A crença em Deus parece estar presente em todas as eras.
Sabemos por exemplo que os egípcios antigos acreditavam em seus deuses tão fervorosamente que construíam estruturas gigantes como as Pirâmides — até hoje umas das maiores construções humanas que existem. Apesar deste fervor, entretanto, sabemos com completa certeza hoje que os deuses egípcios não existem. Não construímos mais pirâmides e não mumificamos nossos líderes.
Mais recentemente, sabemos que 10 milhões de romanos idolatravam Zeus e seus amigos, e para eles construíram templos magníficos. As ruínas desses templos são atrações turísticas populares até hoje. Ainda assim, sabemos com certeza que esses deuses também não existem porque ninguém mais idolatra Zeus.
Ainda mais recentemente, sabemos que a civilização asteca acreditava em seus deuses tão intensamente que construíram templos enormes e pirâmides. Além disso, os astecas eram tão fervorosos que sacrificavam centenas de humanos tão recentemente quanto o século XVI. Apesar dessa intensidade, entretanto, sabemos hoje que esses deuses também não existiam. Os astecas eram insanos para estarem matando pessoas para seus deuses. Matar uma pessoa não causa efeito nenhum numa tempestade ou qualquer outra coisa. Todos nós sabemos disso.
Os deuses de hoje são tão imaginários quanto esses deuses históricos. O “Deus” e o “Jesus” que os cristãos louvam hoje são na verdade uma mistura formada de antigos deuses pagãos. A idéia de “nascimento de virgens”, “enterro em túmulos de pedra”, “ressureição após três dias” e “comer a carne e beber o sangue” não tinham nada a ver com Jesus. Todos esses rituais no cristianismo foram criados pelas pessoas. Cristianismo é uma bola de neve que rolou sobre uma dúzia de deuses pagãos. Conforme a bola cresceu, foi assimilando livremente os rituais pagãos para ser mais atrativo s conversões. O processo é descrito sucintamente e acuradamente no livro “O Código da Vinci” de Dan Brown. O livro oferece estas explicações para o processo:
- Os vestígios de religiões pagãs na simbologia cristã são inegáveis. Discos solares egípcios se tornaram as auréolas dos santos católicos. Pictogramas de Isis cuidando de seu bebê recém nascido Horus se tornaram a inspiração para nossas imagens modernas da Virgem Maria cuidando do bebê Jesus. E virtualmente todos os elementos do ritual católico — a mitra, o altar, a doxologia, a comunhão, o ato de “comer Deus” — foram todos pegos de religiões pagãs.
- Nada no cristianismo é original. O deus pré-cristão Mitra — conhecido como o filho de Deus e a luz do mundo — teria nascido no dia 25 de dezembro, quando morreu foi enterrado em uma tumba de pedra e ressucitou três dias depois. A propósito, o dia 25 de dezembro também é o aniversário de Osíris, Adonis e Dionísio. O recém-nascido Mitra foi presenteado com ouro, incenso e mirra. Até o dia sagrado da semana foi roubado dos pagãos.
Artigos como este e este podem ajudar você a aprender mais.
Obviamente estes religiosos pagãos, do qual o cristianismo derivou seus mitos, idolatravam deuses que não existiam. E portanto o nosso “Deus” de hoje é só uma extensão desses deuses imaginários. Todos os deuses humanos não existem.
Página original: Proof #10 - Look at historical gods
Traduzido por: Alenônimo
Revisado por: Fernando Silva
O autor desse artigo citou: “Cristianismo é uma bola de neve que rolou sobre uma dúzia de deuses pagãos. Conforme a bola cresceu, foi assimilando livremente os rituais pagãos para ser mais atrativo s conversões.”
Bom, o mais interessante disso tudo é que os críticos do cristianismo usam palavras cristãs para descrever crenças e rituais pagãos. Na verdade muitas semelhanças são exageradas ou fabricadas pq usam linguagem emprestada do cristianismo. Isso levou a uma “santa ceia” no mitraísmo ou de um “batismo” no culto de Ísis quando esses mitos nunca usaram tal linguagem.
Qto às explicações sucintas de Dan Brown, nem tão sucintas são assim!
Por exemplo, Dan Brown confundiu duas organizações diferentes. Ele confundiu o Priorado de Sião com a Ordem ou a Abadia de Sião. Esta surgiu na Idade Média e foi dissolvida pelo Rei Luiz XIII da França no ano de 1619. Já o Priorado de Sião foi criado somente em 20 de julho de 1953.
O pedido de autorização de constituição do Priorado foi efetuado a 7 de Maio de 1956, na Sub-Prefeitura de Polícia de Saint-Julien-en-Genevois (Alta Sabóia), mediante uma carta assinada pelos quatro fundadores: Pierre Plantard, André Bonhomme, Jean Deleaval e Armand Defago. Portanto, conhece-se muito bem a origem do Priorado de Sião e este não tem nada a ver (legalmente) com a Idade Média, nem com a Abadia de Sião.
Plantard inventou que o Priorado existia desde o século XI e que guardava a dinastia merovíngia, da qual ele fazia parte. E que essa dinastia, agora, teria o direito de restaurar a monarquia na França, da qual ele seria representante. Portanto, Pierre Plantard possuía desejos mais que ambiciosos.
Porque no Código da Vinci não se fala nisso? Porque Dan Brown esconde tudo isso? Será que ele desconhece estes dados que comprovam que o Priorado é uma farsa ou será que ele se faz de desentendido?
No mesmo livro lemos que "Os descendentes de Cristo geraram a dinastia que hoje é conhecida como merovíngia e fundaram Paris" (p. 274). Mais uma total falta de conhecimento histórico. Paris foi fundada no século III antes de Cristo! A Parisii, uma tribo gaulesa, colonizou a ilha Seine Île de la Cite e fundou a colônia de Lutuhezi, que depois também passou a ser chamada de Lutetia Parisorum. Os merovíngeos apenas tornaram Paris a capital da França em 508 d.C.
Interessante notar que Dan Brown não citou nenhum verdadeiro pesquisador famoso do Novo Testamento, porque será? Porque suas teses não se sustentariam…
Depois dessas declarações ‘sucintas’ de Dan Brown, fica uma questão, pois de acordo com o estudioso do mitraísmo, Richard Gordon, "não há a morte de Mitra" (Image and Value in the Greco-Roman World, Variorum, 1996), portanto, obviamente, não pode haver uma ressurreição de Mitra!
Então, gostaria de saber em qual fonte vc se baseou para afirmar que Mitra morreu, foi enterrado em uma tumba de pedra e ressuscitou três dias depois?
Enfim vc pode citar as fontes documentais sobre os paralelos entre Jesus e os deuses de mistério? Pode citar tb o paleógrafo/historiador, o manuscrito (onde pode ser mostrado as mesmas terminologias e expressões que ao terem sido traduzidas, puderam ser constatadas que são as mesmas palavras usadas pelo cristianismo), o ano da tradução, pág, onde , como e quem mais esteve envolvido na tradução e em qual lugar estão essas fontes documentais hoje e quando estão datadas?
Até mais,
***Iluminada***
Iluminada,
Dan Brown usou uma pesquisa séria (”A herança messiânica”, de Baigent) como base para um livro de aventuras tipo Indiana Jones. Não deve ser tomado ao pé da letra.
Quanto às semelhanças entre os deuses antigos e Jesus, existem e são muitas, mas deve-se tomar cuidado com as listas que circulam na Internet e que juntam todas num só deus, o que não acontece.
O zoroastrismo, que deu origem ao mitraísmo, tem um salvador (o “Saoshiant”), que nascerá de uma virgem no futuro e ressuscitará os mortos para o juízo final. Seus seguidores comem carne e bebem o chá de uma erva (”soma”) durante seus rituais. E seus túmulos já usavam a cruz bem antes de Cristo.
Vários deuses antigos morrem e depois ressuscitam (Attis, Tammuz etc.). Vários nasceram da união entre um deus e uma mulher. Zeus é pai de vários (vivia traindo Hera…).
Paralelos não faltam.
Algumas respostas estão aqui:
http://www.pocm.info
Krishna não é um desses deuses, mas há muitos paralelos entre ele e Jesus. O site abaixo tenta desmentir isto, mas acabou me mostrando semelhanças que eu não conhecia:
http://www.blackapologetics.com/harejesus.html
Há também uma carta do bispo Ireneu, no século II, onde ele responde às críticas de um pagão quanto à suposta esquisitice do cristianismo. Ireneu lista as várias características de sua fé e indica os paralelos existentes com as outras religiões para provar que não há nada de esquisito nela.
No fim, ele diz que “essas religiões foram inventadas pelo Diabo no passado para confundir os cristãos quando Jesus viesse”.
Olá,
Dan Brown usou uma pesquisa séria? Tão séria que cometeu gafes históricas, aquelas que eu mencionei são apenas algumas.
Analisei o site que vc me indicou, é bem interessante, mas tenho algumas observações a fazer.
A princípio, uma das coisas que achei curiosa foram duas imagens, uma de Jesus datada em 3 dC, e outra de Athens, datada em 570 aC, o mais interessante é que esse paralelo é um tanto quanto falho, pois o profeta Isaias cerca de 760 -698 aC , cap 53.7, identificou o Messias como um Cordeiro que morreria pela salvação dos homens, e Jesus é o próprio Cordeiro,João 1.29. Anteriormente a isso, sabemos que essa simbologia está ligada à Páscoa do Antigo Testamento, registrada no Pentateuco.
Quanto as mortes dos deuses pagãos em comparação a de Cristo, na verdade é um exagero enorme, pq a morte de Jesus difere da morte deles em alguns pontos:
Primeiro, nenhum dos denominados “deuses salvadores” morreu por outra pessoa. A noção do Filho de Deus, que morre no lugar das criaturas que ele próprio criou, não tem paralelos na mitologia pagã. No caso do mito de Osíris por exemplo, foi morto por seu irmão Set , nada no mito diz que ele morreu PELA HUMANIDADE. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Outra coisa, Jesus morreu de uma vez por todas, enquanto os deuses de mistério eram divindades relacionadas à vegetação e suas repetidas mortes e ressurreições descreviam e se conformavam ao ciclo anual da natureza.
A morte de Jesus foi um evento real, mas a dos deuses pagãos não tem vínculos históricos.
Diferentemente dos deuses de mistério, Jesus morreu voluntariamente. Nada semelhante a isso é mencionado, nem mesmo implicitamente, nas religiões de mistério. Relembrando aqui, Osíris foi assassinado por Set. Mitra, de acordo com o estudioso do mitraismo Richard Gordon, não morreu (Image and Value in the Greco-Roman World, Variorum, 1996). Átis, em algumas versões mata a si mesmo… Não há, no mito, nada que fale que Cibele conservou o seu corpo como era antes de morrer. Em algumas versões do mito, Átis retorna à vida não na forma de homem, mas numa espécie de árvore eterna. Nada que se pareça com a ressurreição de cristo.
Somente nas celebrações romanas depois de século 1, por volta de 300dc, essas trouxeram algo que se ‘assemelhe’ a uma ressurreição. Um pinheiro simbolizava Átis, era cortado, carregado pelos devotos, representando o seu cadáver e santuário a Cibele. Depois, era enterrado. Os devotos se cortavam com facas. Na noite seguinte, a árvore era desenterrada e a ‘ressurreição’ de Átis, celebrada.
Agora analisando um pouco o mito de Isis e Osíris, o fato é que o culto de Ísis só se tornou uma religião de mistério depois que Ptolomeu I introduziu mudanças importantes, sintetizando crenças egípcias e gregas, em meados de 300 a.C. Depois disso, Serápis, tornou-se seu novo marido.
Seu mito fundamental remete a Osíris, quando ainda não era religião de mistério. De acordo com a versão mais comum do mito, Osíris foi assassinado por seu irmão Set, que afundou seu caixão no rio Nilo. Ísis descobriu o corpo e o devolveu ao Egito, mas seu cunhado conseguiu novamente chegar até ele e o desmembrou em 14 pedaços, que foram espalhados. Após uma longa procura, Ísis recuperou cada parte do corpo. É nesse ponto que as adições empregadas para descrever o que sucedeu são cruciais. Às vezes, acrescenta-se que Osíris voltou à vida. Mas alguns escritores vão além e recorrem a uma suposta “ressurreição” dizendo que “O corpo morto de Osíris flutuou no rio e ele voltou à vida por intermédio de seu batismo realizado nas águas do Nilo”.
Tb é importante notar que, durante a fase de mistério, Osíris morto foi substituído por Serápis – Deus sol, que nada tinha a ver com o antigo marido da deusa. Obviamente, então, nem mesmo ele poderia ser um deus ressurreto. Portanto, a versão egípcia da religião de mistério posterior a Ptlomeu I, que estava em circulação em aproximadamente 300 a.C., e que adentrou os primeiros séculos da Era cristã, em nada se assemelhava à morte de um deus salvador e ressurreto, como Jesus Cristo.
As fontes mais antigas para recorrermos ao mito de Isis e Osíris é Plutarco, e é bem tardia pq foi feita quando o último livro do Novo Testamento já estava pronto. Então… qual fonte anterior ao advento de Cristo que vc possui informação de que fala que Osíris morreu COMO SALVADOR DA HUMANIDADE e RESSUSCITOU 3 DIAS DEPOIS aparecendo aos discípulos e outras pessoas?
Sobre Mitra, qual fonte diz que morreu e ressuscitou ao 3° dia? Quanto a data, 25 de dezembro, os cristãos primitivos não celebravam o nascimento de Jesus até pq ele disse para celebrar a ceia em memória de sua morte, além disso, sabiam que Cristo não nasceu nessa época. A prática de celebrar o nascimento dele foi introduzida posteriormente no império romano, e isso em nada tem a ver com a prática dos primeiros seguidores do século 1.
Quanto a cruz, ela foi usada por Roma como pena capital, o cristianismo primitivo não a usava como objeto de culto e adoração.
Sobre a comparação do batismo é outro exagero, pq o batismo cristão, a purificação dos pecados está ligado a Jesus, ao seu sangue, e a simbologia do sangue já era usada desde o Antigo Testamento, no tempo de Moisés.
Quanto aos títulos dos imperadores, filho de Deus e etc, já no Antigo Testamento, o messias já havia recebido títulos como Deus forte e Pai da Eternidade, Isaias 9.6, dois títulos que se aplicam ao Deus Criador. Miquéias cap 5.2, fala da eternidade do Messias. Zacarias, do capitulo 11 em dia fala da primeira vinda e a rejeição do Messias por Israel, e no cap 12.10 o compara a um unigênito e primogênito. Então vemos que esta questão de filiação divina, títulos que expressam atributos de Deus, foram aplicados ao Messias bem antes de Jesus nascer.
Bom, aquela pergunta que fiz ficou no vácuo, pq redirecionada a um site, mas no site não tem as informações que pedi, como por exemplo, qual fonte documental datada antes da era cristã que diz que Mitra morreu, foi enterrado numa tumba de pedra e ressuscitou ao 3º dia para salvar toda a humanidade? E Osíris? E Átis? E os outros?
E os paralelos terminológicos? Por exemplo: No Manuscrito “X” , ou outra fonte arqueológica, datado (antes da era cristã) no ano “X” , está a expressão ou doutrina “X” que foi absorvida pelo cristianismo.
Porque suas afirmações Fernando, ficam muito subjetivas pois não remetem a provas factuais, documentais exatas da era pré-cristã.
Até breve,
Dalila( sou a iluminada)
Dalila,
Você não entendeu: a pesquisa original é séria, o que ele fez com ela, não. Dan Brown criou uma ficção.
O deus grego Prometeu não morreu, mas foi condenado a passar a eternidade tendo seu fígado devorado por ter ajudado a humanidade. Krishna é uma encarnação de Deus em forma humana e podemos perfeitamente interpretar que ele se sacrificou pela humanidade.
Sim, você não vai encontrar um paralelo exato. O que chama a atenção é o fato de haver tantas semelhanças e não o fato de ser idêntico e nem de um mito conter todos os detalhes juntos. Quem escreveu o evangelho incluiu algo de novo em mitos antigos.
Mais um caso de adaptação e não de cópia exata.
Não sabemos nada ao certo sobre Jesus. Pode até ter havido um candidato a messias que deu origem à seita que mais tarde Paulo transformou no cristianismo, mas foi um entre os milhares que os romanos crucificaram. Os Atos dos Apóstolos citam dois deles.
Além disto, como diz Paulo, “se Jesus não ressuscitou, vã é vossa fé”. E só temos a Bíblia sobre o assunto. Não se esqueça de que, até o século III, pelo menos, os deuses gregos e romanos ainda eram uma realidade histórica para muita gente, que via os cristãos apenas como um bando de malucos.
Deuses que morrem e ressuscitam no terceiro dia me parecem muito com a ressurreição de Cristo, mesmo que haja detalhes diferentes. É como o sincretismo entre o cristianismo e os cultos africanos no Brasil. Uma mistura maluca que acaba gerando várias combinações diferentes.
Bem antes dos evangelhos serem escritos. O Antigo Testamento prevê a vinda de um messias guerreiro, que libertaria Israel, não um coitadinho que morreria na cruz. O tal cordeiro que eles mencionam teria morrido numa dimensão mística “antes do início dos tempos”.
Como eu disse na mensagem anterior, nem todos os mitos reúnem todos os itens encontrados no mito de Jesus. É preciso pegar um pouco de cada um e misturar tudo.
Não creio que exista. Foram outros deuses, como Attis e Tammuz, que ressuscitaram ao 3° dia. Deve-se desconfiar dessas listas que juntam todos os detalhes em algum deus.
Nota: há dois mitraísmos, o original, persa, e o que surgiu em Roma, inspirado nele.
Essa data foi escolhida pela Igreja porque é quando vários cultos celebravam o renascimento do sol.
No hemisfério norte, é inverno em dezembro e o dia vai encurtando, como se o sol estivesse morrendo. Em 21 de dezembro, o dia volta a crescer e, em 25 de dezembro, já há a certeza de que o sol venceu. Jesus é um deus solar. De onde você acha que vem a auréola em torno da cabeça dele?
Não sei se sabiam. Tudo depende da interpretação da única fonte disponível, os evangelhos, que são apenas um livro “sagrado”, ou seja, não necessariamente histórico.
A data de nascimento de Cristo foi definida apenas no século IV por ordem do papa Gregório. E se baseou nos evangelhos (que são contraditórios a respeito).
Realmente, como eu disse acima, foi um artifício da Igreja para apagar a festa do “Solis invictus” da lembrança das pessoas. Os primeiros evangelhos, como o de Marcião, sequer falavam da infância de Cristo. Já começavam com “E surgiu um homem em Cafarnaum” ou coisa assim.
Nota: Belém era a cidade principal do culto a Tammuz, que nasceu de uma pedra, o que provavelmente deu origem à versão do nascimento de Cristo em uma caverna.
Mas acabou se tornando um símbolo, o mesmo usado pelo zoroastrismo.
Lembre-se: o cristianismo não nasceu pronto. Foi se formando aos poucos. O concílio de Nicéia, em 325 d.C., foi a primeira tentativa de se definir uma doutrina coerente e um cânon para a Bíblia.
Não entendi bem o que você quis dizer, mas os profetas pós-exílio usavam o título de “messias” e “ungido” para se referir aos reis persas.
Como eu disse, os zoroastristas já faziam rituais com carne e uma bebida chamada “soma”.
Eram monoteístas, acreditavam em céu, inferno e juízo final e provavelmente foram eles que introduziram esses conceitos no judaísmo quando os judeus se tornaram seus vassalos. Como nem todos aceitaram, houve uma divisão entre fariseus e saduceus. Os saduceus eram os que não tinham ido para o exílio e o nome “fariseu” deriva de “farisi”, “farsi”, que quer dizer persa. Note que os profetas pós-exílio são todos nomeados pelos persas, como se vê no início de seus livros. Note também que os persas financiaram a reconstrução do Templo, mas impuseram várias coisas. Os saduceus protestaram e foram exilados.
Mais alguns links sobre o assunto:
1 - 2000 ANOS DO MITO CRISTÃO
http://mphp.org/crimit01.html
Uma análise das origens do cristianismo e dos evangelhos
2 - COMO SURGIU JESUS
de Frank R. Zindler
http://www.str.com.br/Atheos/jesus.htm
Fala sobre a influência de religiões antigas na criação do Jesus dos evangelhos.
3 - MIRACLES AND THE BOOK OF MORMON
http://www.bowness.demon.co.uk/mirc1.htm
Esse artigo fala sobre como os crentes criticam o Corão e o Livro de
Mórmon por adaptarem trechos do Antigo Testamento, trocando os nomes
dos personagens e apresentando-os como se fossem novos. Em seguida,
compara os originais gregos dos evangelhos à versão grega (Septuaginta)
do AT e mostra que vários dos milagres, curas e prodígios neles
relatados foram tirados, palavra por palavra, de passagens do AT e
atribuídos a Jesus. Ou seja, nada sabendo da vida terrena de Jesus,
os evangelistas se apropriaram de histórias e personagens de um livro
respeitado e os adaptaram.
4 - SOBRE A DEFINIÇÃO DO CÂNON DA BÍBLIA
http://www.infidels.org/library/modern/larry_taylor/canon.html
5 - THE JESUS PUZZLE
por Earl Doherty
http://www.humanists.net/jesuspuzzle/home.htm
http://pages.ca.inter.net/~oblio/home.htm
Uma pesquisa sobre o Jesus histórico que leva à conclusão que não havia menções a ele e aos evangelhos no primeiro século.
6 - JESUS: NON-CHRISTIAN DOCUMENTARY SOURCES
por Paul N. Tobin
http://www.geocities.com/paulntobin/sources.html
Este texto analisa apenas as fontes não cristãs citadas como
provas da existência de Cristo, como Tácito, Flávio Josefo,
Suetônio e outros:
7 - ORIGENS DOS TEXTOS DA BÍBLIA
http://www.bidstrup.com/bible.htm
Analisa as origens dos textos da Bíblia, tanto do AT como do NT, e sua
historicidade em relação aos registros histórios e arqueológicos..
Há uma tradução no site da STR:
http://www.str.com.br/Atheos/biblia2.htm
8 - OUTROS TEXTOS
http://www.tempemasjid.com/maurice/10sources.htm
http://www.textexcavation.com/gospelorigins.html
Olá Fernando,
É interessante sua resposta…. a princípio, no seu artigo vc disse que: “O processo é descrito SUCINTAMENTE e ACURADAMENTE no LIVRO “O Código da Vinci” de Dan Brown”. Depois vc disse que o livro NÃO DEVE SER TOMADO “ao pé da letra”. Agora vc diz que: “Você não entendeu: a pesquisa original é séria, O QUE ELE FEZ COM ELA, NÃO. Dan Brown criou uma ficção”. Bom, então meu caro, decida-se! Como vc pode ter falado que o cristianismo assimilou livremente os rituais pagãos para ser mais atrativo às conversões se baseando em citações de o Código Da Vinci, e depois vc mesmo afirma que esse livro não deve ser tomado ao pé da letra e que a pesquisa original é séria, mas o que Dan Brown fez com ela não?! Contraditório isso!
Quanto as ressurreições, querer comparar um ‘deus’ que não morreu e que teve o fígado devorado por ter ajudado a humanidade com Jesus é um paralelo falhíssimo. Isso é uma falácia de causa falsa. “Podemos interpretar” que Krisna se sacrificou pela humanidade? Onde diz isso?
No caso da ressurreição de Jesus ser adaptação e não cópia exata, isso me faz refletir sobre o Profeta Isaias séculos e séculos antes falando da morte do Messias, e a satisfação dele ver o trabalho penoso de sua alma em favor dos homens, e, tb, o profeta Daniel, que fala da vinda do messias e suas manifestações, o que implica em morte e ressurreição. Portanto, realmente não é cópia exata, pq a noção de filho de Deus que morre pelo pecado de toda a humanidade não tem paralelo na mitologia pagã!
Bom, falar que “não sabemos nada ao certo sobre Jesus” é uma afirmação um tanto quanto exagerada, fruto de estudo muito reducionista.
Vc tb disse que: “Não se esqueça de que, até o século III, pelo menos, os deuses gregos e romanos ainda eram uma realidade histórica para muita gente, que via os cristãos apenas como um bando de malucos”. Justamente, vc falou tudo! As religiões de mistério eram rivais do cristianismo, principalmente quando essas ganharam influência popular no Império Romano.
O exclusivismo cristão deveria ser ponto de partida para toda reflexão sobre possível relação entre o Cristianismo e Paganismo. Qualquer sugestão de sincretismo no Novo Testamento teria causado controvérsia imediata.
O apóstolo Paulo jamais teria, tomado emprestado os conceitos das religiões pagãs. Todas as informações que temos sobre Paulo tornam isso altamente improvável. O apóstolo sempre fez questão de afirmar sua rígida formação no judaísmo, Fl 3.4,5; Cl 2.8, e sempre combateu sincretismo religioso em suas epístolas.
Outra afirmação intrigante: “Deuses que morrem e ressuscitam no terceiro dia me parecem muito com a ressurreição de Cristo, mesmo que haja detalhes diferentes”. Quais deuses antes da era cristã??? Eu te fiz essa pergunta, mas vc Fernando insiste em não responder! “te parecem”, mas e provas? Osíris? Átis? Mitra?
Mais outra: “O Antigo Testamento prevê a vinda de um MESSIAS GUERREIRO, que libertaria Israel, NÃO UM COITADINHO QUE MORRERIA NA CRUZ. O tal cordeiro que eles mencionam teria morrido numa dimensão mística “antes do início dos tempos”. Mas veja, o Antigo Testamento ensina duas coisas sobre o Messias: Primeiramente, a primeira vinda dele seria rejeitada por Israel, isso é bem claro nos livros proféticos. Daniel 9.24-27 é uma profecia muito clara em todos os seus aspectos. Primeiro, ela ensina que Mashiach esteve sobre a Terra 483 anos depois do decreto para a reconstrução de Jerusalém. Segundo, depois desta manifestação messiânica, ele foi morto. Terceiro, sua morte ocorreu antes da destruição de Jerusalém e do Templo em 70 dC. Segundamente, o reinando glorioso do messias diz respeito a sua segunda manifestação, como já foi descrito nos profetas.
Uma declaração importantíssima sua é sobre 25/12: “A data de nascimento de Cristo foi definida apenas no século IV por ordem do papa Gregório. E se baseou nos evangelhos (que são contraditórios a respeito)”. A questão, não é que os evangelhos são contraditórios a respeito, mas pelo visto, o “sucessor de Pedro”, não conhecia a Bíblia, se a tivesse lido não teria cometido esse erro. Pq Jesus não nasceu nem poderia ter nascido em dezembro, nem poderia usar para nascer uma data de festividade pagã, como a Saturnália romana ou o natalis invicti solis , mas usou uma festa judaica, a Festa dos Tabernáculos, como ocasião para vir ao mundo.
Se Gregório tivesse analisado a Bíblia, teria visto que:
- Os levitas eram divididos em 24 turnos Ex 12:1-2; 13:4; Dt 16:1.
- O 1º. mês do ano, Abide (mais ou menos nosso abril), tinha os turnos 1 e 2; o 2º mês (mais ou menos maio) tinha os turnos 3 e 4; etc.
- O 8º. turno pertencia a Abias 1Cr 24:10, portanto este turno caia no final do 4º mês judaico, Tamuz (mais ou menos junho).
- Zacarias era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias Lc 1:5,8,9.
- Terminado o seu turno, voltou para casa e sua esposa Isabel concebeu João Batista, Lc 1:23-24 no final do mês Tamuz (mais ou menos junho) ou início do mês Abe (mais ou menos julho).
- Jesus foi concebido 6 meses depois Lc 1:24-38, no fim de Tebete (mais ou menos dezembro) ou início de Sebate (mais ou menos janeiro).
- 9 meses depois, no FINAL de ETENIM (mais ou menos SETEMBRO), mês em que os judeus comemoravam a FESTA DOS TABERNÁCULOS, Jesus nasceu.
E como os apóstolos eram judeus, eles conheciam sim o seu calendário. Novamente repito, não há a mínima menção de comemoração ao nascimento de Cristo. Como vc mesmo falou, isso foi definido APENAS no 4º século. Vc acabou confirmando aquilo que eu disse, os cristãos primitivos não comemoravam essa data.
Vc afirma que Jesus é um Deus solar? Baseado em quê? Nas mudanças feitas pela cúria romana? Desde quando a cruz era adorada e cultuada pelos primeiros cristãos? E desde quando o cristianismo modificado pela Igreja Católica representa o cristianismo primitivo?
Sobre o concílio de Nicéia, em 325 d.C., ser a primeira tentativa de se definir uma doutrina coerente e um cânon para a Bíblia, isso não é verdade pq todos os livros do NT estiveram em circulação na era apostólica. Os apóstolos, eles mesmos colocaram seus escritos em circulação no começo do cristianismo (Col. 4:16 - 1 Tess. 5:27). Quando analisamos a Patrística podemos constatar isso. Justino, o Mártir (100-147) menciona os Evangelhos como sendo quatro em número e cita epístolas de Paulo e Apocalipse. Irineu (135-200) citou todos os livros do NT exceto Filemon , Judas, Tiago e 3 João. Orígenes (185-254), especifica todos os livros de ambos os Testamentos. E além disso, a igreja católica nunca poderia nos ter definido a primeira parte da Bíblia que é o Velho Testamento, porque ele veio através dos judeus, que foram os guardiões dos oráculos divino.
Sobre os títulos de Cristo, mostrei que bem antes dele nascer, cerca de 750 aC, já haviam sidos mencionados títulos de filiação e atributos divinos.
Bem, deixei para o final novamente a questão do vácuo. Vc afirmou que: “O deus pré-cristão Mitra — conhecido como o filho de Deus e a luz do mundo — teria nascido no dia 25 de dezembro, QUANDO MORREU FOI ENTERRADO EM UMA TUMBA DE PEDRA E RESSUCITOU TRÊS DIAS DEPOIS”. Mas agora, como no caso do livro de Dan Brown, vc diz coisas contrárias.
Pra vc ter afirmado que Mitra morreu pela humanidade e foi enterrado em uma tumba de pedra e ressuscitou 3 dias depois, vc tem que ter provas. Então quer dizer que vc faz afirmações baseadas no “achismo”, e afirma como fato, e depois diz que “não creio que exista e que FORAM OUTROS DEUSES? então pq vc fala uma coisa dessas sem ter provas? Essa coisa de juntar uma crença aqui e outra ali, para afirmar que o Cristianismo‘roubou’ doutrinas pagãs é um verdadeiro argumento “Frankstein”. Todo mundo repete o que ouviu, mas ninguém prova documentalmente nada…
O mais curioso Fernando, é que vc não apresentou nenhuma prova documental antes da era pré-cristã, e pelo visto, já estou prevendo que essa questão vai ficar realmente no vácuo!!! Mas sobre a afirmação de Mitra, foi demais!
Até mais,
***Iluminada***
Iluminada,
Agora eu entendi. Eu não estou falando do artigo, que não é meu, e sim do assunto em geral. Na verdade, eu nem li o artigo, mas apenas seus comentários.
Iluminada,
A semelhança não está na morte, mas no “sacrificou-se pela humanidade”.
Como eu disse, não estou falando de uma semelhança total e sim de detalhes tirados de várias religiões para formar uma nova.
É a minha interpretação. Ele nasceu de uma virgem, teve discípulos, se transfigurou diante deles e, no final, em vez de fugir, deixou-se matar pelos inimigos. Krishna é uma das 7 encarnações de Deus. Rama foi outra e ainda falta uma. Ele disse, no Gita: “Eu sou aquele que é” e “Eu sou o início, o fim e o meio”.
Vou esperar você citar os versículos antes de comentar, mas ainda não vi nada que pudesse ser relacionado com certeza a Jesus nos trechos que já me citaram. O que sempre me parece é que os evangelistas se basearam nas profecias do A.T. para criar o personagem Jesus, que no entanto é diferente do messias guerreiro que os profetas esperavam.
E o que sabemos sobre Jesus que não esteja na Bíblia? Sei que você vai citar os escritores que o mencionaram, mas eles apenas estavam descrevendo uma seita e seu suposto fundador e não relatando uma experiência pessoal. Nenhum deles foi contemporâneo de Jesus.
Se a Bíblia tem valor como prova, os outros livros sagrados também têm. Precisamos de provas externas.
Ou seja, o tal Jesus, fundador da seita de malucos, era menos real para eles que seus deuses. O que isto prova a respeito da realidade de Jesus naquela época?
Hoje, talvez, com 2 mil anos de tradição, mas não numa época em que a religião ainda estava se formando e centenas de seitas brigavam entre si pelo monopólio da verdade. Ainda não havia um padrão. Ele ainda estava sendo criado. E sim, houve controvérsia, a ponto de Constantino ter convocado o concílio de Nicéia, a ponto de Paulo ter reclamado dos que diziam coisas diferentes dele: “Mesmo que os anjos tragam outra doutrina, vocês devem seguir o que eu digo”.
Por que “jamais”? O que você sabe dele por fontes exteriores à Bíblia?
O fato de ele considerar que os demônios ficavam nas alturas e não nas profundezas é um ótimo exemplo da influência grega sobre ele (Efésios 06:12).
Assim como Mãe Menininha se dizia católica. E não havia algo chamado “judaísmo”. Eles estavam dividido em várias correntes, como os essênios, fariseus, saduceu, nazoreus etc., com diferenças fundamentais como a crença na vida após a morte ou não.
Ou aquilo que ele via como sincretismo.
Isaías menciona o culto a Tammuz e se queixa do barulho que seus seguidores faziam ao lamentar sua morte no seu equivalente à “sexta-feira santa”.
Não, não é. Li e reli e ela é bem obscura.
Não encontrei esse “483 anos”. Em que versículo está?
Em primeiro lugar, a tal profecia é muito vaga e, se esperarmos tempo suficiente, acontecerá alguma coisa que pareça confirmá-la, exatamente como no caso de Nostradamus.
Em segundo lugar, uma profecia que se confirma no próprio livro em que foi feita não é confiável. Como eu vou saber se os evangelistas não usaram o A.T. como um roteiro ao criar Jesus?
Há um monte de coisas repetidas, como no link que lhe citei acima sobre o livro de Mórmon.
Em terceiro lugar, ainda não houve uma “segunda manifestação”, portanto a suposta profecia não se confirmou ainda.
Bem, foram os “sucessores de Pedro” que definiram o cânon da Bíblia, que aparentemente você aceita (ou quase…).
Esta é uma maneira de interpretar um texto confuso. Segundo Mateus, Jesus nasceu quando Herodes ainda vivia. Segundo Lucas, quando Cirênio (Quirino) era governador da Síria, mas sua nomeação só ocorreu 10 anos depois da morte de Herodes.
Nisto concordamos.
Eu fui católico e a minha “cultura” e minhas referências são católicas. Por outro lado, o que seria o “cristianismo primitivo”? Seriam as seitas judaicas da região onde Jesus teria vivido, como a dos ebionitas, ou seria o paulinismo, criado para consumo dos gentios e que acabou rejeitando os judeus e a Lei de Moisés?
Sim, estiveram, assim como todos os que foram rejeitados: Marcião, Tomé, Maria, Madalena, Judas e sabe-se lá mais o que vai ser desenterrado por aí.
Sim, foi no segundo século que começou a haver um consenso sobre o que deveria ser adotado ou não, mas vê-se pelas discussões em Nicéia que o consenso não era universal. Ele foi imposto por quem tinha a força.
Não poderia, mas o fez. Por que eliminaram o profeta Enoch? Sem ele, Gênesis 6:6 ficou confuso.
Qual o versículo?
Como eu disse acima, esse texto não é meu e acho que ele tem falhas, sim. Ele se baseia provavelmente no livro de Acharya S., “A conspiração de Jesus”, que não deve ser levado a sério por exagerar nas coincidências (ainda que contenha muita coisa interessante), ou talvez em “Os 16 salvadores do mundo crucificados”, de Kersey Graves, que os sites céticos também não recomendam.
Mas agora eu entendi que você estava se baseando no texto inicial e não nas minhas respostas apenas.
Olá,
Começando por “Agora eu entendi. Eu não estou falando do artigo, que não é meu, e sim do assunto em geral. Na verdade, eu nem li o artigo, mas apenas seus comentários”.
Até entendo, mas é algo muito “nebuloso” comentar como um fato acurado e sucinto aquilo que não se leu.
“A semelhança não está na morte, mas no ‘sacrificou-se pela humanidade’”.
“Como eu disse, não estou falando de uma semelhança total e sim de detalhes tirados de várias religiões para formar uma nova”.
O mais interessante é que nesse ponto as diferenças são cruciais. Como eu disse anteriormente Fernando, os críticos do cristianismo usam palavras cristãs para descrever crenças e rituais pagãos… e são capazes de se ‘maravilharem’ diante da “analogia idêntica” quando esses mitos nunca usaram tais linguagens. Deuses que se sacrificaram pela humanidade? Quais? Os que vc ‘interpreta’ dessa forma como no caso de Mitra, que não morreu; ou Átis que se matou; ou Osíris que foi assassinado por Set?
No caso de Krisna vc foi sincero em dizer que essa é SUA interpretação, e isso remete ao parágrafo acima.
“E o que sabemos sobre Jesus que não esteja na Bíblia? Sei que você vai citar os escritores que o mencionaram, mas eles apenas estavam descrevendo uma seita e seu suposto fundador e não relatando uma experiência pessoal. Nenhum deles foi contemporâneo de Jesus”.
Sim, os escritores não-cristãos o citam, e isso é uma prova corroborativa fora da bíblia da existência de Cristo, pois confirma sua morte, a ação judicial ao qual ele foi submetido, os discípulos que deixou e etc. Mas se o relato deles não são dignos de crédito pelo fato de não serem contemporâneos a Jesus, então pelo mesmo argumento, muitos relatos antigos devem ser desconsiderados. Por exemplo, as duas biografias mais antigas de Alexandre, o Grande, foram escritas por Ariano e Plutarco depois de mais de 400 anos da sua morte, e mesmo assim os historiadores as consideram muito confiáveis.
Plutarco também escreveu sobre Cleópatra, mas nasceu bem tempo depois dela. O que dizer dos filósofos pré-socráticos que não deixaram nada escrito de próprio punho? Tudo o que sabemos deles vieram de fontes posteriores. Então, se formos considerar o fator contemporaneidade como ‘padrão’ para avaliar pessoas da antiguidade e etc… mtos livros de história já teriam virado fábulas.
“Ou seja, o tal Jesus, fundador da seita de malucos, era menos real para eles que seus deuses. O que isto prova a respeito da realidade de Jesus naquela época”?
Jesus menos real? Não é isso o que a História nos diz. E o mais interessante é que essas críticas não partem de historiadores sérios, mas de interpretações feitas fora do campo da evidência histórica. As crenças eram rivais, mas não o fundador da tal “seita de malucos”.
“Hoje, talvez, com 2 mil anos de tradição, mas não numa época em que a religião ainda estava se formando e centenas de seitas brigavam entre si pelo monopólio da verdade. Ainda não havia um padrão. Ele ainda estava sendo criado. E sim, houve controvérsia, a ponto de Constantino ter convocado o concílio de Nicéia, a ponto de Paulo ter reclamado dos que diziam coisas diferentes dele: ‘Mesmo que os anjos tragam outra doutrina, vocês devem seguir o que eu digo’”.
Bom, quanto a essa citação, é um tanto quanto distante da realidade apostólica neo-testamentária. Em Atos 15 vemos que os apóstolos falaram para não haver contaminação com ídolos e etc. Em 1 João 5.21, o discípulo pede para as pessoas não cometerem idolatria. Paulo fala em Gálatas 5 sobre coisas praticadas que não deixarão as pessoas herdarem o reino de Deus, entre elas, idolatria e feitiçaria. Falar que naquele tempo os seguidores do cristianismo não tinham um padrão não é verdade.
“Por que ‘jamais’? O que você sabe dele por fontes exteriores à Bíblia?
“O fato de ele considerar que os demônios ficavam nas alturas e não nas profundezas é um ótimo exemplo da influência grega sobre ele (Efésios 06:12)”.
A questão da demonologia na Bíblia é assunto tratado desde o Antigo Testamento, de onde Paulo teve sua formação religiosa. Em Daniel 10.13 lemos sobre uma batalha acontecida da esfera celestial quando um dos anjos de Deus teve que ser ajudado pelo arcanjo Miguel para lutar contra o príncipe da Pérsia, que era o principado espiritual que atuava naquele território. Em Jó 1 lemos sobre a aparição de Satanás perante o Senhor. E isso aconteceu na esfera celestial. Portanto, a crença de Paulo descende das informações que ele possuía dentro do Judaísmo.
“Assim como Mãe Menininha se dizia católica. E não havia algo chamado “judaísmo”. Eles estavam divididos em várias correntes, como os essênios, fariseus, saduceu, nazoreus etc., com diferenças fundamentais como a crença na vida após a morte ou não”.
Paulo era fariseu, e isso não compromete o conceito de demonologia e etc que ele aprendeu no Tanach, Torah. O exclusivismo e a separação era algo bem patente em seu ministério, a passagem de Gálatas 5, nos mostra isso. Em 1 Coríntios 10.14,20,21, o apóstolo fala para fugir da idolatria, e diz que as coisas que os gentios sacrificavam eram aos demônios, não a Deus, e por isso, não deveriam ter as mesmas práticas. Sincretismo seria se Paulo desse seu aval para cometer os mesmos atos pagãos.
“Isaías menciona o culto a Tammuz e se queixa do barulho que seus seguidores faziam ao lamentar sua morte no seu equivalente à ‘sexta-feira santa’”.
E as provas documentais Fernando? Qual paralelo entre Tamuz e o Messias? Onde diz que Tamuz MORRERIA PELA HUMANIDADE, RESSUSCITARIA 3 DIAS DEPOIS? O mesmo Isaias que fala prática pagã ao culto de Tamuz é o mesmo que fala da separação religiosa que os judeus deveriam ter. O livro desse profeta está cheio de advertências contra as práticas pagãs.
“Em segundo lugar, uma profecia que se confirma no próprio livro em que foi feita não é confiável. Como eu vou saber se os evangelistas não usaram o A.T. como um roteiro ao criar Jesus”?
Bom, o cristianismo veio do judaísmo, tanto Jesus como os apóstolos freqüentavam a Sinagoga, então é óbvio que viram em Jesus a pessoa do Messias prometido desde o Antigo Testamento.
“Bem, foram os ‘sucessores de Pedro’ que definiram o cânon da Bíblia, que aparentemente você aceita (ou quase…)”.
Na verdade a Igreja primitiva jamais teve sucessão apostólica, pois as igrejas eram livres, não havia episcopado monárquico e nem jurisdição eclesiástica, todos estavam debaixo da autoridade de Cristo.
“Esta é uma maneira de interpretar um texto confuso. Segundo Mateus, Jesus nasceu quando Herodes ainda vivia. Segundo Lucas, quando Cirênio (Quirino) era governador da Síria, mas sua nomeação só ocorreu 10 anos depois da morte de Herodes”.
O texto não é confuso…. se formos considerar Herodes ou Cirênio, a questão entra no TEMPO DE GOVERNO destes, e não na questão de MÊS e DIA do nascimento de Cristo. E para o suposto sucessor de Pedro ter confundido os turnos, meses ligados aos sacerdotes, demonstra que ele possuía um conhecimento Zero do Antigo Testamento.
E essa questão não é mais controversa, pois quanto a época do nascimento de Cristo, Lucas faz referência a um censo decretado por Cirênio, governador da Síria e tanto a história como a arqueologia, declaram que haviam inscrições de um governante a mais que tb tinha o nome de Cirênio ou Quirino.
Dentro das peças encontradas no período do nascimento de Jesus encontra-se uma moeda que coloca o mesmo, Quirino ou Cirênio, como o procônsul da Síria e Cicília de 11 a.C. até depois de 4 d.C. Esse mesmo censo, citado também em Atos dos Apóstolos 5:37 tem comprovações extra-bíblicas como os formulário de censo de papiro que datam do século I a.C. ao século I d.C. O papiro oxirrinco 255 (48 d.C) e o papiro 904 do Museu Britânico (104 d.C) declaram a ordem para que as pessoas dirijam-se aos seus respectivos locais de nascimento, na mesma época que o Evangelho de Lucas afirma.
E também, devido às relações que haviam entre Herodes e Augusto, nos últimos anos do governo de Herodes, como o historiador Josefo relata, é compreensível que Augusto começasse a tratar o domínio de Herodes como uma terra sujeita, e consequentemente impusesse tal recenseamento para manter controle sobre Herodes e sobre o povo.
Minha citação: “E como os apóstolos eram judeus, eles conheciam sim o seu calendário. Novamente repito, não há a mínima menção de comemoração ao nascimento de Cristo. Como vc mesmo falou, isso foi definido APENAS no 4º século. Vc acabou confirmando aquilo que eu disse, os cristãos primitivos não comemoravam essa data”.
Vc disse: “Nisto concordamos”.
Essa declaração sua foi bem interessante. “Nisto concordamos”. Concordamos? Então vc agora, concorda que os cristãos primitivos não comemoravam a data 25 de dezembro como nascimento de Cristo?
“Eu fui católico e a minha ‘cultura’ e minhas referências são católicas. Por outro lado, o que seria o ‘cristianismo primitivo’? Seriam as seitas judaicas da região onde Jesus teria vivido, como a dos ebionitas, ou seria o paulinismo, criado para consumo dos gentios e que acabou rejeitando os judeus e a lei de Moisés”?
Rejeitando os judeus? Lei de Moisés? A lei cerimonial sim, pq essa remetia ao antigo sistema levítico sacerdotal, mas a moral não! Tanto é que Paulo ia aos sábados às sinagogas e isso seria estranho para ele caso tivesse rejeitado os judeus.
Quanto a essa rejeição, gostaria que vc mostrasse em qual epístola está registrada.
Na carta de Paulo aos Romanos, capítulo 15.25-27 lemos:
v. 25 Mas, agora, estou de PARTIDA para JERUSALÉM, a SERVIÇO dos santos.
v. 26 Porque aprouve à Macedônia e à Acaia LEVANTAR UMA COLETA em BENEFÍCIO dos pobres dentre OS SANTOS que vivem em JERUSALÉM.
v. 27 Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, SE os GENTIOS TÊM SIDO PARTICIPANTES dos VALORES ESPIRITUAIS dos JUDEUS, DEVEM TAMBÉM SERVI-LOS com BENS MATERIAIS.
Onde está a suposta rejeição de Paulo em relação aos judeus?
Bem, eu tb fui católica, praticante, tive raízes profundas no catolicismo romano e por isso, sei que a ascendência de suas crenças foram maculadas por agregação, sincretismo religioso… isso é tão claro! Querer usar simbologias que nunca foram usadas pelos primeiros cristãos para ‘corroborar’ as crenças mutiladas pela Igreja Católica ao longo dos séculos é um anacronismo enorme.
Minha citação: “Sobre o concílio de Nicéia, em 325 d.C., ser a primeira tentativa de se definir uma doutrina coerente e um cânon para a Bíblia, isso não é verdade pq todos os livros do NT estiveram em circulação na era apostólica”.
“Sim, estiveram, assim como todos os que foram rejeitados: Marcião, Tomé, Maria, Madalena, Judas e sabe-se lá mais o que vai ser desenterrado por aí”.
Esses evangelhos não eram da época apostólica e foram rejeitados porque excluíram a si próprios, suas doutrinas estavam permeadas pelo gnosticismo. Isso não era novidade para os apóstolos, pois eles mesmos já tinham advertido anteriormente os cristãos quanto ao surgimento e propagação de “outros evangelhos”. Os gnósticos, por exemplo, romperam com a tradição apostólica e resolveram criar sua tradição por conta própria, mas sem ter testemunhas oculares, pois os eventos já haviam há muito ocorrido. Eles diziam não precisar do testemunho apostólico histórico, pois uma revelação (gnose/conhecimento) especial os indicaria o que escrever.
E a data em que eles foram feitos é bem interessante, por exemplo, o Evangelho de Tomé data de (140 d.C); Evangelho para os Hebreus (cerca de 170 d.C); O Tratado da Ressureição (meados ou fim do 2º século); Evangelho de Pedro (200 d.C); O Evangelho de Filipe (século 3º d.C) Evangelho Pseudo-Mateus (séculos 8º ou 9º d.C); o evangelho de Maria ( século 2° ou 3° d.C); o Evangelho de Maria Madalena (século 3° ao 5°d.C).
E como falei, os livros do Novo Testamento já estavam em circulação no século I, o Evangelho de João foi o último a ser escrito. Muitos achavam que ele tinha sido feito em 160 dC, mas em 1934, C. H. Roberts, do Saint John’s College, de Oxford, trabalhava na classificação de papiros na Biblioteca de John Rylands, em Manchester, na Inglaterra, quando percebeu imediatamente que havia se deparado com um papiro em que se achava preservado um trecho do Evangelho de João. Ele é denominado papiro P52 ou papiro Rylands grego. Contém um texto do Evangelho de João (18,31-33.37-38) e é datado do período de 100 a 125. Isso demonstra que esse evangelho já circulava no século I, provavelmente, cópia do original.
Minha citação: “Quando analisamos a Patrística podemos constatar isso. Justino, o Mártir (100-147 dC) menciona os Evangelhos como sendo quatro em número e cita epístolas de Paulo e Apocalipse. Irineu (135-200 dC) citou todos os livros do NT exceto Filemon , Judas, Tiago e 3 João. Orígenes (185-254 dC), especifica todos os livros de ambos os Testamentos”.
"Sim, foi no segundo século que começou a haver um consenso sobre o que deveria ser adotado ou não, mas vê-se pelas discussões em Nicéia que o consenso não era universal. Ele foi imposto por quem tinha a força".
Essa declaração é um tanto quanto estranha. Na verdade o Concílio de Nicéia sequer tocou no assunto Cânon sagrado. A única coisa referente aos Evangelhos é que Constantino ordenou que Eusébio escolhesse os melhores copistas para reproduzirem 50 cópias a serem enviados a Constantinopla. E o tema da divindade de Cristo também foi tratado.
Minha citação: “E além disso, a igreja católica nunca poderia nos ter definido a primeira parte da Bíblia que é o Velho Testamento, porque ele veio através dos judeus, que foram os guardiões dos oráculos divino”.
“Não poderia, mas o fez. Por que eliminaram o profeta Enoch? Sem ele, Gênesis 6:6 ficou confuso”.
Essa declaração também é muito estranha, até porque a igreja Romana apesar de usar a partir do ano 400 d.C. como canônica a versão chamada Septuaginta, aprovou os apócrifos em 18 de abril de 1546, para combater o movimento da reforma protestante, que se iniciava. Ela se baseou na LXX, que trazia os apócrifos do Antigo Testamento e que foi aceita por ela. Nem na LXX faz menção ao livro de Enoque!
E segundo a tradição judaica a conclusão da coleção dos Livros Sagrados se deu nos tempos de Esdras e Neemias, cerca de 400 aC. Mas os judeus se pronunciaram oficialmente por volta do ano 90-100 d.C. no sínodo de Jâmnia. E a divisão dos livros do Antigo Testamento que adentrou na era cristã era: A Lei, Os Profetas e As Escrituras, e nessa divisão não consta os apócrifos que a LXX introduziu no século 3 aC. A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Minha citação: “Sobre os títulos de Cristo, mostrei que bem antes dele nascer, cerca de 750 aC, já haviam sidos mencionados títulos de filiação e atributos divinos”.
Novamente cito Isaias 9.6; Miquéias 5.2; Zacarias 12, que são profecias messiânicas e falam da rejeição do messias por Israel em sua primeira vinda.
“Vou esperar você citar os versículos antes de comentar, mas ainda não vi nada que pudesse ser relacionado com certeza a Jesus nos trechos que já me citaram. O que sempre me parece é que os evangelistas se basearam nas profecias do A.T. para criar o personagem Jesus, que no entanto é diferente do messias guerreiro que os profetas esperavam.”
Sim, os apóstolos se basearam no Antigo Testamento, pois viram paralelos em Jesus que o identificava como Messias. E sobre as duas manifestações dele é bem clara em Isaias, e Daniel, pq falam que ele seria rejeitado e morto. Em Isaías diz:
v 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
v 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
v 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
v 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
v 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
v 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
v 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
v 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.
v 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.
v 10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.
v 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.
v 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
Essa profecia messiânica em nada mostra um Messias guerreiro, mas alguém que sofreria e seria rejeitado.
Daniel capítulo 9 também nos mostra isso como veremos a seguir. Essa profecia não é vaga porque trata da cronologia do aparecimento do Messias. Nessa parte é importante ter em mente: 1) O Decreto das 70 Semanas ou shavuim; 2) O início da contagem das 70 semanas; 3)As primeiras 69 semanas; 4)Os Eventos entre a 69ª e a 70ª Semana.
1) O Decreto das 70 Semanas (Shavuim)
A profecia entregue pelo anjo a Daniel, de acordo com Dn 9.24ª, inicia dizendo: "Setenta shavuim (setes, ou semanas) estão decretados sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade…".
Neste versículo, aparece a palavra hebraica shavuim, plural da palavra shavua. Esta palavra é utilizada no Tanach como um período de "sete". De acordo com a Strong’s Concordance, esta palavra pode se referir a um período de sete de qualquer coisa, seja de dias, ou semanas, ou meses, ou anos, etc, sendo que será o contexto que vai determinar o significado do período. Aqui, é evidente que Daniel estava pensando em termos de anos, especificamente a respeito dos 70 anos do cativeiro. Como Daniel entendeu pelo Tanach que o cativeiro duraria 70 anos, passou a supor também que o Reino Messiânico seria estabelecido depois destes 70 anos, ou seja, nos seus dias. Mas então veio o anjo para dizer a Daniel que o Reino do Messias, não viria depois daqueles 70 anos de cativeiro, mas sim depois de 70 Shavuim (70 setes/semanas), ou seja, pelo contexto, depois de 70 semanas de anos, totalizando um total de 490 anos (70 vezes sete).
2) O Início da Contagem das 70 semanas
Daniel 9.25: Sabe, então, e entende: desde a liberação da ordem para restaurar e edificar Jerusalém ATÉ Mashiach, Princípe, sete semanas e sessenta e duas semanas…
Foi dito claramente a Daniel quando as 70 semanas proféticas deveriam começar a ser contados. O anjo disse "Sabe, então, e entende: desde a liberação da palavra para restaurar e edificar Jerusalém…". As 70 semanas se iniciariam com um decreto relativo à reconstrução da cidade de Jerusalém. Dos registros históricos e bíblicos, temos os seguintes decretos relacionados com a restauração do povo Judeu do cativeiro babilônico:
O decreto de Ciro, entre 538 e 536 a.C. relativo a reconstrução do Templo, conforme 2 Crônicas 36.22,23 e Esdras 1.1-4.
O decreto de Dario Hispates, por volta de 521 a.C., conforme Esdras 6.6-12, que foi uma reafirmação do decreto de Ciro, a fim de que a reedificação do Templo continuasse.
O decreto de Artaxerxes para Esdras, por volta de 458 a.C., conforme Esdras 7.11-26, para que a adoração do Templo continuasse.
O decreto de Artaxerxes para Neemias, por volta de 444 a.C, conforme Neemias 2.1-8, autorizando a reedificação da cidade de Jerusalém.
Enquanto os três primeiros decretos estão relacionados com a reedificação do Templo e a continuidade de sua adoração, o quarto decreto é específico à restauração da cidade de Jerusalém, portanto o decreto de restauração da cidade de Jerusalém do cativeiro babilônico é o de Artaxerxes por volta de 444 a.C. conforme Neemias 2.1-8. Deste modo, foi com a emissão deste decreto que foi iniciada a contagem das 70 Semanas.
3) As Primeiras 69 semanas
Daniel 9.25: Sabe, então, e entende: desde a liberação da ordem para restaurar e edificar Jerusalém até Mashiach, Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas. As ruas e fossos serão reedificados, porém em tempos de aflição.
As 70 semanas são divididas em três blocos - 7 Semanas, 62 Semanas e 1 Semana. Durante a primeira semana, ou seja, 7 x 7 = 49 anos, Jerusalém seria reedificada, porém em tempos angustiosos. O segundo bloco de tempo (62 Semanas = 62 x 7 = 434 anos) seguiram imediatamente o primeiro bloco, totalizando então os dois primeiros blocos 69 Semanas = 69 x 7 = 483 anos.
Então a profecia nos diz que o ponto de fim das 69 Semanas: "até Mashiach, Princípe". Assim, esta profecia nos ensina claramente que 483 anos depois da emissão do decreto para reedificação da cidade de Jerusalém, Mashiach estaria aqui na terra.
4) Os Eventos entre a 69ª e a 70ª semana
Daniel 9.26: E depois das sessenta e duas semanas será cortado Mashiach e não estará. E a cidade e o santuário serão destruídos por um povo de um príncipe que ainda virá, e o fim da cidade será avassalador (como num dilúvio) e até o (tempo do) fim guerras e destruições estão determinadas.
Embora a primeira e a segunda semanas proféticas tenham sidos subseqüentes, a Escritura ensina que o terceiro bloco, a última semana, não seguiria imediatamente o segundo bloco. De acordo com o v.26, três coisas deveriam ocorrer depois do segundo bloco, e antes do início do terceiro bloco.
A primeira coisa que a Escritura ensina que ocorreria depois do fim do segundo bloco de 62 semanas é que Mashiach seria cortado e já não estaria. A palavra hebraica traduzida por cortado é karat. Esta palavra assume em outros trechos da Escritura o significado de morrer e perecer (por exemplo, Lv 17.14). A Escritura é clara ao ensinar que após o fim do segundo bloco, Mashiach seria morto.
A segunda coisa que a Escritura ensina que ocorreria depois é que "a cidade de Jerusalém e o santuário serão destruídos por um povo de um príncipe que ainda virá, e o fim da cidade será avassalador (como num dilúvio)".
O Tanach está mostrando que a cidade de Jerusalém, que seria reedificada a partir do decreto que iniciaria a contagem das 70 Semanas, seria destruída, bem como o seu Templo. Assim, algum tempo depois que o Messias fosse morto, a cidade de Jerusalém e o seu Templo sofreriam outra destruição.
A História quanto a este período é extremamente acurado e claro: o povo responsável pela destruição da cidade e do Templo foram os romanos, e esta destruição ocorreu em 70 dC . De acordo com este versículo, Mashiach deveria vir e morrer antes do ano 70 dC.
É evidente que o Reino Messiânico de acordo com a Bíblia irá requerer Mashiach governando como Rei. Isso significa que o Messias se manifestará ao final da 70 ª Semana. No entanto, esta profecia do livro de Daniel ensina que ele seria morto depois do 69ª Semana. Isto seria uma contradição, ao menos que Daniel estivesse falando em duas manifestações de Mashiach, sendo que a última será para estabelecer o Reino Messiânico. No entanto, como ele foi morto após o 69ª Semana, isso certamente implica na sua ressurreição. E novamente aqui entra aquela questão de que a primeira aparição do Messias, não seria gloriosa. Lendo com pouco mais de atenção podemos analisar isso.
Minha citação: “Pra vc ter afirmado que Mitra morreu pela humanidade e foi enterrado em uma tumba de pedra e ressuscitou 3 dias depois, vc tem que ter provas”.
“Como eu disse acima, esse texto não é meu e acho que ele tem falhas, sim. Ele se baseia provavelmente no livro de Acharya S., “A conspiração de Jesus”, que não deve ser levado a sério por exagerar nas coincidências (ainda que contenha muita coisa interessante), ou talvez em “Os 16 salvadores do mundo crucificados”, de Kersey Graves, que os sites céticos também não recomendam”.
Bom, recapitulando, vc citou uma informação como fato acurado e sucinto baseado no “achismo”. Citar coisas que não podem ser comprovadas ficam fora do campo da evidência e se tornam um “argumento” muito falho, do tipo “Frankstein”, como mencionei na mensagem postada anteriormente. O “vácuo” de Mitra, permanece, mas ainda bem que vc percebeu que as fontes, como Dan Brown ou Acharya S. contém falhas.
Até mais,
***Iluminada***
Olá amiguinho que escreveu o artigo acima, tudo bem?
Bom! não pude deixar de reparar que você é um rapaz bastante recentido com a religião huahuahauhauhaua… não sou religiosa e não professo nenhuma fé! no entanto, quanto historiadora não pude deixar de notar que seus argumentos para tratar de "história das religiões" são um tanto fracos e pouco explicativos…
antes de sair por aí fazendo comparações entre crenças culturais DISTINTAS com temporalidades DIFERENTES… procure entender como funciona a relação do homem com suas crenças e mitos. Aliás… como sabe que não existe um "deus" ou "deuses" com argumentos tão fracos.? isso também não seria uma forma de "crença" em uma suposição???
enfim! por isso prefiro dizer que o que vc tem certeza que não existe, para uma humilde historiadora é algo que deixa dúvidas….
abraços!
Adorei o site! Estão todos de parabéns… incluse as "antas" do curral cristão que nos agraciam com seus estúpidos e insanos comentários.
Já li vários artigos, mas estou com dificuldade para encontrar a sequência deste. Alguém da casa poderia informar onde encontrar as demais Provas? Procurei, mas ainda não encontrei no portal. Agradeço desde já!
Edrich Schmidt
No início da página, à esquerda, clique na categoria "Deus não existe".
Todas as partes que já foram traduzidas estão lá.
Aline,
Não sabemos se algum deus existe e não temos como provar nada. A intenção é apenas mostrar como são ridículos os deuses que a humanidade inventou.
Se algum deus existir, que venha falar comigo. Não vou levar a sério os boatos e lendas de malucos que brigam entre si há milhares de anos.
Valeu Fernando Silva
Fiz questão de salvar cada uma delas em meu PC para tê-las sempre à mão.
Tava até pensando em deixar o material em formato livro para, quem sabe, rebater a insanidade de algum deísta via e-mail, pois via fórum é "phoda" (com PH mesmo) principalmente quando aparece alguma pessoa "iluminada" com mania de grandeza…
Ninguém aqui têm "saco de borracha" para aguentar tanta pentelhação! O que temos são fatos!
Iluminada… Que nickname mais tosco é esse?! Vai pregar suas asneiras para quem acredita nelas! Gaste seu tempo com algo útil a si própria e, se quiser insistir nisso: a quem aprecia essa tua tal dedicação em macular o mundo. Você está mais para a típica crente "pão de forma" combinada com a crente "cabeleireira". Para quem não sabe… "miolo mole, casca grossa, chato(a) e quadrado(a)" e "trabalha só para fazer a cabeça dos outros", respectivamente.
Dalila (Iluminada)
Não nego que você tem um conhecimento em teologia e que conhece dentro de suas limitações a bíblia “sagrada” mas me diz em que isso te ajudou a provar de forma racional que Deus não exite ?
EM PRIMEIRÍSSIMO LUGAR UMA BOA NOITE PARA TODOS OS NOSSOS AMIGOS PARTICIPANTES DESSE SITE!!!
DEUS EXISTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Simen
É mesmo, me diga onde posso encontrá-lo? Quero ter uma conversinha com esse cara, afinal o que ele pensa que é, para nos criar e deixar-nos aqui abandonados à propria sorte? no mínimo um insensato, portador de alguma deficiência mental, quem sabe, esquisofrênico, se bem que acho estar mais para sádico.