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	<title>Ateus do Brasil &#187; Comportamentos</title>
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	<description>A ciência não explica tudo. A religião não explica nada.</description>
	<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 19:28:02 +0000</pubDate>
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		<title>O participante mais burro de todos os tempos!</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 18:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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Trecho do Episódio 446 do The Atheist&#160;Experience.

					
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa vocês precisam&nbsp;assistir:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/W3R2GZ0OCBg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/W3R2GZ0OCBg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Trecho do Episódio 446 do <a href="http://www.atheist-experience.com">The Atheist&nbsp;Experience</a>.</p>
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		<title>A perseguição aos cristãos e o gnosticismo</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 07:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Bíblia Sagrada]]></category>

		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Gnosticismo]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Perseguição]]></category>

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		<description><![CDATA[Gregos e romanos tinham muitos deuses mas, no início da era cristã, já tendiam ao monoteísmo. Para eles, os vários deuses, deusas e demônios (seus agentes, intermedários entre os deuses e os homens) eram diferentes manifestações de um mesmo deus. Eles acreditavam em que tudo o que acontecia, bom ou mau, era a vontade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gregos e romanos tinham muitos deuses mas, no início da era cristã, já tendiam ao monoteísmo. Para eles, os vários deuses, deusas e demônios (seus agentes, intermedários entre os deuses e os homens) eram diferentes manifestações de um mesmo deus. Eles acreditavam em que tudo o que acontecia, bom ou mau, era a vontade de Deus e que não cabia ao homens questionar o porquê de coisas ruins acontecerem a pessoas boas, por exemplo. Para eles, o importante era o respeito à pátria, à cidade e à família de cada um e às&nbsp;tradições.</p>
<p>Ficaram chocados, portanto, com o que pregavam os cristãos, como se depreende dos escritos de Celso e Marco Aurélio. Diziam os cristãos que para seguir a Deus era preciso desprezar os deuses, abandonar sua cidade, seu país e detestar sua família. Pelo contrário, os cristãos acreditavam que tais laços, em lugar de divinos, eram obra do demônio para escravizar as pessoas aos antigos&nbsp;costumes.</p>
<p>Os cristãos se diziam monoteístas mas pregavam que a divindade estava dividida em duas partes opostas e rivais. Para os romanos, era uma blasfêmia afirmar que o poder de Deus não era absoluto, mas que tinha um adversário, Satã, que limitava sua capacidade de fazer o&nbsp;bem.</p>
<p><span id="more-674"></span>A perseguição romana aos cristãos, embora intermitente, era motivada pela ameaça que eles pareciam representar para a unidade do império, ao rejeitar suas obrigações religiosas e o respeito ao imperador como representante de Deus e da pátria. Para seu escândalo, os cristãos julgavam mais importante sua religião e seu deus que as tradições e a vontade do&nbsp;imperador.</p>
<p>Com o tempo, e com a resistência ao aparente radicalismo dos Evangelhos, a Igreja criou doutrinas que atenuavam mandamentos como “dar tudo o que se tem aos pobres”, “evitar o casamento” ou “abandonar a família”. Entre os textos básicos estão o “Ensinamentos dos doze apóstolos”,  atribuído aos “pais apostólicos”, e a “Carta  de Barnabé”. O bispo Ireneu escreveu, em 180 d.C., um livro atacando quem se desviasse dessas doutrinas, ou seja, os&nbsp;heréticos.</p>
<p>Alguns desses fundamentalistas se apegavam à versão literal dos evangelhos, e viviam no deserto, asceticamente, em celibato, como Justino, o mártir, ou Orígenes, que, como vários outros, se castrou. Outros iam mais longe e rejeitavam a autoridade da Igreja de Roma. Livros como o “Testemunho da verdade”, o “Livro secreto de João” e a “Realidade dos regentes” afirmam que o deus do Antigo Testamento era na verdade Samael, o chefe dos anjos caídos, e não o deus supremo. Ele teria criado Adão e Eva e, com medo de que eles descobrissem a verdade, os proibiu de comer do fruto da Árvore do Conhecimento. A serpente seria a enviada do verdadeiro deus para abrir-lhes os olhos mas Samael, para impedir que o homem pensasse com clareza e mantê-lo sob seu domínio, o expulsou do Paraíso, o amaldiçoou com a necessidade de trabalhar, a ganância pelo ouro e a luxúria. Assim explicavam eles a barbaridade e a violência do deus do Antigo&nbsp;Testamento.</p>
<p>Mais tarde, Jesus teria vindo para salvar a humanidade deste falso deus. Para tais fundamentalistas, a Igreja de Roma nada mais fazia que perpetuar os erros dos “escribas e fariseus”, da Lei mosaica e da Bíblia hebraica, inspirada por Samael. Tertuliano, contemporâneo de Ireneu, ataca estes radicais com base em que é preciso a todo o custo manter a unidade da igreja e que é errado pensar com a própria cabeça e fazer perguntas. Quando eles parecem fazer sentido, Tertuliano diz que é o Diabo que os torna convincentes ao reinterpretar as Escrituras. Tais radicalismos, entretanto, nunca se tornaram populares, devido às renúncias que&nbsp;demandavam.</p>
<p>Já os gnósticos, liderados por Valentino, tiveram uma influência muito maior, pois não pregavam o rompimento e sim a evolução. Para eles, a doutrina da Igreja era apenas o ponto de partida. Seu objetivo final era encontrar Deus dentro de si e aprender a verdade diretamente dele. Acreditavam que, para o comum dos fiéis, os ensinamentos da Igreja bastavam mas, para eles, que tinham atingido tal “iluminação”, a Igreja deixava de ter importância, embora não negassem a autoridade de padres e&nbsp;bispos.</p>
<p>A Igreja, mais uma vez, os atacou por estarem dividindo os fiéis e por pregar a perversão e a imoralidade, o que se constatou ser falso depois que livros como o “Evangelho da verdade”, o “Evangelho de Tomé” e o “Evangelho de Filipe” foram descobertos em Nag Hammadi e nos permitiram conhecer, depois de quase 2000 anos, sua versão dos fatos. O gnosticismo ressurgiu várias vezes na história da&nbsp;Igreja.</p>
<p>Entre os exemplos mais conhecidos estão Francisco de Assis, Teresa de Ávila e João da Cruz (embora tenham sido denominados “místicos” em sua&nbsp;época).</p>
<p>Fonte: “The origin of Satan”, de Elaine&nbsp;Pagels</p>
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		<title>A Palavra de Deus — Sabedoria ou loucura?</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/comportamentos/a-palavra-de-deus-sabedoria-ou-loucura/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 10:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo diz, nas epístolas, que Deus fez os sábios deste mundo de loucos e que sua sabedoria parece loucura aos olhos do&#160;mundo.
1 Coríntios 02:13-14
“…e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo diz, nas epístolas, que Deus fez os sábios deste mundo de loucos e que sua sabedoria parece loucura aos olhos do&nbsp;mundo.</p>
<blockquote><p><a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/53/2.php">1 Coríntios 02:13-14</a><br />
“…e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem&nbsp;ponderar.”</p></blockquote>
<blockquote><p><a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/53/1.php">1 Coríntios 01:20-21</a><br />
“Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo? Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua&nbsp;mensagem.”</p></blockquote>
<blockquote><p><a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/53/3.php">1 Coríntios 03:18-20</a><br />
“Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a Escritura) ‘ele apanhará os sábios na sua própria&nbsp;astúcia’.”</p></blockquote>
<p>Isto permite que aqueles que, em qualquer outra situação, seriam considerados ignorantes, sintam-se sábios e autorizados a&nbsp;ensinar.</p>
<p>É fácil perceber tal fato no dia-a-dia. Embora mal saibam se expressar em sua língua materna, semi-analfabetos com uma visão limitadíssima do mundo, entram para uma seita e, de um dia para o outro, saem por aí discursando com ar superior. Repetem com olhos arregalados as bobagens que ouviram na igreja de fundo de quintal como se estivessem fazendo grandes&nbsp;revelações.</p>
<p><span id="more-663"></span>Entramos no botequim de caminhoneiros e lá está o “iluminado” citando trechos grandiloquentes da Bíblia que ele próprio, com seu parco vocabulário, mal compreende. Andamos pela rua e lá está o camelô com suas baboseiras apocalípticas, como se estivesse no púlpito. Na fábrica, o operário que mal sabe assinar o próprio nome lidera grupos de oração dos quais participam funcionários bem mais capacitados que&nbsp;ele.</p>
<p>Pastores sem nenhum conhecimento científico decretam que “o evolucionismo é uma teoria fracassada” e que o Big Bang não aconteceu. Atropelando séculos de arqueologia e pesquisa histórica, informam que “os historiadores sérios já demonstraram que Jesus existiu e que a Bíblia já foi toda comprovada”. Suas afirmações delirantes tornam-se “fato” para os ignorantes que os&nbsp;ouvem.</p>
<p>Numa total inversão de valores, a falta de estudo passa a ser virtude e o quase analfabeto sem cultura vê-se como o enviado de Deus, trazendo revelações que ele acha que vão deixar de quatro, maravilhados, todos os que o ouvirem, como se fossem para todos a mesma novidade que são para ele, como se o assunto já não tivesse sido debatido e investigado à exaustão por 2 mil anos. E quanto mais é rejeitado e ridicularizado, mais se sente santificado e justificado. Quanto mais o chamam de louco, mais fica provado que ele é&nbsp;sábio.</p>
<p>Ele não é mais o cara humilde que se calava diante dos mais instruídos. Agora, ele é importante, é membro de uma organização poderosa que representa o Criador. Ele tem uma missão. Ele sabe das coisas. Ele está salvo e Deus tem um plano especial para sua vida. Ele é muito superior aos orgulhosos e vaidosos que ousam duvidar de suas palavras. Ele é superior aos mais instruídos e capacitados. Sua sabedoria é a de Deus, não a dos&nbsp;homens.</p>
<p>O mesmo ocorre na Internet. Ao cair num site de ateus, alguns crentes ficam chocados e deixam mensagens cheias de ofensas e ameaças de fogo eterno. Outros apenas assumem que aquelas pessoas ainda não encontraram a verdade e, com um sorriso de superioridade, despejam citações do “Livro Bom”, certos de que conseguirão uma conversão instantânea de todos os&nbsp;participantes.</p>
<p>Seus “argumentos” deixam claro que eles não leram nada do que estava sendo debatido e nem julgaram isto&nbsp;necessário.</p>
<p>Lembro-me de uma crente que me escreveu após topar com algum texto que eu postei. Seu português era capenga e ela às vezes digitava a mensagem inteira no campo “Assunto”. Logo na primeira mensagem, disse que não conhecia a Bíblia e que era melhor assim, mas que estava pronta a responder qualquer pergunta que eu lhe fizesse. Sua confiança ingênua desapareceu após alguns dias de debate e, assustada, pediu que eu não lhe escrevesse&nbsp;mais.</p>
<p>Ela é um bom resumo do que a religião faz com a cabeça das pessoas e de como pessoas ignorantes passam a ter como única cultura, visão do mundo e conhecimentos científicos aquilo que ouviram na&nbsp;igreja:</p>
<blockquote><p>Moço com todo o respeito, o senhor esta preocupado em querer saber sobre o livre arbitrio de ter nascido? Pergunta a sua mãe, foi ela quem desejou isto. Deus apenas deu a ela esta dádiva de ser&nbsp;mãe.</p>
<p>O senhor tem uma outra dúvida, tem a liberdade de perguntar. Não sou entendo muito da biblia, mas é bem melhor&nbsp;assim…</p>
<p>Tem outra&nbsp;duvida?</p>
<p>Se o senhor estava querendo saber , o senhor tem este email que poderá tirar a dúvida, mas não exponha a sua descrença tentando passar duvidas para os outros nao, isto atrapalha o nosso trabalho de&nbsp;evangelização.</p>
<p>Eu sei que o senhor deve ser ateu, tudo bem , é para isto que existe o livre arbitrio, o senhor não é obrigado a acreditar em quem fez o mundo ou quem fez o primeiro ser humano. Pode acreditar no que quiser, se veio do macaco, ou se veio de um ser cósmico, eu só sei que jacaré gera jacarezinho, são iguaizinhos, gato gera gato são iguais, isto é&nbsp;DNA.</p>
<p>Agora, obvio que o ser humano veio de outro ser humano, agora o primeiro,…fica difícel lembrar…a sua tataraavo , o senhor conhece…. não. como pode me explicar se ela&nbsp;existiu?</p>
<p>Ah! claro que existiu , o senhor esta conversando comigo agora, não&nbsp;é?</p>
<p>esteja a vontade para perguntar, eu nao sou nenhuma teologa, aliás , sabedoria dos homens são tolice diante da sabedoria de&nbsp;Deus.</p></blockquote>
<p>O domíno do idioma pode ser melhor, o conhecimento científico mais completo, mas, no fim das contas, a idéia é: <em>“se contraria o que está na Bíblia, então, de alguma forma, está&nbsp;errado”</em>.</p>
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		<title>Verdade e Escolha</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 01:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Simplificando muito, pode se dizer que os posicionamentos quanto à crença religiosa se definem como escolher a verdade, ser escolhido por ela ou negar a&#160;escolha.
Para os escolhidos é verdade porque acreditam. Os que escolhem acreditam porque é verdade. Os que negam o fazem por não existir verdade escolhedora ou verdade&#160;escolhida.
Nos escolhidos a verdade se manifesta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Simplificando muito, pode se dizer que os posicionamentos quanto à crença religiosa se definem como escolher a verdade, ser escolhido por ela ou negar a&nbsp;escolha.</p>
<p>Para os escolhidos é verdade porque acreditam. Os que escolhem acreditam porque é verdade. Os que negam o fazem por não existir verdade escolhedora ou verdade&nbsp;escolhida.</p>
<p>Nos escolhidos a verdade se manifesta diretamente na alma sob a forma de Fé. Fé e crença, neste conceito, são entes correlacionados, porém distintos, sendo crença a evidência sensível da verdade&nbsp;manifesta.</p>
<p>Os que escolhem a verdade a discernem espiritual e/ou intelectualmente, distinguindo-a do que não o é. Da verdade discernida deriva a&nbsp;crença.</p>
<p>Quem nega a escolha o faz por ser a verdade um ente abstrato incapaz de se manifestar no indivíduo concreto e/ou por ser impossível distinguir a verdade dentre possibilidades&nbsp;infinitas.</p>
<p>Posicionamentos quanto à crença religiosa se definem conforme se considere verdadeira uma das três colocações acima e falsas, completa ou parcialmente, as outras&nbsp;duas.</p>
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		<title>Cientificismo Ateísta</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/criticas/cientificismo-ateista/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 14:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Braida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou falar aqui sobre um estigma que eu venho sentindo no decorrer dos últimos anos, é algo que não tenho visto sendo falado nem debatido na internet brasileira, porém sinto a necessidade de difundir esse pensamento aos demais e minha preocupação desse comportamento aliado com o crescimento do ateísmo no país apenas como mais uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou falar aqui sobre um estigma que eu venho sentindo no decorrer dos últimos anos, é algo que não tenho visto sendo falado nem debatido na internet brasileira, porém sinto a necessidade de difundir esse pensamento aos demais e minha preocupação desse comportamento aliado com o crescimento do ateísmo no país apenas como mais uma forma de&nbsp;modismo.</p>
<p>Em debates na vida real e principalmente na virtual, a coisa mais fácil é encontrar ateus e crentes dos mais variados tipos, desde os mais burros e ignorantes até os mais letrados e inteligentes. Quando qualquer um desses tipos se encontram, é bem provável que falem de um dos assuntos mais batidos do mundo, que é a existência de&nbsp;Deus.</p>
<p>Só que a curiosidade do crente quanto ao posicionamento ateísta extrapola os limites das questões motivacionais da descrença. Quantas vezes já nos deparamos com crentes nos perguntando se realmente acreditamos que tudo veio de uma grande explosão ou se achamos que viemos do macaco? Mas&#8230; o que isso tem a ver com o ateísmo? Ou melhor, eu seria menos ateu caso dissesse que não faço idéia de como viemos parar aqui? <span id="more-356"></span>Ou quer dizer que se eu tivesse vivido nos anos 30 eu não poderia ter sido ateu porque a ciência nela época nada (ou muito pouco) sabia sobre cosmologia e evolução? A resposta é óbvia, mas o ateísmo atual comporta-se como se essas coisas tivessem real relação com a descrença. A importância de se dar essas respostas, completas e inequívocas, a um crente é tanta que alguns ateus passam suas madrugadas fuçando respostas prontas na internet, alguns menos preparados têm como “fonte” qualquer blog, outros já partem para Wikipédia, outros preferem a versão em inglês (como se a linguagem fosse garantia de confiabilidade) e outros TalkOrigins e&nbsp;similares.</p>
<p>Em um fórum onde se debate ateísmo, não raro surgem ateus novatos na internet e se sentem totalmente perdidos ao <strong>apenas lerem</strong> uma discussão entre um ateu versus crente. Logo após respostas-padrão dadas pelo ateu (rato da internet e velho guerreiro militante) ao pobre crente (que acabou seu ensino médio ano passado e já leu a bíblia todinha) é bombardeado de questionamentos, sendo que a mais comum é pedir a fonte da informação e qual a edição em que foi publicada na revista super respeitada no meio científico, caso não tenha, mais uma vez é bombardeado, agora em conjunto com outros colegas deste ateu (que mais parece um cientista PhD em seu happy-hour). A qualquer hora o pobre crente, desolado por não entender bulhufas das inúmeras explicações e termos científicos, acaba por sair do fórum (em alguns ele é banido antes&nbsp;disso).</p>
<p>Mas eu não quero que se coloquem no lugar do pobre crente, muito menos desse ateu que deve ter a cara do Darth Vader. Falo daqueles ateus que não são fãs do mundo científico, caíram na real algum dia enquanto estavam no ônibus, notaram que não faz sentido acreditar em um Deus. Estes devem se sentir tão desconfortáveis nesses fóruns que alguns devem se achar medíocres, chegando a repensarem se o ateísmo deles é aquilo mesmo ou se eles deveriam tomar a pílula azul novamente e ingressar, a contra-gosto, no mundo onde o conhecimento nunca acaba, que é o da&nbsp;ciência.</p>
<p>Digo a esses (novos?) ateus para não se preocuparem com isso, o que leva você não crer que exista Deus não foi porque a ciência disse o contrário, não é seu dever (de nenhum ateu) explicar a ninguém como surgiu o universo ou a vida, a não ser que você realmente saiba e goste do assunto. Não se sinta culpado caso você não entenda bulhufas do que é entropia, densidade inicial, termodinâmica ou derivação genética. Espero que seu ateísmo seja baseado na falta de evidências das alegações fantasiosas que os outros fizeram a você. Não é necessário dar uma de <em>”Sr. Cientista”</em> pra cima de nenhum crente para defender seu&nbsp;posicionamento.</p>
<p>Estou ciente de que muitos não pensam assim, acham que a ciência está intimamente ligada ao ateísmo e vice versa. Beleza, amo a diversidade de opiniões e sou feliz por saber que a diversidade de opiniões, esta sim, sempre esteve ao lado ao&nbsp;ateísmo.</p>
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		<title>Oremos</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 19:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Orações]]></category>

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		<description><![CDATA[Não apenas os cristãos mas todas as religiões insistem na importância da oração. A oração é uma prática que não sobrevive à luz fria da lógica. As três razões citadas com mais frequência para se orar são adoração, confissão e súplica (há diferenças; procurem os&#160;experts).
A forma mais popular de oração, a súplica, apresenta alguns problemas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não apenas os cristãos mas todas as religiões insistem na importância da <strong>oração</strong>. A oração é uma prática que não sobrevive à luz fria da lógica. As três razões citadas com mais frequência para se orar são adoração, confissão e súplica (há diferenças; procurem os&nbsp;experts).</p>
<p>A forma mais popular de oração, a <strong>súplica</strong>, apresenta alguns problemas complicados. À primeira vista, pedir a um deus para fazer uma coisa qualquer parece perfeitamente lógico. Quem melhor para se pedir? Mas a única forma de estes pedidos fazerem sentido é que haja uma chance de você ser atendido. Qual a finalidade de se ter bilhões de orações oferecidas esperançosamente a um deus que nunca teve intenção de responder a nenhuma&nbsp;delas?</p>
<p><span id="more-248"></span>É difícil imaginar uma atividade mais sem sentido, um desperdício maior de tempo, um exercício mais angustiante; um deus que exigisse tal coisa só poderia ser um sádico. É difícil acreditar em que um deus seja capaz de alimentar esperanças e ilusões sem nunca realizá-las, nem mesmo o deus que enviou o&nbsp;Dilúvio.</p>
<p>Por outro lado, se a oração é encorajada porque há uma chance de que os pedidos serão concedidos, você se confronta com a necessidade inevitável de explicar a natureza aleatória das graças&nbsp;recebidas.</p>
<p>Por exemplo, um estudante do segundo grau reza para passar na prova de matemática mesmo sem ter estudado e, quando ele passa, atribui isto à intervenção de Deus. A maioria dos líderes religiosos concordariam com ele (mais uma vez, há diferenças; consultem os experts). Mas, se isto é verdade, estamos diante de um deus que atende a um pedido isolado de um certo indivíduo referente a uma prova de álgebra da oitava série mas decide ignorar os milhões de preces para se escapar dos campos de concentração da Segunda Guerra. Este é um processo de seleção extremamente difícil de&nbsp;entender.</p>
<p>De acordo com o “Pai Nosso”, as pessoas devem pedir “o pão nosso de cada dia”. Por que? Se você pede, será concedido? Se não, por que pedir? Considerando-se que a guerra e a fome já mataram de desnutrição muitos dos “verdadeiros crentes”, parece inútil pedir pelo pão de cada dia. Se a desnutrição aflige aqueles que pedem e também aqueles que não pedem, então a explicação para a fome deve estar relacionada a fatores sem nenhuma relação com a prece. Em outras palavras, pedir a Deus pelo seu pão de cada dia não tem nada a ver com o fato de conseguí-lo ou não. Então por que se espera que você continue pedindo por&nbsp;ele?</p>
<p>Da mesma forma, preces de ação de graças significam atribuir a Deus o controle completo sobre nosso bem-estar. Se você agradece a Deus pela comida na sua mesa, você está dizendo que foi ele que a pôs lá. O outro lado da moeda, inevitável, é que, se não há comida na sua mesa, Deus é o responsável por isto também. O poder de dar inclui necessariamente o poder de negar. Quando você agradece a alguém por um presente, é porque você entende que a pessoa tinha a escolha de não dar mas deu assim mesmo. Agradecer a Deus pela refeição, então, é o mesmo que lhe agradecer por não negá-la. Você está agradecendo a ele por não permitir que você morra de&nbsp;fome.</p>
<p>Assim como não faria sentido agradecer a seus vizinhos pela chuva tão esperada, já que eles não tiveram nenhum papel na ocorrência da chuva, também não faria sentido agradecer a Deus pela comida em sua mesa, a menos que ele garantidamente tenha um papel em fazer aquela comida chegar à sua mesa. E, se ele tem, ficamos diante da embaraçosa pergunta: por que ele escolhe alimentar a uns e deixa os outros morrerem de fome? Se a escolha de alimentá-lo é de Deus, então a escolha de matar os outros de fome também é dele. Por que Deus não alimenta a todos&nbsp;nós?</p>
<p>Falar das crianças morrendo de fome pelo mundo não fica bem no Dia de Ação de Graças, quando nos sentamos diante de suntuosos perus assados e uma mesa farta mas, se Deus põe a ceia farta em nossa mesa, ele a nega a multidões de esfomeados. Por que? Se é porque Deus só alimenta os que lhe são fiéis, isto significa que ele não se importa se morrem de fome as crianças dos que têm outras crenças (ou nenhuma), o que seria algo muito cruel. Também significaria que o “povo de Deus” nunca passou fome, o que também não é verdade. E também não se pode dizer que todos os ateus passem fome. Então, como Deus decide a quem alimentar? A questão das prioridades de Deus não pode ser deixada de lado se queremos afirmar que ele participa dos acontecimentos diários. Se Deus tem o poder de alimentar a todos nós mas decide não fazê-lo, sua relutância tem que ser explicada de uma forma que seja compatível com sua suposta omnipotência e omnibenevolência. Ninguém até hoje conseguiu uma&nbsp;explicação.</p>
<p>Explicar a miséria e a fome dizendo que “Deus ajuda a quem se ajuda” é culpar pelos seus próprios erros, de modo cruel e insensível, as vítimas de colheitas fracassadas devido a enchentes, secas ou pragas. E as crianças pequenas? Como é que elas podem “ajudar a si&nbsp;mesmas”?</p>
<p>Do mesmo modo, tentar explicar a fome dizendo que nós não somos capazes de entender os desígnios de Deus contradiz o resto da doutrina cristã. Cristão afirmam que sabem exatamente como Deus quer que seus “filhos” o adorem, como eles devem orar, como eles devem se vestir, o que devem comer e quando e assim por diante, o que implica em que a vontade de Deus é muito clara. Mas perguntas sobre a terrível realidade de bebês morrendo de fome são respondidas com um vago dar-de-ombros, como se tais ninharias não precisassem ser&nbsp;compreendidas.</p>
<p>Mas alguém tem que aceitar a responsabilidade pelo espectro da fome que ronda grande parte da humanidade. Se a produção e distribuição de alimentos são o resultado apenas das atividades humanas, sem participação de Deus, então dar graças a Deus por uma refeição é um gesto impróprio e sem sentido. Ele não fez nada para merecer agradecimentos e a culpa pelas injustiças e desigualdades é apenas nossa. Se, por outro lado, Deus participa do processo, então agradeça a ele pelos seus chocolates e queijos importados, mas Deus terá que responder pelas crianças morrendo de&nbsp;fome.</p>
<p>Só discutimos a fome até agora mas o mesmo se aplica a todas as outras misérias humanas. Doenças, desastres, perseguições ou o que for, se você pede a Deus para se livrar deles, o resultado será o mesmo que no caso da fome – aleatório e&nbsp;inexplicável.</p>
<p>Voltemos às preces que pedem por graças. O fim da fome mundial, um pedido dos mais louváveis, ainda está longe de se realizar, a despeito de incontáveis orações. Portanto, as pessoas são encorajadas a pedir por coisas mais fáceis de se conseguir, como a Tia Helena se curar logo do resfriado ou as crianças irem bem nos estudos. Jogadores de futebol caem de joelhos e agradecem a Deus pelos gols que marcam. Num mundo cheio de fome, doenças, violência e estupro, tais pedidos são um desrespeito a um deus supostamente onipotente. Para cada pessoa que atribui a Deus a recuperação “milagrosa” de uma doença grave, há outra pessoa também com uma doença grave que, apesar das orações, acaba morrendo. As famílias rezam pelos soldados mas eles morrem - e soldados por quem ninguém rezou sobrevivem. Coisas ruins acontecem a pessoas boas apesar de todas as preces que elas fazem, coisas ruins acontecem a pessoas ruins, coisas boas acontecem a pessoas boas e coisas boas acontecem a pessoas ruins. Em outras palavras, o que está em ação no mundo é a lei das&nbsp;probabilidades.</p>
<p>As coisas não melhoram para os que crêem em Deus e a vida pode ser muito agradável para os que não crêem. Se formos julgar apenas pelos resultados que desafiam a lei das probabilidades, então o poder da oração é&nbsp;nulo.</p>
<p><strong>Autora:</strong> <a href="http://thehappyheretic.com/">Judith Hayes</a><br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a><br />
<strong>Fonte:</strong>&nbsp;<a href="http://www.geocities.com/realidadebr/textos/oremos.htm">Realidade</a></p>
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		<title>Lindo exemplo de amor cristão</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 14:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Ameaças]]></category>

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		<description><![CDATA[No site Portal Ateu, há uma notícia citando um Encontro Ateísta em&#160;Portugal.
Perceba que sequer decidiram como ou se vão fazer tal encontro do site, mas mesmo assim, o artigo em questão vem sendo inundado recentemente — desde o começo de Abril de 2008 — por mensagens de religiosos fanáticos ameaçando a integridade física dos membros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No site Portal Ateu, há uma notícia citando um <a href="http://www.portalateu.com/2008/04/03/encontro-ateista-em-portugal/">Encontro Ateísta em&nbsp;Portugal</a>.</p>
<p>Perceba que sequer decidiram como ou se vão fazer tal encontro do site, mas mesmo assim, o artigo em questão vem sendo inundado recentemente — desde o começo de Abril de 2008 — por mensagens de religiosos fanáticos ameaçando a integridade física dos membros do&nbsp;site.</p>
<p>Exemplos (todos mantendo seus respectivos erros de&nbsp;português):</p>
<blockquote><p>Pode ser que algum cristão se passe com vocês e entre por ali a dentro [do local do encontro de ateístas] e comece a disparar a torto e a&nbsp;direito.</p></blockquote>
<blockquote><p>Qualquer dia dá-se o impensável (…) As ameaças tem sido mais que muitas…e voces seus porcos não as tem&nbsp;ouvido.</p></blockquote>
<blockquote><p>Pode ser que em breve vocês tenham um doloroso aviso…quem vos avisa inimigo é! E vocês tem feito&nbsp;muitos.</p></blockquote>
<blockquote><p>(…) que identifiquem e localizem esta gente provocadora e má. E façam o que eu lhes faria se os apanhasse…cortem-lhes as&nbsp;mãos!</p></blockquote>
<blockquote><p>(…) deves ter cuidado com o que dizes da boca para fora…acho que ofendes em quem acredita. Se fosse a ti começava a olhar para&nbsp;trás</p></blockquote>
<blockquote><p>Exorto aos que se dizem Cristãos a oferecer um testemunho claro e doloroso a quem se presta a este ataque constante á Igreja de Cristo. Exorto os Catolicos a cortarem estas ervas&nbsp;daninhas…</p></blockquote>
<blockquote><p>É no que dá a liberdade de expressão! Tudo vale para ofender o próximo. A culpa é da maldita democracia que tudo permite. Deveria ser proibido atacar as&nbsp;religiões.</p></blockquote>
<blockquote><p>Exortamos os Cristãos a se fazerem ouvir, defendendo a Verdade…e cortando estas ervas malditas plantadas por&nbsp;satanás.</p></blockquote>
<blockquote><p>Se dos 25 mil crentes ali naquela praça,meia duzia vos desse uma carga de porrada (…) para não dizerem as porcarias que dizem,eu ficaria muito contente com tal&nbsp;atitude.</p></blockquote>
<p>Lindo este exemplo de amor ao próximo dos cristãos,&nbsp;não?</p>
<p>Fonte: <a title="Denúncia - Portal Ateu" href="http://www.portalateu.com/2008/04/15/denuncia/">Portal&nbsp;Ateu</a></p>
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		<title>“Expulso” Exposto</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/comportamentos/%e2%80%9cexpulso%e2%80%9d-exposto/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 23:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Criacionismo]]></category>

		<category><![CDATA[Design Inteligente]]></category>

		<category><![CDATA[Expelled the Movie]]></category>

		<category><![CDATA[Falácias]]></category>

		<category><![CDATA[Falcatrua]]></category>

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		<description><![CDATA[A mais nova produção criacionista dos Estados Unidos, “Expelled: No Intelligence Allowed”, é um barco com um enorme rombo no casco antes mesmo de ser lançado ao mar. Cheio de falcatruas em sua produção, é praticamente uma novela mexicana para o&#160;ateu.
O site Portal Ateu está fazendo uma série de artigos comentando as fraudes e&#160;mentiras:
Algumas das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mais nova produção criacionista dos Estados Unidos, <em>“Expelled: No Intelligence Allowed”</em>, é um barco com um enorme rombo no casco antes mesmo de ser lançado ao mar. Cheio de falcatruas em sua produção, é praticamente uma novela mexicana para o&nbsp;ateu.</p>
<p>O site <a href="http://www.portalateu.com">Portal Ateu</a> está fazendo uma série de artigos comentando as fraudes e&nbsp;mentiras:</p>
<blockquote><p>Algumas das manobras desonestas e mesmo sinistras que estas pessoas&nbsp;fazem:</p>
<ol>
<li>Na pré-produção do filme, um conjunto de cientistas foram convidados para participar num filme chamado “Crossroads” onde o tema principal era a relação entre religião e ciência. Destes incluem-se Richard Dawkins, PZ Myers, Daniel Dennett, Michael Shermer, Eugenie Scott, entre outros. Depois das entrevistas feitas, os conteúdos foram distorcidos e&nbsp;manipulados.</li>
<li>Quando o filme estava em fase de pós-produção, soube-se que o filme se ia chamar “Expelled” e que seria um filme criacionista. Quando confrontado com as criticas dos cientistas que tinham sigo enganados, os produtores disseram que o filme tinha mudado de nome durante o período de produção: no entanto, o domínio web www.expelledthemovie.com já tinha sido adquirido no período de&nbsp;pré-produção.</li>
<li>Aquando da realização do filme, a primeira cena é o actor principal, Ben Stein, a falar para uma plateia de alunos na Universidade de Pepperdine, uma Universidade Cristã. Das centenas de “alunos na aula”… apenas três eram verdadeiramente alunos, todos os outros eram&nbsp;figurantes.</li>
<li>Uma dos filmes técnicos utilizadas no filme, de uma proteína a “caminhar” num filamento celular, foi usada sem autorização, e está neste momento um processo em tribunal para alteração do&nbsp;filme.</li>
<li>Os grupos cristãos estão a organizar actividades para tentarem fazer com que o filme seja um sucesso na primeira semana de exibição. Destas pode-se incluir: entrega de bilhetes gratuitos em Universidades, organizações locais para mobilização da comunidade cristão para ir ver o filme, iniciativas de reserva de cinemas inteiros mesmo que não haja “convidados” que cheguem para esgotar a sala,&nbsp;etc.</li>
</ol>
<p>Fonte: <a href="http://www.portalateu.com/2008/04/10/fraudes-e-mentiras-parte-1/">Fraudes e mentiras (parte&nbsp;1)</a></p></blockquote>
<p>E&nbsp;mais…</p>
<blockquote><p>Só mais um&nbsp;exemplo.</p>
<p>É apresentado à audiência mais um caso de perseguição e exclusão do meio académico de alguém que “teve a coragem de expor uma idéia diferente”. Guilermo Gonzalez, não conseguiu tornar-se efectivo na Universidade de Iowa. E claro que no filme, ele é apresentado como mais uma vitima “no alto altar da intolerância científica” porque teve a coragem de escrever um livro a favor de <abbr title="Design Inteligente">DI</abbr> chamado “O Mundo&nbsp;Privilegiado”.</p>
<p>Mais uma vez, o mínimo de pesquisa sobre estes assuntos mostra outra falsidade por parte dos cineastas. Gonzalez quando entregou o pedido de ascenção na carreira, não tinha o número mínimo de publicações científicas necessárias, não tinha desenvolvido nenhuma investigação de qualidade, e tinha conseguido duas bolsas de estudo (um número ridículo para uma universidade Americana), sendo uma das bolsas para escrever o respectivo livro, atribuída pelo… <em>Discovery&nbsp;Institute</em>.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.portalateu.com/2008/04/11/fraudes-e-mentiras-parte-2/">Fraudes e mentiras (parte&nbsp;2)</a></p></blockquote>
<p>Recomendo acompanhar o site para entender completamente a charlatanisse do projeto. Com certeza haverá novos artigos comentando o&nbsp;filme.</p>
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		<title>Quatro Falácias que Inundam o YouTube</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/comportamentos/quatro-falacias-que-inundam-o-youtube/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 17:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este vídeo (em inglês, sorry) comenta sobre as quatro falácis mais comuns do&#160;YouTube:

Divirtam-se!

					
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					]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este vídeo (em inglês, <em>sorry</em>) comenta sobre as quatro falácis mais comuns do&nbsp;YouTube:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="392" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="id" value="revvervideoa17743d6aebf486ece24053f35e1aa23" /><param name="Movie" value="http://flash.revver.com/player/1.0/player.swf?mediaId=250553&amp;affiliateId=57655" /><param name="FlashVars" value="allowFullScreen=true&amp;backColor=#000000&amp;frontColor=#ffffff&amp;gradColor=#000000" /><param name="AllowFullScreen" value="true" /><param name="AllowScriptAccess" value="always" /><embed id="revvervideoa17743d6aebf486ece24053f35e1aa23" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" flashvars="allowFullScreen=true&amp;backColor=#000000&amp;frontColor=#ffffff&amp;gradColor=#000000" movie="http://flash.revver.com/player/1.0/player.swf?mediaId=250553&amp;affiliateId=57655"></embed></object></p>
<p>Divirtam-se!</p>
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		<title>Aceitar a Jesus?</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/comportamentos/aceitar-a-jesus/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2007 00:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os crentes me dizem que eu devo abrir meu coração a Jesus, que devo buscá-lo com fé, dar uma chance a ele. Quando digo que tentei isto por 40 anos, eles respondem que eu não fui sincero, que não me esforcei, que não fiz direito. E eles nem me&#160;conhecem…
Alguns citam a história do mestre que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- BlogLines Claim Key --><!-- ckey="68962507" -->Os crentes me dizem que eu devo abrir meu coração a Jesus, que devo buscá-lo com fé, dar uma chance a ele. Quando digo que tentei isto por 40 anos, eles respondem que eu não fui sincero, que não me esforcei, que não fiz direito. E eles nem me&nbsp;conhecem…</p>
<p>Alguns citam a história do mestre que segurou a cabeça do discípulo debaixo d&#8217;água enquanto este se debatia e depois lhe disse: <em>“Você deve procurar a Deus com a mesma ânsia que procurou pelo ar”</em>.<span id="more-150"></span></p>
<p>Eu&nbsp;pergunto:</p>
<ol>
<li>E se Deus não existir? E se estivermos procurando no escuro por um gato preto que não está&nbsp;lá?</li>
<li>E se Deus não quiser se revelar a nós ou apenas a alguns de&nbsp;nós?</li>
<li>A qual deus devo buscar? Por que os crentes pressupõem, como se fosse óbvio, que é o deles que eu vou&nbsp;encontrar?</li>
<li>Por quanto tempo devo esperar por uma resposta de cada deus antes de tentar o&nbsp;próximo?</li>
<li>O que eles querem dizer com <em>“buscar com intensidade, de coração”</em>? Qual é o método? Será que me falta a capacidade de auto-ilusão que eles têm? Será que se eu me esforçar bastante volto a acreditar até em Papai&nbsp;Noel?</li>
<li>Por que Deus complica as coisas e se esconde de nós? Por que, supostamente, ele só se revela a quem já decidiu que ele existe? Se Deus realmente quer nos dizer alguma coisa, por que não se dirige a cada um de nós, sem intermediários, de forma clara e explícita? Por que temos que implorar por sua&nbsp;atenção?</li>
<li>Como é possível decidir <em>“aceitar a Jesus”</em> se não acreditamos nele? Não seria mais lógico que Deus nos aparecesse e só então acreditássemos? Será que os crentes não vêem o absurdo de <em>“primeiro acreditar e só então ver as&nbsp;provas”</em>?</li>
<li>Como distinguir a manifestação de Deus da de uma outra entidade? Como saber que é o deus da Bíblia e não o de outra religião? Ou o diabo? Ou algum extra-terrestre&nbsp;poderoso?</li>
<li>Por que devo acreditar nos que me dizem ter <em>“encontrado Jesus”</em>? Que provas eles têm a me apresentar além do relato de <em>“sentimentos”</em> que podem não passar de alucinações ou ilusões&nbsp;auto-induzidas?</li>
<li>Por que os crentes sempre me abordam com um ar superior de quem traz uma revelação auto-evidente, diante da qual eu deveria cair de quatro e louvar o Senhor? Por que ficam tão irritados quando insisto em achar defeito e sugerir outras possibilidades, em exigir provas? Por que eles não enxergam a própria&nbsp;arrogância?</li>
<li>Como eles podem dizer que eu <em>“rejeitei a Deus”</em>, que eu <em>“troquei Deus pelos prazeres do mundo”</em> ou que eu estou <em>“revoltado com Deus”</em> se eu não acredito nele? Será que eu poderia me revoltar contra o&nbsp;Saci-Pererê?</li>
</ol>
<p>Os crentes se fecham de tal maneira em seu limitado mundinho, sua visão estreita e suas explicações simplistas que não conseguem conceber que alguém pense diferente sem estar <em>“rejeitando a Deus”</em>. Não conseguem conceber que o mundo não gira em torno do cristianismo e que 2/3 da humanidade estão pouco se lixando para seu precioso&nbsp;<em>“Jesus”</em>.</p>
<p>Quando questionados, se irritam e se assustam. Lembram-me as crianças que, ao perceberem que não têm argumentos, tampam os ouvidos e gritam: <em>“Não estou ouvindo, não estou ouvindo!”</em>. Eles são como R. R. Soares, chacoalhando a Bíblia diante das câmeras: <em>“Se não está aqui, para mim não&nbsp;existe”</em>.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Religião é Problema Mental?</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/comportamentos/religiao-e-problema-mental/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que temos uma religião ou, pelo menos, a crença em algum deus? Há dois motivos&#160;principais:

A crença nos é imposta na infância, como uma lavagem&#160;cerebral.
É aceita mais tarde, de forma aparentemente voluntária, em geral num momento de dificuldade, e não numa decisão&#160;racional.

Quando a religião é imposta a uma criança, antes que seu pensamento crítico tenha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que temos uma religião ou, pelo menos, a crença em algum deus? Há dois motivos&nbsp;principais:</p>
<ul>
<li>A crença nos é imposta na infância, como uma lavagem&nbsp;cerebral.</li>
<li>É aceita mais tarde, de forma aparentemente voluntária, em geral num momento de dificuldade, e não numa decisão&nbsp;racional.</li>
</ul>
<p><span id="more-73"></span>Quando a religião é imposta a uma criança, antes que seu pensamento crítico tenha se desenvolvido, encastela-se em um canto do cérebro e torna-se muito difícil de ser questionada mais tarde. A pessoa a aceita como um fato da vida, goste dela ou&nbsp;não.</p>
<p>Muitos cumprem os preceitos e os rituais sem nunca questionar, conscientemente, o que fazem. É uma obrigação, ponto final. Se a pessoa não fizer o que deve, <em>“Deus castiga”</em>. Não há nenhum prazer envolvido, nenhum entusiasmo. “Deus” não é uma presença, um sentimento, é uma informação recebida. Se a informação revela-se falsa, a fé se vai sem fazer&nbsp;falta.</p>
<p>Outros, ao contrário, apóiam-se a sua crença como a uma muleta, assim como outros bebem ou se drogam. Buscam nela refúgio e consolo diante de seus problemas. Chegam, em alguns casos, a “sentir” a presença de Deus, “ouvem” sua voz, desfrutam de êxtases místicos. Falam em “línguas”, estrebucham no chão, supostamente tomados pela&nbsp;divindade.</p>
<p>Experimente fazer uma pergunta simples: <em>“Se você acredita pela fé, sem precisar de provas, como sabe que as outras religiões estão erradas se elas também não precisam de provas? Qual foi o seu critério para escolher uma religião entre tantas?”</em> Você não conseguirá nenhuma resposta coerente. E, se insistir na pergunta, a pessoa se irritará com você. Uma reação emocional em lugar de&nbsp;argumentos.</p>
<p>Paulo, em suas epístolas, admite que a religião possa parecer loucura, mas se defende dizendo que Deus fez de loucos os sábios deste mundo e que a verdadeira sabedoria é a dos loucos em Deus. Da mesma forma, tribos primitivas viam nos loucos a marca de Deus e os&nbsp;respeitavam.</p>
<p>Entretanto:</p>
<ul>
<li>Pessoas com transtorno obsessivo compulsivo (TOC) procuram&nbsp;tratamento.</li>
<li>Pessoas com cleptomania procuram&nbsp;tratamento.</li>
<li>Pessoas que nunca conseguem chegar na hora a seus compromissos procuram&nbsp;tratamento.</li>
</ul>
<p>Elas não se ofendem ao serem chamadas de doentes. Na verdade, sentem-se aliviadas ao perceber que não é um problema de caráter e que pode haver uma&nbsp;cura.</p>
<p>Não é   toa que existem tantos “Alguma Coisa” Anônimos pelo&nbsp;mundo.</p>
<p>Quando se trata de religião, entretanto, comportamentos ridículos e anormais são vistos como sinais de santidade e aceitos pela sociedade. Pessoas que dizem falar com Deus ou com os mortos são consideradas especiais e superiores. Pessoas que se trancam em conventos, com voto de silêncio, pobreza e castidade, e passam o resto da vida isoladas, rezando para as paredes, são consideradas virtuosas. Algumas, ainda mais &#8220;santas&#8221;, fazem jejum, penitência, se&nbsp;auto-flagelam.</p>
<p>O que seria considerado um ataque epilético é visto como a possessão por um deus quando ocorre num templo. Milhares de adolescentes gritando e se descabelando diante de um artista famoso não passa de histeria coletiva, mas &#8220;Deus está operando&#8221; quando a gritaria acontece durante um culto. Dizer coisas incoerentes é sinal de problemas mentais — a menos que ocorra no contexto da religião, quando pode ser visto como “falar em línguas” ou&nbsp;mediunidade.</p>
<p>Quando a religião está envolvida, é considerado um insulto grave insinuar que essas pessoas possam estar malucas. Que possam ter algum problema mental. Que uma parte da mente delas está fora de seu alcance e&nbsp;controle.</p>
<p>Por que? Qual a&nbsp;diferença?</p>
<p>Se muitas pessoas dizem que tiveram contato com o sobrenatural, justifica-se uma investigação, só que nenhuma investigação até hoje mostrou nada. A ciência já estudou o que ocorre no cérebro de budistas durante a “iluminação” ou de freiras em “êxtase místico” e localizou as partes envolvidas com o fenômeno. Em seguida, estimulou essas mesmas partes em voluntários, induzindo neles um sentimento de religiosidade. O mesmo já foi feito com a sensação de estar fora do corpo. Deus pode ser ligado e desligado com um botão num&nbsp;laboratório?</p>
<p>A religiosidade pode ser apenas uma característica de nosso cérebro. Pode ter representado uma vantagem evolucionária no passado, ao unir as comunidades em torno de uma crença comum, ao lhes dar uma causa pela qual lutar e se sacrificar. Entretanto, assim como outras características de nossos antepassados selvagens que abandonamos em nome da civilização, talvez seja hora de abandonar nosso respeito supersticioso pela religião e considerar seriamente a&nbsp;pergunta:</p>
<p>Seria a religião apenas um produto de nosso cérebro? Que, em excesso, não passa de uma&nbsp;doença?</p>
<div><strong>Autor:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a></div>
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		<title>10 Sinais de que você é um Cristão Fundamentalista</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[

Você nega com veemência a existência dos milhares de deuses das outras religiões, mas sente-se ofendido quando alguém nega a existência do&#160;seu.
Você se sente ofendido e “desumanizado” quando cientistas dizem que as pessoas evoluíram a partir de outras formas de vida, mas aceita sem problema a alegação bíblica de que nós todos viemos do barro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-72"></span></p>
<ol>
<li value="10">Você nega com veemência a existência dos milhares de deuses das outras religiões, mas sente-se ofendido quando alguém nega a existência do&nbsp;seu.</li>
<li value="9">Você se sente ofendido e “desumanizado” quando cientistas dizem que as pessoas evoluíram a partir de outras formas de vida, mas aceita sem problema a alegação bíblica de que nós todos viemos do barro (e a mulher de uma&nbsp;costela).</li>
<li value="8">Você ri dos politeístas, mas acredita sem problemas em um deus&nbsp;trino.</li>
<li value="7">Você fica indignado quando lhe falam das atrocidades de Allah, mas não tem a mínima reação ao ouvir sobre como o deus Jeová massacrou todos os bebês do Egito no Êxodo e mandou eliminar grupos étnicos inteiros no livro de Josué, incluindo mulheres, crianças e seus&nbsp;animais!</li>
<li value="6">Você ri das crenças hindus que divinizam humanos, e dos gregos que alegam que deuses dormiram com mulheres, mas não vê problema algum em acreditar em que o Espírito Santo engravidou Maria, que deu   luz um homem-deus que foi assassinado, ressuscitou e depois subiu aos&nbsp;céus.</li>
<li value="5">Você está disposto a passar a vida procurando furos nas evidências científicas de que a Terra tem alguns bilhões de anos de idade, mas não vê nada de errado em se acreditar nas lendas de tribos nômades da Idade do Bronze, que afirmam que a Terra existe há apenas umas poucas&nbsp;gerações.</li>
<li value="4">Você acredita em que apenas os que compartilham da sua crença serão salvos. Todo o resto da humanidade, incluindo os membros de seitas rivais, passará a eternidade queimando em um inferno de fogo e sofrimento. E ainda assim considera que a sua religião é a mais tolerante e a que tem mais&nbsp;amor.</li>
<li value="3">Embora a ciência moderna, história, geologia, biologia e física não consigam convencê-lo, você aceita sem discutir que algum idiota estrebuchando no chão e falando em “línguas” por aí é evidência suficiente para “provar” a veracidade do&nbsp;cristianismo.</li>
<li value="2">Você define como “alta taxa de sucesso” quando 0,01% das orações são atendidas. Isto para você é uma prova de que orar funciona. E pensa que os 99,9% restantes que não deram certo foram simplesmente pela vontade de&nbsp;Deus!</li>
<li value="1">Você na realidade sabe muito menos sobre a Bíblia, cristianismo e história da Igreja do que muitos ateus e agnósticos - mas ainda assim se autodefine como&nbsp;cristão.</li>
</ol>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> <a href="http://www.evilbible.com/Top_Ten_List.htm">Evil Bible.com</a><br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a> e Fábio Luis Emerim</div>
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		<title>A Bebedeira de Noé</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/comportamentos/a-bebedeira-de-noe/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Já pensaram se a Bíblia nos diz por que palestinos e judeus se pegam até hoje? – É claro que sim! – Está lá, em Gênesis 9:18-29. Vejamos:

Os filhos de Noé que saíram da arca eram Sem, Cam e Jafet. Cam era o pai de Canaã. Estes eram os três filhos de Noé. É por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já pensaram se a Bíblia nos diz por que palestinos e judeus se pegam até hoje? – É claro que sim! – Está lá, em <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/1/9.php">Gênesis 9:18-29</a>. Vejamos:<span id="more-71"></span></p>
<blockquote>
<p>Os filhos de Noé que saíram da arca eram Sem, Cam e Jafet. Cam era o pai de Canaã. Estes eram os três filhos de Noé. É por eles que foi povoada toda a terra. Noé, que era agricultor, plantou uma vinha. Tendo bebido vinho, embriagou-se, e apareceu nu no meio de sua tenda. Cam, o pai de Canaã, vendo a nudez de seu pai, saiu e foi contá-lo aos seus irmãos. Mas, Sem e Jafet, tomando uma capa, puseram-na sobre os seus ombros e foram cobrir a nudez de seu pai, andando de costas; e não viram a nudez de seu pai, pois que tinham os seus rostos&nbsp;voltados.</p>
<p>Quando Noé despertou de sua embriaguez, soube o que lhe tinha feito o seu filho mais novo. <em>“Maldito seja Canaã, disse ele; que ele seja o último dos escravos de seus irmãos!”</em> E acrescentou : <em>“Bendito seja o Senhor Deus de Sem, e Canaã seja seu escravo! Que Deus dilate a Jafet; e este habite nas tendas de Sem, e Canaã seja seu escravo!”</em> Noé viveu ainda depois do dilúvio trezentos e cinqüenta&nbsp;anos.</p>
<p>A duração total da vida de Noé foi de novecentos e cinqüenta anos; e&nbsp;morreu.</p>
</blockquote>
<p>Veja como Noé era um belo de um <em>pudim-de-cachaça</em>: seus primeiros atos oficiais pós-dilúvio foram plantar uvas, fermentá-las e “encher os cornos” de vinho. Ficou tão chapado que até tirou a roupa. Para quem não bebe, vai a opinião de um entendido: pra chegar nesse nível, só bebendo muito, mas <strong>muito</strong> mesmo! No entanto, devemos convir que é justificável depois das poucas e boas que ele passou, afinal um dilúvio mundial não é coisa&nbsp;pouca.</p>
<p>Só que para os apologistas bíblicos da abstinência alcoólica esta passagem é sem dúvida um problema, pois Deus considerava Noé um homem “Justo” e até “Perfeito” (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/1/6.php">Gênesis 6:8-9</a>). Veja também que Deus não faz nenhuma condenação explícita ou implícita a Noé pela bebedeira, mas este não é o assunto deste estudo. Vamos ao que&nbsp;interessa.</p>
<p>Cam (que nome mais esquisito) cometeu um ato terrível: <em>Viu o Pai Pelado!</em> Terrível? Já vi meu pai pelado, e ele agiu bem naturalmente. Que eu saiba isto é normal, logo isto devia ser errado só na época de Noé. Estranho Deus permitir uma Maldição eterna pela transgressão de um costume de&nbsp;época…</p>
<p>Já vi várias tentativas de explicar porque Noé ficou tão bravo por ter sido visto pelado, todas relacionadas ao significado da frase “descobrir a nudez”. A explicação mais pudica é a que diz que ver a nudez de um patriarca naquela época era um sacrilégio horrível. Os mais afoitos dizem que Cam <em>“papou”</em> Noé (achei meio forçado). Os mais sádicos afirmam que Cam <strong>castrou</strong> Noé. Isso mesmo: capou o próprio pai para que ele não tivesse mais filhos. Os mais sacanas dizem que Cam aproveitou a cachaçada de Noé para investir na própria mãe e gerar Canaã. Dizem isto baseados em <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/3/20.php">Levitício 20:11</a>. Julguem por si&nbsp;mesmos:</p>
<blockquote><p>“Se um homem dormir com a mulher de seu pai, <strong>descobrindo assim a nudez de seu pai</strong>, serão ambos punidos de morte; levarão a sua&nbsp;culpa.”</p></blockquote>
<p>Mais estranho ainda foi que quem viu o pai pelado foi Cam e não Canaã. Veja bem: o filho fez a merda e quem pagou o pato foi o neto e seus descendentes! — Porque? Cadê a lógica disto? Então os Cananeus pagam até hoje por algo que Canaã <strong>não</strong> fez?! A única explicação que eu vejo é que Noé acordou ainda sob efeito da <em>manguaça</em> da noite anterior e amaldiçoou o cara errado,&nbsp;hehehehehe!</p>
<p>Canaã ou <em>Kná&#8217;na</em>, com o tempo, passou a ser um termo para designar a região que corresponde ao atual Estado de Israel, incluindo a Cisjordânia, a Jordânia ocidental, o sul da Síria e o sul do Líbano. A cidade canaanita de Ugarit foi redescoberta em 1928 e muito do conhecimento moderno sobre os cananeus advém das escavações arqueológicas nesta área. Comparada com os desertos circundantes, a terra de Canaã era uma terra de fartura, onde havia uvas e outras frutas, mel e azeitonas (Nada mal para os amaldiçoados). Daí que tenha sido considerada como a “terra prometida” e “onde corre leite e mel” por Abraão, que era originário da região do atual&nbsp;Iraque.</p>
<p>A história de Noé tem forte significado simbólico sobre a história de Israel, durante o período da conquista de Canaã narrada no livro de Josué. A maldição de Noé certamente foi usada pelos povos semíticos (descendentes de Sem, cujos hebreus fazem parte) como justificativa para a conquista da terra de Canaã (ocupada pelos cananeus, descendentes de Canaã, o neto amaldiçoado). Veja que até hoje os palestinos padecem sob o domínio de Israel devido a Cam ter visto o pai pelado depois de uma&nbsp;bebedeira.</p>
<p>Interessante também é o paralelo da bebedeira de Noé com outras lendas da antigüidade. Uma lenda basca celebra um herói chamado <strong>Ano</strong> que teria trazido a videira e outras plantas num barco. Curiosamente, o basco é uma das mais antigas línguas ocidentais e <em>“Ano”</em>, em basco, também significa <em>vinho</em>. Na Galícia também existe uma figura legendária denominada <strong>Noya</strong> e os sumérios da Mesopotâmia adoram uma espécie de deus do mar denominado <strong>Oannes</strong>. Também interessante é que na mitologia grega, <strong>Dionísio</strong>, deus do vinho, foi criado por sua tia <strong>Ino</strong>, uma deusa do mar, e a palavra grega para vinho é&nbsp;<em>“oinos”</em>.</p>
<p>O vinho está muito relacionado   mitologia grega. Um dos vários significados do Festival de <strong>Dionísio</strong> em Atenas era a comemoração do grande dilúvio com que Zeus castigou o pecado da raça humana primitiva. Apenas um casal sobreviveu. Seus filhos eram: <strong>Orestheus</strong>, que teria plantado a primeira vinha; <strong>Amphictyon</strong>, de quem Dionísio era amigo e ensinou sobre vinho; e <strong>Helena</strong>, a primogênita, de cujo que nome veio o nome da raça&nbsp;grega.</p>
<p>A lenda Persa mais conhecida de todas sobre a descoberta do vinho é uma que fala sobre <strong>Jamshid</strong>, um rei persa semi-mitológico que parece estar relacionado a <strong>Noé</strong>, pois teria construído um grande muro para salvar os animais do dilúvio. Na corte de <strong>Jamshid</strong>, as uvas eram mantidas em jarras para serem comidas fora da estação. Certa vez, uma das jarras estava cheia de suco e as uvas espumavam e exalavam um cheiro estranho sendo deixadas de lado por serem inapropriadas para comer e consideradas possível veneno. Uma donzela do harém tentou se matar ingerindo o possível veneno. Ao invés da morte ela encontrou alegria e um repousante sono. Ela narrou o ocorrido ao rei que ordenou, então, que uma grande quantidade de vinho fosse feita e <strong>Jamshid</strong> e sua corte beberam da nova&nbsp;bebida.</p>
<p>É bom lembrar que a maldição de Canaã também foi utilizada para justificar a escravidão. Muitos líderes religiosos, como os clérigos Robert Jamieson, A. R. Fausset e David Brown, em seus comentários bíblicos&nbsp;asseveram:</p>
<blockquote><p><em>“Maldito seja Canaã, (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/1/9.php">Gênesis 9:25</a>)  esta maldição se tem cumprido na (…) escravização dos africanos, os descendentes de Cão.”</em> — Comentário, Crítico e Explicativo, de Toda a&nbsp;Bíblia.</p></blockquote>
<p>Afirmava-se que não só a escravização dos negros cumpria tal maldição bíblica, mas que sua cor preta também. Assim, muitos brancos foram levados a presumir que os negros são inferiores, e que Deus propôs que fossem servos dos brancos. Até mesmo há uns cem anos atrás a Igreja Católica detinha o conceito de que os negros foram amaldiçoados por Deus. Maxwell explica que este conceito <em>“aparentemente sobreviveu até 1873, quando o Papa Pio IX associou uma indulgência   oração em favor dos </em><em>“desgraçados etíopes da África Central, para que o Deus Todo-poderoso remova inteiramente a maldição de Cam de seus&nbsp;corações”</em>”.</p>
<p>Todavia, a mais de 1.500 anos antes de Cristo, os rabinos judeus já ensinavam uma estória sobre a origem da pele negra. Afirma a Encyclopædia Judaica que <em>“Cus (nome estranho), o descendente de Cam, tem pele negra como castigo por Cam ter tido relações sexuais na arca”</em>. “Estórias” similares foram propagadas nos tempos modernos. Os defensores da escravidão, tais como John Fletcher, de Luisiana - EUA, por exemplo, ensinavam que o pecado que motivou a maldição de Noé fora o <strong>casamento inter-racial</strong>. Afirmava que Caim fora assolado com a pele negra por matar seu irmão, Abel, e que Cam pecara por se casar com alguém da raça de Caim. É digno de nota também que Nathan Lord, presidente da Faculdade Dartmouth no último século, atribuiu também a maldição de Noé sobre Canaã parcialmente ao <em>“casamento misto proibido de Cam com a raça previamente iníqua e amaldiçoada de Caim”</em>. Hoje em dia ainda há igrejas que defendem estas interpretações, embora não defendam mais a&nbsp;escravidão.</p>
<p>Bem, é isso aí. De um simples <em>porre</em>, como muitos por aí tomam todos os dias, surgiu uma contenda eterna entre dois povos e se justificou séculos de submissão de uma etnia. Coisas da fé. Coisas de&nbsp;Deus.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Abmael Ribeiro</div>
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		<title>Qualquer Deus serve</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Você não acredita em&#160;Deus?!!”
Os cristãos costumam ficar chocados quando alguém diz que não acredita no deus deles, o único deus verdadeiro. Os cristãos costumam olhar com desprezo para os não crentes, certos de que eles são rebeldes imorais que merecem ir para o inferno. Entretanto, analisando-se a questão de forma objetiva, fica a dúvida: é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Você não acredita em&nbsp;Deus?!!”</em></p>
<p>Os cristãos costumam ficar chocados quando alguém diz que não acredita no deus deles, o único deus verdadeiro. Os cristãos costumam olhar com desprezo para os não crentes, certos de que eles são rebeldes imorais que merecem ir para o inferno. Entretanto, analisando-se a questão de forma objetiva, fica a dúvida: é racional (e moral) a alegação dos cristãos de que o deus monoteísta deles é o único verdadeiro?<span id="more-70"></span></p>
<p>O que é óbvio é que, para praticamente cada uma das denominações cristãs, há uma descrição diferente de Deus, muitas vezes contraditória. Os cristãos, entretanto, parecem não se dar conta das implicações dessas múltiplas concepções de Deus. Os cristãos, principalmente os fundamentalistas, se empenham tanto em defender a verdade de sua crença que nunca lhes ocorre que descrever Deus de tantas formas diferentes impede que se acredite num único Deus. Portanto, a resposta lógica se alguém nos perguntar se acreditamos em Deus é: <em>“Qual deus?”</em> Eles provavelmente responderão: <em>“O nosso deus é o único deus verdadeiro”</em>, o que mostra sua incapacidade de analisar o assunto sem preconceito e de forma&nbsp;honesta.</p>
<p>Por exemplo, há o deus único dos pentecostais unitarianos. Este segmento dos cristãos pentecostais se divide em mais de 100 denominações em todo o mundo. Eles acreditam em que a Bíblia diz, claramente, que o Pai é Jesus, que o Espírito Santo é Jesus e que o Filho é Jesus. Todos são manifestações de um único deus indivisível, e não três pessoas separadas. A teologia da unicidade ensina que dividir Deus em pessoas separadas é uma distorção do deus monoteísta da Bíblia e diminui a divindade de Jesus. A doutrina da unicidade foi considerada uma heresia tão grave, há apenas 500 anos atrás, que Servetus, um médico espanhol famoso, foi queimado na fogueira em 1552 por Calvino, o herói de muitos protestantes, grande parte dos quais batizada com seu&nbsp;nome.</p>
<p>Também há o deus de duas cabeças de Arius, o presbítero de Alexandria no início do século 4. Isaac Newton, famoso cientista e matemático do século 18, foi um de seus seguidores. Os arianos acreditam em que a tradução correta do texto em grego de João 1:1 é que &#8220;A Palavra era um deus&#8221; e que Jesus, a Palavra que se tornou carne em João 1:14, era um deus inferior, já que foi &#8220;gerado&#8221; pelo deus eterno Jeová. Este Jesus não pode ser da mesma substância que Jeová nem ter sempre existido. A seita arianista mais conhecida atualmente são as Testemunhas de Jeová, fundada por Charles Taze Russell, da Pensilvânia, no final do século 19. Russel ridicularizava o deus trinitário como sendo <em>“três deuses em uma só pessoa”</em>. A controvérsia sobre a divindade de Jesus foi decidida quando Constantino, o imperador romano, convocou o concílio de Nicéia em 325 d.C. Decretou-se que o arianismo era uma heresia, Arius foi exilado como herege e Jesus foi declarado <em>“Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, consubstancial ao Pai, gerado do Pai antes de todas as coisas”</em>. Note-se que, nessa época, o deus cristão ainda era um deus de duas&nbsp;cabeças.</p>
<p>Foi apenas no final do século 4 que o deus de três cabeças da Trindade foi decretado. A maior parte dos protestantes hoje em dia é trinitariana. A Trindade ensina que Deus é divisível em três pessoas separadas, da mesma substância, cada um eternamente gerando os outros: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. A maioria dos cristãos acredita em que os primeiros apóstolos eram trinitarianos, embora esta doutrina só tivesse sido oficializada no Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla, em 381 d.C. Não há quase nada na Bíblia a favor da Trindade. I João 5:7-8 tenta explicar o assunto mas estudiosos admitem que este trecho pode ter sido incluído mais tarde, de forma fraudulenta. Deste modo, o incompreensível deus <em>“três é igual a um”</em> da Trindade foi definido como a doutrina oficial da Igreja, a doutrina <em>“tem que acreditar”</em>. Sua quase onipresença nas seitas católicas e protestantes é o resultado da decisão do império romano de acabar com o politeísmo e com as divergências entre seitas cristãs, mesmo que isto envolvesse a prisão e a tortura dos hereges que discordassem da norma que viesse a ser&nbsp;oficializada.</p>
<p>Há também o deus de quatro cabeças dos católicos. Os teólogos católicos apostólicos romanos negam com veemência que a mariologia da Igreja Católica transforme Maria em um membro de sua divindade. Entretanto, a doutrina católica fez de Maria o foco da prática religiosa dos católicos quando proclamou sua imaculada conceição, perpétua virgindade, assunção aos céus e papel de intercessora, além de aceitar como verdade suas supostas aparições e incentivar o uso de rosários, novenas, santuários e medalhas. Na verdade, Maria é tratada com o mesmo respeito e reverência que são dedicados aos outros membros da divindade católica romana. Como resultado, os católicos adoram e rezam para Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo e Maria, a Mãe de&nbsp;Deus.</p>
<p>As outras denominações cristãs produzem uma variedade ilimitada de descrições de Deus. Os Santos dos Últimos Dias, ou mórmons, são uma seita fundada por Joseph Smith após a visita do anjo Moroni, que lhe trouxe as novas tábuas da Lei. O deus dos mórmons começou como um simples homem, que depois se tornou Deus e mostrou o caminho aos seguidores. Estes também desejam se tornar deuses e irem todos morar no planeta Kolub ou coisa assim. A seita dos Cientistas Cristãos, fundada por Mary Baker Eddy, prega que Deus é um princípio eterno e Jesus é a mais elevada materialização da idéia divina. Herbert Armstrong fundou a Igreja Mundial de Deus e publica a revista <em>“Verdade Evidente”</em>, que ensina que o Espírito Santo é uma manifestação impessoal da vida e do poder de&nbsp;Deus.</p>
<p>A verdade é que as várias denominações cristãs adoram deuses diferentes, descritos de formas diferentes e contraditórias entre si. Para aumentar a confusão, quase todas essas seitas proclamam que o deus monoteísta dos judeus, Javé, de alguma forma mística é o pai de Jesus (há quem diga que Javé não era o verdadeiro deus, mas um impostor, e que Jesus veio nos revelar a verdade). Contudo, a Bíblia judaica nem uma vez sugere que o messias prometido seria filho de Deus e, muito menos, Deus encarnado. Não é nem um pouco surpreendente que os judeus ortodoxos rejeitem Jesus como seu messias e considerem o cristianismo uma blasfêmia. Para os judeus ortodoxos, o cristianismo é uma religião pagã que, como um parasita, se agarra a Javé e ao Antigo Testamento numa tentativa de obter&nbsp;credibilidade.</p>
<p>A suprema ironia é que cada denominação cristã diz seguir a <em>“palavra revelada e infalível do único e veradeiro Deus”</em>. Cada denominação vê as outras como iludidas por doutrinas exóticas e heréticas. Ainda assim, esses hereges são, de certa forma, aceitos como <em>“irmãos menos afortunados”</em>, que pelo menos acreditam em Deus, o que é preferível a ser pagão ou – que horror! –&nbsp;ateu.</p>
<p>Talvez um dia os cristãos reflitam sobre as supostas palavras de seu senhor e salvador Jesus, que disse que cada um deve tirar a trave do próprio olho antes de se preocupar com o cisco nos olhos dos outros. Numa tentativa de não ser deixado para trás pelo progresso da sociedade, o cristianismo, muito a contragosto, vem reconhecendo a importância da análise racional e do pensamento crítico. Entretanto, como o pensamento religioso se baseia na fé e valoriza a aceitação dos dogmas <em>“com a inocência de uma criança”</em>, esta racionalidade gera um conflito. A fé rejeita o questionamento. A fé não baseia suas ações ou crenças em evidências (Hebreus 11:1). Fé e pensamento crítico estão em extremos opostos. O reverenciado apóstolo Paulo declarou que <em>“o que não for da fé é pecado”</em> (Romanos 14:23). O ideal da espiritualidade é <em>“não confiar em seu próprio julgamento”</em> (Provérbios 3:5). Questionar ou pensar com a própria cabeça é pecado. Heréticos são assim denominados porque, em algum momento, tiveram idéias próprias. Todas as diferentes denominações cristãs são, no fim das contas, diferentes heresias, cada qual se dizendo a única verdadeira. Pergunte aos seguidores de qualquer uma dela e lhe responderão isto! Uma pessoa racional naturalmente questionará a lógica e a moralidade de gente que crê em um deus que eles mesmos definiram e, ao mesmo tempo, condena os seguidores das outras seitas, cuja definição de Deus tem bases tão nebulosas quanto a&nbsp;deles.</p>
<p>Nos Estados Unidos, este problema torna-se uma comédia trágica, devido ao fato de que os cidadãos precisam se declarar, por lei, <em>“uma única nação sob Deus”</em>. Qual deus? O deus de quem? E, além disto, por quê? Onde estava este deus em 11 de Setembro de 2001? Como sugeriu o comediante Robin Williams, será que a frase <em>“uma única nação sob o Canadá”</em> não seria mais verdadeira? Pelo menos, esta última frase pode ser confirmada na&nbsp;prática.</p>
<p>A variedade de denominações cristãs, cada um com um deus diferente, cada uma condenando as outras como heréticas, nos leva a pensar que a necessidade psicológica que essas pessoas têm de acreditar num paraíso depois da morte, de se acreditar membro de um exclusivo e limitado grupo de eleitos donos da verdade, pode ser igualmente satisfeita com <em>qualquer&nbsp;deus</em>.</p>
<div class="textinfo"><strong>Lee Salisbury</strong>, nascido em Stillwater, Minesotta, foi um pastor pentecostal de 1972 a 1986. Ele fundou e dirige o <q>Clube do pensamento crítico</q> em Minesotta, escreve colunas para <a href="http://www.axisoflogic.com,/">AxisOfLogic.com</a>, onde este artigo foi publicado pela primeira vez, e participa de debates públicos.</div>
<h4>Nota de&nbsp;Tradução</h4>
<p>Alguns crentes procuram resolver o problema da multiplicidade de denominações declarando-se <em>“sem religião”</em>. Eles afirmam seguir a Jesus e a Bíblia e rejeitam as <em>“religiões inventadas por homens”</em>, sem se dar conta de que a Bíblia e o Jesus que ela descreve são invenções humanas. Sem perceber que não é possível seguir um livro tão confuso quanto a Bíblia sem criar para si uma interpretação própria, ou seja, sem inventar sua própria religião, ainda que pessoal e não&nbsp;institucionalizada.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Lee Salisbury<br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a><br />
<strong>Fonte:</strong> <a href="http://dissidentvoice.org/Oct04/Salisbury1005.htm">Any Ole God Will Do</a></div>
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		<title>Paixão e Fé</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é a fé em Deus? Dizem alguns que quem a tem não precisa explicá-la e quem não a tem, não pode. Talvez. Mas vou tentar assim&#160;mesmo.
É mais fácil começar dizendo o que a fé em Deus não é.
Ela não é e não pode ser uma crença baseada na lógica. Toda conclusão lógica necessita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é a fé em Deus? Dizem alguns que quem a tem não precisa explicá-la e quem não a tem, não pode. Talvez. Mas vou tentar assim&nbsp;mesmo.</p>
<p>É mais fácil começar dizendo o que a fé em Deus <strong>não é</strong>.<span id="more-69"></span></p>
<p>Ela não é e não pode ser uma crença baseada na lógica. Toda conclusão lógica necessita de um princípio ou axioma que a justifique. Se, por definição, Deus é o princípio de tudo, nada o antecede para justificá-lo, portanto não é possível validar logicamente a fé em&nbsp;Deus.</p>
<p>Definir algo como verdadeiro ou falso por processos lógicos exige padrões de referência. Para aferir se é verdadeira a afirmação <em>“um cão é diferente de um gato”</em>, eu preciso primeiro identificar, relacionar e comparar os atributos de ambos. São os padrões e não os objetos que qualificam uma afirmação como verdadeira, já que posso concluir que é falso dizer <em>“um cão é diferente de um gato”</em> se na minha relação de atributos usados para comparação constar apenas que ambos são animais, mamíferos e carnívoros, enquanto padrões baseados numa completa identificação visual dos dois animais levam   conclusão que a afirmação é&nbsp;verdadeira.</p>
<p>Como a definição de Deus diz que todos os seus atributos são infinitos, mesmo caso ele se apresentasse pessoalmente e demonstrasse imenso poder, imensa sabedoria, imensa bondade etc, não seria possível aferir se tais atributos são de fatos infinitos ou simplesmente maiores do que os limites finitos de nossa capacidade de medição. Ou seja, do ponto de vista lógico, não é possível aferir Deus como verdadeiro, mesmo se fosse possível vê-lo cara a cara, por seus atributos não caberem dentro de um&nbsp;padrão.</p>
<p>A fé em Deus prescinde deste padrão de comparação. O que nos leva de volta   pergunta inicial. Se a fé em Deus não pode ser uma crença baseada na lógica, é o&nbsp;que?</p>
<p>Religiosos monoteístas freqüentemente associam a fé em Deus   inspiração divina ou   intuição. No primeiro caso a crença em Deus seria provocada pela ação do próprio e no segundo por supostas capacidades transcendentes de&nbsp;apreensão.</p>
<p>Um argumento que utilizam em favor desta hipótese é apresentar a fé em Deus como um fenômeno universal, presente em todas as sociedades humanas desde os&nbsp;primórdios.</p>
<p>Sei lá. Enveredar por aí desviaria a discussão para conceitos como arquétipos e inconsciente coletivo, mas só para constar, vejo diferenças demais nos deuses de povos diferentes da mesma época e nos deuses de um mesmo povo em diferentes épocas para usar o adjetivo universal com tanta tranqüilidade quanto o fazem alguns religiosos para falar do seu Deus&nbsp;específico.</p>
<p>O que me interessa no momento é definir o que seria a fé de um determinado homem em uma determinada divindade. Aquilo que os crentes chamam de <em>“experiência pessoal com&nbsp;Deus”</em>.</p>
<p>Eu acho que a fé em Deus é essencialmente uma paixão. Do <strong>Dicionário&nbsp;Aurélio</strong>:</p>
<blockquote><p><strong>Paixão.</strong>[do latim pasione.] <em>S.f.</em> <strong>1.</strong> Sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se   lucidez e   razão. <strong>2.</strong> Amor ardente; inclinação afetiva e sensual intensa. <strong>3.</strong> Afeto dominador e cego; obsessão. <strong>4.</strong> Entusiasmo muito vivo por alguma coisa. <strong>5.</strong> Atividade, hábito ou vício dominador. <strong>6.</strong> Objeto da paixão. <strong>7.</strong> Desgosto, mágoa, sofrimento. <strong>8.</strong> Arrebatamento, cólera. <strong>9.</strong> Disposição contrária ou favorável a alguma coisa e que ultrapassa os limites da lógica; parcialidade marcante; fanatismo;&nbsp;cegueira.</p></blockquote>
<p>Como a palavra tem muitas acepções, podemos selecionar do conjunto delas alguns atributos que são comuns tanto   fé quanto   paixão, como: <em>sobreposta   razão; intensa; dominadora; de entusiasmo muito vivo; arrebatadora; de disposição favorável; que ultrapassa os limites da&nbsp;lógica</em>.</p>
<p>Mas onde eu quero chegar é que a fé em Deus pode ser definida como uma <strong>crença&nbsp;passional</strong>.</p>
<p>Muçulmanos podem rejeitar meu palpite uma vez que consideram o Islã uma religião racional, mas os cristãos não têm porque fazê-lo, já que a Bíblia decreta de modo nada sutil o destino do crente&nbsp;desapaixonado:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/73/3.php">Apocalipse 3:16</a><br />
<em>“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha&nbsp;boca;”</em></p></blockquote>
<p>Uma ilustração da natureza passional da fé em Deus é a associação que muitos cristãos fazem entre a descrença dos ímpios e a dureza de seus corações, apesar de na Bíblia o coração ser citado mais como centro do entendimento do que da emoção – coisas da&nbsp;época.</p>
<p>Entender a fé em Deus como uma paixão não contraria, por si só, a posição daqueles que a vêem como inspiração divina ou intuição transcendente, já que o elemento passional poderia ser apenas a expressão visível destas&nbsp;manifestações.</p>
<p>Para os que buscam outros caminhos, entender a fé em Deus como uma crença passional, por mais impreciso que seja, permite analogias mais corretas do que as infrutíferas abordagens racionalistas do fenômeno, que tendem a despontar na falsa dicotomia <em>religião × ciência</em>,   qual vertentes do fundamentalismo cristão reagiram com sua <em>frankenstêinica criatura</em>, o famigerado <em>“Criacionismo&nbsp;‘Científico’”</em>.</p>
<p>Para o religioso, a equiparação entre fé em Deus e Paixão pode parecer pejorativa, mas esta visão da coisa permite que uma carga menor de preconceitos recaia sobre a análise, uma vez que as paixões humanas não são por si só nem boas nem más, nem certas nem erradas. Tais qualificações só são aplicáveis  s paixões quando consideradas a natureza específica e o direcionamento dado a&nbsp;elas.</p>
<p>Julgar a fé em Deus por critérios semelhantes me parece suficientemente adequado, neste nível da observação em que ela é colocada aqui. Mesmo porque nossas paixões nos igualam mais do que nossas crenças. Se muitos homens não têm fé em Deus, desconheço quem não possua paixões de algum&nbsp;tipo.</p>
<p>O abnegado cientista ateu que pesquisa os mistérios do universo ou das partículas subatômicas pode sentir que compartilha algo com o reverendo teólogo que se esforça para desmentir suas conclusões. Mesmo acreditando em verdades opostas, construídas pelos diferentes padrões que cada um escolheu para julgar a realidade, igualados por suas paixões, de certa forma compartilham a mesma&nbsp;fé.</p>
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		<title>Deus tá vendo!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma frase muito comum vinda de religiosos é “Deus tá vendo!”, assim mesmo, com exclamação e tudo. Um resposta não tão comum, mas muito cabível, seria “E&#160;daí?”.
Antes que os pios gritem BLASFÊMIA!!!, com três exclamações e caracteres maiúsculos como viram, deveriam considerar que é uma dúvida teológica&#160;pertinente.
Deus teoricamente tá vendo tudo, mas quais as implicações&#160;disto?
Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma frase muito comum vinda de religiosos é “Deus tá vendo!”, assim mesmo, com exclamação e tudo. Um resposta não tão comum, mas muito cabível, seria “E&nbsp;daí?”.</p>
<p>Antes que os pios gritem <strong>BLASFÊMIA!!!</strong>, com três exclamações e caracteres maiúsculos como viram, deveriam considerar que é uma dúvida teológica&nbsp;pertinente.</p>
<p>Deus teoricamente tá vendo tudo, mas quais as implicações&nbsp;disto?</p>
<p><span id="more-68"></span>Os religiosos em geral defendem que a onipresença divina tem propósitos mais sublimes que simplesmente voyeurismo e&nbsp;bisbilhotagem.</p>
<p>Mas aí este Índio não catequizado e chato insiste: que objetivos seriam&nbsp;estes?</p>
<p>A partir deste ponto os religiosos se&nbsp;dividem.</p>
<p>Os <strong>românticos</strong> vêm com aquela conversinha mole do Paizão celeste que se preocupa com suas ovelhas e está sempre atento a elas, vigiando as vidas e os atos bons e maus de cada um para prover a ajuda ou conforto necessário e a recompensa ou castigo merecido, nesta vida e na próxima, per <em>omnia secula seculorum</em>,&nbsp;amém.</p>
<p>E tem aquela <strong>turma do outro extremo</strong>, que acha que Deus fica de olho em tudo e em todos, para fazer chover fogo e enxofre do céu sobre os ímpios que fazem coisas como escrever textos como este, pesando sua mão sobre o maldito em no máximo <strong>cinco minutos</strong> depois de concretizada a ação&nbsp;pecaminosa.</p>
<p>Daqui a cinco minutos&nbsp;continuo…</p>
<p>…</p>
<p>…</p>
<p>…</p>
<p>Bem… Não foi desta&nbsp;vez.</p>
<p>Continuando, o fato é que se Deus tá vendo tudo que acontece por aí desde o princípio da História, ou ele olha e não faz absolutamente nada (pelo menos neste único plano da existência que todos estão de acordo que de fato existe) ou age segundo critérios e prioridades muito&nbsp;esquisitas.</p>
<p>Todo mundo já deve ter lido aquele texto sobre pegadas na areia, <em>piegas</em> a mais não poder, sobre o Deus que carregou o protagonista no colinho durante os momentos mais difíceis da vida dele. Este é o resumo de como os religiosos românticos esperam que sejam as intervenções divinas no cotidiano. Pieguice&nbsp;inclusa.</p>
<p><em>Meno male</em>. Crêem eles que Deus tá vendo tudo e dá apoio espiritual e emocional a quem precisa, sem intervir diretamente nos acontecimentos, que seguem seu curso doa a quem doer, como disse há muito tempo o presidente de um certo país, em um idioma até hoje não identificado pelos&nbsp;lingüistas.</p>
<p>Como não há meios objetivos de aferir se alguém foi espiritual e emocionalmente confortado por uma entidade externa, vale o que a pessoa diz. Se ela se sentiu confortada, acabou o assunto, não vamos enveredar por&nbsp;aí.</p>
<p>O Índio aqui é chato mas nem tanto, como&nbsp;vêem.</p>
<p>Mas o bicho pega do lado de quem trombeteia aos quatro ventos a idéia do Deus bicho-papão, principalmente aquela gente que lambe os beiços quando ouve notícias sobre algum cataclisma natural em algum lugar no mundo, feliz da vida de poder sair por aí contando que o Deus dele matou alguns milhares que ousaram não professar a sua religião, que, claro, é a única verdadeira, destinada aos eleitos e santos etc, etc,&nbsp;etc…</p>
<p>O problema é que nestes milhares de mortos por cataclismas que seriam castigos de Deus aos ímpios, tá sempre cheio de criancinhas — os mais vulneráveis a este tipo de&nbsp;tragédia.</p>
<p>Neste ponto, ou os religiosos linha-dura encerram a conversa — quando há — destilando imprecações doutrinárias contra a dureza de coração do interlocutor, ou desfiam aquele corolário de explicações ensaiadas sobre como os propósitos divinos podem incluir a morte de crianças em agonia e ainda assim serem absolutamente&nbsp;maravilhosos.</p>
<p>Para cima de mim não, violão! Eu nem discuto este tipo de hipótese&nbsp;idiota.</p>
<p>Mas para quem tem saco para tais mumunhas, vale a pena colocar mais uma pergunta. Por que este tipo de religioso acredita em um Deus sempre disposto a matar crianças em desastres naturais, por conta de alguma impiedade cometida pelos pais delas, — leia-se não acreditar no mesmo livro sagrado que ele — enquanto <strong>Josef Stalin</strong> morreu velho, na cama, no auge do poder, após oprimir, escravizar e matar milhões e — o que para aquele tipo de religioso é muito pior — reprimir violentamente a religião impondo uma ideologia materialista a metade do&nbsp;planeta?</p>
<p>Se Deus tá vendo, viu o <strong>Guia Genial dos Povos</strong> — este título é de lascar… — assinar cada uma das ordens de deportação, requisição de colheitas ou execução que levaram milhões ao desespero, fome e morte. Também o viu transformar igrejas centenárias em salas de concerto, os porões das igrejas em salas de tortura e os clérigos responsáveis em picolé, autorizando-os a pregar o que quisessem, desde que fosse nas partes mais longínquas da Sibéria (como se houvesse alguma parte não longínqua naquele fim de&nbsp;mundo).</p>
<p>Voltando ao princípio, Deus tá Vendo e daí? Fez o&nbsp;que?</p>
<p><strong>DEUS FAZ O QUE QUER!!!</strong> Responderá a turminha do fogo e enxofre com três exclamações e caracteres&nbsp;maiúsculos.</p>
<p>E acabarão a conversa aí,  s vezes com um <q>tá amarrado</q> fechando o desconjuro ao escarnecedor, ou se embrenharão mais no lodaçal de tentativas de explicar a sabedoria de intervir para matar crianças enquanto Josef Stalin desfrutou do bem-bom do poder supremo até o&nbsp;fim.</p>
<p>Alguns lembrarão que as criancinhas irão para o Céu enquanto o <strong>Homem de Aço</strong> — o cara se achava mesmo… — pode ter morrido em sua confortável cama no comando absoluto de um império que ia de Bering   Berlim, mas logo após a morte foi para o inferno queimar por toda a&nbsp;eternidade.</p>
<p>Grande coisa. Na opinião de quem professa estas doutrinas todo mundo — fora eles, claro — irá para o inferno mesmo. O Stalin, pelo menos, pode se conformar em ter feito por merecer. <em>Nosotros</em> nem&nbsp;isto.</p>
<p>Mas o ponto não é este, quem vai para onde depois de morrer (que não a Terra dos Pés Juntos onde se come capim pela raiz, sobre a qual não há dúvidas de que pra lá todo mundo vai), mas os critérios e prioridade do Deus que tá vendo para materializar sua ira aqui e não ali, sendo que o que foi feito ali era muito mais grave. No caso do cara do exemplo, bota mais grave&nbsp;nisto.</p>
<p>Faz parte do folclore daquele meio as histórias contadas por pregadores de algumas destas igrejas ultra-conservadoras, relatando casos como o da mulher da congregação que foi   cabeleireira aparar dois dedos das madeixas (coisa proibida em algumas seitas) e como castigo Deus fez cair todos os fios de sua cabeça, deixando-a completamente&nbsp;careca…</p>
<p>Tem uma frase bíblica que fala sobre coar mosquitos e engolir camelos que é bem aplicável para quem não vê nada de errado em o mesmo juiz punir prontamente quem corta cabelo acima da altura da bunda e fazer vista grossa para assassinos em massa. Estes podem citar <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/65/12.php">Hebreus 12</a>, que fala de um Deus que açoita a todo filho a quem recebe — tem gente que odeia quando este Índio não catequizado cita a&nbsp;Bíblia.</p>
<p>Tudo bem, desde que concordem que os não recebidos tão fora do relho. Como dificilmente vão concordar, fica a pergunta: <q>Mas, e o Stalin?</q></p>
<p>Deus tava&nbsp;vendo.</p>
<p><strong>E&nbsp;DAÍ???</strong></p>
<p>Com três interrogações e caracteres&nbsp;maiúsculos.</p>
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		<title>Fé Simbiótica</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[O século XX produziu pelo menos quatro associações simbióticas entre fé religiosa e ativismo&#160;político:

O Catolicismo separatista&#160;irlandês;
O Catolicismo anti-comunista&#160;polonês;
O Budismo autonomista tibetano&#160;e;
O Islamismo&#160;anti-sionista.

Esta simbiose conquistou o máximo de evidência nos anos oitenta, quando o Sindicato Solidariedade da Polônia, liderado por Lech Walesa, iniciou o movimento de rebeldia contra Moscou, que se alastraria pelos demais países da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O século XX produziu pelo menos quatro associações simbióticas entre <strong>fé religiosa</strong> e <strong>ativismo&nbsp;político</strong>:</p>
<ul>
<li>O Catolicismo separatista&nbsp;irlandês;</li>
<li>O Catolicismo anti-comunista&nbsp;polonês;</li>
<li>O Budismo autonomista tibetano&nbsp;e;</li>
<li>O Islamismo&nbsp;anti-sionista.</li>
</ul>
<p>Esta simbiose conquistou o máximo de evidência nos anos oitenta, quando o <strong>Sindicato Solidariedade da Polônia</strong>, liderado por <strong>Lech Walesa</strong>, iniciou o movimento de rebeldia contra Moscou, que se alastraria pelos demais países da cortina de ferro, terminando por destruí-la dez anos depois.<span id="more-67"></span></p>
<p>A fórmula bem sucedida de Walesa incluía a entonação da Ave-Maria pelos operários em greve no estaleiro de Gdansk, um recorrente broche da Virgem Negra de Czestochowa na lapela e o apoio incondicional de <strong>Karol Woytila</strong> — Papa que personificou o espírito&nbsp;polonês.</p>
<p>Se o fenômeno da simbiose religião-política polonesa apresenta semelhanças com o equivalente irlandês ou tibetano, uma particularidade diferencia de modo extremado o fenômeno do anti-sionismo Islâmico dos demais exemplos&nbsp;citados:</p>
<p>Os três primeiros exemplos manifestaram-se dentro de um contexto nacional de limites bastante definidos — não havia uniformidade de postura de católicos e budistas de outras nacionalidades quanto aos conflitos reinantes naqueles&nbsp;países.</p>
<p>Já o Islamismo agregou a oposição ao Estado de Israel como um apêndice de seu doutrinário&nbsp;religioso…</p>
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		<title>Ateus Existem</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 02:32:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre todas as manifestações de preconceito contra ateus oriundas de religiosos, particularmente cristãos, a que considero mais ofensiva é a que diz que não existem ateus, apenas pessoas revoltadas com Deus ou, no neologismo criado por eles para a ocasião,&#160;misoteístas.
Conflitos de opinião fazem parte da essência humana. Somos essencialmente indivíduos e como tal temos opiniões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre todas as manifestações de preconceito contra ateus oriundas de religiosos, particularmente cristãos, a que considero mais <strong>ofensiva</strong> é a que diz que não existem ateus, apenas pessoas revoltadas com Deus ou, no neologismo criado por eles para a ocasião,&nbsp;<em>misoteístas</em>.</p>
<p>Conflitos de opinião fazem parte da essência humana. Somos essencialmente indivíduos e como tal temos opiniões individuais sobre tudo, sendo que algumas destas opiniões individuais inevitavelmente confrontarão a opinião da maioria, exceto nos casos dos pobres de espírito que definem suas opiniões em conformidade com o que a maioria pensa, independente de qual seja a conclusão deste&nbsp;pensar.</p>
<p>É certo que sempre que houver diferenças de opinião, preconceitos mútuos surgirão entre as partes discordantes, com cada qual apresentando seus argumentos sobre o porquê de suas posições serem corretas e a dos antagonistas&nbsp;erradas.</p>
<p>Extremistas associarão a discordância ao mal,   perversão e   corrupção dos valores, baseando seu julgamento em sua própria idéia do que é bom, decente e honesto, partindo da premissa de que só malvados, perversos e corrompidos duvidariam que sua própria visão deva ser colocada em dúvida. Mas há entre os religiosos um extremismo preconceituoso que supera em muito a daqueles que estão convictos de que a própria natureza última de toda a realidade referenda suas opiniões pessoais (mesmo sem demonstrar isto de modo logicamente incontestável). São aqueles que defendem que suas crenças são absolutas a ponto de ser impossível alguém discordar delas, logo quem diz não concordar está&nbsp;mentindo.</p>
<p><span id="more-65"></span>Como prova de que é impossível alguém descrer daquilo que eles crêem, estes extremistas religiosos costumam exibir suas experiências de vida, seus livros sagrados e suas próprias interpretações de o quanto não há como discordar do fato de que estes dois elementos, por si só e exclusivamente, provam que todos os demais devem, obrigatória e necessariamente, crer naquilo que eles crêem, concluindo assim que toda a opinião dissonante é produto de um fingimento hipócrita de quem resiste em admitir a infalibilidade de seus&nbsp;argumentos.</p>
<p>Do outro lado, aqueles que não entendem o porquê de tanta certeza perguntam apenas: <em>“Que&nbsp;argumentos?”</em></p>
<p>Experiências pessoais, como o próprio nome diz, tem significado apenas para a pessoa que as vivencia, livros sagrados há aos montes, todos antagônicos entre si, e interpretações são apenas&nbsp;interpretações.</p>
<p>Resta a dúvida surpreendente: É com base em argumentos tão frágeis que estes religiosos extremistas acreditam que todos devem crer naquilo que eles crêem? É com base em suas próprias interpretações de seus próprios livros sagrados e de suas próprias experiências de vida que eles julgam como mentirosos todo o restante da humanidade que formou opiniões&nbsp;diferentes?</p>
<p>Há um preconceito esperado, inerente   natureza humana de temer o diferente, que nos desperta cautela sobre todo aquele que diz ser falso o que cremos verdadeiro. Remete   nossa herança ancestral onde toda a segurança residia na tribo e a sobrevivência ordenava ver todos os estranhos com suspeita e&nbsp;cautela.</p>
<p>Mas que tipo de preconceito leva alguém a acreditar, pia e sinceramente, que aqueles que dizem ser falso o que cremos verdadeiro simplesmente não existem? Como afirmar com segurança que quem discorda de nossas opiniões está fingindo e mentindo? E como, ostentando tais preconceitos, subir ao topo deles para do alto de tão ilusória superioridade proclamar que é impossível existir pessoas que não acreditam no que eles próprios&nbsp;acreditam?</p>
<p>Um Deus que referenda e outorga santidade a estes preconceitos, com toda a certeza não existe. <strong>E por isto, existem&nbsp;ateus.</strong></p>
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		<title>A Armadilha Criacionista</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Criacionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Aceitar que exista uma polêmica “Criacionismo X Evolucionismo” é de imediato muito favorável ao primeiro e prejudicial ao segundo, pois nivela ambas as teses dentro do status de teorias científicas antagônicas e coloca os defensores tanto de uma quanto de outra na confortável posição para os “criacionistas” de participantes de um debate&#160;científico.
Da mesma forma, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aceitar que exista uma polêmica “Criacionismo X Evolucionismo” é de imediato muito <strong>favorável ao primeiro</strong> e <strong>prejudicial ao segundo</strong>, pois nivela ambas as teses dentro do status de teorias científicas antagônicas e coloca os defensores tanto de uma quanto de outra na confortável posição para os “criacionistas” de participantes de um debate&nbsp;científico.</p>
<p>Da mesma forma, ao aceitar a classificação de “Evolucionista” o cientista desavisado se deixa marcar por um sufixo que define partidarismo e parcialidade, perdendo assim a aura de isenção que caracteriza o exercício da investigação científica.<span id="more-64"></span></p>
<p>Não existe um debate científico entre “Criacionismo e Evolucionismo” e sim um debate de idéias entre os defensores de uma doutrina religiosa e os de uma teoria&nbsp;científica.</p>
<p>O que os fundamentalistas cristãos chamam de <em>Criacionismo</em> não pode ser aceito como Teoria Científica simplesmente porque coloca o carro a frente dos bois no que concerne   esta&nbsp;definição:</p>
<p>Uma <strong>teoria científica</strong> parte de uma hipótese, identifica evidências que a sustentem e só então declara uma conclusão. Para que esta conclusão seja aceita pela comunidade científica, ela deve ser passível de comprovação experimental&nbsp;reprodutível.</p>
<p>Uma <strong>doutrina religiosa</strong> como o Criacionismo segue o caminho inverso: A conclusão já está a priori definida e é incontestável antes de qualquer evidência ter sido levantada, cabendo   evidência apenas o papel de sustentar a argumentação futura e não a de comprovar a confiabilidade da tese&nbsp;presente.</p>
<p>Além disto boa parte da argumentação “Criacionista” é de contestação e não de estabelecimento de conceitos, uma vez que os argumentos sempre se infiltram nas lacunas das Teorias de&nbsp;Darwin.</p>
<p>Esta infiltração seria menos eficaz se os cientistas tivessem uma posição mais honesta com relação  s lacunas citadas. Elas em nada comprometem a Teoria da Evolução em si, apenas atestam que ela precisa ser mais trabalhada, mesmo porque as comprovações experimentais da Seleção Natural exigem a reconstituição de fenômenos que ocorreram ao longo de milhões de anos, não sendo passíveis de reprodução em laboratório pelos nossos recursos&nbsp;atuais.</p>
<p>Um exemplo comparativo interessante é o desenvolvimento da <strong>Teoria&nbsp;Heliocêntrica</strong>:</p>
<p>Em 1510, Copérnico declara que a Terra gira em torno do Sol, rompendo com a doutrina da Igreja Católica Romana que defendia o Geocentrismo Aristotélico. Copérnico acreditava que a Terra e os demais planetas descreviam órbitas circulares em torno do Sol, o que criava um problema pois a observação dos planetas não coincidia com as previsões fundamentadas em sua&nbsp;teoria.</p>
<p>Entre 1609 e 1619 Johanes Kepler defendeu a tese de que os planetas, inclusive a Terra, descreviam órbitas elípticas e não circulares em torno do Sol. Com este ajuste o comportamento observado daqueles corpos celestes passou a coincidir com as previsões teóricas, mas não se estabeleceu então uma justificativa matemática para tal&nbsp;comportamento.</p>
<p>Somente em 1689, com a publicação de <q>Princípios Matemáticos de Filosofia Natural</q> é que Sir Isaac Newton demonstrou matematicamente como a gravitação do Sol atraía os planetas e produzia as órbitas elípticas descritas por&nbsp;Kepler.</p>
<p>Assim, temos um hiato de quase cento e oitenta anos entre a primeira versão da Teoria Heliocêntrica e sua consagração com os postulados de&nbsp;Newton.</p>
<p>A <em>Origem das Espécies</em> de Charles Darwin foi publicado em 1859 e tem portanto menos de cento e cinquenta anos. Talvez explicar a vida seja mais demorado do que explicar os astros, mas o equivalente criacionista  s lacunas da Teoria de Copérnico resultaria no restabelecimento da crença de que era o Sol que girava em torno da Terra, e isto convenhamos, é um assunto&nbsp;encerrado.</p>
<p>No momento devido, a Ciência preencherá as lacunas de Darwin e muitas outras, e encerrará todas as polêmicas associadas a elas. Mas até lá deve estar atenta  s <strong>armadilhas</strong> que encontrará pelo&nbsp;caminho.</p>
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		<title>Um mergulho na Escuridão</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[De todos os fanáticos, o fanático religioso talvez seja o mais sombrio e&#160;perigoso.
Este tipo de comportamento, caracterizado pela convicção obsessiva de que todos os aspectos da vida devem se subordinar incondicionalmente a um único e determinado aspecto, pode ser motivado pelas mais diversas paixões: da política ao esporte; mas é na religião que o fanatismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De todos os fanáticos, o <strong>fanático religioso</strong> talvez seja o mais sombrio e&nbsp;perigoso.</p>
<p>Este tipo de comportamento, caracterizado pela convicção obsessiva de que todos os aspectos da vida devem se subordinar incondicionalmente a um único e determinado aspecto, pode ser motivado pelas mais diversas paixões: da política ao esporte; mas é na religião que o fanatismo encontra sua forma mais pura e individualmente mais destrutiva.<span id="more-63"></span></p>
<p>Todo fanático assimila como verdade inquestionável a doutrina que alimenta o seu fanatismo. Doutrinas de natureza laica, como as ideologias políticas, são capazes de produzir terror e destruição em grau superior ao que podem fazer hoje aquelas de natureza religiosa. Como a maioria dos países estabelece a separação entre religião e estado, somente o fanatismo político pode mobilizar recursos para destruição em massa, como fez o <strong>Nazismo</strong> e o&nbsp;<strong>Stalinismo</strong>.</p>
<p>Se por um lado o fanatismo político possui maior capacidade de destruição física, o fanatismo religioso é muito mais poderoso no que se refere   <strong>destruição do&nbsp;indivíduo</strong>.</p>
<p>Não é raro vermos fanáticos políticos mudarem de posicionamento quando os ventos da História mudam de direção. Após a derrota, nazistas convictos se diziam “chocados” com os campos de extermínio que ajudaram a construir e comunistas “fanáticos” se converteram em empresários milionários na Moscou pós-queda do muro de Berlim. O fanatismo político está fortemente associado a&nbsp;<strong>oportunismo</strong>.</p>
<p>Já o fanático religioso é arrasadoramente sincero. Ele não está interessado em recompensas <em>“nesta vida”</em> ou <em>“neste mundo”</em>. Seu desprendimento da realidade é tamanho que nenhum fator dela é capaz de impor restrição ou limite aos atos motivados pela convicção&nbsp;fanática.</p>
<p>Ao dedicar-se ao que chama ou considera como alma, o fanático nada mais faz além de destruí-la e destruir-se, uma vez que todos os elementos de sua personalidade que o definiam como um indivíduo único são pulverizadas e remodelados pelas formas doutrinárias definidas pelo dogma religioso. Redefinido em todos os seus princípios e valores, o fanático religioso amará o que a religião diz que deve ser amado e odiará o que a religião diz que deve odiado, e o fará, ao contrário do fanático político, com a mais absoluta sinceridade, sem fingimentos ou segundas&nbsp;intenções.</p>
<p>O religioso que lesse o parágrafo acima poderia argumentar que se ele for fanático por uma crença que manda amar a todos e odiar a ninguém então nenhum mal poderia resultar deste&nbsp;fanatismo.</p>
<p>Errado. Perigosamente errado. Nenhum ato construtivo pode vir de uma personalidade fanática simplesmente porque os valores construtivos foram destruídos dentro dele. Os únicos valores que lhe restaram são aqueles especificados pelo dogma. Assim para o fanático, amar alguém é trazê-lo para o seu grupo, convertê-lo, pela força se&nbsp;necessário.</p>
<p>Em seu estágio final e completo, o fanático religioso rompe seus últimos vínculos com a realidade. Se a realidade contraria o dogma, então a realidade é o inimigo e deve ser combatida, assim como devem ser combatidos aqueles que sustentam que a realidade e não o dogma representam a&nbsp;verdade.</p>
<p>Atingido este estágio, o fanático abandona o último valor que competia com o valor dado ao dogma: o respeito pela vida, seja a dos outros ou a sua própria. Se a realidade tornou-se um inimigo a ser combatido, o assassinato (individual ou em massa) pode ser visto como uma missão divina a ser cumprida e a própria morte no <em>“martírio”</em>, como uma graça a ser&nbsp;conquistada.</p>
<p>O que torna cada ser humano especial é o fato de ser um indivíduo único. Em cada mente existe uma luz rara, com um brilho particular que não pode ser reproduzido em nenhuma outra. Aquele que cede ao fanatismo atenta contra o brilho da própria individualidade, apaga sua própria luz e mergulha na&nbsp;escuridão.</p>
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		<title>Esquisitices Religiosas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Acauan dos Tupis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Procissão dos&#160;Fogaréus
Todo ano na sexta feira santa a cena se repete. Lá estou eu, tranqüilo e relaxado vendo o Jornal Nacional, quando o vídeo é invadido pela imagem de centenas de figuras sinistras, desfilando em formação pelas ruas, portando tochas e vestidas com as roupas e capuzes da Ku Klux Klan.
Como conheço bem a opinião [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Procissão dos&nbsp;Fogaréus</h3>
<p>Todo ano na sexta feira santa a cena se repete. Lá estou eu, tranqüilo e relaxado vendo o Jornal Nacional, quando o vídeo é invadido pela imagem de centenas de figuras sinistras, desfilando em formação pelas ruas, portando tochas e vestidas com as roupas e capuzes da <strong>Ku Klux Klan</strong>.<span id="more-62"></span></p>
<p>Como conheço bem a opinião da <acronym title="Ku Klux Klan">KKK</acronym> sobre os Índios, e de certo eu não sou considerado exceção por eles, meus instintos ancestrais me levam a pular do sofá em busca da minha borduna, reação abortada pela lembrança de que, mais uma vez, me deixei enganar pelos estranhos figurinos da <strong>Procissão dos Fogaréus</strong>, evento católico de celebração da <strong>Paixão de&nbsp;Cristo</strong>.</p>
<h3>Adesivo no vidro traseiro do carro com mensagem de&nb