Essa vocês precisam assistir:
Trecho do Episódio 446 do The Atheist Experience.
A ciência não explica tudo. A religião não explica nada.
Essa vocês precisam assistir:
Trecho do Episódio 446 do The Atheist Experience.
Gregos e romanos tinham muitos deuses mas, no início da era cristã, já tendiam ao monoteísmo. Para eles, os vários deuses, deusas e demônios (seus agentes, intermedários entre os deuses e os homens) eram diferentes manifestações de um mesmo deus. Eles acreditavam em que tudo o que acontecia, bom ou mau, era a vontade de Deus e que não cabia ao homens questionar o porquê de coisas ruins acontecerem a pessoas boas, por exemplo. Para eles, o importante era o respeito à pátria, à cidade e à família de cada um e às tradições.
Ficaram chocados, portanto, com o que pregavam os cristãos, como se depreende dos escritos de Celso e Marco Aurélio. Diziam os cristãos que para seguir a Deus era preciso desprezar os deuses, abandonar sua cidade, seu país e detestar sua família. Pelo contrário, os cristãos acreditavam que tais laços, em lugar de divinos, eram obra do demônio para escravizar as pessoas aos antigos costumes.
Os cristãos se diziam monoteístas mas pregavam que a divindade estava dividida em duas partes opostas e rivais. Para os romanos, era uma blasfêmia afirmar que o poder de Deus não era absoluto, mas que tinha um adversário, Satã, que limitava sua capacidade de fazer o bem.
Continue lendo “A perseguição aos cristãos e o gnosticismo”…
Paulo diz, nas epístolas, que Deus fez os sábios deste mundo de loucos e que sua sabedoria parece loucura aos olhos do mundo.
1 Coríntios 02:13-14
“…e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar.”
1 Coríntios 01:20-21
“Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo? Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem.”
1 Coríntios 03:18-20
“Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a Escritura) ‘ele apanhará os sábios na sua própria astúcia’.”
Isto permite que aqueles que, em qualquer outra situação, seriam considerados ignorantes, sintam-se sábios e autorizados a ensinar.
É fácil perceber tal fato no dia-a-dia. Embora mal saibam se expressar em sua língua materna, semi-analfabetos com uma visão limitadíssima do mundo, entram para uma seita e, de um dia para o outro, saem por aí discursando com ar superior. Repetem com olhos arregalados as bobagens que ouviram na igreja de fundo de quintal como se estivessem fazendo grandes revelações.
Simplificando muito, pode se dizer que os posicionamentos quanto à crença religiosa se definem como escolher a verdade, ser escolhido por ela ou negar a escolha.
Para os escolhidos é verdade porque acreditam. Os que escolhem acreditam porque é verdade. Os que negam o fazem por não existir verdade escolhedora ou verdade escolhida.
Nos escolhidos a verdade se manifesta diretamente na alma sob a forma de Fé. Fé e crença, neste conceito, são entes correlacionados, porém distintos, sendo crença a evidência sensível da verdade manifesta.
Os que escolhem a verdade a discernem espiritual e/ou intelectualmente, distinguindo-a do que não o é. Da verdade discernida deriva a crença.
Quem nega a escolha o faz por ser a verdade um ente abstrato incapaz de se manifestar no indivíduo concreto e/ou por ser impossível distinguir a verdade dentre possibilidades infinitas.
Posicionamentos quanto à crença religiosa se definem conforme se considere verdadeira uma das três colocações acima e falsas, completa ou parcialmente, as outras duas.
Vou falar aqui sobre um estigma que eu venho sentindo no decorrer dos últimos anos, é algo que não tenho visto sendo falado nem debatido na internet brasileira, porém sinto a necessidade de difundir esse pensamento aos demais e minha preocupação desse comportamento aliado com o crescimento do ateísmo no país apenas como mais uma forma de modismo.
Em debates na vida real e principalmente na virtual, a coisa mais fácil é encontrar ateus e crentes dos mais variados tipos, desde os mais burros e ignorantes até os mais letrados e inteligentes. Quando qualquer um desses tipos se encontram, é bem provável que falem de um dos assuntos mais batidos do mundo, que é a existência de Deus.
Só que a curiosidade do crente quanto ao posicionamento ateísta extrapola os limites das questões motivacionais da descrença. Quantas vezes já nos deparamos com crentes nos perguntando se realmente acreditamos que tudo veio de uma grande explosão ou se achamos que viemos do macaco? Mas… o que isso tem a ver com o ateísmo? Ou melhor, eu seria menos ateu caso dissesse que não faço idéia de como viemos parar aqui? Continue lendo “Cientificismo Ateísta”…
Não apenas os cristãos mas todas as religiões insistem na importância da oração. A oração é uma prática que não sobrevive à luz fria da lógica. As três razões citadas com mais frequência para se orar são adoração, confissão e súplica (há diferenças; procurem os experts).
A forma mais popular de oração, a súplica, apresenta alguns problemas complicados. À primeira vista, pedir a um deus para fazer uma coisa qualquer parece perfeitamente lógico. Quem melhor para se pedir? Mas a única forma de estes pedidos fazerem sentido é que haja uma chance de você ser atendido. Qual a finalidade de se ter bilhões de orações oferecidas esperançosamente a um deus que nunca teve intenção de responder a nenhuma delas?