazem de suas vidas não é levado em consideração absolutamente. Ao contrário de outros ismos – como cristianismo, judaísmo, espiritismo, xintoísmo, hinduísmo, islamismo –, o ateísmo não é um estilo de vida nem uma doutrina dotada de um corpo de conhecimentos ou princípios, mas somente uma classificação acerca do posicionamento ou estado intelectual do indivíduo em relação idéia de deus. Portanto, o ateísmo não possui natureza análoga s religiões teístas.
Uma vez que o ateísmo é apenas uma classificação – e não uma doutrina ou uma cosmovisão –, logicamente não incorpora qualquer espécie de valores, princípios morais ou noções de ética. É exatamente devido a esse fato que muitos indivíduos, inadvertidamente, classificam os ateus como imorais. Deve ficar claro, entretanto, que a ausência de um conjunto de valores morais, na verdade, refere-se somente ao ateísmo em si mesmo, de modo que, na prática, isso não implica qualquer incompatibilidade entre os dois absolutamente.
Assim como os teístas, os ateístas possuem valores morais que norteiam suas ações. Não há evidências empíricas em absoluto para sustentar a acusação de imoralidade tão freqüentemente lançada contra os descrentes. É claro que os ateus, como um todo, não compartilham um código moral único, não possuem uma moral baseada na autoridade de princípios ateísticos, que seriam absolutos ou superiores como os valores vinculados ao teísmo. Na realidade, os ateus escolhem individualmente – visando seus objetivos, suas necessidades – quais são os valores que melhor lhes servirão para guiar suas vidas em função do sentido que escolheram para elas. Ou seja, o que não existe é uma moral ateísta no sentido em que falamos de uma moral cristã. Entretanto, há, por certo, ateístas morais, os quais se baseiam em fatores de natureza humana para fundamentar seus valores de modo racional – pois é claro que, sem um deus, tais fatores não poderiam ser absolutos ou transcendentais.
Logicamente, a grande freqüência com que se tenta corroborar ou refutar o ateísmo através de julgamentos e valores morais apenas demonstra uma lamentável leviandade (ex: “ateus também fazem caridades” ou “muitos ateus são criminosos”). É claro que, se desejarem, alguns ateus podem ser bondosos, compassivos, solidários etc. Talvez devido ao fato de a maioria dos religiosos se identificar com esse tipo de moral sua típica ojeriza palavra ateu possa ser um pouco amenizada; todavia, pretender que a bondade tenha, em si mesma, algum valor, que ofereça qualquer verossimilhança posição, é, no mínimo, um absurdo. O mais “dogmático” dos ateísmos ainda não passa de uma mera negação (“Deus não existe”, afirmativamente). Sendo assim, assumir um posicionamento ateísta remete-nos a um plano muito mais fundamental, muito mais abrangente. Em outras palavras, além de ser independente da moral, o ateísmo a precede em profundidade filosófica. Ou seja, na melhor das hipóteses, somente será possível deduzir, individualmente, valores a partir do ateísmo, mas nunca o ateísmo a partir dos valores. Daí a impossibilidade de a bondade, por exemplo, servir de respaldo a ele; e o mesmo vale para objeções ao ateísmo baseadas em delitos cometidos por indivíduos ateus.
Há também uma grande tendência de se querer vincular a responsabilidade das ações visão de mundo do indivíduo, e tal tendência está ligada idéia de que esta vem sempre carregada de valores e deveres – neste caso, também vinculada ao mal-entendido de que o ateísmo é uma crença positiva. Por exemplo, se um cristão faz uma caridade em nome de Deus e usa a Bíblia para justificar tal feito, então se pode dizer que o cristianismo é, em certo grau, responsável por tal ação. Isso porque toda religião tem seus dogmas, suas verdades, seus princípios superiores, em suma, seu cânone “tu deves”. Portanto, ela define o que é o bem e o que é o mal, o que é certo e o que é errado, e assim por diante. Diferentemente, o ateísmo encontra-se alheio a todo esse rebuliço de valores que os humanos cultivam. Se um ateu faz algo bom ou ruim, isso não se deve ao ateísmo, pois o ateísmo não diz coisa alguma a respeito do que devemos ou não fazer. O ateísmo não diz o que é o bem nem o que é o mal, muito menos o que é certo ou errado. Ele não arrasta consigo nenhuma espécie de valor, e é por isso que não se pode atribuir-lhe qualquer tipo de culpa ou responsabilidade. Tudo recai tão-somente sobre os ombros do arbítrio individual, não sendo possível qualquer espécie de generalização da causa de seu ato que venha a abarcar o ateísmo.
Por isso, todo ateu que defende valores morais específicos – mesmo se forem de benevolência e de caridade – sem deixar claro que isso não tem qualquer relação com sua descrença, estará, sem perceber, prestando um grande desserviço aos ateus. Talvez a intenção seja boa, isto é, pense que com isso está revertendo o estereótipo negativo que tipicamente se tem dos ateus – de que são todos pervertidos, frustrados, imorais, insensíveis, criminosos. O problema, naturalmente, reside no fato de que esse contra-ataque pressupõe a falsa idéia de que o ateísmo deve se defender de acusações morais – e isso só termina por gerar mais confusão ainda. A personalidade dos ateus não tem qualquer relação direta com o ateísmo. Todos esses estereótipos sociais de como os ateus são não passam de preconceito, ilusão, pois, como vimos, o ateísmo não é capaz de justificar nada disso.
O fato de algum ateu ser altruísta ou egoísta, bondoso ou maldoso, compassivo ou cruel é apenas reflexo de seu temperamento e dos valores adotados pelo indivíduo em particular. Não delinear essa distinção entre o ateísmo e a moral faz com que as pessoas pouco aprofundadas no assunto se acostumem a encarar os padrões comportamentais dos indivíduos descrentes como uma conseqüência de seu ateísmo; ou seja, do mesmo modo que os ateus caridosos darão uma boa imagem ao ateísmo, os ateus criminosos irão macular e infamar sua imagem. Além de isso dar luz a diversos e indesejáveis estereótipos, estes ainda ocultam a verdadeira face do ateísmo – a neutralidade.
Portanto, ateus não compartilham necessariamente qualquer similaridade, exceto a descrença, é claro. Ateus podem ser bons ou maus, santos ou pervertidos, altruístas ou egoístas, individualistas ou coletivistas; podem ser democratas, comunistas, anarquistas ou monarquistas; podem ser filósofos, médicos, psicólogos, professores, eletricistas, lixeiros, escritores, comerciantes, alpinistas, atores ou qualquer outra coisa. O ateísmo, em si mesmo, é estritamente neutro, e, portanto, vazio de quaisquer implicações morais ou filosóficas. Ateísmo é apenas o nome que se dá ao estado de ausência de teísmo – ou seja, tão-somente a ausência de crença na existência de quaisquer deuses. E, enfim, se pode ser dito que os ateus têm algo em comum, este algo é exatamente não ter nada em comum, pelo menos não necessariamente, como uma regra geral.
Todas as pessoas, um dia, já foram ateístas – sem exceção. Todos os bebês nascem sem discernimento suficiente para compreender a noção de um deus. Como vimos acima, esse estado é enquadrado como uma categoria de ateísmo. É claro que não se trata de uma descrença deliberada, mas demonstra quão absurdo é tentar derivar qualquer espécie de conseqüência do fato de alguém ser ateu. Certamente os religiosos fervorosos objetarão essa idéia, dizendo que é injusto taxar qualquer pessoa incapaz de formar seu juízo a respeito do assunto como uma ateísta. Contudo, vejamos: injusto por quê? Há algo de errado em ser ateu? É sinal de perversão, insanidade? É claro que não (talvez sim para alguns teístas intolerantes…). Mas, enfim, nesta situação, a palavra parece estar descrevendo perfeitamente a perspectiva do indivíduo em relação idéia da existência de divindades. Por exemplo, certamente ninguém levantaria objeções pretensão de classificar um bebê como um indivíduo apolítico por ser incapaz de conceber o que é a política e posicionar-se em relação a ela; tampouco idéia de que todos eles são analfabetos. Como se pode dizer, afirmou Richard Dawkins, que uma criança de quatro anos seja Muçulmana, Cristã, Hindu ou Judia? É possível falar de um economista de quatro anos de idade? O que você diria sobre um neo-isolacionista de quatro anos ou um liberal Republicano de quatro anos? A questão está na incoerência de imputar posições positivas a quem não pode responder por elas, sequer pode concebê-las. Em nossa sociedade, entretanto, a palavra ateu encontra-se tão carregada de preconceitos, tão estigmatizada, que chamar um indivíduo de ateu, longe de ser uma mera classificação neutra, na verdade aparenta ser uma espécie de insulto.
Objetivamente, percebemos que essa animosidade para com a definição apresentada de ateísmo puro, na realidade, não tem nada de razoável, impessoal ou desinteressado. O problema certamente não está na definição, mas nos preconceitos que são nutridos em relação posição ateísta. O grau em que um indivíduo religioso se sente incomodado com a idéia de se chamar uma criança desinformada de atéia pode ser usado para medir o grau de preconceito e intolerância que possui em relação ao ateísmo. Digam o que disserem, o ateísmo não é uma perversão, nem uma teimosia, nem uma insensibilidade, nem qualquer outra coisa senão a ausência de crença na existência de deus – o resto fica por conta dos preconceitos.
Entretanto, quando analisamos a perspectiva religiosa, torna-se compreensível que tais preconceitos existam. O fato de alguém rejeitar a verdade óbvia de que existe um criador, e declarar-se abertamente ateu, só pode significar que se trata de uma pessoa insensível, cínica, ressentida, frustrada com a vida e revoltada com Deus. Mas, logicamente, tal raciocínio é de todo unilateral. O problema não está nos ateus, mas no fato de que homens convictos são prisioneiros de seus pontos de vista. Quem jura lealdade absoluta a uma doutrina ou ponto de vista específico inevitavelmente fecha os olhos para todo o resto e, deste modo, a imparcialidade torna-se algo impossível. Homens comprometidos com um ponto de vista perdem sua liberdade de pensamento, tornam-se incapazes de enxergar a realidade senão através de uma ótica parcial e pessoal, e assim tudo passa a dividir-se em dois grupos: os que, como eles, sabem da verdade, e os outros, que estão todos errados e perdidos. Sem dúvida, uma atitude lamentável, pois qualquer pessoa razoavelmente esclarecida sabe que o uso da convicção – ou da fé – como único critério da verdade fatalmente conduz a uma completa falta de imparcialidade que cega e tolhe a visão de mundo.
No que concerne a origem de tais preconceitos, é impossível saber exatamente o que acontece na mente religiosa, mas podemos lançar mão de uma analogia que parece ser bastante razoável para explicá-la. Digamos que, na perspectiva religiosa, um indivíduo declarar-se ateu talvez seja algo tão chocante quanto um filho querido e bem cuidado que afirma não amar seus pais. Algo como dizer: Que importa se eles me amam? Que importa se eles me geraram, me alimentaram e me educaram? Fizeram-no porque quiseram; não obriguei ninguém a isso e, portanto, não devo gratidão alguma. Para a maioria das pessoas, certamente tal afirmação é chocante; vem nossa mente a imediata impressão de que tal pessoa é insensível e cínica, sendo difícil imaginar que ela é feliz e mentalmente sadia. Mas, sem dúvida, temos de admitir que as palavras dessa pessoa fazem sentido, e são estritamente racionais. O fato é que nós todos temos preconceitos, e acharmos que todos devem amar cegamente seus pais apenas porque foram bondosos e cuidaram bem de nós é só mais um deles – provavelmente, isso está enraizado em instintos; mesmo assim, em nível objetivo, continua sendo um preconceito. Esse é um bom exemplo para demonstrar que as crenças arraigadas por motivos emocionais parecem possuir uma curiosa imunidade crítica racional. Portanto, supondo-se que as crenças religiosas fundamentam-se em fatores emocionais, isso explicaria por que afirmar que “não amamos nosso criador” pode soar como algo muito forte a eles, desembocando fatalmente em preconceitos de todo tipo.
Percebendo que não podem estereotipar os ateus moralmente ou filosoficamente, os críticos do ateísmo partem para outra tática. Deslocam-se para o campo da prática e afirmam que a descrença é negativismo puro; que destrói, mas não reconstrói; que deixa um vazio na vida das pessoas; que é inútil. Mas essa argumentação é claramente tendenciosa, pois tenta depreciar a posição ateísta contrapondo-a de modo distorcido ao teísmo. Se o ateísmo não é um conjunto de valores, se não é uma explicação e nem um guia para a vida das pessoas, por que ele haveria de ser útil nesses aspectos? Não há o menor sentido em fazer tal comparação. O ateísmo não é uma alternativa para o teísmo e nunca pretendeu ser. Todavia, naturalmente, sem dogmas a serem seguidos, inevitavelmente recai sobre nossos próprios ombros a incumbência de escolher e julgar os valores, isto é, de nos posicionarmos individualmente frente ao mundo em que vivemos. Mas essa incumbência deve ser entendida em termos de liberdade de escolha, não de vazio existencial – tal liberdade pode gerar angústia, é claro, mas isso não vem ao caso neste ponto da argumentação. O ateísmo, ao contrário do que alguns fazem parecer, não é a maldição da vida sem sentido, mas a maldição de precisar escolher um sentido. Enfim, é difícil imaginar o que poderia haver de ruim e negativo no fato de que cada um é livre para criar suas próprias regras e perseguir seus próprios objetivos, em vez de ser obrigado a seguir as regras e os objetivos de outrem.
Outro equívoco comumente cometido por aqueles que se opõem ao ateísmo consiste em tratar tal posição como análoga ao teísmo, como uma “religião da descrença”. Ou seja, julgam que os ateus, assim como os teístas, na realidade professam alguma espécie de crença dogmática na inexistência de deus(es). Partindo dessa premissa, concluem que o ateísmo não tem mais validade que qualquer crença religiosa, pois, assim como os teístas acreditam em Deus e são incapazes de provar sua existência, os ateus seriam descrentes em Deus igualmente incapazes de provar a sua inexistência.
Pelo que vimos acima, tal objeção obviamente transborda uma tremenda incompreensão do que é ateísmo. Primeiramente, porque o ateísmo não é uma crença dogmática na inexistência de deus, mas somente a ausência de crença nesse tipo de entidade sobrenatural. Em segundo lugar, porque há uma regra lógica muito simples – e convenientemente ignorada pelos teístas – que diz o seguinte: não é razoável acreditar em algo sem ter motivos para fazê-lo. Qualquer indivíduo sensato há de convir que a atitude de não acreditar em algo – por não haver evidências convincentes em seu favor – não é uma crença, e tampouco precisa se sustentar em provas.
Além disso, provar negações universais, por motivos lógicos, é algo extremamente difícil, e alegremente certos teístas usam isso para afirmar que ninguém é capaz de provar a inexistência de Deus. À primeira vista, isso parece razoável, e seria suficiente para empatar os placares. Mas, com um pouco de pensamento crítico, logo se percebe a incoerência: não podemos provar a inexistência de praticamente qualquer coisa. E, para deixar a idéia clara, só precisamos de algum tempo livre para dar asas nossa imaginação especulativa. Por exemplo, formulemos algumas hipóteses bizarras:
- Nosso Universo, na verdade, é um “aquário espacial” feito por alienígenas que estão brincando de cultivar seres humanos.
- Existem cogumelos imateriais que vivem numa dimensão paralela, os quais estão nos vigiando constantemente, apesar de não podermos detectá-los.
- A verdadeira divindade, que criou o mundo e os homens, é Zeus, com a ajuda de Apolo e Dionísio. Eles e inumeráveis outros deuses estão todos no Olimpo nos observando.
- A Terra em que vivemos é um elétron; o Sol é um conjunto de prótons e nêutrons; nosso sistema planetário como um todo é um átomo de flúor gigantesco. Os físicos modernos discordam de tal afirmação, mas isso acontece porque o homem ainda não possui tecnologia suficiente para observar e analisar a realidade de modo preciso.
- O Universo só parece mecânico e impessoal; na verdade, o mundo em que vivemos é auto-consciente.
- Há uma civilização pacífica que habita o núcleo do Sol; ela se protege do calor através de um sistema hiper-tecnológico que nos é inconcebível; nela vivem milhões de unicórnios, centauros e minotauros em um grau de desenvolvimento muito superior ao nosso.
- Há um grande dragão alado vermelho cuspidor de fogo em meu quarto; contudo, toda vez alguém tenta observar ou confirmar sua existência, este desaparece imediatamente de modo misterioso.
Então perguntemos: como alguém seria capaz de refutar tais hipóteses? Não temos qualquer motivo para julgá-las verdadeiras, mas, mesmo assim, não temos como provar que são definitivamente falsas. É esse o problema das negações universais.
Por exemplo, no caso da sexta hipótese, o único modo de provar que tais seres não existem seria ir até o núcleo do Sol e olhar se estão lá ou não, mas isso não é realmente uma boa idéia, pois freqüentar locais que estão a milhões de graus Celsius é relativamente perigoso. Basicamente, isso significa que não podemos provar a inexistência dessa tal civilização helionuclear. Entretanto, faz algum sentido declarar que essa impossibilidade serve como uma evidência de sua existência? Definitivamente, não. Ademais, o fato de alguém acreditar piamente em tal hipótese é irrelevante sua veracidade.
O mesmo se aplica, naturalmente, idéia de deus: trata-se somente de uma hipótese sem comprovação – uma especulação, realmente. Só precisamos trocar a afirmação “Há seres vivos no centro do Sol” por “Deus criou o mundo” ou “Deus existe”. Não existem razões para julgarmos que a hipótese divina deveria fugir regra. Pelo mesmo motivo que as pessoas, normalmente, não acham sensato acreditar que estamos sendo vigiados por cogumelos imateriais, os ateus acham sensato não acreditar na hipótese da existência de um deus criador.
Devemos notar, entretanto, que isso não implica de modo algum a impossibilidade da existência de cogumelos imateriais ou deuses. De fato, nenhuma das hipóteses apresentadas acima é impossível. Simplesmente não acreditamos nelas porque não temos motivos para julgar que são verdadeiras. Como vemos, não há qualquer traço de extremismo em tal raciocínio, como poderia parecer primeira vista.
Esse contra-argumento dos teístas — “prove-me que Deus não existe” —, que costuma ser aceito prontamente como válido pelos desavisados, é uma falácia argumentativa que recebe o nome de Inversão do ônus da prova, na qual aquele que afirma a veracidade de uma proposição coloca sobre os incrédulos o dever de provar sua falsidade e, se estes forem incapazes de fazê-lo, imediatamente ficaria comprovada a veracidade da proposição. O engano, nota-se, é óbvio: como poderíamos fazer isso – provar a inexistência de tal deus – se, na realidade, nem mesmo existem provas de sua existência para refutarmos?
Na realidade, o dever de provar a veracidade recai sobre os ombros daquele que afirma algo. Se algum indivíduo diz “Deus existe”, é sobre ele que fica a responsabilidade de provar a veracidade de sua proposição, ou seja, provar a existência de Deus. Se falhar em prová-la, então não teremos motivos para aceitá-la e, assim, a descrença torna-se plenamente justificada.
Assim, vemos que ateus não têm o dever de provar coisa alguma, pois, no ato de descrer, não estão afirmando nada. Em geral, o que dizem é simplesmente o seguinte: Não acredito em deus porque não tenho motivos para fazê-lo; caso tivesse algum motivo, acreditaria; mas não encontrei nenhum. Ante a ausência de evidências, ser ateu não passa de uma simples questão de honestidade intelectual. Bertrand Russell resumiu muito bem o conceito fundamental nesta passagem:
Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez de os dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade.
Mas isso não é suficiente para fechar a questão. Há uma frase – a qual, aliás, é bastante famosa entre os ateus – que serve como um aviso para que mantenhamos nossa mente sempre aberta: ausência de evidência não é evidência da ausência. A simples falta de evidências não é suficiente para justificar a crença na inexistência, e a maioria dos ateus realmente não acredita de modo definitivo na inexistência divina.
Entretanto, não podemos ignorar o fato de que há certos ateus que acreditam na inexistência de deus(es). Como vimos, são os que pertencem categoria do ateísmo crítico. Para justificar tal posicionamento, a ausência de evidência não é suficiente. Neste caso, torna-se necessário demonstrar a impossibilidade da existência divina. E, deste modo, poder-se-ia dizer que esta posição é dogmática, pois é impossível provar definitivamente a inexistência de qualquer deus. Mas o pequeno detalhe que faz toda a diferença reside no fato de que não tentam provar a impossibilidade da existência de qualquer divindade, mas de uma divindade específica de tal ou tal religião.
O ateu crítico usa a própria crença do indivíduo teísta para fundamentar sua argumentação. Se alguém diz: “Eu acredito em Deus”, o ateu crítico pergunta coisas como: “Que é Deus?”, “Qual é a natureza desse Deus?”, “Quais são seus atributos?”. Por exemplo, estudando as definições do Deus bíblico, o ateu crítico poderia procurar contradições nos atributos desta divindade e, usando a regra lógica da não-contradição – tudo aquilo que se autocontradiz é necessariamente falso –, usa essa informação para argumentar contra a existência de tal ser. Assim, do mesmo modo que a regra da não-contradição justifica a crença na inexistência de entes cujos atributos se excluem mutuamente – como cubos esféricos ou círculos hexagonais –, também justifica a crença na inexistência de um deus cujos atributos são autocontraditórios. Nesta situação, a crença encontra-se justificada de modo racional e lógico, não sendo possível, portanto, acusá-la de dogmatismo – talvez de racionalismo reducionista, mas isso será discutido posteriormente.
Em discussões do tipo Ateísmo versus Teísmo, percebe-se facilmente que a maioria das pessoas não entende o que é ateísmo. É por isso que grande parte dos argumentos usados contra ele é notável por sua absoluta irrelevância. Por exemplo, quando algum ateu assume abertamente sua posição, logo é coberto de argumentos verborrágicos e disparates de todo tipo. Alguns exemplos: “Você quer ir para o inferno?”; “Você é mais um daqueles que acredita que isso tudo surgiu do nada?”; “Então explique a origem da vida e do Universo”; “É uma pena que você seja tão infeliz”.
Sem levar em consideração o primeiro exemplo e o último, pois sequer merecem uma resposta séria, devemos ter em mente que o fato de alguém ser ateu não diz nada, absolutamente nada sobre o que ele pensa a respeito de tais assuntos. Isso porque o ateísmo possui caráter negativo, e as negações são extremamente parcimoniosas no fornecimento de dados. Por exemplo, se alguém dissesse “Eu não me chamo José”, que poderíamos inferir a partir disso além do fato de que seu nome é outro, que não José? Seria absurdo pensar que tal informação fornece qualquer pista significante sobre seu verdadeiro nome. É simplesmente incabível tentar deduzir a partir do fato de alguém ser ateu quais são seus pontos de vista filosóficos, morais ou científicos sobre quaisquer assuntos.
É claro que os religiosos costumam fazer esses tipos de pergunta porque a maioria dos ateus adota o posicionamento científico, que se baseia na experimentação e no racionalismo, mas não necessariamente. O indivíduo ateu pode possuir suas próprias teorias ou então, sem problema algum, pode se abster de responder essas questões, alegando que, na ausência de dados corroborativos para construir qualquer teoria razoavelmente verossímil, qualquer afirmação não passaria de um mero disparate.
Nesse último caso, a resposta mais típica s perguntas dessa natureza é simplesmente esta: não sei.
Como surgiu o Universo? — Não sei.
Por que existimos? — Não sei.
Deus existe? — Não sei. Afirmo apenas que nasci neste mundo e que sou ignorante quanto a todos esses fatos. Nossa existência parece um grande mistério insondável. Portanto, de nada adianta dizer “foi Deus” se, na realidade, não tenho motivos para acreditar nisso. Prefiro admitir meu desconhecimento a abraçar uma hipótese infundada para tentar mascarar minha ignorância ante este grande ponto de interrogação que é o mundo em que vivo.
A integridade intelectual impede que pontos de interrogação sejam utilizados como argumentos em favor de hipóteses confortantes como a da existência de um deus. O fato de não sabermos de onde viemos, como surgiu a vida ou qualquer outra coisa, não significa em absoluto que “foi Deus”. Não sabermos de onde tudo isso surgiu significa apenas que não sabemos de onde tudo isso surgiu – e tão-somente; nem mesmo significa que surgiu. A ignorância não é um argumento, definitivamente; e a tentativa de usá-la como um argumento somente revela uma grande e lamentável parcialidade, que muito provavelmente deriva-se da necessidade de crer.
Esse deus, que só habita os recônditos de nossa ignorância, é tipicamente alcunhado “Deus das lacunas”, pois só sobrevive por entre as sombras do desconhecido. É devido a esse subterfúgio explicativo que, outrora, devido ignorância, os fenômenos naturais – como trovões e relâmpagos – eram interpretados como manifestações de um deus descontente com os humanos. É claro que, naquela época, esta parecia uma explicação tão plausível e respeitável para os fenômenos naturais quanto, atualmente, dizer que o Universo foi criado por um deus, pois ambas coisas eram igualmente desconhecidas. Mas, nos dias de hoje, a ciência já lançou luz – a maior inimiga do Deus das lacunas – sobre os processos responsáveis pelos trovões e pelos relâmpagos, tornando ridícula a afirmação de que se devem manifestação de um deus enfurecido com os humanos.
Hipócrates, nascido por volta de 460 a.C., considerado um dos pais da medicina, em sua época já compreendia a tendência humana de mistificar aquilo que lhe é desconhecido – Os homens pensam que a epilepsia é divina meramente porque não a compreendem. Se eles denominassem divina qualquer coisa que não compreendem, não haveria fim para as coisas divinas.
Sejamos honestos quanto a nós mesmos: somos seres complexos, capazes de empreendimentos notáveis, mas também limitados, e não temos todas as respostas ao nosso alcance – pelo menos não atualmente. Portanto, quem não quiser se enganar através de fábulas explicativas e consoladoras, precisa aprender a conviver com tais limitações, pois a atitude de responder uma pergunta se valendo de um mistério, na realidade, não explica coisa alguma. Isso, naturalmente, não significa fechar-se totalmente para outros pontos de vista. Em nosso conhecimento, há – e deve haver – lugar para a dúvida, para a incerteza, pois deste modo nosso conhecimento não ficará cristalizado na forma de crenças impermeáveis s novas evidências que vierem a ser descobertas e s novas teorias que vierem a ser formuladas. Se não aceitarmos que nossa visão de mundo é provisória, que sempre estará sujeita a revisões, ela se tornará obsoleta rapidamente. Então devemos conceder hipótese da existência de um deus alguma plausibilidade? Certamente: a mesma que concederíamos a uma especulação bastante improvável que, há milênios, está espera de evidências que a comprovem.
Vale a pena fazermos, aqui, um breve comentário sobre a posição denominada agnosticismo. Equivocadamente, costuma-se pensar que esta jaz no limiar da dúvida entre o teísmo e o ateísmo, quando, na verdade, ela é independente da questão da crença/descrença em um deus. Tal visão diz respeito somente impossibilidade de a mente humana conceber, compreender ou julgar alguns tipos de questões – afirmando que tais assuntos estão além do escopo da racionalidade humana, sendo, portanto, impossível formular sobre eles qualquer juízo seguro.
É errado pensar no agnóstico como um indivíduo meio-termo entre as duas perspectivas, ou seja, que não afirma nem nega a existência de uma entidade superior, supostamente representando uma posição de questionamento sensato em vez de um extremismo ateísta. O agnosticismo certamente não é uma terceira opção entre o teísmo e o ateísmo, e é fácil evidenciar o porquê. O agnosticismo envolve a crença em deus? Não. Envolve a descrença em deus? Não. Então que relação necessária tem com esta questão? Nenhuma. Como explicou George H. Smith, O termo “agnóstico”, em si mesmo, não indica se alguém acredita ou não num deus (…) agnosticismo não é uma posição independente ou um meio-termo entre teísmo e ateísmo, pois classifica de acordo com um critério diferente.
A rigor, a palavra agnóstico significa apenas sem conhecimento, isto é, trata-se de um termo genérico que diz respeito somente afirmação da impossibilidade de se obter conhecimento acerca de alguma coisa ou assunto qualquer. Então seria mais correto dizer algo como: este indivíduo – ateu ou teísta – é agnóstico em relação questão da existência de deus ou de alguma “questão x” qualquer.
Portanto, como podemos perceber, não existe um meio-termo entre acreditar e não acreditar, ou seja, entre teísmo e ateísmo. Afirmar “acho impossível saber com certeza” não é uma solução, mas uma evasiva. O que comporta um meio-termo, na verdade, é a lacuna que fica entre a negação e a afirmação de deus, e tal lacuna corresponde ao ateísmo cético ou ao ateísmo prático.
Como se pode notar, essa noção do agnosticismo é uma posição errônea comumente adotada por aqueles que não são teístas, mas que na verdade não consideram a existência de deus uma hipótese absurdamente improvável, como alguns ateístas mais fervorosos. Mas, sem dúvida, os agnósticos desse tipo são, tecnicamente, ateus. Provavelmente muitos se denominam como tais porque têm receio do estigma social vinculado ao ateísmo, que é muito forte; então transferem o significado de suas posições a outros termos que soam mais brandos, como agnóstico – como convém, pois em cima do muro não caem tantas pedras.
Voltando ao assunto principal, é sempre comum vermos, devido a todos os mitos que existem sobre o ateísmo, indivíduos imaginando e se perguntando como os ateus são. Talvez pensem que são criaturas exóticas raríssimas, que vivem num submundo oculto, se vestem de preto e advogam pela destruição de todas as religiões – mas isso não passa de fantasia. Em sua maioria, ateus são pessoas realmente comuns, que apenas baseiam na lógica e nas evidências suas opiniões sobre a realidade. O fato é que, provavelmente, todas as pessoas já se depararam com ateus casualmente, mas sem se aperceberem disso, daí acharem que são tão raros. Na realidade, se não perguntarmos diretamente aos indivíduos, é quase impossível descobrir se são ateus. São poucos aqueles que gritam aos quatro ventos que não acreditam em nenhum deus.
Sem dúvida, também há os ateus mais exacerbados, tipicamente denominados ateus militantes, alguns dos quais mantêm uma postura hostil para com a religião. Alguns julgam que ela é uma grande travanca ao progresso da humanidade – principalmente aqueles que têm algum conhecimento de História. Mas isso, fundamentalmente, como vimos, não pode ser encarado como uma conseqüência direta do ateísmo, pois não existe uma Santa Escritura Ateísta que dita “Tu vilipendiarás a religião e escarnecerás a crença do teu próximo”. Se algum ateu procede de tal maneira, trata-se apenas de um posicionamento individual, e querer imputar a causa de seu comportamento agressivo ao ateísmo é uma atitude errada e desonesta.
Muitos também pensam que os ateus são irredutíveis em sua descrença, que são descrentes crônicos, incapazes de mudar seu ponto de vista. Se podemos dizer que os ateus são irredutíveis, o são apenas na atitude de não acreditar em hipóteses sem comprovação. Certamente, se algum teísta surgisse com uma prova realmente válida para a existência de deus, até os ateus mais ferrenhos teriam de dar o braço a torcer. Aliás, não há motivos para se pensar o contrário. Afinal, por que algum indivíduo se oporia existência de um criador? Quem não gostaria de ser a coroa da criação? Quem escolheria ser um efêmero mamífero, um grão de pó pensante, se pudesse ser o imortal supra-sumo do Universo? Para citar Peter Atkins:
Seria de fato fascinante se o Universo tivesse um propósito; seria provavelmente prazeroso haver vida após a morte. Porém, não há um só pedacinho de evidência em favor de nenhuma das duas especulações. Como é fácil de compreender por que as pessoas anseiam por um propósito cósmico e vida eterna, e não existe evidência para ambos, me parece uma conclusão inescapável que nenhum dos dois existe.
Realmente seria ótimo se todos nós fôssemos tão especiais quanto gostaríamos de ser, mas o fato é que não temos motivos para acreditar que somos. Novamente, é a integridade intelectual que nos impede de acreditar em algo infundado somente porque é confortante.
Pelo exposto acima, percebemos que o ateísmo, ao contrário da imagem que se pinta dele, não é representado por uma seita de iconoclastas fanáticos, imorais e desequilibrados querendo destruir a religião a todo custo. Sem dúvida, o ateísmo apresenta-se como uma posição totalmente razoável, lúcida e sensata quando encarada na perspectiva objetiva – isto é, sem se levar em conta fatores subjetivos (o modo como “gostaríamos que a realidade fosse”, “no que precisamos acreditar para viver” etc.). E, como foi pontificado no início deste trabalho, o que os indivíduos livres-pensadores buscam, em geral, não são certezas absolutas: buscam aquilo que é mais provável de ser verdadeiro.
O objetivo deste capítulo foi desfazer alguns dos principais mitos, preconceitos e calúnias que gravitam ao redor do ateísmo, para que assim sejamos capazes de enxergar a posição de modo cristalino. Naturalmente, fica claro quanto esforço é feito da parte dos teístas no sentido de deturpar o verdadeiro significado dessa descrença. Em vez de enfrentar as verdadeiras questões, criam espantalhos do que seria o ateísmo e, destruindo-os, ufanam-se de tê-lo refutado, quando na realidade tal refutação não passa de um mal-entendido.
Contudo, não pensemos que são todos tão ingênuos e inocentes: caluniam porque não podem enfrentar; evadem porque não podem responder. O fato é que o teísmo sempre terminou como perdedor em todas as vezes que tentou enfrentar os fatos e a racionalidade, e simplesmente desmoronaria se tentasse, honestamente, se confrontar cara a cara com todas as questões que o ateísmo apresenta.
Deste modo, se há uma questão que realmente incorpora todo o peso do verdadeiro desafio que o ateísmo lança contra as religiões, é esta: que motivos temos para acreditar na existência de um deus?
Tags: Ateísmo

46 comments
17 de Setembro de 2008 at 10:29 am
bruno
Bom dia, Nem tudo na vida deve ser levado pela ciência, e sim pela verdadeira obra de um criador que é Jesus Cristo.
Pois tudo que a ciencia prova são meramente experiencias e teorias que jamais sao comprovadas .
E jesus nos ensinou atraves da palavra dele que tudo foi feito por ele e tudo foi criado por ele. Não e a atoa que o ser humano esta tentando descobrir as obras que Deus criou , os proprios cientistas sabe que Deus existe , pois ate nos estudos deles ele chamam o nome de “pelicula de Deus”.
E quem não acredita em Deus , desafie ele, pois se não desafiar nao provara.
e se tiver com medo porque acredita.
E quando vcs que não acreditam em Deus desafie , desafie com coisas boas pois ele atende pra fazer coisas boas, e com certeza vcs iram ver o mover de Deus em suas vidas.
AQuele que nao acredita em Deus com certeza algun dia acreditou, não esperou e nao teve fé suficiente pra acreditar no criador e se desviou , foi influenciado pela midia.
Deus o Abencoe.
17 de Setembro de 2008 at 11:21 am
weiner assis gonçalves
bruno
Se deus existe ele é unipotente unisciênte e todo poderoso, assim no princípio antes de tudo existir ela já sabia de todos os acontecimentos, não é verdade? Bem partindo deste pressuposto eu desafio ele me destruir antes que eu termine de usar reticência… !!! Não aconteceu nadica de nada e agora como é que fica a sua afirmação? Ah, você disse que é com coisas boas, o telefone vai tocar e eu vou receber a notícia que o governo resolveu pagar hoje o meu precatório, antes de usar reticência…, será por que não tocou? Ah, deixa prá lá.
17 de Setembro de 2008 at 1:52 pm
Gilton
Bruno
…jesus nos ensinou atraves da palavra dele que tudo foi feito por ele e tudo foi criado por ele….
Sério ….?????
Também estas pessoas abaixo ….?????
Jeffrey Dahmer,Ted Bundy,Charles Manson ,Richard Ramirez, John Wayne Gacy Junior, Eddie Gein, Andrei Chikatilo e Pedro Alonso Lopez…
Me explique isto direito …..as vezes eu não entendo …
17 de Setembro de 2008 at 2:20 pm
Kalil
Bruno,
Cientistas sérios não dizem que deus existe sem provas. Vai contra o método científico, contra a lógica - coisa que eles prezam muito.
Todo ateu desafia Deus no simples fato de não acreditar. Mas, se você é inseguro quanto a falta de convicção dos céticos, assista alguns vídeos do Pat Condell. Pode ser esclarecedor para você.
Mas, se sua intenção for que algumas pessoas desse site desafiem seu deus, de maneira explícita (mais explícita que dizer que ele não existe? Não tem um desafio nas entrelinhas? ou na própria afirmação?), desejo que seu deus me proporcione agora uma morte dolorosa, e me leve ao inferno, lugar de fogo e tortura. Antes de eu escrever o final desse comentário.
Será que eu vou morrer? Não estou muito crente disso.
Agora, quanto a ser influenciado pela mídia, em um lugar onde ser ateu traz uma reputação suja, vida sem ideais, como que pessoas podem ser influenciadas? Acho que a masseificação tá mais pro lado da religião…
17 de Setembro de 2008 at 3:09 pm
Gilton
Bruno …
….desafie com coisas boas pois ele atende pra fazer coisas boas, e com certeza vcs iram ver o mover de Deus em suas vidas…
Eu desafio deus a dar - me o número da mega sena desta semana antes ( lógico ) do sorteio …
Desafio a deus a dar - me de volta meu amado irmão falecido ….que faz muita falta ….
Desafio a deus a saciar a fome na Africa ….
Quer mais…..??????
17 de Setembro de 2008 at 3:20 pm
Perce Polegatto
Bruno
“…tudo que a ciencia prova são meramente experiencias.”
Meramente experiências? (!)
Você está atirando no próprio pé, dando gás a nossos argumentos, oh, tristeza.
“e se tiver com medo porque acredita.”
De jeito nenhum, nem me passa pela cabeça medo num caso desses.
Veja como é fácil entender: seria o mesmo que um cristão como você ter medo de Apolo ou Baco, seria impossível você ter medo de seres inexistentes, observe.
Quanto a desafiar, etc, nem pensar: é a mesma coisa, é como desafiar Odin ou Amon-Rá, você os desafiaria? Não seria patético?
17 de Setembro de 2008 at 3:29 pm
Perce Polegatto
Gilton / Bruno
“Tudo” inclui as relações cruéis da natureza, as crianças que nascem defeituosas ou morrem ao nascer, epidemias quase incontroláveis como a Peste Negra ou a Gripe Espanhola, os fenômenos da natureza em geral, terremotos ou furacões, que destroem tudo e todos em seu rastro…
E tudo isso foi feito por Jesus/Deus? Agora ficou pior ainda.
Bruno, você não parou para pensar no que está dizendo, continua atirando no próprio pé.
17 de Setembro de 2008 at 3:30 pm
bruno
Resposta pra todos
Deus requer do ser humano paz, amor e união.
Ele não faz as coisas de qualquer maneira não
As pessoas acham que e so pedir e pronto.
Mas deve pedir sim com fé e amor , e tudo que Deus Fez e perfeito.
no inicio da biblia diz a respeitos das pessoas que ele criou ele deu direito iguais a todos , mas poucos ouviram a suas palavras.
Ló por exemplo falou do evangelho e ninguem ouviu e a cidade foi destruida.
Noé avisou do diluvio e ninguem ouviu e a cidade foi inundada.
assim por diante
Deus fala, avisa .
usa quem ele quer pra avisar de uma coisa que vai acontecer
não e obrigado em acreditar
ele deixou livre arbitrio
aceite-o quem ele quiser
mas deixou a sua palavra para aquele que o obedece
Toda pessoa quando morre faz um testamento deixando os bens para os seus filhos
Deus deixou a biblia como testamento pra nos que somos seus filhos.
Basta ter fé e cre pois tudo que esta escrito na palavra acontece.
Nem tudo que o homem diz o que é devemos acreditar, pois tudo e feito por teorias e sim devemos acreditar naquilo que Deus nos dar.
Não e a atoa que muitos cientistas estao se convertendo ao evangelho, o mundo esta com sede do evangelho.
tudo que esta escrito na biblia esta se cumprindo, basta ler que vcs iram saber.
E a propria acao humana esta ajudando acabar com o mundo.
DEUS fez o homem , mas por causa do pecado o homem deixou de servir a Deus.
Leia genesis que vcs iram entender melhor.
Tudo e licito mas nem todas nos convem.
Aceitem a Jesus e grande coisas Deus o fará em suas vidas.
e a respeito do desafio. Deus não quer desafios de matar alguem e desafios materiais. E sim o seu consetimento. Deus vai agir sobre suas vidas atraves do seu poder e sua manifestacao. ja ouvi testemunhos de pessoas ateus que se converteram .
Um grande abraço
A paz!
17 de Setembro de 2008 at 3:32 pm
Perce Polegatto
(Observe, não estou citando nada promovido feito pelo homem, como uma guerra ou um acidente de avião, por exemplo.)
17 de Setembro de 2008 at 3:34 pm
Perce Polegatto
Kalil
desejo que seu deus me proporcione agora uma morte dolorosa, e me leve ao inferno, lugar de fogo e tortura.
Não precisa pegar tão pesado. Vamos desburocratizar: um raio na cabeça me basta.
17 de Setembro de 2008 at 3:38 pm
Perce Polegatto
Bruno
Deus fala, avisa
Bruno, se liga. Você fala como se deus existisse. Esqueceu que voc6e não está no site do Vaticano?
17 de Setembro de 2008 at 3:40 pm
João Paulo Hammes
Este texto do Bruno me fez ficar com mais nojo da religião e Bíblia, parabéns Bruno, você é um péssimo evangelista! Sonhe com o Diabo e seus anjos infernais!HUAHUAHUA!
17 de Setembro de 2008 at 3:42 pm
Perce Polegatto
Bruno
Leia genesis que vcs iram entender melhor.
Êita nóis!
Tá bom, quanto é o dízimo? Quero ser batizado na sua igreja já!
Rápido, antes que Jesus e Elvis voltem.
17 de Setembro de 2008 at 3:45 pm
Perce Polegatto
João Paulo
parabéns Bruno, você é um péssimo evangelista!
Renovo e reafirmo as congratulações ao Bruno.
17 de Setembro de 2008 at 5:05 pm
marcelloD2
Bruno,não dá para conversar com esses caras não.Estão todos doidões.Fumaram até a última ponta.O bagulho é da melhor qualidade.Sai fora!Nunca fumei um desses!
17 de Setembro de 2008 at 5:26 pm
Hecton
Ô gente, calma ai com o bruno, ele nem deve ser alguem, pois ele escreveu o próprio nome com letra minuscula…
Seres “ina-mimados”…
17 de Setembro de 2008 at 5:27 pm
weiner assis gonçalves
Pessoal,
Mais um, deve ser daqueles drogados que dizem ser recuperado, parece, contudo que a eficácia da recuperação não é total, sempre fica as seqüelas passam a viver num mundo do faz de conta e acreditar num livro de fábulas. Inclusive passam a crer em entidades sobrenaturais com visões apocalípticas. Faz dó.
17 de Setembro de 2008 at 5:27 pm
Bruno
No dia que todos realmente ser provado por Deus , pedir auxilio a ciencia e nao consigar nada, DEUS vai agir .
Procure saber do testemunho de Marta Anders ex atriz da rede globo.
Deus é fiel …
para cumprir todas promessas dita por ele…
ai daqueles que não confiarem.
Deus guarda o seus servos e nao deixam faltar nada não.
procure num hospital ou local qualquer se vc ver um cristao verdadeiro sofrendo.
e todos nos somos provados , mas recebemos a vitoria.
os que confiam no Senhor são como monte de sião nao se abalam…
Na biblia diz que nao deixa faltar pao (alimentos) para os que te servem verdadeiramente
e nem so de pao vivera o homem…
A Paz!
17 de Setembro de 2008 at 5:29 pm
Bruno
OK HECTON!
17 de Setembro de 2008 at 5:31 pm
Perce Polegatto
MarcelloD2 / Bruno
Bruno,não dá para conversar com esses caras não.
Precisa mais do que isso pra sumir de vista?
Bruno, ouça o conselho desse outro sábio e volte pra sua igreja.
(Claro que ele vai sumir também, ou não daria esse conselho a você, não é mesmo?)
17 de Setembro de 2008 at 5:33 pm
Hecton
marcelloD2
Quem fumou ate a ultima ponta, foi o cara com quem você pegou emprestado o nome, e que fazia apologia ao uso da maconha nas musicas que cantava….
..e depois somos nos que fumamos….
…(ôxente..que crente doido da muléstia)….
17 de Setembro de 2008 at 5:36 pm
Perce Polegatto
Bruno
Poupe-se, olhe quanto mico você está pagando…
Nós não precisamos dessas bobagens todas. A carência é toda sua.
Por que em vez de conversar aqui você não conversa com Jesus?
(Que gentinha chata, Jesus armado!)
17 de Setembro de 2008 at 5:38 pm
Perce Polegatto
“Orgulho da melhor qualidade.” (ai, que lindo, arrepiou…)
17 de Setembro de 2008 at 5:44 pm
Hecton
Perce …”Jesus Armado”….foi boa…
17 de Setembro de 2008 at 6:08 pm
marcelloD2
Marta Anders ministra palestra em evento da Setas
09/04/2003 - Lucíola Santos - Leituras: 867
Será nos próximos dias 10 e 11 de abril o evento realizado pelo governo do Estado, em parceria com a Setas - Secretaria do Trabalho e Ação Social, e a Prefeitura de Palmas, que trará a Palmas a ex-atriz global e ex-miss Espírito Santo, Marta Anders, para dar seu testemunho de vida. Considerada uma das mulheres mais belas do País, nas décadas de 70 e 80, Marta aos 29 anos, no auge do sucesso, teve que abandonar sua carreira por causa de um câncer linfático - um tumor cancerígeno do tamanho de uma laranja, que desfigurou seu rosto.
A palestra sobre a trajetória artística e o milagre que Deus operou na vida da ex-atriz será ministrada, a partir das 20 horas, no auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM). Já no dia 12, às 17 horas, no Salão de Eventos do Hotel Pousada dos Girassóis, será realizado um chá beneficente, somente para mulheres, cujo convite sairá por R$ 10,00. Esses eventos fazem parte das comemorações alusivas ao aniversário da Igreja Vida Nova, presidida pelo pastor Edvaldo Vieira da Silva.
Marta Anders aproveitará sua estada na Capital para lançar o livro A mulher que desafiou a Deus, onde relata sua experiência de vida. Inclusive, um exemplar será doado ao Hospital de Câncer de Palmas.
Será que foi o “Dráuzio varíola”quem a curou?Quem será o próximo a dar o testemunho:Polegatto,Hector ou Weiner?Façam suas apostas!!!!
17 de Setembro de 2008 at 6:30 pm
Kalil
Será o Kalil mesmo.
E vocês, ateus, pensam que deus não existe? querem prova maior do que essa, da miss-não-sei-o-que?
Ô MarcelloD2, queremos provas, não testemunhos. E você acha que essa histórinha aí muda alguma coisa? Só na sua igrejinha mesmo.
Ps: quem parece fumar mais “bagulho” aqui?
17 de Setembro de 2008 at 7:09 pm
Lúcia
Não há como deixar de notar o baixo grau de instrução do Bruno.
Ele é incapaz de articular uma frase bem construída.
O problema, Bruno, é que se você é uma pessoa sem estudo, fica muito difícil comover pessoas que detêm mais conhecimento.
Ainda que sejamos muito educados para falar, ficamos pensando que você é apenas um coitado ignorante, que se tivesse oportunidade e acesso ao conhecimento, repensaria suas idéias e faria algo mais produtivo em sua vida do que glorificar um ser inexistente.
17 de Setembro de 2008 at 7:15 pm
Kalil
Lúcia,
Esse que é o problema. Quando as pessoas estudam um pouco mais, logo elas mudam de time. (problema? Isso soa mais como solução!)
Mas ia ser divertido se uma pessoa mais instruída viesse debater conosco. É mais legal do que ter que rebater argumentos de pessoas que falam em “bagulho malhado”, ou mandam notícias de sites evangélicos.
17 de Setembro de 2008 at 7:57 pm
Lúcia
Kalil,
O ruim é que pessoas mais instruídas, que são crentes, logo vêm nos acusando de não ter lido todos os livros que consideram essenciais.
Essa acusação é clássica.
Como se para refutar a existência de fadinhas tivéssemos que ler primeiro o compêndio “Treze tomos com estudos sobre a gênese e evolução das senhôrinhas aladas”.
Elas regurgitam passagens do seu livro sagrado como advogados de porta de cadeia recitam artigos leis.
Esperam provar com isso que estudaram muito e são bem-preparadas.
Sinto pena… Teriam aproveitado melhor seu tempo lendo “Madame Bovary”, “Cem Anos de Solidão”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” ou o gibi da Mônica. Ou assistindo aos “Simpsons”.
Se fosse para estudar, poderiam ler livros sobre a Teoria da Evolução e sobre as atuais teorias da cosmogonia. Mas aí seria pedir muito…
18 de Setembro de 2008 at 8:30 am
João Paulo Hammes
Bruno,
Citações da famigerada Bíblia, o livrinho em que o Bruninho crê, de acordo com a mesma o Bruninho está completamente equivocado quanto à questão do sofrimento:
(Romanos 8,18)
Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada.
(II Coríntios 1,5)
Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações.
(II Coríntios 1,6)
Se, pois, somos atribulados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, a qual se efetua em vós pela paciência em tolerar os sofrimentos que nós mesmos suportamos.
(Filipenses 1,17)
aqueles, ao contrário, pregam Cristo por espírito de intriga, e não com reta intenção, no intuito de agravar meu sofrimento nesta prisão.
(Filipenses 3,10)
Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte,
(Colossenses 1,24)
Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.
(II Timóteo 4,5)
Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.
(Hebreus 2,10)
Aquele para quem e por quem todas as coisas existem, desejando conduzir à glória numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o autor da salvação deles,
(Hebreus 5,8)
Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve.
(Hebreus 10,33)
Seja tornando-vos alvo de toda espécie de opróbrios e humilhações, seja tomando moralmente parte nos sofrimentos daqueles que os tiveram que suportar.
(São Tiago 5,11)
Vós sabeis que felicitamos os que suportam os sofrimentos de Jó. Vós conheceis o fim em que o Senhor o colocou, porque o Senhor é misericordioso e compassivo.
(I São Pedro 1,11)
Eles investigaram a época e as circunstâncias indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava e que profetizava os sofrimentos do mesmo Cristo e as glórias que os deviam seguir.
(I São Pedro 4,13)
Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória.
(I São Pedro 5,1)
Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.
Bom, e pelo que o nosso amiguinho acéfalo falou, nos hospitais só existem pessoas doentes pertencentes à umbanda, candomblé, catolicismo, judaísmo, islamismo, budismo, etc. Nos hospitais não se encontra nem um evangélico doente, será que Jesus revogou o ensino de que quem o segue deve sofrer para entrar no reino dos Céus? Não é mais necessário tomar a cruz e segui-lo?
Os crentes são tão hipócritas aponto de ensinar a torto e a direito a “benção da prosperidade”, e simplesmente fingiram esquecer os absurdos masoquistas de seu livrinho imbecil!
18 de Setembro de 2008 at 9:00 am
Bruno
Encerramento de comentário
A ciência beneficia bem a humanidade através dos seus conhecimentos cientifico
Mas de onde veio a ciência?
De Onde veio o conhecimento Humano?
Será que vemos da evolução do macaco?
A bíblia diz em êxodo 31 -3 , Salmos 119 – 66 , Isaías 47 -10
“E o enchi do espírito de Deus, de sabedoria, de entendimento e de ciência, em todo o artifício”
“Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos.”
“Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguém me pode ver; a tua sabedoria e a tua ciência, isso te fez desviar, e disseste no teu coração: Eu sou, e fora de mim não há outro.”
Jesus colocou entendimento ao homem como o passar do tempo foi tentando ser Deus, e aos poucos muitos foi se desviando, ao ponto em não acreditar em Deus.
Eu duvido se uma pessoa obtiver conhecimento em alguma coisa, vai tentar se aperfeiçoar e deixar de acreditar naquele que o ensinou.
Deus deu conhecimento ao homem , colocou seu filho Jesus pra evangelizar a terra, e curar os enfermos e se fez de carne pra mostrar pra o ser humano que nos vencemos o sofrimento. Jesus sofreu, morreu por nos e venceu.
Historiadores de hoje, contam que até hoje todas as cidades históricas bíblicas e fatos bíblicos são reais. Pois eles estudam o ambiente onde Jesus e onde seus discípulos andaram, As cidades, e seus costumes.
Jesus deixou pra nosso nos Salmos de Davi 95 que: “Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração e não tem conhecimento dos meus caminhos.” Por isso, jurei, na minha ira, que não entrarão no meu repouso.
O homem conheceu tudo, mas não conheci o que Deus fez por ele,
Todos nos sofremos, mas se tivermos confiança em Jesus venceremos.
Jó segundo a bíblia, ele sofreu, o diabo colocou uma chagas nele, ele continuou adorando a Deus, foi bastante humilhado pelos seus amigos, ao ponto da própria mulher dele mandar ele amaldiçoar a Deus. Perdeu seus bens e seus filhos, e conseguiu vencer. Recuperou tudo em dobro e venceu o inimigo. Assim são os dias atuais o diabo esta colocando dificuldades e enfermidades em todo mundo, Quem é que esta vencendo essas dificuldades? Será que devemos so confiar na ciência humana? Sabendo que o próprio criador da ciência tem poder acima dela.
E por isso que Deus havia se arrependido de ter feito o homem devido o pecado. Mas pela sua bondade em saber que ainda havia alguns que o obedeciam, ele somente diminuiu tempo de vida e etc.
Tudo nessa vida passa, mas a palavra de Deus não. Por isso confie nela.
A bíblia não e um livro qualquer, ela é um livro histórico, misterioso e real. Ela esta em todo lugar do mundo, e traduzida em todos os tipos de idiomas.
Tudo o que esta na bíblia acontece, e Deus sempre fala com aquele que o serve através de pensamentos, profecias, sonhos, ou usa pessoas pra falar.
Creio que vocês já viram relatos de pessoas crentes que sofreram até morrer e foi advertido antes de acontecer .
Deus nos deixou bem claro também sobre a destruição das torres gêmeas dos Estados Unidos em Sofonias 1- 16 “Dia de trombeta e de alarido, contra as cidades fortes e contra as torres altas.”
Cidade forte: Estados Unidos
Torres Altas: Word Trade Center nos EUA
Será mesmo que isso foi coincidência, já que Deus não existe por que tudo que esta na bíblia esta acontecendo. Estranho nem. E por que as cidades e os fatos bíblicos estão sendo descobertos pelos historiadores. Apesar de a ciência tentar tentar explicar o inexplicável.
Por isso que eu falo pra todos vocês:
“ É preciso ter fé para vencer, sem fé é impossível agradar a Deus.” ( HB 11.6)
“ Deus honra nossa fé, concede bençãos conforme a tua fé.” ( Mt 9 -29)
“ O testemunho da galeria dos heróis da fé nos motiva a depositar em Deus a nossa confiança” (Hb 11)
“ Ao Senhor , não somos abandonados” ( Sl 125)
“ Então entrega o teu caminho ao Senhor e confia nele, e ele tudo fará.” ( Sl 37. 4,5)
Creio eu que vocês estam pensando assim é tudo babaquice ou mentira, por que ainda não teve um experimento com Deus.
E não adianta falar comigo sobre milagres bobos: exemplos: Parecer com um desenho ou heróis de televisão, ou ganhar na loteria, ou morrer agora, ou ganhar um presente de grande ou médio valor. As vezes você fala também sobre acabar com a pobreza em um determinado pais.
Nenhum desses milagres, Deus no vai atender mesmo não . Ele quer é você e seu entendimento sobre ele . E milagres ele vai fazer quando você fazer prova dele.
Quando a você se você morrer agora para onde você vai?
Você já olhou pra o céu e já viu o quanto ele é grande, pra onde você vai? O homem com sua tecnologia já foi até a lua, mas e você vai para onde?
A bíblia diz que a 3 céus, o ser humanos conhece 2 e o terceiro porque ele não conhece?
Leia 2Corintios 12-2
Pense nisso meus caros, Deus esta falando isso com vocês . Eis que o espírito Santo diz as igrejas Jesus Cristo esta voltando se prepare meu irmão e veja.
Ainda o mundo não foi destruído por causa dos seus servos, que é as igrejas. Pastores e Missionarios do mundo inteiro estão entregando suas vidas pra o amor ao evangelho,
E vocês que tem todos o conhecimento que Deus o deu , não pararam pra pensar nisso, por falta de fé.
Vocês nunca observaram que esta acontecendo a 10 anos pra cá.
Os sinais da vinda de Jesus esta cada vez mais próxima.
Pense nisso!
As vezes vocês não acreditam o que nos evangélicos falamos com você, quero dizer que nos tempos bíblicos o povo também não acreditavam, e tudo que aconteceu na bíblia do inicio ao fim, Deus avisou ou usou alguém pra avisar.
E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.
Eu sou o pão da vida.
Porque já sabeis a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza enriquecêsseis.
E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Ora, a lei não é da fé; mas, o homem que fizer estas coisas, por eles viverá.
Um grande Abraço
Espero que essas poucas palavras expressadas com muito carinho tenha entrado no seu coração, se ainda permanece em não confiar no criador, Lamento. Mas ainda um dia será provado e lembrará o que eu falei. Mas mesmo assim o agradeço.
Procure uma igreja evangélica mais próxima de sua casa
Deus o abençoe Fim
18 de Setembro de 2008 at 9:09 am
João Paulo Hammes
Sinceramente, a burrice dos crentes (ex.: Bruno) é insuperável, quando você os desmente, simplesmente continuam a falar suas “merdas”! Nós ateus, entendemos a Bíblia melhor que os crentes, e eles são tão “cara-de-pau” que fogem da discussão e apelam para o tal “contexto” ou “ameaças” ou “testemunhos - experiências pessoais”. Até um jumento é bem mais passível de melhoria que um crente, pelo menos vai arar a terra com mais eficiência. Bruno, você já vai em boa hora e que você e esse teu deus tomem bem lá onde o sol não bate!
18 de Setembro de 2008 at 10:26 am
Hecton
Só sei de uma coisa, sobre a Lúcia, estou ficando fã nº1 dessa moça…
A mulher escreve bem demais….
O Bruno é um cara simples demais pra perceber os erros nas linhas de Raciocínio (e Concordância verbal) dele.
Espero que você um dia mude e pare de acreditar na cobra falante.
18 de Setembro de 2008 at 10:48 am
Gilton
Bruno ….
Tu tá lascado …….Some daqui …..
Quanto ao “bagulho” na minha rua tem dois crentes que faz deles refeição …Mas , não falam tanta bostas quanto vc bruno …..
Lucia ….
Adoro quando vc entra …
18 de Setembro de 2008 at 2:53 pm
marcelloD2
Bruno,pega o beco.Os atôas tão judiando de você.Tão curtindo com a sua cara!Esse território deles é minado.
18 de Setembro de 2008 at 3:06 pm
João Paulo Hammes
marcelloD2,
Pelo menos um membro pertencente ao famigerado “povinho” deu um bom conselho ao acéfalo.
18 de Setembro de 2008 at 3:26 pm
Perce Polegatto
Bruno
Encerramento de comentário
A ciência etc etc
Que lista enorme de bobagens. Quanta limitação!
Por que vocês não gostam de estudar?
18 de Setembro de 2008 at 3:31 pm
Perce Polegatto
MarcelloD2
Quem está ‘`curtindo” é ele mesmo, não nós. Leia você mesmo.
Não estamos no site de sua igreja, não temos que fazer nada para convencer vocês de nada.
Se querem particpar da conversa, tragam alguma coisa que não conhecemos, ficar cantarolando coisas da Bíblia é inútil.
Ninguém aqui tem intenção de ofender, mas nesse nível de argumentação, só pode virar gozação mesmo.
Acho até que vocês não lêem a Bílbia, só nós.
18 de Setembro de 2008 at 3:35 pm
Perce Polegatto
MarcelloD2
Esse território deles é minado.
Você fala nesse tom de “mano” como se fôssemos bandidos.
Com certeza, minado pelo conhecimento.
Perigosíssimo para quem se ilude com fantasias, crenças e superstições.
Desconselhável para menores mentais.
Clique aqui para sair: SOU MENOR
18 de Setembro de 2008 at 3:40 pm
Perce Polegatto
João Paulo
Há alguma igreja evangélica perto de sua casa?
Temos que correr. Antes que Elvis volte.
18 de Setembro de 2008 at 3:59 pm
Ciências
Eu não acredito em ciências.
18 de Setembro de 2008 at 4:30 pm
João Paulo Hammes
Perce Polegatto,
Perce, lá no meu bairro igreja evangélica é como bar, tem uma em cada esquina. HUAHUAHUA. Esses dias um pastor de uma delas gritava: “SAIA DEMÔNIO! SAIA DEMÔNIO! Repentinamente a polícia apareceu para averiguar a bagunça (denúncia de vizinho), o pastor certamente não teve aptidão suficiente para realizar o exorcismo. HEHEHE
18 de Setembro de 2008 at 4:54 pm
Kalil
Eu não acredito no Ciências…
18 de Setembro de 2008 at 5:04 pm
Antonia
Porque está escrito:”Destruirei a sabedoria dos sábios,e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.Onde está o sábio?Onde está o intelectual deste século?Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria,aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.Ô gloria!!!!!Já dá para perceber como será o fim de alguns?Alguns já embarcaram loucos.Quem será o próximo?Coloquem as barbas de molho!!Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias.Aquele que se gloria,gloria-se no Senhor.Enganoso é o coração.
18 de Setembro de 2008 at 5:10 pm
Kalil
Antonia,
Sabe, organizar os argumentos é legal… não precisa vomitar tudo.
E os crentes que ficaram loucos? Eram pseudo-crentes?
18 de Setembro de 2008 at 5:32 pm
Perce Polegatto
Antonia
Pela Virgem Crucificada!
Que confusão dos diabos!
Não entendi se você é uma atéia ou uma crente. Isso tudo é uma ironia ou é mesmo uma confusào sem nenhum propósito?