Dizem que sem religião não haveria moralidade e tudo seria permitido. Mas a Bíblia permite a poligamia, a escravidão, o genocídio, a intolerância religiosa, o estupro e o abuso de crianças, logo estas devem ser práticas moralmente aceitáveis. Entretanto, proíbe o consumo de carne de porco e frutos do mar. E as outras religiões pregam coisas igualmente idiotas. Isto é moral?
Como um ateu poderia ser pior do que isto? Além do mais, a história das religiões é uma sequência interminável de violência e barbárie, das quais as Cruzadas e a Inquisição são apenas dois exemplos. Se nós hoje rejeitamos tudo isto, pelo menos na superfície, é porque aprendemos a pensar com nossas próprias cabeças, não porque as religiões nos tornaram melhores. Pelo contrário, fomos nós que forçamos as religiões a se tornarem mais humanas e tolerantes. Por que os 10 Mandamentos proíbem cobiçar a propriedade alheia mas não a escravidão? Qualquer ateu bem intencionado conceberia uma lista melhor do que a de Moisés, que trata basicamente de como os homens devem se prostrar diante de um deus egomaníaco.
O que pode ser dito a favor das religiões é que elas impõem um “pacote” de valores aos fiéis com conceitos básicos de moral e ética e que, na falta de melhor, em alguns casos, realmente ajuda a orientar as pessoas. Mas apresentam uma falha básica, ou seja, elas afirmam que é preciso ser bom e justo porque Deus assim o quer. Se fizermos a vontade dele, seremos eternamente recompensados, caso contrário sofreremos um castigo eterno. A verdadeira virtude se baseia no exercício da razão, não na esperança de uma recompensa ou no medo de um castigo, o que em nada difere dos métodos usados por domadores de animais.
Se nós entendemos por que é preciso fazer isto ou não podemos fazer aquilo, nossa ética será muito mais forte do que a imposta por dogmas. Pelo contrário, como disse Feuerbach, “quando a moral se baseia na teologia, quando o direito depende da autoridade divina, as coisas mais imorais e injustas podem ser justificadas e impostas”.
A lei básica da ética e da moral foi estabelecida séculos antes de Cristo. Uma de suas versões é a “Lei de ouro” Confúcio, 500 a.C.): “Façam aos outros o que gostariam que lhes fizessem. Não façam aos outros o que não gostariam que lhes fizessem. Vocês só precisam desta lei. É a base de todo o resto”. Outro modo de dizer isto é: não há pecado, não há um deus que premie ou castigue, há consequências. Cada um deve suportar as consequências do que faz.
Se uma criança de 2 anos bate em outra, a outra vai bater nela também. E a criança aprenderá que não convém bater nos outros. Esta é uma regra moral básica - e nenhum conhecimento religioso foi necessário para que a criança se desse conta dela. Da mesma forma, lobos e leões não devoram uns aos outros, ou já estariam extintos. São regras de convívio aprendidas por tentativa e erro. A elas chamamos moral. A maioria das crianças já tem seus fundamentos morais estabelecidos por volta dos 6 anos, pela experiência adquirida ao testar seus limites e por imitação dos adultos. Só mais tarde conceitos como Céu e Inferno começam realmente a entrar em suas cabeças - e distorcem tudo. A moralidade garante nossa sobrevivência e também torna a vida mais agradável. Ela é sua própria recompensa na maioria dos casos. Não precisamos de livros “sagrados” para entender isto, muito menos daqueles cheios de violência e ódio, como a Bíblia e o Alcorão. Não é um livro sagrado que deve nos dizer o que é certo, somos nós que devemos julgar se o livro sagrado e o deus que ele descreve são bons.
A Bíblia diz que Deus afogou toda a humanidade, exceto por um velho bêbado e alguns poucos de seus parentes, embora, como ser omnipotente, tivesse opções menos radicais. Reservou um território para um povo e o ajudou a exterminar os habitantes originais, inclusive crianças de peito ou ainda no ventre da mãe. Permitiu que seus protegidos estuprassem as mulheres dos vencidos. Se estes, e muitos outros episódios semelhantes, são exemplos do conceito de moral e ética divinas, como afirmar que um mundo ateu mergulharia na desordem e no crime?
Os critérios morais de Deus não requerem explicação. Está certo porque ele assim o definiu. Ateus são humanos e, como tal, imperfeitos, mas ao menos estabelecem regras de conduta com base na interação pacífica com o próximo, no mútuo benefício e na compaixão e não simplesmente “porque eu assim o quis”. Entre ateus, a teoria está sujeita s necessidades práticas. Deus não tem tais limites. O que impede que ele decida dar a Terra a uma raça extraterrestre e a ajude a nos derrotar e devorar? Se tudo o que Deus faz é bom por definição, nossas definições de bem e mal não se aplicam a ele e teremos que aceitar seus atos ainda que nos pareçam absurdos e injustos. Se Deus é bom porque seus atos estão de acordo com um padrão externo e absoluto de bem e mal, ateus não dependerão dele para fazer o que é certo. Se os critérios morais de Deus são, por definição, incompreensíveis, então eles são arbitrários do nosso ponto de vista. E não temos como julgar se são bons.
Quando Deus faz algo de que gostamos, dizemos que ele é bom e justo. Quando ele faz o oposto, dizemos que é a vontade de Deus e que não nos cabe questioná-lo. Se ele sempre faz o que quer, nossos conceitos de bondade e justiça não se aplicam a ele. É apenas por acaso que seus atos s vezes nos agradam. Não conhecemos seus motivos e nem se ele tem algum padrão de ética e moral. Não temos como qualificá-lo. Como tomá-lo como modelo se não o entendemos e nem mesmo conseguimos prever o que fará?
Os crentes responderiam que Deus é complexo demais para ser entendido pela razão humana e assim devemos aceitar sua vontade sem discutir, ainda que nos pareça s vezes injusta e contraditória. Ora, a razão humana é a única ferramenta que temos para julgar as coisas. É através dela que escolhemos um entre os milhares de deuses e seitas existentes como a única verdade. Ou decidimos que não há evidências de que deuses existam. Se Deus é complexo demais para que possamos julgar seus atos, então não temos como saber se são aceitáveis. Podemos até concluir que ele existe mas isto não implica em que ele é bom ou justo. Ou que ele saiba o que está fazendo. Talvez Deus exista (ou tenha existido) mas quem nos garante que é perfeito?
Mesmo que ele nos apareça e assim o diga, por que devemos acreditar nele? Só porque é poderoso? Só porque procura nos convencer com promessas e ameaças? É lamentável que a humanidade se consuma em guerras em nome do que teriam dito deuses que ninguém jamais viu e dos quais tudo o que temos são lendas contraditórias criadas por gente como nós.
Sistemas de leis absolutas, impostas por um deus, geram conflitos entre elas. É proibido matar, mas podemos matar um bandido para não sermos mortos por ele? Podemos violar uma lei de Deus se isto evitar um mal maior?
Ou seja, as leis têm que estar relacionadas vida e s necessidades humanas. É para isto que existem juízes e tribunais: para decidir entre valores relativos, para definir graus de gravidade de um crime, conforme as circunstâncias.
Por se basearem na vontade de deuses diferentes, sistemas religiosos também conflitam entre si e, por serem absolutos, divorciados da realidade, não há como usar uma referência comum para se chegar a um entendimento. Muito sangue já foi derramado por causa disto.
O mundo é complexo demais para se encaixar em definições do tipo “ou isto ou aquilo”. E a compaixão humana, ou seja, a capacidade de alguém se identificar com o sofrimento dos outros, dispensa e supera leis absolutas.
Leis devem ser consideradas como mutáveis, aperfeiçoáveis por tentativa e erro, sem medo de que isto gere o caos. Seres humanos são perfeitamente capazes de inventar suas próprias leis.
As leis humanas não requerem explicações. Sua finalidade é clara. Só precisamos de justificativas quando se inventam leis absolutas e não diretamente relacionadas com o bem estar da humanidade.
O ateísmo não destrói a ética, a felicidade e o amor. O que o ateísmo combate, na verdade, é a idéia de que a moral só é possível através de Deus, é a idéia de que amor e felicidade só podem ser conseguidos em um outro mundo.
Sem religião, as sociedades mais cedo ou mais tarde se darão conta de que ética e moral se justificam por si mesmas e não devido a vagas crenças em coisas não comprovadas. Seus valores serão baseados na razão e, portanto, muito mais sólidos. Pelo contrário, crenças religiosas nos permitem atribuir aos desígnios de uma entidade abstrata e omnipotente os problemas que afligem o mundo e nos tiram assim a responsabilidade de resolvê-los. Até mesmo grupos de chimpanzés e gorilas têm suas leis; sua inteligência, ainda que limitada, lhes permite reconhecer que, sem elas, a convivência não seria possível e o grupo se auto-destruiria.
Alguns podem se perguntar como seríamos hoje sem ter tido a religião ao longo dos séculos. Uma coisa é certa: milhões de pessoas não teriam morrido na fogueira ou torturadas. Civilizações e suas culturas não teriam sido arrasadas por serem pagãs. A ciência não teria se estagnado por tanto tempo (e mesmo regredido) por medo da fogueira. As mulheres não teriam sido afastadas de uma participação ativa ao lado dos homens nem tratadas como simples reprodutoras, o “vaso imperfeito que recebe o sêmen perfeito do marido”.
Aquilo que nos parecem ser as contribuições da religião para o bem-estar e o progresso da sociedade foi, na verdade, obra de indivíduos e organizações bem-intencionados mais do que o resultado de uma crença religiosa. Somando-se tudo, é possível que o resultado ainda seja mais negativo que positivo.
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27 de Dezembro de 2007 at 9:46 pm
Bernardo
parabéns! é o que tenho de dizer sobre este texto! sou ateu! e estava numa enorme discussão com uma colega sobre religião. e não conseguia encontrar um texto que me apoiasse ate encontrar este! tudo 5*, excelente texto! apesar de mesmo assim, não conseguir demover um cristão! a religião pode cergar de tal forma, que leva as pessoas estupidez, mas elas parecem não querer ver!!
sem mais, com desejos de um feliz ano novo, de Portugal.
Bernardo, 17 anos, Santarém -» Portugal.
5 de Abril de 2008 at 6:03 pm
Toninho Z
Bernardo e todos,
Enquanto voce discutir religião, estará perdendo o seu tempo, tal qual como futebol e política, ninguém ouve o que o outro diz, pois na realidade o que querem é provar seu ponto e, não a verdade.
No dia em que voce, passar a prestar atenção em pessoas com vida transformada, cheias de amor, ninguém precisará dizer coisa alguma.
É muito fácil falar sobre religião, mas ser cristão é bem diferente e muito mais difícil.
Creio que voces ateus já leram toda a Bíblia, para chegarem as suas conclusões,e, se o fizeram, notaram que a Bíblia não fala de religião. A Bíblia trata de relacionamentos, mostra a soberania de Deus. Quando o homem mortal, como nós tenta explicá-la, não consegue, não somos Deus. O hoem vive cerca de 80 anos, alguns mais, outros menos, é muito pouco tempo para querer explicar tudo o que acontece aqui. Somos um capítulo deste grande livro. É como se um livro fosse composto, por exemplo, por 10.000 capítulos e, nós os distribuíssimos ao redor do mundo, sem que ninguém soubesse disso, 1 capítulo para cada povo. Seria impossível entender todo o livro, mas, se um dia, conseguissemos ajuntar todo ele, ai sim, aquela parte que lemos faria sentido. Assim é nossa vida, com o pouco tempo que temos, com um conhecimento limitado, queremos nos igualar ao Todo Poderoso Deus e, dizer que isso é assim, aquilo é assado.
Nos tempos de Noé fazia-se exatamente o mesmo, zombavam e se divertiam das coisas de Deus, muito embora, tenham sido advertidos sobre elas, mas fizeram suas escolhas e, por elas morreram.
A Palavra de Deus nos diz que Jesus voltará e, todo joelho e toda língua confessará que Ele é o Senhor.
Voces crendo ou não, não mudará o que Deus disse, assim será feito.
Isaías 55:6-11
6 Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
7 Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.
8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
9 Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.
10 Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come,
11 Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.
Não vim brigar com voces, vim conversar.
6 de Abril de 2008 at 10:18 am
Fernando Silva
Toninho Z
Leia o último parágrafo do texto.
Se é para transformar, note que a vida de muitos se transforma para pior.
Não adianta citar a Bíblia para quem não acredita que ela vem de Deus. Eu poderia lhe citar as palavras de outros deuses, e daí? Você acreditaria?
Até prova em contrário, livros “sagrados” são invenções da mente humana.
Pessoas boas fazem coisas boas e pessoas más fazem coisas más, mas é preciso uma religião para que pessoas boas façam coisas más.
6 de Abril de 2008 at 10:55 am
Rafael
Olá,
E o contrário também, né?
pra que pessoas más façam algum bem…
6 de Abril de 2008 at 10:58 am
Rafael
No texto, tem uma parte que diz rejeitamos tudo na superfície?
Você tá se referindo a uma face da religião que por cima, prega o amor, enquanto por baixo uma barbaridade total correto?
6 de Abril de 2008 at 1:09 pm
Fernando Silva
Rafael,
Elas têm que aprender o que é certo e o que é errado, e uma religião pode beneficiar quem é totalmente sem noção, mas vai depender muito do pastor.
E se o pastor for do tipo daquele que diz que esta ou aquela criança é bruxa e tem que morrer?
Ou que perdoa um pai que estupra as filhas porque “ele está passando por uma fase difícil” ?
Mesmo pastores bem intencionados não conseguem separar totalmente o lixo da Bíblia das partes boas.
O melhor é aprender as regras da moral sem depender das promessas e ameaças de algum livro sagrado maluco.
Água suja mata a sede, mas é melhor tomar água limpa.
6 de Abril de 2008 at 1:13 pm
Fernando Silva
Rafael,
Não achei esse trecho, mas não devemos fazer uma coisa apenas porque “Deus mandou” e sim porque sabemos que vai beneficiar a todos.
Se uma lei não faz sentido, devemos questioná-la.
6 de Abril de 2008 at 2:49 pm
Rafael
Caro Fernando,
Aqui a parte do texto que diz:
E valeu pelas outras explicações.
Concordo! Abs.
6 de Abril de 2008 at 4:39 pm
Fernando Silva
Rafael,
O que eu quis dizer com “na superfície” em
é que não somos perfeitos. Podemos achar errado, mas às vezes fazemos assim mesmo. Ou a maioria rejeita porque acha errado e outros apenas não fazem porque podem ser punidos.
6 de Abril de 2008 at 5:47 pm
Toninho Z
Fernando Silva,
Me refiro à pessoas que tiveram uma mudança para melhor. Pessoas que foram transformadas de dentro para fora, transformação que pode ser atestada por aqueles que são mais ligados à essas pessoas, tais como esposa ou marido, filhos, etc.
[Não adianta citar a Bíblia para quem não acredita que ela vem de Deus. Eu poderia lhe citar as palavras de outros deuses, e daí? Você acreditaria?]
Se fosse antes de ter conhecido a Bíblia, e se tivesse alguma lógica, talvez sim.
Obrigado pelo seu comentário.
6 de Abril de 2008 at 5:52 pm
Toninho Z
Fernando Silva,
Em seu comentário para o Rafael, voce escreveu:
[Mesmo pastores bem intencionados não conseguem separar totalmente o lixo da Bíblia das partes boas.]
Como voce escolhe o que é ruim x o que é bom?
Pensei que um ateu não cresse em nada da Bíblia, me enganei.
6 de Abril de 2008 at 7:21 pm
Rafael
Fernando,
Nem sei o que dizer sobre o que você falou aí. Em vários níveis você pode estar certo, e também errado.
Fazemos coisas erradas, sabendo que é certo - acredito, sim, nisso, em certas ocasiões - tipo, eu sei que ao dirigir um automóvel estou poluindo a camada de ozônio e o ambiente, e mesmo assim, dirijo um, mesmo achando ruim. E mesmo assim, talvez me casarei, comprarei um carro pra um filho possível meu. E continuarei a poluir o meio ambiente porque não posso - ou naõ sei como - me elidir desta confusão em que me meti, no sistema.
Isso é fazer uma coisa que acho errado, porque não sou perfeito - se auto-suficiente fosse, bem poderoso, como o Jesus que é atacado aqui no blog, certamente que faria por onde não participar deste esquema. E faria o certo, em minha concepção pelo menos.
Mas fico pensando se isso quer dizer algo mais generalizado - e desta maneira não consigo evitar ficar triste, no sentido que não adianta nem ser ateus, nem cientistas, nem livres pensadores, nem o diabo, porque se não somos perfeitos - e não somos - de que adianta isto tudo, se vamos errar?
… =____=
6 de Abril de 2008 at 10:56 pm
claudio ferreira
Olha, já tenho presenciado tanta asneira,tanta sandice, tantos crimes em nome de Deus, que cda vez que leio ccomentários de pessoas, dizendo não ser posível viver com moral e ética, ou viver com felicidade, deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, é uma prerrogativa que os que não possuem religião, não têm, que fico imaginando como a mentira é forte, pois tem uma mentira que já dura mais de 2000 anos, e ainda subjuga pessoas das mais variadas classses sociais.
vejo com tristeza, que as crianças, são atingidas na idade em que estão se formando, aniquilando sua capacidade de pensar, através do temor, do castigo eterno, do fogo dque queima etrnamente, quanta asneira! quanta enganação! quanta impostura! quanta mentira!
Me apresente uma prova, só uma de que alguma coisa nas religiões não foi criado pelo homem (espertalhões diga-se de passagem)
e não adianta dizer que a bíblia foi escrita por inspiração divina, chega de mentira. que deus é essse? ora vingativo, hora amor, uns ajuda, outros castiga, quando recebem um bem falam graças a deus, e quando não recbem o que dizem?
Deus nos deu a prerrogativa de nós através do livre-arbítrio redimirmos nossas culpas, sem intermediários, sem impostores travestidos de "representantes de deus"
O número, embora seja abafado, de pessoas sem religião, sem se deixar levar pela grande impostura, só aumenta, já é grande e vai aumentar, porque se pode ser feliz, se pode ter moral, se pode ser uma pessoa de bem, sem religião.
7 de Abril de 2008 at 11:06 am
Fernando Silva
Toninho Z,
Bom é aquilo que ajuda as pessoas a conviverem pacificamente.
Ruim é aquilo que atrapalha, é aquilo que a moral humana condena.
A Bíblia diz “não faça aos outros o que não queres que te façam”. Isto é bom, mas ela também diz “matem as bruxas”, “matem quem trabalha em dia de sábado” etc. e isto é ruim.
A Bíblia tem coisas boas, só que é como procurar pérolas na lama. Você acaba se sujando todo. Essas coisas boas podem ser encontradas em outros lugares. Não há novidades na Bíblia.
7 de Abril de 2008 at 12:27 pm
Toninho Z
Cláudio Ferreira,
Concordo com voce quando diz, "ME PROVE", impossível.
Nem eu provo que Deus existe e, nem voce, o contrário.
Voce fala com tamanha certeza sobre o que existe ou não depois da morte, que até parece já passou por essa experiencia, ambos sabemos que não.
A minha Bíblia não diz para matar bruxas, muito menos quem trabalha aos sábados. Tudo na Bíblia está dentro de um contexto, tirar um versículo isoladamente e dar a ele um novo sentido para a minha ou a sua necessidade, não funciona. Gostaria que me mostrasse esses versículos mencionados por voce, terei o maior prazer em aprender algo novo.
7 de Abril de 2008 at 12:39 pm
Toninho Z
Fernando Silva,
Quando leio um livro que acho incoerente, para de le-lo, imediatamente.
Não sei porque voce le a Bíblia e ainda aceita coisas dela, se voce mesmo diz que ela é uma porcaria. Por que a parte boa serve para voce? De onde vieram os conceitos que lá estão?
Querer entender a Bïblia como se entende um romance, ou um livro de ficção, é impossível, é um livro que a fala ao nosso Espírito.
De uma oportunidade para a Bíblia, leia-a toda, depois, julgue-a.
Eu pessoalmente, durante a maior parte da minha vida, não acreditei neste livro, mas hoje, não tenho como negá-lo.
Por isso entro aqui e converso tranquilamente com voces, sem querer brigar, sem querer forçar nada, mas com muito respeito pelo seu ponto de vista, afinal, somos todos livres para fazermos nossas escolhas.
Acho interessante notar nos comentários, como as pessoas acabam indo para o tema religião e, não permanecem no tema Bíblia, são duas coisas distintas. A Bíblia não fala de religião.
O grande problema que vejo hoje, é que por causa de HOMENS, não de Deus, as pessoas tem se afastado dEle. Abre-se mais igrejas que escolas, hospitais ou qualquer outro tipo de negócio, mas, como creio que haverá um final, neste final, todos terão que acertar suas contas, eu, voce, os pastores, os padres, e então, todo esse mal terá um preço.
8 de Abril de 2008 at 6:57 am
Fernando Silva
Toninho Z
Tudo isso e muito mais está na Bíblia. Veja uma lista enorme aqui e tente encontrar um contexto:
Atrocidades cometidas em nome de Deus
Que contexto justifica rasgar a barriga das grávidas e matar o feto?
A Bíblia foi toda escrita por gente como eu. E gente como eu faz coisas boas e coisas ruins. O certo é aproveitar a parte boa e jogar fora a ruim.
A Bíblia é um livro de ficção com alguns fatos históricos distorcidos e exagerados no meio. É preciso fé para achar que ela fala ao nosso espírito. Por que a Bíblia e não o Alcorão ou o Zend Avesta?
O problema dos crentes é achar que há algo de mágico na Bíblia que vai provocar a conversão de quem a lê. Errado. Ela só influencia quem já parte do princípio de que ela é a palavra de Deus. A mim, ela só enoja e enche o saco. Tenho mais de 50 anos e até hoje não mudei de idéia. Mesmo tendo sido cristão por mais de 40 anos e acreditando em tudo, eu achava um saco e fingia que não via os absurdos.
É uma crença. Tem que ser provada. Eu prefiro achar que o mal que eu faço vai prejudicar minha vida aqui e agora. É por isso que eu tento não fazer o mal.
12 de Abril de 2008 at 9:59 pm
dbs
Se a cultura não pode ser julgada,por comparação entre o contemporaneo e o passado, porque a religião seria submetida a tal julgamento. Muitas coisas ditas como barbaras tais como poligamia, a escravidão, o genocídio, a intolerância religiosa, o estupro e o abuso de crianças,não passam de como um homem com uma conciencia de 5 milenios atrás.É logico que isso nos cause indignação, pois nossa conciencia contemporanea nos insere num cultura em que tais atos são incocebiveis.
Acho que temos que ver o que as religioes tem feito de errado sim, mas nada justifica não exaltarmos as coisas boas, que elas e seus fiés são capazes de fazer em nome do proposido de sua fé.
Acho que o que falta muito em todas as religiões é ainda a tolerancia. Pois o ser humano em sua escencia é composto por duvidas, se não somos capazes de ter certeza sobre nada, como poderiamos descartar a possibilidade de o que o outro acredita esta certo tambem. No fim das contas não somos muito diferentes, o problema é que o só temos buscado ver as diferenças.E por isso acabamos passando por cima do que em escencia prega toda religião.