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	<title>Ateus do Brasil &#187; Contradições</title>
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	<description>A ciência não explica tudo. A religião não explica nada.</description>
	<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 19:28:02 +0000</pubDate>
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		<title>Detonando a Aposta de Pascal</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 19:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

		<category><![CDATA[Aposta de Pascal]]></category>

		<category><![CDATA[Falácias]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[The Atheist Experience]]></category>

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		<description><![CDATA[Um sujeito tentou participar do programa The Atheist Experience fingindo ser ateu e, qual é a primeira coisa que ele&#160;faz?

A Aposta de Pascal é devidamente pisoteada, esmigalhada, estraçalhada e aniquilada no vídeo acima.&#160;Aprendam.

					
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um sujeito tentou participar do programa <a href="http://www.atheist-experience.com">The Atheist Experience</a> fingindo ser ateu e, qual é a primeira coisa que ele&nbsp;faz?</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/xu6PGFFzPes&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xu6PGFFzPes&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>A Aposta de Pascal é devidamente <strong>pisoteada, esmigalhada, estraçalhada e aniquilada</strong> no vídeo acima.&nbsp;Aprendam.</p>
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		<title>Jesus morreu para nos salvar</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 11:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Evangelismo]]></category>

		<category><![CDATA[Falácias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiz a um crente a velha pergunta: “Por que o seu deus e não o deus dos outros?”&#160;Resposta:
— “Deus enviou seu único filho para morrer por nós. Quer um deus melhor do que&#160;este?”
Imaginem a situação: um rei condenou um bando de criminosos à morte, mas fica com pena e mata o próprio filho em lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz a um crente a velha pergunta: “Por que o seu deus e não o deus dos outros?”&nbsp;Resposta:</p>
<p style="padding-left: 30px;">— “Deus enviou seu único filho para morrer por nós. Quer um deus melhor do que&nbsp;este?”</p>
<p>Imaginem a situação: um rei condenou um bando de criminosos à morte, mas fica com pena e mata o próprio filho em lugar deles, libertando-os a&nbsp;seguir.</p>
<p>Não consigo ver a lógica em um rei sacrificar um inocente (seu próprio filho, ainda por cima) para que ele possa se permitir perdoar criminosos que ele mesmo condenou. Por que ele não os perdoa sem matar um inocente se ele tem esse&nbsp;poder?</p>
<p>Não consigo entender de que modo a morte de um inocente cancela a culpa de um criminoso. O que uma coisa tem a ver com a outra? Um crime anula o outro? O criminoso não continua criminoso? Se foi o próprio criminoso que matou o inocente, o novo crime não deveria se somar ao anterior e piorar ainda mais sua&nbsp;situação?</p>
<p><span id="more-665"></span>No caso específico da Bíblia, não consigo entender como alguém que foi condenado por roubar uma fruta é perdoado depois que mata o filho do dono da&nbsp;fruta.</p>
<p>Até faz sentido uma situação em que um pai tenha que escolher entre a morte do próprio filho e a morte de várias pessoas. Talvez ele ache que muitas vidas têm mais valor que uma única vida, mas, se esse pai tem o poder incondicional de salvar o grupo de pessoas, por que ele só o faz se essas pessoas matarem seu filho antes? Onde está a&nbsp;lógica?</p>
<p>Acho que isto é um belo exemplo de lavagem cerebral. Depois de crescer ouvindo que “Deus, em seu amor, enviou seu único filho para morrer pelo perdão de nossos pecados”, as pessoas param de raciocinar e aceitam o&nbsp;absurdo.</p>
<p>Claro que o absurdo é maior ainda quando se considera que quem cometeu o tal pecado não fomos nós e sim ancestrais remotíssimos e lendários, e que não temos nada a ver com eles, mas os crentes também aceitam sem discutir que já nascemos culpados de alguma coisa tão grave que foi necessário o sacrifício de um deus para que pudéssemos ser&nbsp;perdoados.</p>
<p>É incrível como o conceito de apaziguar os deuses através de sacrifícios humanos ou de animais, tão comum entre povos bárbaros, sobrevive em pleno século XXI. É incrível que alguém acredite em que um deus faria um sacrifício para apaziguar a si mesmo, para nos salvar dele mesmo, ainda por cima o sacrifício de uma parte dele&nbsp;próprio.</p>
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		<title>Contradições Bíblicas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 14:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

		<category><![CDATA[Bíblia Sagrada]]></category>

		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Evangelismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Falsus in uno, falsus in&#160;omnibus
Ancestrais de Jesus
Lucas e Mateus listam os ancestrais de Jesus para provar que ele era da família de David, e assim tinha direito ao trono de Israel. A lista de Lucas (3:23-38) vai até Adão (!!) enquanto a de Mateus (1:1-16) só até&#160;Abraão.
As duas listas são diferentes. Já se contradizem até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Falsus in uno, falsus in&nbsp;omnibus</em></p>
<p><strong>Ancestrais de Jesus</strong><br />
Lucas e Mateus listam os ancestrais de Jesus para provar que ele era da família de David, e assim tinha direito ao trono de Israel. A lista de Lucas (3:23-38) vai até Adão (!!) enquanto a de Mateus (1:1-16) só até&nbsp;Abraão.</p>
<p>As duas listas são diferentes. Já se contradizem até quanto ao avô de Jesus (Heli x Jacó). Claro que isto não tem nenhuma importância, pois José não é o pai de Jesus, já que José não <em>“compareceu”</em>. A genealogia de Lucas (3:35-36) também diverge do Gênesis&nbsp;(11:12).</p>
<p><strong>O bom ladrão</strong><br />
Lucas (23:42-43) fala que um dos ladrões se arrependeu. Marcos (15:32) diz que os dois o&nbsp;insultavam.</p>
<p><strong>Conversão de Paulo</strong><br />
Em Atos (9:7) os acompanhantes ouviram a voz mas não viram nada. Em Atos (22:9), eles viram a luz mas não ouviram&nbsp;nada.</p>
<p><span id="more-262"></span><strong>Violência</strong><br />
Em alguns trechos, Jesus prega a paz, “dar a outra face” etc. Em Lucas 22:36-38, ele manda que vendam o que for preciso e comprem espadas. Em Mateus 10:34-35 ele diz que não veio trazer a paz mas a espada. E o que fazia Pedro, um simples pescador, com uma espada? E por que foi preciso enviar uma tropa de romanos para prender Jesus, se ele era um pacífico profeta rezando com alguns&nbsp;seguidores?</p>
<p><strong>Judas se enforcou?</strong><br />
Sim, de acordo com Mateus 27:5. Segundo Atos 1:18, ele comprou um campo (ele, não os sacerdotes) mas caiu, se partiu no meio e suas entranhas se espalharam. Mas ele foi salvo, segundo Mateus 19:28, e estará sentado em um dos 12 tronos, presidindo a uma das 12 tribos de Israel, junto aos demais&nbsp;apóstolos.</p>
<p><strong>Subida aos céus</strong><br />
Segundo Atos 1:3, Jesus ficou 40 dias na Terra depois de ressuscitar. Segundo Lucas 24:1-52, no mesmo dia em que ressuscitou, Jesus apareceu a 2 discípulos, depois aos apóstolos em Jerusalém e então subiu aos&nbsp;céus.</p>
<p><strong>Quem matou Golias?</strong><br />
Segundo 1 Samuel 17:50 foi David. Segundo 2 Samuel 21:19 foi Adeodato (ou Elanan, em outra&nbsp;bíblia).</p>
<p><strong>Censo</strong><br />
Em 1 Crônicas 21:1, o diabo manda que David faça um censo do povo de Israel. Em 2 Samuel 24:1, é Deus quem&nbsp;manda.</p>
<p><strong>Negando Jesus</strong><br />
Pedro negou Jesus para duas criadas e um grupo de pessoas (Mateus 26:69-74), ou duas vezes para a mesma criada e um grupo de pessoas (Marcos 14:66-71), ou uma criada e dois homens (Lucas 22:54-60) ou para uma criada, algumas pessoas e um servo do Sumo Sacerdote (João&nbsp;18:25-27).</p>
<p><strong>Hora da Crucificação</strong><br />
A que horas Jesus foi crucificado?  Segundo Marcos 15:25, às nove da manhã. Segundo João 19:14-16, depois do&nbsp;meio-dia.</p>
<p><strong>A figueira que secou</strong><br />
Em Mateus 21:19, Jesus faz uma figueira secar na mesma hora. Em Marcos 11:14-21, ela só seca mais&nbsp;tarde.</p>
<p><strong>Quem carregou a cruz?</strong><br />
Segundo Marcos 15:20-24, Simão Cireneu. Segundo João 19:16-18, Jesus a carregou sozinho. Aliás, segundo textos que não foram incluídos na Bíblia, foi Simão Cireneu que morreu na cruz, enquanto Jesus olhava de longe. Os islamitas também acreditam nisto (Surata 4, versículo 157 do&nbsp;Alcorão).</p>
<p>Jesus prometeu que alguns dos que o ouviam ainda estariam vivos quando ele voltasse, para dar a cada um segundo suas obras (Mateus 16:28, Marcos 08:38 e 09:01 e Lucas 09:26). Alguns crentes falam em um <em>“retorno pessoal”</em>, ou seja, Jesus volta para cada um que tem fé, cada um a seu tempo, mas, em Apocalipse 01:07, vemos que o retorno é para todos: <em>“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o&nbsp;verá”</em>.</p>
<p><strong>Mentira</strong><br />
Deus não mente, segundo Números 23:19 e Hebreus 06:18. Deus mente e faz mentir, segundo Tessalonicenses 02:11 e 1 Reis&nbsp;22:23</p>
<p><strong>Testemunho</strong><br />
Se Jesus dá testemunho de si mesmo seu testemunho é verdadeiro (João 08:14). Ou falso, segundo João 05:31. E ele invoca o Pai como testemunha válida, o que é um contra-senso, já que, antes de mais nada, ele teria que provar que era o Filho e que o Pai apareceria diante deles se&nbsp;convocado.</p>
<p><strong>Túmulo de Jesus</strong><br />
O túmulo de Jesus estava aberto (segundo Lucas 24:02) quando chegaram as mulheres  (segundo Mateus 28:01, Marcos 16:01 e Lucas 24:10 que, aliás, citam mulheres diferentes, ou apenas Maria Madalena (João 20:01). Estava fechado, segundo Mateus 08:01-02. E viram um jovem ou dois jovens ou um anjo ou dois anjos, que estavam dentro ou fora do túmulo, em pé ou sentados. Havia mais de um guarda (Mateus 28:04). Em João 20, Maria Madalena só viu os anjos (e soube da ressurreição) quando voltou com os discípulos. Nos outros evangelhos o(s) anjo(s) já estavam lá na primeira&nbsp;visita.</p>
<p><strong>Maria Madalena</strong><br />
Maria Madalena reconheceu Jesus quando o encontrou pela primeira vez (Mateus 28:09). Não reconheceu (João&nbsp;20:14)</p>
<p><strong>Aparição</strong><br />
Jesus apareceu pela primeira vez aos discípulos numa montanha da Galiléia, que dista entre 100km e 160km de Jerusalém (Mateus 28:16-17). A dois deles, no campo, e a onze, quando comiam (Marcos 16:12-14). Aos discípulos, à noite (João&nbsp;20:19)</p>
<p><strong>Ascenção</strong><br />
Jesus estava em Betânia quando se elevou aos céus (Lucas 24:50-51). No Monte das Oliveiras (Atos 01-09-12). Mateus e João não julgaram o fato importante o bastante para ser&nbsp;mencionado.</p>
<p><strong>Apareceu para quem?</strong><br />
Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena (Marcos 16:09 e João 20:14). Maria Madalena e outra Maria (Mateus&nbsp;28:09).</p>
<p><strong>Contou para quem?</strong><br />
A(s) mulher(es) conta(m) primeiro a Pedro e a outro discípulo (João 20:02). A ninguém (Marcos 16:08). Aos onze e aos outros (Lucas&nbsp;24:09).</p>
<p><strong>Julgamento</strong><br />
Jesus não veio a este mundo para julgá-lo (João 12:47). Veio (João&nbsp;09:39).</p>
<p><strong>Arrependimento</strong><br />
Deus não se arrepende (Números 23:19 e 1 Samuel 15:29). Deus se arrepende (Jonas 03:10, 1 Samuel 15:11, Êxodo 32:14, Salmos 42:10, Gênesis 06:06, 1 Samuel&nbsp;15:35).</p>
<p><strong>Face de Deus</strong><br />
Ninguém jamais viu a face de Deus (João 01:18, 06:46 e 04:12). Muitos viram (Gênesis 32:30, Êxodo 24:09-10 e 33:11, Números 14:14, Jó 42:05, Deuteronômio 05:04 e 34:10, Salmos 63:02, Isaías 06:01-05, Amós 07:07-08 e Ezequiel&nbsp;20:35)</p>
<p><strong>Grosseria</strong><br />
Jesus nunca mentiu ou foi grosseiro (1 Pedro 02:22 e Isaías 53:09). Chamou a uma mulher e sua filha cachorrinhas (Mateus 15:26). Destruiu uma figueira porque não tinha frutos (fora de época) (Mateus 21:19). Mentiu aos discípulos (João 07:08-10). Condenou quem chamasse aos outros louco (Mateus 05:22) mas ele próprio usou esta palavra (Mateus 23:17-19 e Lucas 11:40). Disse que nenhum homem jamais subiu aos céus exceto aquele que veio dos céus e que lá está, o Filho do homem (João 03:13). Mas Elias foi levado aos céus numa carruagem de fogo (2 Reis 02:11). E se Jesus estava na terra e o Filho do homem nos céus, eles não são a mesma&nbsp;pessoa.</p>
<p><strong>Nazareno</strong><br />
Os profetas teriam dito que Jesus seria chamado o Nazareno (Mateus 02:23). Esta profecia não existe no Antigo Testamento. A cidade de Nazaré também só veio a existir séculos mais tarde. Os nazarenos eram uma seita e, junto com ebionitas e essênios, foram extintos pelos paulinistas, a quem hoje chamamos&nbsp;cristãos.</p>
<p><strong>Ira Divina</strong><br />
A ira de Deus é eterna (Jeremias 17:04). Não é (Jeremias&nbsp;03:12).</p>
<p><strong>Necromancia</strong><br />
Em Levítico 20:27 proíbe-se o contacto com os espíritos ( &#8220;O homem ou mulher que pratica a necromancia ou adivinhação, é réu de morte. Será apedrejado,  e o seu sangue cairá sobre eles&#8221;). Mas em 1 Samuel 28:05-28, o rei Saul consulta uma necromante, que lhe faz aparecer o falecido profeta&nbsp;Samuel.</p>
<p><strong>Os 10 Mandamentos</strong><br />
Os mandamentos das primeiras tábuas da Lei, que Moisés quebrou (Êxodo 20), são diferentes dos das novas tábuas (Êxodo 34). E os 10 mandamentos da Igreja Católica são uma seleção das duas versões, sendo que, até a primeira metade do século XX, o sexto mandamento era &#8220;Não cometerás adultério&#8221; e não &#8220;Não pecarás contra a castidade&#8221;. Na verdade, não são 10 os mandamentos, são centenas, indo de preceitos religiosos a detalhes sobre vestimentas, rituais e&nbsp;culinária.</p>
<p><strong>Nabucodonosor</strong><br />
Em Ezequiel 26 se profetiza que a cidade de Tiro será completamente destruída por Nabucodonosor, coberta pelo mar e nunca mais será reconstruída ou encontrada.  Em Ezequiel 29:18, entretanto, ele admite que Nabucodonosor fracassou. Na verdade, Nabucodonosor conquistou os arredores de Tiro mas não a ilha, sua parte central. Tiro foi finalmente conquistada por Alexandre o Grande mas não desapareceu. Foi reconstruída e existe até&nbsp;hoje.</p>
<p>O mar não a cobriu, pelo contrário, hoje a ilha está ligada ao continente. Em Ezequiel 30 se profetiza que, em recompensa pelo esforço (inútil) com Tiro, o Egito seria dado a Nabucodonosor, que o destruiria. Isto também não&nbsp;ocorreu.</p>
<blockquote><p><strong>Nota:</strong> crentes tomam as passagens da Bíblia ao pé da letra quando lhes convém e no sentido figurado, no caso contrário. Um ótimo exemplo é esta “explicação”: <em>“Tiro não foi destruída materialmente mas deixou de existir espiritualmente por ter se prostituído”</em>. Muito convincente — para um crente que abdicou da&nbsp;razão.</p></blockquote>
<p><strong>Fuga para o Egito</strong><br />
Mateus 02: 13-23 diz que Jesus foi levado para o Egito para não ser morto por Herodes e, depois da morte deste, por medo de seu sucessor, foi viver em Nazaré, na Galiléia. Lucas 02:21-22 diz que foram diretamente a Jerusalém assim que terminaram os 40 dias do resguardo de Maria, sem mencionar Herodes e a fuga, e só então foram para&nbsp;Nazaré.</p>
<p><strong>Nascimento</strong><br />
Segundo Mateus, Jesus nasceu quando Herodes ainda vivia. Segundo Lucas, quando Cirênio (Quirino) era governador da Síria, mas sua nomeação só ocorreu 10 anos depois da morte de&nbsp;Herodes.</p>
<p><strong>Família</strong><br />
Mateus 19:19 diz “Honra teu pai e tua mãe”. Mateus 19:29 diz “Quem deixar seu pai e sua mãe terá a vida&nbsp;eterna”.</p>
<p><strong>Santíssima Trindade</strong><br />
Jesus é igual ao pai (João 10:30). É inferior (João 14:28). Não conhece os segredos do pai (Marcos 13:32). Aliás, como fica o dogma da Santíssima Trindade, depois&nbsp;disto?</p>
<p><strong>Assírios</strong><br />
Miquéias 05:02-15 diz que os assírios conquistariam Judá e que o Messias mais tarde a libertaria, submetendo o resto do mundo aos hebreus, mas os assírios nunca entraram em Judá e já não mais existiam na época em que Jesus supostamente viveu. De qualquer modo, Jesus não libertou os judeus, pelo contrário, eles foram derrotados e espalhados pelo&nbsp;mundo.</p>
<p><strong>Bebida</strong><br />
Deram vinagre a Jesus (João 19:29-30), vinho com fel (Mateus 27:34) ou vinho com mirra (Marcos 15:23). Jesus bebeu; provou e não bebeu;&nbsp;recusou.</p>
<p><strong>Eu vô! Num vô!</strong><br />
Javé disse a Balaão que não fosse com os chefes de Moab (Números 22:12). Logo em seguida, mudou de idéia (Números 22:20) e o mandou partir. Entretanto, quando Balaão partiu, ficou furioso&nbsp;(22:22).</p>
<p><strong>Holocausto</strong><br />
Javé mandou sacrificar animais em holocausto  (Êxodo 29:16-18). Nunca deu esta ordem (Jeremias&nbsp;07:21-23).</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O ser humano, ápice da criação divina?</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/contradicoes/o-ser-humano-apice-da-criacao-divina/</link>
		<comments>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/contradicoes/o-ser-humano-apice-da-criacao-divina/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 13:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

		<category><![CDATA[Criacionismo]]></category>

		<category><![CDATA[Design Inteligente]]></category>

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		<description><![CDATA[Os crentes dizem que Deus criou o homem   sua imagem e semelhança, de uma só vez, nos primeiros 7 dias. Dizem também que o corpo humano é a maravilha da Criação e é prova de que Deus&#160;existe.
A verdade é que o homem é o resultado de alguns bilhões de anos de evolução, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os crentes dizem que Deus criou o homem   sua imagem e semelhança, de uma só vez, nos primeiros 7 dias. Dizem também que o corpo humano é a maravilha da Criação e é prova de que Deus&nbsp;existe.</p>
<p>A verdade é que o homem é o resultado de alguns bilhões de anos de evolução, a partir de bactérias unicelulares. Nosso DNA mostra isto. Ele é cumulativo e contém as características de todos os nossos antepassados, desde as primeiras bactérias. Por exemplo, temos os genes que dão olfato apurado ao rato, só que não funcionam em&nbsp;nós.</p>
<p>Um projeto decente eliminaria tudo o que não fosse necessário. Mas a evolução é uma lenta acumulação de mutações aleatórias que foram selecionadas, não porque eram a melhor solução possível mas, porque naquele dado momento, representaram uma vantagem competitiva para os indivíduos com aquela mutação. Isto também significa que não houve preocupação com consequências a longo prazo. A evolução não planeja, apenas&nbsp;reage.</p>
<p><span id="more-166"></span>Esta é uma lista de defeitos de <em>“projeto”</em> do corpo humano, uma boa porcaria que, se fosse realmente um projeto, teria sido&nbsp;rejeitado:</p>
<ol>
<li>As consequências de termos ficado de pé, ou seja, hemorróidas e problemas na coluna. As hemorróidas, devido   pressão do sangue no reto, que aumentou pela força da gravidade, enquanto que antes havia apenas a pressão do coração. A coluna, devido ao esforço extra de suportar nosso peso, que antes ficava distribuído pelas 4&nbsp;patas.</li>
<li>O joelho humano é mal projetado para a carga que tem que sustentar. E ficar muito tempo de joelhos pode provocar bursite devido ao excessivo esticamento da bursa (que cobre a rótula ou&nbsp;patela).</li>
<li>O cotovelo tem nervos expostos que tornam muito dolorosa qualquer pancada. E o crânio não se reforçou o bastante para proteger o tamanho extra do cérebro&nbsp;humano.</li>
<li>Parto doloroso: as fêmeas dos primatas podem fazer o próprio parto, puxando o filhote para fora com as próprias mãos. Nas mulheres, também por terem ficado de pé, o canal de saída é em curva e de tal forma que é preciso primeiro empurrar a cabeça numa direção e depois em outra até que ela saia, o que é quase impossível para a maioria das mulheres e resulta num parto demorado e doloroso e até na morte da mãe, em alguns casos. Um crente poderia alegar que isto é resultado do pecado&nbsp;original…</li>
<li>Nosso sistema imunológico e a maioria dos outros é um festival de substâncias que são produzidas por nosso corpo para consertar alguma coisa ou ativar alguma função e que produzem efeitos colaterais que, por sua vez, são corrigidos por mais um grupo de substâncias que, por sua vez, etc. etc. Não parece um sistema projetado do zero e sim uma longa série de remendos em cima de remendos e que nunca fica bom. É desnecessariamente complicado e, por isto mesmo, ruim. Mas os crentes vêem nesta complexidade a prova de que houve um&nbsp;Criador.</li>
<li>Nos homens, o canal urinário passa por dentro da próstata, uma glândula muito sujeita a infecções e ao inchamento resultante. Isto bloqueia a urina e é um problema comum em homens. Passar um tubo deformável através de um orgão que frequentemente se expande e bloqueia o fluxo no tubo não é um projeto inteligente. Qualquer idiota com meio cérebro (ou menos) projetaria &#8220;encanamentos&#8221; melhores para o&nbsp;homem.</li>
<li>Os testículos se formam dentro da barriga e depois depois têm que passar pela parede abdominal e descer até o saco escrotal, deixando um ponto fraco (na verdade dois) na parede. Este ponto é o chamado canal inguinal e pode resultar em hérnia, deixando que os intestinos saiam e fiquem presos em baixo da pele. Os intestinos ficam prejudicados e o fluxo de sangue para os testículos se reduz ou é cortado. Além disso,  s vezes um ou os dois testículos não descem. Grande&nbsp;design…</li>
<li>Os testículos têm que ficar do lado de fora porque o calor do corpo reduz a fertilidade (o que não ocorre com os ovários). Além do problema acima, isto os deixa vulneráveis e deu origem   expressão <em>“pé no&nbsp;saco”</em>.</li>
<li>A maioria dos animais tem um olho de cada lado da cabeça. Os humanos também começam assim mas, durante a gestação, os olhos se movem para a frente. Em algumas pessoas, este deslocamento não é completo e elas ficam com os olhos muito&nbsp;separados.</li>
<li>Nossa mandíbula reduziu-se em relação   de nossos antepassados. Os dentes do siso ficam meio que sobrando e nem chegam a nascer em algumas&nbsp;pessoas.</li>
<li>O rabo que herdamos de nossos antepassados atrofiou-se e hoje nos resta apenas o cóccix mas, ainda que muito raramente, nascem crianças com rabo. Aparentemente, ocorre um problema com a programação genética para bloquear o crescimento do rabo durante a&nbsp;gestação.</li>
<li>As mulheres já são capazes de engravidar aos 10 ou 11 anos mas, como o resto do corpo ainda não está preparado nesta idade, o crescimento é interrompido e ficam&nbsp;sequelas.</li>
<li>A gravidez não é um processo saudável. Na verdade, consiste numa guerra imunológica entre a mãe e o <em>“corpo estranho”</em> em seu ventre, que pode causar a morte de bebês com fator RH diferente, e um dilúvio de hormônios e outras substâncias, dos quais a mulher emerge deformada e esgotada,  s vezes até com uma forte depressão que leva algumas a rejeitar ou matar seus próprios filhos. A medicina moderna já tem meios de minimizar tudo isto mas a verdade é que, do ponto de vista da natureza, a saúde e o bem-estar da mãe não são importantes, desde que ela sobreviva por tempo suficiente para produzir a próxima geração e cuidar&nbsp;dela.</li>
<li>A menstruação é um desperdício de sangue e energia. Preparar-se todos os meses para uma gravidez que quase nunca ocorre e depois jogar tudo fora está longe de ser a melhor solução. E o processo também envolve alterações hormonais que resultam na TPM, por exemplo, entre outros&nbsp;incômodos.</li>
<li>O processo da fecundação não é uma coisa precisa e pode ocorrer fora do útero, como no caso da gravidez&nbsp;tubária.</li>
<li>Ao contrário do homem, que está sempre produzindo novos espermatozóides, a mulher já nasce com todo o estoque de óvulos que usará durante a vida. Mas eles ficam velhos demais depois de uma certa idade, dando origem a crianças com problemas&nbsp;genéticos.</li>
<li>Quando termina a idade fértil, vem a menopausa e a produção de hormônios se reduz ou cessa, deixando a mulher vulnerável a uma série de&nbsp;doenças.</li>
</ol>
<p>A única razão de a raça humana não se ter extinguido é sua inteligência, que lhe permite compensar com tecnologia suas deficiências e sua&nbsp;fragilidade.</p>
<p>Os outros animais também apresentam claras evidências de evolução aleatória, como órgãos vestigiais, ou seja, asas que não servem para voar, dentes que existem em fetos de baleia e depois são reabsorvidos durante a gestação, guelras nos fetos de muitos animais (inclusive nos humanos) e que desaparecem, cobras com pernas atrofiadas etc. Ou então mutações em que características dos antepassados ressurgem. Tais esquisitices nem sempre atrapalham, mas comprovam que a evolução ocorreu por tentativas e as versões antigas foram se acumulando, ainda que atrofiadas,   medida em que versões mais eficientes surgiam. Ou seja, é um design porco, não um projeto em que cada versão é criada do zero, apenas com os elementos necessários. Sem remendos sobre remendos, e sim com a solução&nbsp;adequada.</p>
<p>E para&nbsp;terminar:</p>
<p>O inseto <em>Xylocaris Maculipennis</em> desenvolveu um hábito reprodutivo curioso conhecido como <em>“estupro perfurante homossexual”</em>. Aparentemente, em algumas varidades deste inseto, o macho fecha a fêmea com um espécie de rolha após fertilizá-la para evitar que outros machos a fertilizem também. Algumas espécies se adaptaram a isto perfurando a fêmea durante a relação de modo a evitar o caminho normal e contornar a <em>“rolha”</em>. O Xylocaris Maculipennis desenvolveu algo ainda mais drástico. O macho perfura e insemina outros machos   força de modo a que seus genes sejam carregados para as fêmeas quando o macho estuprado acasalar com elas. Deste modo, o estuprador insemina por&nbsp;procuração.</p>
<p><strong>Referência:</strong>&nbsp;<a href="http://www.talkorigins.org/faqs/jury-rigged.html" title="Evidence for Jury-Rigged Design in Nature" hreflang="en" lang="en">TalkOrigins</a></p>
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		<title>Os Fundamentos da Fé</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

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		<description><![CDATA[Parte V: O Cristo&#160;Teológico
No Novo Testamento, encontramos os ensinamentos e as palavras de Cristo. Se assumirmos que o livro é inspirado, então temos que admitir que Cristo realmente disse todas as coisas atribuídas a ele pelos vários autores. Se o livro é inspirado, então temos que aceitar tudo. Não temos o direito de rejeitar as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Parte V: O Cristo&nbsp;Teológico</h3>
<p>No Novo Testamento, encontramos os ensinamentos e as palavras de Cristo. Se assumirmos que o livro é inspirado, então temos que admitir que Cristo realmente disse todas as coisas atribuídas a ele pelos vários autores. Se o livro é inspirado, então temos que aceitar tudo. Não temos o direito de rejeitar as contradições e absurdos e só aceitar o que é bom e razoável. Temos que aceitar tudo do jeito que é.<span id="more-55"></span></p>
<p>Pelo que pude observar, as pessoas costumam elaborar teorias consistentes, mas vivem de forma&nbsp;contraditória.</p>
<p>Assim, acredito que as palavras de Cristo foram coerentes com suas teorias, com sua&nbsp;filosofia.</p>
<p>Se eu encontro no Novo Testamento coisas contraditórias, concluo que algumas dessas palavras não foram ditas por ele. Os ensinamentos que eu julgo estarem de acordo com aquilo que eu acho que era sua filosofia, eu aceito. O resto, jogo&nbsp;fora.</p>
<p>Há alguns de seus ensinamentos que mostram que ele era um judeu devoto e outros que mostram que ele queria destruir o judaísmo. Há alguns mostrando que ele desprezava todos os povos menos os judeus e não queria salvar mais ninguém além deles e outros, que ele queria converter o mundo inteiro. Há alguns mostrando que ele perdoava e amava a todos e não era egoísta e outros, que ele era vingativo e malvado, além de outros que o mostravam como um asceta, que desprezava profundamente o relacionamento com outras&nbsp;pessoas.</p>
<p>As passagens a seguir mostram que Cristo era um judeu&nbsp;devoto:</p>
<blockquote><p><em>“Eu, porém, lhes digo: não jurem de modo algum: nem pelo Céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde ele apóia os pés; nem por Jerusalém, porque é a sua cidade sagrada.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:34-35</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:17</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Os pagãos é que ficam procurando essas coisas.”</em> (ou seja, roupa, comida e bebida) (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:32</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>Ao curar um leproso, ele disse: <em>“Olha, não contes isto a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho”</em>. (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/8.php">Mateus&nbsp;8:4</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>Jesus enviou seus discípulos como missionários dizendo: <em>“A estes doze enviou Jesus, e ordenou-lhes, dizendo: Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes  s ovelhas perdidas da casa de Israel”</em>. (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/10.php">Mateus&nbsp;10:5-6</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>Uma mulher veio de Canaã e suplicou a Jesus: <em>“Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada”</em> — mas ele a ignorou. Então os discípulos lhe pediram para mandá-la embora e ele disse: <em>“Não fui enviado senão  s ovelhas perdidas da casa de Israel.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/15.php">Mateus&nbsp;15:22</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>Mas a mulher se prostou diante dele e lhe disse: <em>“Senhor, ajudai-me”</em>. Ele respondeu: <em>“Não é certo tirar o pão das crianças e jogá-lo aos cachorrinhos”</em>. Entretanto, comovido por sua fé, ele curou a&nbsp;criança.</p></blockquote>
<blockquote><p>Quando o jovem lhe perguntou o que deveria fazer para ser salvo, ele disse: <em>“Siga os mandamentos da&nbsp;Lei”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p>Cristo disse: <em>“Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/23.php">Mateus&nbsp;23:2</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“É, porém, mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/16.php">Lucas&nbsp;16:17</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>Cristo foi ao templo e expulsou de lá os que compravam e vendiam, dizendo: <em>“Está escrito que minha casa é uma casa de oração, mas vós fizestes dela um covil de&nbsp;ladrões”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/4.php">João&nbsp;4:22</a>)</p></blockquote>
<p>Certamente, todas estas passagens foram escritas por pessoas que acreditavam que Jesus era o&nbsp;Messias.</p>
<p>Muitas das frases atribuídas a Cristo mostram que ele era um <strong>asceta</strong>, que ele não se importava com os parentes, nem com pai e mãe, nem com irmãos e irmãs e desprezava os prazeres da&nbsp;vida.</p>
<blockquote><p>Cristo disse a um homem: <em>“Vem e segue-me”</em>. O homem respondeu: <em>“Permita que eu enterre meu pai primeiro”</em> e Cristo disse: <em>“Deixe que os mortos enterrem seus&nbsp;mortos”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p>Outro disse: <em>“Eu o seguirei, mas primeiro deixe que eu me despeça dos que estão em&nbsp;casa”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p>Jesus disse: <em>“Nenhum homem que toma o arado e olha para trás entrará no Reino de Deus. Se teu olho direito te ofende, arranque-o e jogue-o fora. Se tua mão direita te ofende, corte-a&nbsp;fora”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p>Outro lhe disse: <em>“Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam falar-te”</em>. Ele respondeu: <em>“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”</em> Apontou então seus discípulos e disse: <em>“Eis minha mãe e meus&nbsp;irmãos”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“E todo aquele que deixar sua casa, ou seus irmãos e irmãs, ou pai e mãe, ou esposa e filhos, ou suas terras em meu nome, receberá cem vezes mais e herdará a vida&nbsp;eterna”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Aquele que ama pai e mãe mais do que a mim não é digno de mim; e aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de&nbsp;mim”</em>.</p></blockquote>
<p>Aparentemente, Cristo tinha uma&nbsp;filosofia.</p>
<p>Ele acreditava em que Deus era um pai amoroso, que ele cuidaria de suas crianças e que tudo o que elas tinha a fazer era confiar totalmente em&nbsp;Deus.</p>
<blockquote><p><em>“Bem aventurados são os misericordiosos, pois eles receberão&nbsp;misericórdia”</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos, e rezem por aqueles que perseguem vocês!”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:44</a>).</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Portanto, não fiquem preocupados, dizendo: O que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos&nbsp;vestir?</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Os pagãos é que ficam procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:31-32</a>).</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Pedi e lhes será dado”</em>. <em>“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós”</em>. <em>“E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos&nbsp;contados.”</em></p></blockquote>
<blockquote><p>Cristo parecia ter confiança absoluta em Deus, mas, quando a escuridão da morte se aproximou dele, gritou: <em>“Meu Deus! Meu Deus! Por que me&nbsp;abandonastes?”</em></p></blockquote>
<p>Embora haja muitas passagens no Novo Testamento mostrando que Cristo era gentil e perdoava, há muitas outras mostrando que ele era exatamente o&nbsp;oposto.</p>
<blockquote><p>Como devia ser a mente de alguém que disse: <em>“Eu vim para lançar fogo sobre a terra: e como gostaria que já estivesse aceso! Devo ser batizado com um batismo, e como estou ansioso até que isso se cumpra! Vocês pensam que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu lhes digo, vim trazer divisão. Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas, e duas contra três. Ficarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/12.php">Lucas&nbsp;12:49-53</a>)</p></blockquote>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Robert Green Ingersoll<br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a></div>
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		<title>Balaão e sua Jumenta</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta história está no Velho Testamento em Números&#160;22.
Os Israelitas haviam acampado nas campinas de Moabe. Os moabitas, um povo inimigo, ficaram bastante apreensivos. Então o Rei Balaque mandou chamar Balaão para amaldiçoar os Israelitas (ao que parece, Balaão era um mago ou feiticeiro).
Então Balaão recebeu os emissários de Balaque e pediu que eles dormissem em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta história está no Velho Testamento em <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/4/22.php">Números&nbsp;22</a>.</p>
<p>Os Israelitas haviam acampado nas campinas de Moabe. Os moabitas, um povo inimigo, ficaram bastante apreensivos. Então o Rei Balaque mandou chamar Balaão para amaldiçoar os Israelitas (ao que parece, Balaão era um mago ou feiticeiro).<span id="more-54"></span></p>
<p>Então Balaão recebeu os emissários de Balaque e pediu que eles dormissem em sua casa, e aguardassem uma resposta pela manhã, pois ele consultaria o Senhor. Balaão tinha o mesmo deus do povo de Israel, o que é estranho para um mago de um povo inimigo, e mais estranho ainda pelo fato do deus de Israel odiar magos e feiticeiros (veja em <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01//15.php">Samuel 15:23</a>, <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01//33.php">Crônicas 33:6</a> e <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/29/47.php">Isaías&nbsp;47:9</a>).</p>
<p>Mesmo assim, Balaão conversa com Deus e este lhe ordena que não pronuncie o encantamento de maldição contra o povo de Israel. Balaão atendeu prontamente  s ordens e mandou os emissários de volta com as mãos&nbsp;abanando.</p>
<p>Mas Balaque não desistiu e mandou outros emissários, desta vez prometendo honras e recompensas, ao que Balaão se manteve firme e obediente a Deus, rejeitando todos os mimos. Mas ele pede aos emissários que durmam na casa dele de novo, pois ele consultaria Deus novamente. Desta vez, sabe-se lá por que, ordena a Balaão que vá com os emissários, conforme diz em <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/4/22.php">Números 22:20</a>: <em>“Já que essa gente te veio chamar, levanta-te e vai com eles. Mas só farás o que eu te&nbsp;disser.”</em></p>
<p>Só que Deus, estranhamente, muda de idéia de novo e inexplicavelmente se irrita com Balaão, que até ali tinha sido um servo obediente e fiel que estava seguindo suas ordens corretamente. Veja em <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/4/22.php">Números 22:21-22</a>: <em>“Balaão levantou-se de manhã, selou sua jumenta, e partiu com os chefes de Moab. O Senhor irritou-se com sua partida, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho como obstáculo. Balaão cavalgava em sua jumenta, acompanhado de seus dois&nbsp;servos.”</em></p>
<p>Perceberam? A ira de Deus se ascendeu porque <em>“irritou-se com sua partida”</em>. Mas não foi Deus que mandou ele ir? Ele disse no versículo 20 <em>“vai com&nbsp;eles”</em>.</p>
<p>Bem, deixemos este <em>questionamento menor</em> pra lá. Vamos logo ao grande acontecimento. Eis que no caminho apareceu um anjo, impedindo o caminho de Balaão. Só que Balaão, apesar de ser um mago que costumava conversar com o Senhor, não viu o tal anjo. <strong>Mas a jumenta viu</strong>, e deu umas travadas, claro. Balaão ficou irritado com ela e deu-lhe umas chibatadas. Mas chegou um momento que a jumenta empacou de vez, aí Balaão sentou-lhe a porrada sem dó. Então, conforme <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/4/22.php">Números 22:28</a>, a jumenta diz <em>“Que te fiz eu? Por que me bateste já três vezes?”</em> ao que Balaão respondeu <em>“Porque zombaste de mim. Ah, se eu tivesse uma espada na mão! Ter-te-ia já&nbsp;matado!”</em></p>
<p>Agora façamos uma pausa para traçar um paralelo. Imagina você na cozinha, preparando um sanduíche. Você o deixa em cima da cadeira enquanto pega o presunto na geladeira. Aí seu cachorro rouba o sanduíche e o devora, e você fica nervoso e começa a espancá-lo… <strong>e ele lhe pede para parar!</strong> O que você faria? Eu acho que pegaria um táxi direto pro hospício ou sairia correndo em círculos, gritando e arrancando os cabelos. <strong>Mas Balaão não!</strong> Ele se põe a falar com a jumenta tranqüilamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo e ainda a ameaça de&nbsp;morte!</p>
<p>Balaão aceita a situação como se fosse rotineira, como se fosse a Chapeuzinho Vermelho conversando com o Lobo Mau. E não pára por aí. A jumenta ainda retruca: <em>““Acaso não sou eu a tua jumenta, a qual montaste até o dia de hoje? Tenho eu porventura o costume de proceder assim contigo?”</em> Vejam que é uma jumenta falando em primeira pessoa, questionando a gratidão do seu dono. Deus pôs a jumenta a fazer questionamentos trabalhistas e existenciais. Não é Deus ou um anjo falando pela boca de uma jumenta, é a jumenta falando e reclamando da vida, como uma esposa renegada ou um filho&nbsp;abandonado.</p>
<p>Voltando ao paralelo anterior, caso meu cachorro reclamasse da marca de ração que eu compro ou da sua casinha apertada, imediatamente ele passaria a se alimentar de <em>filet mignon</em> e dormiria na minha cama. Eu me mudaria imediatamente para a casinha dele e ligaria para o Gugu, pro Faustão e pro Silvio Santos para acertar os detalhes de como ganharia minha fortuna. Depois começaria a sonhar com carros, mulheres, mansões… Mas Balaão apenas responde com um <em>“Não”</em> bem seco e depois disso consegue ver o tal&nbsp;anjo.</p>
<p>Viram? Balaão age com normalidade quando sua jumenta vidente fala, E a jumenta não dita uma mensagem de Deus, ela apenas reclama da surra que estava levando. Tudo indica que é uma fábula, como a do Gato de Botas ou dos Três&nbsp;Porquinhos.</p>
<p>Por que não aceitar que isto é uma fábula? Não há evidências suficientes disto no&nbsp;texto?</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Abmael Ribeiro<br />
<strong>Revisão:</strong> <a href="http://alenonimo.com.br/">Alenônimo</a></div>
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		<title>Jesus: o incômodo silêncio da História</title>
		<link>http://ateusdobrasil.com.br/artigos/contradicoes/jesus-o-incomodo-silencio-da-historia/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem é que nunca ouviu falar de Jesus de Nazaré? É claro que todo mundo ouviu falar de Jesus. A Bíblia nos diz que sua fama se espalhou por toda a Palestina e Síria. Ele é o homem-deus/salvador do mundo que realizou milagres que só um deus poderia realizar. Transformou água em vinho, alimentou milhares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem é que nunca ouviu falar de Jesus de Nazaré? É claro que todo mundo ouviu falar de Jesus. A Bíblia nos diz que sua fama se espalhou por toda a Palestina e Síria. Ele é o homem-deus/salvador do mundo que realizou milagres que só um deus poderia realizar. Transformou água em vinho, alimentou milhares de pessoas com apenas alguns pedaços de pão e peixe, andou sobre as águas, acalmou tempestades, curou cegos, surdos e enfermos, recuperou mãos atrofiadas, expulsou demônios e ressuscitou os mortos. Seus ensinamentos morais são considerados superiores a tudo o que já foi ensinado.<span id="more-53"></span></p>
<p>Ele foi rejeitado por seu próprio povo, os judeus, e brutalmente crucificado pelos romanos. Mas isto não deteve Jesus. A Bíblia nos diz que, ao ser crucificado, céus e terra confirmaram sua divindade, causando um eclipse do sol de 3 horas em toda a terra, um terremoto que fez com que a cortina do templo em Jerusalém se rasgasse ao meio e que túmulos se abrissem e homens santos ressuscitassem e aparecessem  s pessoas em Jerusalém. Três dias depois, o Filho de Deus derrotou o Diabo, o príncipe das trevas, ressuscitou dos mortos, apareceu a seus discípulos e então subiu aos céus. Como é possível alguém não gostar desta história nem desejar acreditar&nbsp;nela?</p>
<p>O problema que pesquisadores sinceros e com mentes objetivas têm com esta história espantosa é: por que os registros históricos de escritores gregos, romanos e judeus não cristãos praticamente não dizem nada sobre Jesus de Nazaré? Certamente que notícias sobre acontecimentos como esses, se fossem verdadeiras, teriam se espalhado por todo o mundo mediterrâneo. E, no entanto, os escritos que sobreviveram, de uns 35 a 40 observadores independentes durante os primeiros 100 anos que se seguiram   suposta crucificação e ressurreição de Jesus, praticamente não confirmam nada. Estes autores eram respeitados, viajados, sabiam se expressar, observavam e analisavam os fatos, eram os filósofos, poetas, moralistas e historiadores daquela época. Entre as mais destacadas personalidades que não mencionam Jesus,&nbsp;temos:</p>
<p><strong>Sêneca</strong> (4 a.C. – 65 d.C.) — Um dos mais famosos autores romanos sobre ética, filosofia e moral e um cientista que registrou eclipses e terremotos. As cartas que teria trocado com Paulo se revelaram uma fraude, mais&nbsp;tarde.</p>
<p><strong>Plínio, o velho</strong> (23 d.C. – 79 d.C.) — História natural. Escreveu 37 livros sobre eventos como terremotos, eclipses e tratamentos&nbsp;médicos.</p>
<p><strong>Quintiliano</strong> (39 d.C. – 96 d.C.) — Escreveu <em>“Instituio Oratio”</em>, 12 livros sobre moral e&nbsp;virtude.</p>
<p><strong>Epitectus</strong> (55 d.C. – 135 d.C.) — Ex-escravo que se tornou renomado moralista e filósofo e escreveu sobre a “irmandade dos homens” e a importância de se ajudarem os pobres e&nbsp;oprimidos.</p>
<p><strong>Marcial</strong> (38 d.C. – 103 d.C.) — Escreveu poemas épicos sobre as loucuras humanas e as várias personalidades do império&nbsp;romano.</p>
<p><strong>Juvenal</strong> (55 d.C. – 127 d.C.) — Um dos maiores poetas satíricos de Roma. Escreveu sobre injustiça e tragédia no governo&nbsp;romano.</p>
<p><strong>Plutarco</strong> (46 d.C. – 119 d.C.) — Escritor grego que viajou de Roma a Alexandria. Escreveu “Moralia”, sobre moral e&nbsp;ética.</p>
<p>Três romanos cujos escritos contêm referências mínimas a Cristo, Cresto ou&nbsp;cristãos:</p>
<p><strong>Plínio, o jovem</strong> (61 d.C. – 113 d.C.) — Foi proconsul da Bitínia (atual Turquia). Numa carta ao imperador Trajano, em 112 d.C., pergunta o que fazer quanto aos cristãos que <em>“se reúnem regularmente antes da aurora, em dias determinados, para cantar louvores a Cristo como se ele fosse um deus”</em>. Uns oitenta anos depois da morte de Jesus, alguém estava adorando a um Cristo (messias, em hebraico)! Entretanto, nada se diz sobre se este Cristo era Jesus, o mestre milagreiro que foi crucificado e ressuscitou na Judéia ou se um Cristo mitológico das religiões pagãs de mistério. O próprio Jesus teria dito que haveria muitos falsos Cristos, portanto a afirmação de Plínio não contribui em muito para demonstrar que o Jesus de Nazaré&nbsp;existiu.</p>
<p><strong>Suetônio</strong> (69 d.C. – 122 d.C.) — Em <em>“A vida dos imperadores”</em>, com a história de 11 imperadores, ele conta, em 120 d.C., sobre o imperador Cláudio (41 d.C. – 54 d.C.), que ele <em>“expulsou de Roma os judeus que, sob a influência de Cresto, viviam causando tumultos”</em>. Quem é Cresto? Não há menção a Jesus. Seria este Cresto um agitador judeu, um dos muitos falsos messias, ou um Cristo mítico? Este trecho não prova nada sobre a historicidade de um Jesus de&nbsp;Nazaré.</p>
<p><strong>Tácito</strong> (56 d.C. – 120 d.C.) — Famoso historiador romano. Seu <em>“Annuals”</em>, referente ao período 14-68 d.C., Livro 15, capítulo 44, escrito por volta de 115 d.C., contém a primeira referência a Cristo como um homem executado na Judéia por Pôncio Pilatos. Tácito declara que <em>“Cristo, o fundador, sofreu a pena de morte no reino de Tibério, por ordem do procurador Pôncio Pilatos”</em>. Os estudiosos apontam várias razões para se suspeitar de que este trecho não seja de Tácito nem de registros romanos, e sim uma inserção posterior na obra de&nbsp;Tácito:</p>
<ol>
<li>A referência a Pilatos como procurador seria apropriada na época de Tácito, mas, na época de Pilatos, o título correto era&nbsp;<em>“prefeito”</em>.</li>
<li>Se Tácito escreveu este trecho no início do segundo século, por que os Pais da Igreja, como Tertuliano, Clemente, Orígenes e até Eusébio, que tanto procuraram por provas da historicidade de Jesus, não o&nbsp;citam?</li>
<li>Tácito só passa a ser citado por escritores cristãos a partir do século&nbsp;15.</li>
</ol>
<p>O que é claro e indiscutível é que um período de 80 a 100 anos sem nenhum registro histórico confiável, depois de fatos de tal magnitude, é longo o bastante para levantar suspeitas. Além do mais, é insuficiente citar três relatos tão curtos e tão pouco informativos para provar que existiu um messias judeu milagreiro chamado Jesus que seria Deus em forma humana, foi crucificado e&nbsp;ressuscitou.</p>
<p>Há três autores judeus importantes do primeiro&nbsp;século:</p>
<p><strong>Philo-Judaeus</strong> (15 a.C. – 50 d.C.) — de Alexandria, era um teólogo-filósofo judeu que falava grego. Ele conhecia bem Jerusalém porque sua família morava lá. Escreveu muita coisa sobre história e religião judaica do ponto de vista grego e ensinou alguns conceitos que também aparecem no evangelho de João e nas epístolas de Paulo. Por exemplo: Deus e sua Palavra são um só; a Palavra é o filho primogênito de Deus; Deus criou o mundo através de sua palavra; Deus unifica todas as coisas através de sua Palavra; a Palavra é fonte de vida eterna; a Palavra habita em nós e entre nós; todo julgamento cabe   Palavra; a Palavra é&nbsp;imutável.</p>
<p>Philo também ensinou sobre Deus ser um espírito, sobre a Trindade, sobre virgens que dão   luz, judeus que pecam e irão para o inferno, pagãos que aceitam a Deus e irão para o céu e um Deus que é amor e perdoa. Entretanto, Philo, um judeu que viveu na vizinha Alexandria e que teria sido contemporâneo a Jesus, nunca menciona alguém com este nome nem nenhum milagreiro que teria sido crucificado e depois ressuscitou em Jerusalém, sem falar em eclipses, terremotos e santos judeus saindo dos túmulos e andando pela cidade. Por que? O completo silêncio de Philo é&nbsp;ensurdecedor!</p>
<p><strong>Flavius Josephus</strong> (37 d.C. – 103 d.C.) — era um fariseu que nasceu em Jerusalém, vivia em Roma e escreveu <em>“História dos judeus”</em> (79 d.C.) e <em>“Antiguidades dos judeus”</em> (93 d.C.). Apologistas cristãos (defensores da fé) consideram o testemunho de Josephus sobre Jesus a única evidência garantida da historicidade de Jesus. O testemunho citado se encontra em <em>“Antiguidades dos judeus”</em>. Ao contrário dos apologistas, entretanto, muitos estudiosos, inclusive os autores da Encyclopedia Britannica, consideram o trecho <em>“uma inserção posterior feita por copistas cristãos”</em>. Ele diz&nbsp;que:</p>
<blockquote><p><em>“Naquele tempo, nasceu Jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem, realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos, Era o Cristo. Sendo acusado por nossos chefes, do nosso país ante Pilatos, este o fez sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade cristã que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que&nbsp;usa.”</em></p></blockquote>
<p>Por que este trecho é considerado uma inserção&nbsp;posterior?</p>
<ol>
<li>Josephus era um fariseu. Só um cristão diria que Jesus era o Cristo. Josephus teria tido que renunciar  s suas crenças para dizer isto, e Josephus morreu ainda um&nbsp;fariseu.</li>
<li>Josephus costumava escrever capítulos e mais capítulos sobre gente insignificante e eventos obscuros. Como é possível que ele tenha despachado Jesus, uma pessoa tão importante, com apenas algumas&nbsp;frases?</li>
<li>Os parágrafos antes e depois deste trecho descrevem como os romanos reprimiram violentamente as sucessivas rebeliões judaicas. O parágrafo anterior começa com “por aquela época, mais uma triste calamidade desorientou os judeus”. Será que “triste calamidade” se refere   vinda do “realizador de mil coisas milagrosas” ou aos romanos matando judeus? Esta suposta referência a Jesus não tem nada a ver com o parágrafo anterior. Parece mais uma inclusão posterior, fora de&nbsp;contexto.</li>
<li>Finalmente, e o que é ainda mais convincente, se Josephus realmente tivesse feito esta referência a Jesus, os Pais da Igreja pelos 200 anos seguintes certamente o teriam usado para se defender das acusações de que Jesus seria apenas mais um mito. Contudo, Justino, Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria e Orígenes nunca citam este trecho. Sabemos que Orígenes leu Josephus porque ele deixou textos criticando Josephus por este atribuir a destruição de Jerusalém   morte de Tiago. Aliás, Orígenes declara expressamente que Josephus, que falava de João Batista, nunca reconheceu Jesus como o Messias (”Contra Celsum”, I,&nbsp;47).</li>
</ol>
<p>Não somente a referência de Josephus a Jesus parece fraudulenta como outras menções a fatos históricos em seus livros contradizem e omitem histórias do Novo&nbsp;Testamento:</p>
<ol>
<li>A Bíblia diz que João Batista foi morto por volta de 30 d.C., no início da vida pública de Jesus. Josephus, contudo, diz que Herodes matou João durante sua guerra contra o rei Aertus da Arábia, em 34 – 37&nbsp;d.C.</li>
<li>Josephus não menciona a celebração de Pentecostes em Jerusalém, quando, supostamente: judeus devotos de todas as nações se reuniram e receberam o Espírito Santo, sendo capazes de entender os apóstolos cada qual em sua própria língua; Pedro, um pescador judeu, se torna o líder da nova igreja; um colega fariseu de Josephus, Saulo de Tarso, se torna o apóstolo Paulo; a nova igreja passa por um crescimento explosivo na Palestina, Alexandria, Grécia e Roma, onde morava Josephus. O suposto martírio de Pedro e Paulo em Roma, por volta de 60 d.C., não é mencionado por Josephus. Os apologistas cristãos, que depositam tanta confiança na veracidade do testemunho de Josephus sobre Jesus, parecem não se importar com suas omissões&nbsp;posteriores.</li>
</ol>
<p>A Encyclopedia Britannica afirma que os cristãos distorceram os fatos ao enxertar o trecho sobre Jesus. Isto é verdade? Eusébio (265-339 d.C.), reconhecido como o <em>“Pai da história da Igreja”</em> e nomeado supervisor da doutrina pelo imperador Constantino, escreve em seu <em>“Preparação do evangelho”</em>, ainda hoje publicado por editoras cristãs como a Baker House, que <em>“ s vezes é necessário mentir para beneficiar  queles que requerem tal tratamento”</em>. Eusébio, um dos cristãos que mais influenciou a história da Igreja, aprovou a fraude como meio de promover o cristianismo! A probabilidade de o cristianismo de Constantino ser uma fraude está diretamente relacionada   desesperada necessidade de encontrar evidências a favor da historicidade de Jesus. Sem o suposto testemunho de Josephus, não resta nehuma evidência confiável de origem não&nbsp;cristã.</p>
<p><strong>Justus de Tiberíades</strong> é o terceiro escritor judeu do primeiro século. Seus escritos foram perdidos, mas Photius, patriarca de Constantinopla (878-886 d.C.), escreveu <em>“Bibleotheca”</em>, onde ele comenta a obra de Justus. Photius diz que <em>“do advento de Cristo, das coisas que lhe aconteceram ou dos milagres que ele realizou, não há absolutamente nenhuma menção (em Justus)”</em>. Justus vivia em Tiberíades, na Galiléia (João 6:23). Seus escritos são anteriores  s <em>“Antiguidades”</em> de Josephus, de 93 d.C., portanto é provável que ele tenha vivido durante ou imediatamente após a suposta época de Jesus, mas é notável que nada tenha mencionado sobre&nbsp;ele.</p>
<p>A literatura rabínica seria logicamente o outro lugar para se pesquisar a historicidade de Jesus de Nazaré. O Novo Testamento alega que Jesus é o cumprimento da profecia judaica sobre o messias, crucificado no dia da Páscoa. Naquele dia, supostamente houve um terremoto em Jerusalém, a cortina de seu templo se rasgou de alto a baixo, houve um eclipse do sol, santos judeus ressuscitaram e andaram pela cidade. Três dias depois, Jesus ressuscitou e depois subiu aos céus diante de todos. Algum tempo depois, no dia de Pentecostes, os judeus de várias nações se reuniram e viram o Espírito Santo descer na forma de línguas de fogo; a igreja cristã se expandiu de forma explosiva entre judeus e pagãos, com sinais e milagres acontecendo por toda a parte. Em 70 d.C., Jerusalém foi cercada pelos romanos, que destruíram Israel como nação e dispersaram os&nbsp;judeus.</p>
<p>Ainda que os rabinos não aceitassem Jesus como o Messias, o impacto dos acontecimentos   volta de Jesus logicamente teria sido registrado nos comentários ao Talmud (os midrash). A história e a tradição oral dos judeus registradas nos midrash foram atualizadas e receberam sua forma final pelo rabino Jehudah ha-Qadosh por volta de 220 d.C. Em seu livro <em>“O Jesus que os judeus nunca conheceram”</em>, Frank Zindler diz que não há uma única fonte rabínica da época que fale da vida de um falso messias do primeiro século, dos acontecimentos envolvendo a crucificação e ressurreição de Jesus ou de qualquer pessoa que lembre o Jesus do&nbsp;cristianismo.</p>
<p>Não há locais históricos na Terra Santa que confirmem a historicidade de Jesus de Nazaré. Monges, padres e guias turísticos que levam peregrinos cristãos (aceitam-se doações) aos locais dos acontecimentos descritos na Bíblia dificilmente podem ser considerados pessoas isentas. Ainda citando Zindler, <em>“Não há confirmação não tendenciosa desses locais.”</em> Nazaré não é mencionada nem uma vez no Antigo Testamento. O Talmud cita 63 cidades da Galiléia, mas não Nazaré. Josephus menciona 45 cidades ou vilarejos da Galiléia, mas nem uma vez cita Nazaré. Josephus menciona Japha, que é um subúrbio da Nazaré de hoje. Lucas 4:28-30 diz que Nazaré tinha uma sinagoga e que a borda da colina sobre a qual ela tinha sido construída era alta o suficiente para que Jesus morresse se o tivessem realmente jogado lá de cima. Contudo, a Nazeré de nossos dias ocupa o fundo de um vale e a parte de baixo de uma colina. Não há “topo de colina”. Além disso, não há nenhum vestígio de sinagogas do primeiro século. Orígenes (182-254 d.C.), que viveu em Cesaréia, a umas 30 milhas da atual Nazaré, também não fala em Nazaré. A primeira referência   cidade surge em Eusébio, no século 4. O melhor que podemos imaginar é que Nazaré só surgiu depois do século 2. Esta falta de evidência histórica parece ser a explicação para o fato de não haver nenhuma menção a Nazaré em nenhum registro, de nenhuma origem não cristã. Ou seja, Nazaré não existia no primeiro&nbsp;século.</p>
<p>Não há tempo nem espaço para se falar de outras cidades significativas citadas no Novo Testamento, mas as evidências históricas e arqueológicas quanto a Cafarnaum (mencionada 16 vezes no N.T.) e Betânia, ou o Calvário, são, assim como no caso de Nazaré, igualmente fracas e até mesmo desmentem as&nbsp;Escrituras.</p>
<p>Mentes críticas e objetivas se destacam por procurar confirmação imparcial dos supostos fatos. Quando a única evidência disponível de um acontecimento ou de seus resultados é, não apenas questionável e suspeita, mas também aquilo que os divulgadores do acontecimento ou resultado querem que você acredite, convém desconfiar. O fato é que os escritores judeus não-cristãos, gregos e romanos das décadas que se seguiram   suposta crucificação e ressurreição de Jesus nada dizem sobre ninguém chamado Jesus de Nazaré. Uma pessoa justa sempre estará disposta a analisar novas evidências, mas, 2 mil anos depois, o cristianismo continua tendo tantas evidências imparciais sobre Jesus quanto sobre o Mágico de Oz, Zeus ou qualquer um dos muitos deuses-redentores daquela&nbsp;época.</p>
<h4>Referências</h4>
<ul>
<li><em>“The Jesus the Jews Never Knew”</em> por Frank R.&nbsp;Zindler</li>
<li>Encyclopedia&nbsp;Britannica</li>
<li><em>“Deconstructing Jesus”</em> por Robert Price,&nbsp;Ph.D.</li>
<li>Obras completas de Josephus, tradução de William Whiston,&nbsp;Ph.D.</li>
<li><em>“The Jesus Puzzle”</em> por Earl&nbsp;Doherty</li>
<li><em>“The Jesus Mysteries”</em> por Timothy Freke e Peter&nbsp;Gandy</li>
</ul>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Lee Salisbury<br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a><br />
<strong>Fonte:</strong> <a href="http://dissidentvoice.org/Oct04/Salisbury1012.htm">History&#8217;s Troubling Silence About Jesus</a></div>
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		<title>Para que serve Orar?</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

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		<description><![CDATA[Não apenas os cristãos mas todas as religiões insistem na importância da oração. A oração é uma prática que não sobrevive   luz fria da&#160;lógica.
As três razões citadas com mais frequência para se orar são adoração, confissão e súplica (há diferenças; procurem os experts).
A forma mais popular de oração, a súplica, apresenta alguns problemas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não apenas os cristãos mas todas as religiões insistem na importância da oração. A oração é uma prática que não sobrevive   luz fria da&nbsp;lógica.</p>
<p>As três razões citadas com mais frequência para se orar são <strong>adoração</strong>, <strong>confissão</strong> e <strong>súplica</strong> (há diferenças; procurem os experts).<span id="more-52"></span></p>
<p>A forma mais popular de oração, a súplica, apresenta alguns problemas complicados. À primeira vista, pedir a um deus para fazer uma coisa qualquer parece perfeitamente lógico. Quem melhor para se pedir? Mas a única forma de estes pedidos fazerem sentido é que haja uma chance de você ser atendido. Qual a finalidade de se ter bilhões de orações oferecidas esperançosamente a um deus que nunca teve intenção de responder a nenhuma&nbsp;delas?</p>
<p>É difícil imaginar uma atividade mais sem sentido, um desperdício maior de tempo, um exercício mais angustiante; um deus que exigisse tal coisa só poderia ser um sádico. É difícil acreditar em que um deus seja capaz de alimentar esperanças e ilusões sem nunca realizá-las, nem mesmo o deus que enviou o&nbsp;Dilúvio.</p>
<p>Por outro lado, se a oração é encorajada porque há uma chance de que os pedidos serão concedidos, você se confronta com a necessidade inevitável de explicar a natureza aleatória das graças&nbsp;recebidas.</p>
<p>Por exemplo, um estudante do segundo grau reza para passar na prova de matemática mesmo sem ter estudado e, quando ele passa, atribui isto   intervenção de Deus. A maioria dos líderes religiosos concordariam com ele (mais uma vez, há diferenças; consultem os experts). Mas, se isto é verdade, estamos diante de um deus que atende a um pedido isolado de um certo indivíduo referente a uma prova de álgebra da oitava série mas decide ignorar os milhões de preces para se escapar dos campos de concentração da Segunda Guerra. Este é um processo de seleção extremamente difícil de&nbsp;entender.</p>
<p>De acordo com o “Pai Nosso”, as pessoas devem pedir “o pão nosso de cada dia”. Por que? Se você pede, será concedido? Se não, por que&nbsp;pedir?</p>
<p>Considerando-se que a guerra e a fome já mataram de desnutrição muitos dos “verdadeiros crentes”, parece inútil pedir pelo pão de cada dia. Se a desnutrição aflige aqueles que pedem e também aqueles que não pedem, então a explicação para a fome deve estar relacionada a fatores sem nenhuma relação com a prece. Em outras palavras, pedir a Deus pelo seu pão de cada dia não tem nada a ver com o fato de conseguí-lo ou não. Então por que se espera que você continue pedindo por&nbsp;ele?</p>
<p>Da mesma forma, preces de ação de graças significam atribuir a Deus o controle completo sobre nosso bem-estar. Se você agradece a Deus pela comida na sua mesa, você está dizendo que foi ele que a pôs lá. O outro lado da moeda, inevitável, é que, se não há comida na sua mesa, Deus é o responsável por isto também. O poder de dar inclui necessariamente o poder de negar. Quando você agradece a alguém por um presente, é porque você entende que a pessoa tinha a escolha de não dar mas deu assim mesmo. Agradecer a Deus pela refeição, então, é o mesmo que lhe agradecer por não negá-la. Você está agradecendo a ele por não permitir que você morra de&nbsp;fome.</p>
<p>Assim como não faria sentido agradecer a seus vizinhos pela chuva tão esperada, já que eles não tiveram nenhum papel na ocorrência da chuva, também não faria sentido agradecer a Deus pela comida em sua mesa, a menos que ele garantidamente tenha um papel em fazer aquela comida chegar   sua mesa. E, se ele tem, ficamos diante da embaraçosa pergunta: por que ele escolhe alimentar a uns e deixa os outros morrerem de fome? Se a escolha de alimentá-lo é de Deus, então a escolha de matar os outros de fome também é dele. Por que Deus não alimenta a todos&nbsp;nós?</p>
<p>Falar das crianças morrendo de fome pelo mundo não fica bem no Dia de Ação de Graças, quando nos sentamos diante de suntuosos perus assados e uma mesa farta mas, se Deus põe a ceia farta em nossa mesa, ele a nega a multidões de esfomeados. Por que? Se é porque Deus só alimenta os que lhe são fiéis, isto significa que ele não se importa se morrem de fome as crianças dos que têm outras crenças (ou nenhuma), o que seria algo muito cruel. Também significaria que o “povo de Deus” nunca passou fome, o que também não é verdade. E também não se pode dizer que todos os ateus passem&nbsp;fome.</p>
<p>Então, como Deus decide a quem alimentar? A questão das prioridades de Deus não pode ser deixada de lado se queremos afirmar que ele participa dos acontecimentos diários. Se Deus tem o poder de alimentar a todos nós mas decide não fazê-lo, sua relutância tem que ser explicada de uma forma que seja compatível com sua suposta omnipotência e omnibenevolência. Ninguém até hoje conseguiu uma&nbsp;explicação.</p>
<p>Explicar a miséria e a fome dizendo que “Deus ajuda a quem se ajuda” é culpar pelos seus próprios erros, de modo cruel e insensível, as vítimas de colheitas fracassadas devido a enchentes, secas ou pragas. E as crianças pequenas? Como é que elas podem “ajudar a si&nbsp;mesmas”?</p>
<p>Do mesmo modo, tentar explicar a fome dizendo que nós não somos capazes de entender os desígnios de Deus contradiz o resto da doutrina cristã. Cristão afirmam que sabem exatamente como Deus quer que seus “filhos” o adorem, como eles devem orar, como eles devem se vestir, o que devem comer e quando e assim por diante, o que implica em que a vontade de Deus é muito clara. Mas perguntas sobre a terrível realidade de bebês morrendo de fome são respondidas com um vago dar-de-ombros, como se tais ninharias não precisassem ser&nbsp;compreendidas.</p>
<p>Mas alguém tem que aceitar a responsabilidade pelo espectro da fome que ronda grande parte da humanidade. Se a produção e distribuição de alimentos são o resultado apenas das atividades humanas, sem participação de Deus, então dar graças a Deus por uma refeição é um gesto impróprio e sem sentido. Ele não fez nada para merecer agradecimentos e a culpa pelas injustiças e desigualdades é apenas nossa. Se, por outro lado, Deus participa do processo, então agradeça a ele pelos seus chocolates e queijos importados, mas Deus terá que responder pelas crianças morrendo de&nbsp;fome.</p>
<p>Só discutimos a fome até agora mas o mesmo se aplica a todas as outras misérias humanas. Doenças, desastres, perseguições ou o que for, se você pede a Deus para se livrar deles, o resultado será o mesmo que no caso da fome – aleatório e&nbsp;inexplicável.</p>
<p>Voltemos  s preces que pedem por graças. O fim da fome mundial, um pedido dos mais louváveis, ainda está longe de se realizar, a despeito de incontáveis orações. Portanto, as pessoas são encorajadas a pedir por coisas mais fáceis de se conseguir, como a Tia Helena se curar logo do resfriado ou as crianças irem bem nos estudos. Jogadores de futebol caem de joelhos e agradecem a Deus pelos gols que marcam. Num mundo cheio de fome, doenças, violência e estupro, tais pedidos são um desrespeito a um deus supostamente omnipotente. Para cada pessoa que atribui a Deus a recuperação “milagrosa” de uma doença grave, há outra pessoa também com uma doença grave que, apesar das orações, acaba morrendo. As famílias rezam pelos soldados mas eles morrem – e soldados por quem ninguém rezou sobrevivem. Coisas ruins acontecem a pessoas boas apesar de todas as preces que elas fazem, coisas ruins acontecem a pessoas ruins, coisas boas acontecem a pessoas boas e coisas boas acontecem a pessoas ruins. Em outras palavras, o que está em ação no mundo é a lei das&nbsp;probabilidades.</p>
<p>As coisas não melhoram para os que crêem em Deus e a vida pode ser muito agradável para os que não crêem. Se formos julgar apenas pelos resultados que desafiam a lei das probabilidades, então o poder da oração é&nbsp;nulo.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> <a href="http://ffrf.org/fttoday/">Freethought Today</a><br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a></div>
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		<title>Existe um Deus?</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alenônimo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A questão da existência de Deus é de tal natureza que pode ser decidida a partir de bases muito diferentes por diferentes comunidades e diferentes indivíduos. A imensa maioria da humanidade aceita a opinião prevalecente em sua própria comunidade. Nos tempos mais remotos dos quais temos evidências históricas definidas, todos acreditavam em muitos deuses. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A questão da existência de Deus é de tal natureza que pode ser decidida a partir de bases muito diferentes por diferentes comunidades e diferentes indivíduos. A imensa maioria da humanidade aceita a opinião prevalecente em sua própria comunidade. Nos tempos mais remotos dos quais temos evidências históricas definidas, todos acreditavam em muitos deuses. Os judeus foram os primeiros a acreditar em apenas um.<span id="more-51"></span> O primeiro mandamento, quando ainda novo, era muito difícil de obedecer porque os judeus acreditavam que Baal, Ashtaroth, Dagon, Moloch e o resto eram deuses reais, mas deuses maus porque ajudaram os inimigos dos judeus. Passar da crença de que tais deuses eram maus para a crença de que não existiam absolutamente foi um passo difícil. Houve um tempo, a saber, o de Antíoco IV, em que foi feito um vigoroso esforço para helenizar os judeus. Antíoco decretou que deveriam comer carne de porco, abandonar a circuncisão e tomar banhos. A maior parte dos judeus em Jerusalém submeteu-se, mas em locais campestres a resistência era mais ferrenha e, sob a liderança dos macabeus, os judeus finalmente estabeleceram o direito  s suas peculiares doutrinas e costumes. O monoteísmo – que no começo da perseguição de Antíoco havia sido a crença de apenas uma parte de uma nação muito pequena – foi adotado pelo cristianismo e, posteriormente, pelo islã, de modo que se tornou dominante em todo o mundo localizado a oeste da Índia. Da Índia para o leste, não teve sucesso: o hinduísmo tinha muitos deuses; o budismo, em sua forma primitiva, não tinha nenhum; o confucionismo não tinha nenhum do século XI em diante. Todavia, se a veracidade de uma religião há de ser julgada pelo seu sucesso no mundo, então o argumento em favor do monoteísmo é muito poderoso, visto que este possuiu os maiores exércitos, as maiores marinhas e a mais grandiosa acumulação de riquezas. Em nossos dias, tal argumento está perdendo sua força. É verdade que a ameaça não-cristã do Japão foi derrotada. Mas o cristão agora está em face   ameaça de hordas de moscovitas ateus, e não está muito claro – como alguns poderiam desejar – se bombas atômicas serão um argumento decisivo em favor do&nbsp;teísmo.</p>
<p>Entretanto, abandonemos este modo político e geográfico de analisar as religiões, que tem sido progressivamente rejeitado pelos indivíduos pensantes desde o tempo dos gregos antigos. Naquele tempo já havia homens que não estavam satisfeitos em aceitar passivamente as opiniões religiosas de seus próximos, mas se esforçavam em considerações sobre o que a razão e a filosofia poderiam ter a dizer sobre o assunto. Nas cidades comerciais da Jônia, onde a filosofia foi inventada, havia livres-pensadores no século VI a.C. Eles tinham uma tarefa fácil em comparação aos modernos livres-pensadores, pois os deuses do Olimpo, apesar de inspiradores   imaginação poética, dificilmente eram o tipo de coisa que poderia ser defendida através do uso metafísico da razão pura. Eles eram conhecidos popularmente pelo orfismo (ao qual o cristianismo deve muito) e, filosoficamente, por Platão, do qual os gregos derivaram um monoteísmo filosófico muito diferente do monoteísmo político e nacionalista dos judeus. Quando o mundo grego foi convertido do cristianismo, ele combinou a nova crença com a metafísica platônica, e assim nasceu a teologia. Teólogos católicos, do tempo de Santo Agostinho até os dias de hoje, têm acreditado que a existência de um Deus único pode ser provada pela razão pura. Seus argumentos foram postos em sua forma final por Tomás de Aquino no século XIII. Quando a filosofia moderna começou no século XVII, Descartes e Leibniz retomaram os velhos argumentos de uma forma polida e, grandemente devido aos seus esforços, a devoção permaneceu intelectualmente respeitável. Mas Locke, apesar de ser, ele próprio, um cristão completamente convicto, minou as bases teóricas dos velhos argumentos, e assim muitos de seus adeptos, especialmente na França, tornaram-se ateus. Não tentarei adentrar toda a sutileza de tais argumentos filosóficos em favor da existência de Deus. Há, penso, apenas um deles que ainda possui peso aos filósofos, que é o argumento da Causa Primeira. Este argumento sustenta que, dado o fato de que tudo que acontece tem uma causa, então deve existir uma Causa Primeira a partir da qual toda a série iniciou-se. Este argumento sofre, todavia, do mesmo defeito do argumento do elefante e da tartaruga. Diz-se – não sei com quanta veracidade – que um certo pensador hindu acreditava que a Terra era sustentada por um elefante. Quando lhe perguntaram em que o elefante se sustentava, respondeu que era sobre uma tartaruga. Quando lhe perguntaram em que a tartaruga se sustentava, disse: “Estou cansado disso; mudemos de assunto”. Isso ilustra o caráter insatisfatório do argumento da Causa Primeira. Não obstante, poderemos encontrá-lo em alguns tratados ultramodernos de Física que defendem que os processos físicos, traçados regressivamente no tempo, demonstram que as coisas tiveram um início súbito, e inferem que isso se deve   criação divina. Eles abstêm-se cuidadosamente das tentativas de demonstrar que essa hipótese torna o assunto mais&nbsp;inteligível.</p>
<p>Os argumentos escolásticos para a existência de um ente supremo são agora rejeitados pela maioria dos teólogos protestantes em favor de novos argumentos que, a meu ver, não representam qualquer melhora. Os argumentos escolásticos foram genuínos esforços do pensamento e, se seus raciocínios tivessem sido sólidos, teriam demonstrado a veracidade de sua conclusão. Os novos argumentos, que os modernistas preferem, são vagos, e estes rejeitam com desprezo qualquer esforço para torná-los precisos. Há um apelo ao coração, como oposto ao intelecto. Não afirmam que aqueles que rejeitam os novos argumentos são ilógicos, mas que são destituídos de sensibilidade profunda ou senso moral. Contudo, examinemos os argumentos modernos e vejamos se estes realmente provam alguma&nbsp;coisa.</p>
<p>Um dos argumentos favoritos é o da evolução. Outrora o mundo era estéril e, quando a vida começou, era de um tipo pobre, consistindo de “gosmas verdes” e outras coisas pouco interessantes. Gradualmente, ao longo do curso da evolução, desenvolveram-se os animais e as plantas e, finalmente, o <strong>homem</strong>. O homem, asseguram-nos os teólogos, é um ser tão esplêndido que pode ser considerado a culminação desta evolução – da qual as longas eras de nebulosidade e gosmas verdes foram um prelúdio. Penso que os teólogos devem ter sido afortunados em seus contatos humanos. Não parecem, a meu ver, dar o devido peso a outros fatores, como Hitler. Se a Onipotência, com todo o tempo   sua disposição, julgou válido o esforço de guiar os homens através de milhões de anos de evolução, apenas posso dizer que os gostos moral e estético envolvidos são peculiares. Todavia, os teólogos, sem dúvida, esperam que o curso futuro da evolução produzirá mais homens como si próprios e menos homens como Hitler. Tomara que assim seja. Mas, ao acalentar esta esperança, estamos abandonando o solo da experiência e nos refugiando em um otimismo que a História, até aqui, não&nbsp;respalda.</p>
<p>Há outras objeções ao otimismo evolucionário. Temos todas as razões para pensar que a vida em nosso planeta não continuará eternamente, de modo que qualquer otimismo baseado no curso da história terrestre deve ser temporário, limitado a esse período de tempo. Evidentemente, é possível que exista vida em outros locais, mas, se existe, não sabemos nada a seu respeito e não temos motivos para supor que possui mais semelhança aos virtuosos teólogos do que a Hitler. A Terra é um pequeníssimo ponto no Universo. É um pequeno fragmento do sistema solar. O sistema solar é um pequeno fragmento da Via Láctea. E a Via Láctea é um pequeno fragmento dos muitos milhões de galáxias reveladas pelos telescópios modernos. Neste insignificante ponto do cosmos há um breve interlúdio entre dois longos períodos estéreis em vida. Neste breve interlúdio, há outro ainda mais curto que contém o homem. Se o homem é realmente o objetivo do Universo, o prefácio parece um pouco longo demais. Alguém pode se lembrar de um velhinho falante que conta uma interminável anedota enfadonha, até chegar   sua pequena conclusão. Não acho que os teólogos estariam demonstrando uma devoção razoável ao tornar tal comparação&nbsp;possível.</p>
<p>Superestimar a importância de nosso planeta sempre foi um dos defeitos dos teólogos de todos os tempos. Sem dúvida, isso era compreensivelmente natural nos dias antes de Copérnico, quando se pensava que os céus giravam em torno da Terra. Mas, desde Copérnico e, principalmente, desde a exploração moderna das regiões longínquas, esta preocupação com a Terra tornou-se um pouco paroquial. Se o Universo tivesse um criador, não seria muito razoável supor que estaria especialmente preocupado com o pequeno grão em que vivemos. E, se não estivesse, seus valores deveriam ser diferentes dos nossos, visto que na imensa maioria das regiões a vida é&nbsp;impossível.</p>
<p>Há um argumento moral para a crença em Deus, que foi popularizado por William James. De acordo com este argumento, devemos crer em Deus porque, caso contrário, não nos comportaríamos bem. A primeira e maior objeção a esse argumento é que, no melhor dos casos, não pode provar que há um Deus, mas apenas que políticos e educadores devem tentar fazer as pessoas pensarem que há um. É uma questão política, e não teológica, se isso deve ser feito ou não. Este argumento é do mesmo gênero daqueles que sustentam que as crianças devem ser ensinadas a respeitar a bandeira nacional. Um homem com um mínimo de religiosidade genuína não ficará satisfeito com a idéia de que a crença em Deus é útil; ele desejará saber se, de fato, existe um Deus. É absurdo pensar que as duas questões são a mesma coisa. Nas escolas infantis, a crença no papai Noel é útil, mas homens adultos não pensam que isso prova a real existência do papai&nbsp;Noel.</p>
<p>Visto que não estamos discutindo política, podemos considerar suficiente esta refutação do argumento moral, mas talvez valha a pena ir um pouco mais a fundo. Primeiramente, é muito duvidoso se a crença em Deus implica todos os efeitos morais benéficos que lhe são atribuídos. Muitos dos melhores homens da história foram descrentes; John Stuart Mill talvez sirva como exemplo. E muitos dos piores homens da história foram crentes; disso temos inúmeros exemplos – talvez Henrique VIII sirva como&nbsp;um.</p>
<p>Ademais, é sempre desastroso quando governos tentam sustentar opiniões por sua utilidade em vez de sua veracidade. Tão logo quanto isso é feito, torna-se necessária a censura para suprimir os argumentos opositores, e julga-se sábio desencorajar o pensar entre os jovens pelo temor de que surjam “idéias perigosas”. Quando tais malversações são empregadas contra a religião, como o são na URSS, os teólogos podem ver que são ruins, mas continuariam sendo ruins mesmo se empregadas em defesa daquilo que os teólogos julgam bom. A liberdade de pensamento e o hábito de dar peso   evidência são questões de importância moral muito maior do que a crença neste ou naquele dogma teológico. Nesta ótica, não há fundamentação para a idéia de que as crenças teológicas devem ser sustentadas por sua utilidade, sem consideração&nbsp;veracidade.</p>
<p>Há uma versão mais simples e ingênua do mesmo argumento, que apela a muitos indivíduos. As pessoas dirão que, sem os consolos da religião, elas seriam intoleravelmente infelizes. Tanto quanto este argumento é verdadeiro, também é covarde. Ninguém senão um covarde escolheria conscientemente viver no paraíso dos tolos. Quando um homem suspeita da infidelidade de sua esposa, não lhe dizem que é melhor fechar os olhos   evidência. Não consigo ver a razão pela qual ignorar as evidências deveria ser desprezível em um caso e admirável noutro. À parte isso, o argumento da importância da religião em sua contribuição   felicidade individual é muito exagerado. Ser feliz ou infeliz depende de um número e fatores. A maioria das pessoas precisa de boa saúde e de alimento suficiente. Precisa da boa opinião de seu meio social e da afeição dos entes próximos. Não precisa apenas de saúde física, mas também de saúde mental. Dadas essas coisas, a maioria das pessoas será feliz, seja qual for sua teologia. Sem tais coisas, a maioria das pessoas será infeliz, seja qual for sua teologia. Pensando sobre as pessoas que conheci, não julgo que, em média, aquelas que possuíam crenças religiosas eram mais felizes do que aquelas que não as&nbsp;possuíam.</p>
<p>No que diz respeito  s minhas próprias crenças, sou incapaz de discernir qualquer propósito no Universo, e ainda mais incapaz de desejar encontrar algum. Aqueles que imaginam que o curso da evolução cósmica está dirigindo-se lentamente a alguma consumação agradável ao Criador estão logicamente comprometidos – apesar de comumente não se aperceberem disso –   idéia de que o Criador não é onipotente ou, que se fosse onipotente, poderia decretar o final sem preocupar-se com os meios. Pessoalmente, não percebo qualquer consumação em direção   qual o Universo esteja se dirigindo. De acordo com os físicos, a energia se distribuirá gradualmente de modo mais homogêneo e, quanto mais homogeneamente distribuída estiver, mais inútil se tornará. Gradualmente, tudo que julgamos interessante ou agradável – como a vida e a luz – desaparecerá; pelo menos é o que nos dizem. O cosmos é como um teatro no qual apenas uma peça é apresentada; depois de as cortinas se fecharem, restará apenas um teatro gélido e vazio que, por fim, irá ruir. Não estou afirmando categoricamente que este é o caso. Isso seria equivalente a afirmar que temos mais conhecimento do que na realidade possuímos. Apenas digo que isso é o mais provável tendo em vista as evidências presentes. Não afirmo dogmaticamente que não há qualquer propósito cósmico, mas digo que não há sequer uma migalha de evidência em favor desta&nbsp;hipótese.</p>
<p>Direi ainda que, se há um propósito, e este propósito é o de um Criador Onipotente, então o Criador, longe de ser bondoso e compassivo, como nos dizem, é possuidor de um grau de maldade dificilmente concebível. Um homem que assassina uma pessoa é considerado um homem mau. Uma divindade onipotente, se existe, assassina todas as pessoas. Uma pessoa que, intencionalmente, afligisse outra com câncer, seria considerada diabólica. Mas o Criador, se existe, aflige muitos milhares a cada ano com esta terrível doença. Um homem que, possuindo o conhecimento e o poder necessários para tornar seus filhos bons, escolhesse, pelo contrário, torná-los maus, seria visto com execração. Mas Deus, se existe, faz esta escolha no caso de muitos de seus filhos. Toda a concepção de uma divindade onipotente   qual é errado criticar só poderia ter surgido nos despotismos orientais, onde os soberanos, apesar de suas caprichosas crueldades, continuavam apreciando a adulação de seus escravos. É a psicologia apropriada a este sistema político antiquado que ainda sobrevive na teologia&nbsp;ortodoxa.</p>
<p>Existe, é verdade, uma versão modernista do teísmo, de acordo com a qual Deus não é onipotente, mas está fazendo o melhor que pode, apesar das grandes dificuldades. Esta perspectiva, apesar de nova entre os cristãos, não é recente na história do pensamento. Pode, de fato, ser encontrada em Platão. Não penso que esta visão possa ser refutada. Tudo que pode ser dito a seu respeito, penso, é que não há qualquer razão positiva em seu&nbsp;favor.</p>
<p>Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez de os dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido   minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético  s atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou  s atenções de um inquisidor, numa época passada. É costumeiro supor que, se uma crença é bastante difundida, então deve haver algo de razoável nela. Não penso que tal visão possa ser defendida por qualquer indivíduo que tenha estudado História. Praticamente todas as crenças de selvagens são absurdas. Nas civilizações antigas, talvez exista algo em torno de um por certo a respeito do qual haja algo a ser dito. Em nossos próprios dias… neste ponto preciso ser cauteloso. Todos sabemos que há crenças absurdas na URSS. Se formos protestantes, saberemos que há crenças absurdas entre os católicos. Se formos católicos, saberemos que há crenças absurdas entre os protestantes. Se formos conservadores, ficaremos pasmos com as superstições do partido trabalhista. Se formos socialistas, ficaremos espantados com a credulidade dos conservadores. Não sei, caro leitor, quais são suas crenças; mas, sejam quais forem, temos de admitir que nove décimos das crenças de nove décimos da humanidade são completamente irracionais. As crenças em questão são, obviamente, aquelas que você não possui. Não posso, deste modo, pensar que é presunçoso duvidar de algo que foi longamente tido como verdadeiro, especialmente quando esta opinião apenas prevaleceu em certas regiões geográficas, como é o caso de todas as opiniões&nbsp;teológicas.</p>
<p>Minha conclusão é que não há qualquer motivo para julgar que os dogmas da teologia tradicional são verdadeiros – e também nenhum motivo para desejar que fossem. O homem, desde que não esteja subjugado por forças naturais, é livre para construir seu próprio destino. A responsabilidade é sua, assim como a&nbsp;oportunidade.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Bertrand Russell<br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://ateus.net/autor/">André Díspore Cancian</a></div>
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		<title>Por que Jesus?</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus sempre foi tido em alta consideração tanto por cristãos quanto não-cristãos. Tenha ele realmente existido ou não, tenha ele sido de origem divina ou não, muitos afirmam que o Novo Testamento é o maior exemplo de moralidade. Muitos acreditam que seus ensinamentos, se verdadeiramente compreendidos e seguidos, fariam do mundo um lugar&#160;melhor.
Isto é verdade? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jesus sempre foi tido em alta consideração tanto por cristãos quanto não-cristãos. Tenha ele realmente existido ou não, tenha ele sido de origem divina ou não, muitos afirmam que o Novo Testamento é o maior exemplo de moralidade. Muitos acreditam que seus ensinamentos, se verdadeiramente compreendidos e seguidos, fariam do mundo um lugar&nbsp;melhor.</p>
<p>Isto é verdade? Jesus merece a adoração generalizada que sempre recebeu? Vamos examinar o que ele disse e fez.<span id="more-50"></span></p>
<h3>Jesus era pacífico e&nbsp;compassivo?</h3>
<p>O nascimento de Jesus foi anunciado com <em>“paz na terra”</em>, e no entanto Jesus disse: <em>“Não penseis que vim trazer paz   Terra: não vim trazer paz, mas uma espada.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/10.php">Mateus 10:34</a>). <em>“Aquele que não tem espada, que venda sua capa e compre uma.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/22.php">Lucas 22:36</a>). <em>“Quanto, porém, a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e executai-os na minha presença.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/19.php">Lucas 19:27</a> - Nota: na verdade, este trecho é o final de uma parábola, mas termina assim, sem maiores&nbsp;explicações).</p>
<p>A queima de hereges durante a Inquisição se baseou nas palavras de Jesus: <em>“Se alguém não permanece em mim, é jogado fora como um ramo de árvore, e seca; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/15.php">João&nbsp;15:6</a>).</p>
<p>Jesus tinha <em>“raiva”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/3.php">Marcos 3:5</a>) de seus críticos e atacou mercadores com um chicote (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/2.php">João 2:15</a>). Ele mostrou o respeito que tinha pela vida ao afogar animais inocentes (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/8.php">Mateus 8:32</a>). Ele se recusou a curar uma criança doente até que foi pressionado pela mãe dela (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/15.php">Mateus&nbsp;15:22-28</a>).</p>
<p>O seu caráter se revela principalmente quando ameaça com o sofrimento eterno: <em>“Mandará o Filho do homem (o próprio Jesus) os seus anjos que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade; e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/13.php">Mateus 13:41-42</a>). <em>“E se a tua mão te ofende, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/9.php">Marcos&nbsp;9:43</a>).</p>
<p>Que bondade é esta? Dá bom exemplo quem impõe sua vontade através de ameaças de violência? Seria o inferno um lugar agradável e&nbsp;pacífico?</p>
<h3>Jesus incentivou os “valores&nbsp;familiares”?</h3>
<p><em>“Se alguém vem a mim, e não odeia seu pai, mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e ainda sua própria vida, não pode ser meu discípulo”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/14.php">Lucas&nbsp;14:26</a>).</p>
<p><em>“Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai, entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. E assim os piores inimigos de um homem serão os seus próprios parentes.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/10.php">Mateus&nbsp;10:35-36</a>).</p>
<p>Quando um de seus discípulos quis ausentar-se para o funeral de seu pai, Jesus o repreendeu: <em>“Deixe que os mortos sepultem seus mortos.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/8.php">Mateus&nbsp;8:22</a>).</p>
<p>Jesus nunca usou a palavra “família”. Ele nunca se casou ou teve filhos. Para sua própria mãe, ele disse: <em>“Mulher, que tenho a ver contigo?”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/2.php">João&nbsp;2:4</a>).</p>
<h3>O que ele pensava sobre igualdade e justiça&nbsp;social?</h3>
<p>Jesus afirmou que os escravos deveriam ser chicoteados: <em>“Aquele servo (escravo), que sabia a vontade de seu senhor, e não se preparou, nem fez segundo a sua vontade, será punido com muitos açoites.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/12.php">Lucas 12:47</a>). Ele nunca condenou a escravidão, mencionando escravos e senhores em muitas de suas&nbsp;parábolas.</p>
<p>Ele nunca fez nada para reduzir a miséria. Em vez de vender um perfume caro para ajudar os pobres, gastou tudo com ele mesmo, dizendo: <em>“Pobres, sempre os tereis”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/14.php">Marcos&nbsp;14:3-7</a>).</p>
<p>Ele não escolheu mulheres como discípulos nem as convidou para a Última&nbsp;Ceia.</p>
<h3>Que princípios morais Jesus nos&nbsp;deixou?</h3>
<p><em>“Há eunucos que a si mesmos fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Aquele que é capaz de o admitir, admita.”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/19.php">Mateus 19:12</a>). Alguns dos primeiros cristãos, inclusive o Pai da Igreja Orígenes, seguiram isto literalmente e se castraram. Mesmo como metáfora, este conselho é de mau&nbsp;gosto.</p>
<div class="citacao"><em>“Se seu olho ou sua mão forem causa de pecado, arranque-os fora”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus 5:29-30</a>, em relação ao&nbsp;sexo</p>
<p><em>“Casar-se com uma mulher divorciada é adultério”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:32</a></p>
<p><em>“Sentir desejo por uma mulher é adultério”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:28</a></p>
<p><em>“Não planeje seu futuro”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/6.php">Mateus&nbsp;6:34</a></p>
<p><em>“Não guarde dinheiro”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/6.php">Mateus&nbsp;6:19-20</a></p>
<p><em>“Não fique rico”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/10.php">Marcos&nbsp;10:21-25</a></p>
<p><em>“Venda tudo o que tem e dê aos pobres”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/12.php">Lucas&nbsp;12:33</a></p>
<p><em>“Não trabalhe para conseguir comida”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/6.php">João&nbsp;6:27</a></p>
<p><em>“Faça com que as pessoas queiram perseguí-lo”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:11</a></p>
<p><em>“Diga a todos que você é melhor que os outros”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:13-16</a></p>
<p><em>“Tome dinheiro de quem tem pouco e dê para investidores ricos”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/19.php">Lucas&nbsp;19:23-26</a></p>
<p><em>“Se alguém lhe roubar alguma coisa, não tente recuperá-la”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/6.php">Lucas&nbsp;6:30</a></p>
<p><em>“Se alguém lhe bater, peça para baterem de novo”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:39</a></p>
<p><em>“Se tiver que indenizar alguém, pague mais do que o devido”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:40</a></p>
<p><em>“Se lhe obrigarem a andar um quilômetro, ande dois”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:41</a></p>
<p><em>“Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê sem discutir”</em> — <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:42</a></p>
<p><em>“Não se preocupe com a higiene e com o que come”</em> – <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/7.php">Marcos 7:15</a></div>
<p>Isto é sensato? É isto que você ensinaria a seus&nbsp;filhos?</p>
<h3>Jesus era&nbsp;confiável?</h3>
<p>Jesus disse aos discípulos que eles ainda estariam vivos quando ele voltasse: <em>“Em verdade vos digo que alguns aqui se encontram que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/16.php">Mateus 16:28</a>). <em>“Vejam, eu venho rapidamente”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/73/3.php">Apocalipse 3:11</a>). Já se passaram 2000 anos e os crentes ainda esperam pelo seu retorno “em&nbsp;breve”.</p>
<p>Ele errou ao dizer que a semente da mostarda é <em>“a menor de todas as sementes”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/13.php">Mateus 13:32</a>) e que o sal poderia <em>“perder seu sabor”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus&nbsp;5:13</a>).</p>
<p>Jesus disse que quem chamasse aos outros de “louco” poderia ir para o inferno (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/5.php">Mateus 5:22</a>), mas ele próprio chamou aos outros de louco várias vezes (por exemplo, <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/23.php">Mateus&nbsp;23:17</a>).</p>
<p>Quanto   sua própria confiabilidade, Jesus deu duas respostas conflitantes: <em>“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/5.php">João 5:31</a>) e <em>“Ainda que eu dê testemunho de mim mesmo, meu testemunho é verdadeiro”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/8.php">João&nbsp;8:14</a>).</p>
<h3>Jesus foi um bom&nbsp;exemplo?</h3>
<p>Ele amaldiçoou e fez secar uma figueira por não dar frutos fora de época (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/21.php">Mateus 21:18-19</a> e <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/11.php">Marcos 11:13-14</a>). Ele infringiu a lei ao roubar trigo em dia de sábado (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/48/2.php">Marcos 2:23</a>) e mandou que seus discípulos levassem um cavalo sem pedir permissão ao dono (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/21.php">Mateus&nbsp;21:1-2</a>).</p>
<p>O “humilde” Jesus se disse <em>“maior que o templo”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/12.php">Mateus 12:6</a>), <em>“maior que Jonas”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/12.php">Mateus 12:41</a>) e <em>“maior que Salomão”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/12.php">Mateus 12:42</a>). Pareceu sofrer da paranóia dos ditadores quando disse que <em>“Quem não é por mim é contra mim”</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/12.php">Mateus&nbsp;12:30</a>).</p>
<h3>Por que&nbsp;Jesus?</h3>
<p>Embora se possam citar passagens que mostrem Jesus de forma mais favorável, elas não apagam esse lado preocupante de seu caráter. E o fato de conflitarem com as outras mostram que o Novo Testamento é&nbsp;contraditório.</p>
<p>A “Regra de Ouro” já tinha sido dita muitas vezes por outros líderes religiosos (Confúcio: <em>“Não faça aos outros o que não queres que te façam”</em>). <em>“Dê a outra face”</em> encoraja as vítimas a pedirem mais violência. <em>“Ama teu próximo”</em> só se aplica aos que seguem a mesma crença (nem Jesus nem os judeus mostraram muita simpatia por outras religiões). Algumas das bem-aventuranças (<em>“Bem-aventurados são os que promovem a paz”</em>) são aceitáveis, mas não passam de promessas, de condições para se receber uma recompensa futura, e não baseadas no respeito   vida e aos valores&nbsp;morais.</p>
<p>No conjunto, Jesus disse pouca coisa aproveitável. Não trouxe nada de novo para a ética (exceto o inferno). Não criou programas sociais. Sendo “omnisciente”, ele poderia ter contribuído com informações úteis para a ciência e a medicina, mas ele parecia não entender nada destes assuntos (como se ele fosse apenas um personagem inventado por escritores com o conhecimento limitado do primeiro&nbsp;século).</p>
<p>Muitos estudiosos têm dúvidas quanto   existência de um Jesus histórico. Albert Schweitzer disse que <em>“O Jesus histórico é, para nossa época, um estranho e um enigma”</em>. Nenhum escritor do primeiro século confirma a história de Jesus. O Novo Testamento é contraditório e cheio de erros históricos. Conta uma história cheia de milagres e outras alegações fantásticas. Consiste em sua maior parte de material emprestado  s religiões pagãs e o Jesus que ele descreve não é muito diferente dos outros mitos e&nbsp;fábulas.</p>
<p>Por que Jesus é tão especial? Seria mais sensato e produtivo falar de pessoas reais, de carne e osso, que contribuíram para a humanidade — mães que deram   luz, cientistas que aliviaram o sofrimento, reformadores sociais que combateram as injustiças — que adorar um sujeito com um caráter tão duvidoso quanto o de&nbsp;Jesus.</p>
<h4>Comentários:</h4>
<p>Sei que estou tratando o Novo Testamento como se as palavras e feitos de Jesus fossem a verdade literal. Sei que há controvérsias quanto   autenticidade de muitas das passagens citadas acimas. O Jesus Seminar, por exemplo, concluiu que em torno de 85% das palavras e ações de Jesus contidas no Novo Testamento não são autênticas. Ele nunca disse ou fez a maior parte delas. Este texto é dirigido aos que acreditam em que o Novo Testamento não contém erros e é inspirado por&nbsp;Deus.</p>
<p>Desde que este trabalho se tornou disponível na Internet, recebi muitas queixas de que eu usei esses trechos “fora de contexto&#8221;. Do modo como eu e os estudiosos da Bíblia vemos a coisa, isto pode ser verdade, ou seja, a maioria dos trechos podem ser eliminados do&nbsp;livro.</p>
<p>Entretanto, do modo como os fundamentalistas e evangélicos entendem o assunto, ou seja, segundo os que pensam que estou criando uma falsa imagem de Jesus, não estou usando nada fora de contexto. Nenhum dos que reclamaram deu um exemplo específico ou explicou a que “contexto” eles se referem, nem tampouco indicou qual o verdadeiro significado, não literal, dos trechos&nbsp;citados.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Dan Baker<br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a><br />
<strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.ffrf.org/nontracts/jesus.php">Freedom From Religion Foundation</a><br />
<strong>Licença:</strong> Você pode distribuir este documento por email, mas, por favor, não distribua cópias impressas.</div>
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		<title>Demolindo o Dogma da Santíssima Trindade</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 01:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre tive problemas com o conceito e a doutrina da Santíssima Trindade. Mesmo depois 20 anos como “cristão renascido”, eu continuava a não entender a coisa. Outros cristãos afirmavam que entendiam mas que era muito difícil expressar em palavras. Robert Ingersoll fez os seguintes comentários em “Ingersoll’s Works”, vol. 4, p. 266-67:
“Cristo, de acordo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre tive problemas com o conceito e a doutrina da Santíssima Trindade. Mesmo depois 20 anos como “cristão renascido”, eu continuava a não entender a coisa. Outros cristãos afirmavam que entendiam mas que era muito difícil expressar em palavras. Robert Ingersoll fez os seguintes comentários em “Ingersoll’s Works”, vol. 4, p. 266-67:<span id="more-49"></span></p>
<blockquote><p><em>“Cristo, de acordo com a doutrina, é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, com o Pai sendo a primeira e o Espírito Santo a terceira. Cada uma dessas pessoas é Deus. Cristo é seu próprio pai e seu próprio filho. O Espírito Santo não é nem pai nem filho, mas&nbsp;ambos.</em></p>
<p><em>O filho foi gerado pelo pai, mas já existia antes de ser gerado, exatamente o mesmo antes e depois. Cristo é tão velho quanto seu pai e o pai é tão jovem quanto seu&nbsp;filho.</em></p>
<p><em>O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, mas já era igual a eles antes de proceder, ou seja, antes de existir, mas<br />
mesmo assim ele tem a mesma idade que os outros&nbsp;dois.</em></p>
<p><em>Deste modo, se afirma que o Pai é Deus, que o Filho é Deus e que o Espírito Santo é Deus e que esses três deuses fazem um só deus. De acordo com a tabela de multiplicação celestial, um é três e três vezes um é um, e de acordo com a regra de subtração do céu, se diminuirmos dois de três, sobram três. A regra da adição também é estranha: se somamos dois a um temos apenas um. Cada um é igual a si mesmo e aos outros dois. Nunca houve nem nunca haverá algo mais completamente idiota e absurdo que o dogma da Santíssima&nbsp;Trindade”.</em></p></blockquote>
<p>Os cristãos estão diante de um dilema. A Bíblia diz no Antigo Testamento que <em>“Eu, eu sou Javé, e fora de mim não há nenhum Salvador”</em> (Isaías 43:11). <em>“A Salvação vem de Javé”</em> (Salmos 3:9), <em>“Pois eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador”</em> (Isaías 43:3). De acordo com o Antigo Testamento, só Deus pode ser o Salvador. Para que Jesus Cristo possa ser o Salvador, ele também tem que ser&nbsp;Deus.</p>
<p>Os defensores da Santíssima Trindade&nbsp;citam:</p>
<blockquote><p><em>“Para que sejam um, como nós somos um”</em> — João&nbsp;17:22</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”</em> — João&nbsp;1:1</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Como tu, Pai, estás em  mim e eu em ti”</em> — João&nbsp;17:21</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Eu e o Pai somos um”</em> — João&nbsp;10:30</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Quem me vê, vê o Pai”</em> — João&nbsp;14:9</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Crede-me: eu estou no Pai e o Pai em mim”</em> — João&nbsp;14:11</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Pai santo, guarda-os em teu nome que me deste, para que sejam um como nós”</em> — João&nbsp;17:11</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”</em> — Colossenses&nbsp;2:9</p></blockquote>
<p>A Bíblia tem muito mais versículos negando a Trindade que a&nbsp;confirmando:</p>
<blockquote><p><em>“Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão só Deus”</em> — Lucas&nbsp;18:19</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Porque meu Pai é maior do que eu”</em> — João&nbsp;14:28</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”</em> — João&nbsp;7:16</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Meu Pai, se possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres”</em> — Mateus&nbsp;26:39</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”</em> — Mateus&nbsp;27:46</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Daquele dia e da hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, somente o Pai”</em> — Marcos&nbsp;13:32</p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Que, tendo subido aos céus, está   direita de Deus”</em> — Pedro&nbsp;3:22</p></blockquote>
<p>E ainda há outros trechos, mas os que foram citados mostram bem as&nbsp;contradições.</p>
<p>Eis o dilema. Os cristãos sabem que, para Jesus ser o salvador da humanidade, ele tem que ser Deus também. É a Bíblia que diz. Se ele não é Deus, então ele não pode ser o salvador. Sua morte não teria sentido. Portanto, os cristãos inventaram a Santíssima Trindade para explicar a divindade de Cristo. Ele é homem. Ele é Deus. Ele é ambos. Ele tem que ser, para poder ser o salvador. Infelizmente, ele é, no melhor dos casos, indeciso. Às vezes ele diz que ele e Deus são um só. Às vezes ele admite que Deus sabe de coisas que ele ignora e faz coisas que ele não pode fazer. Os cristãos apelam para as coisas mais estranhas para provar o dogma da Santíssima Trindade, inclusive declarar que ele é um “mistério” e que “nós somos muito limitados para entender”. A Bíblia é a palavra perfeita e infalível de Deus? A doutrina da Santíssima Trindade que os cristãos criaram e as contradições em que ela implica gritam que “Não”! Mas então como foi que o dogma veio a&nbsp;existir?</p>
<p>As origens da doutrina da Santíssima Trindade são chocantes. Como no caso da maioria das questões históricas relativas   cristandade, houve muita fraude e derramamento de sangue. Muitas vidas foram perdidas antes que o Trinitarianismo fosse enfim&nbsp;adotado.</p>
<p>Como muitos cristãos sabem, a palavra “trindade” não aparece na Bíblia. E não aparece porque é uma doutrina que evoluiu aos poucos no início do cristianismo. Foi um processo manipulado, sangrento e mortal até que finalmente se tornou uma doutrina “aceita” da&nbsp;Igreja.</p>
<h3>Constantino – Começa a criação da&nbsp;Trindade</h3>
<p>Flavius Valerius Constantius (c. 285-337 AD), Constantino o Grande, era filho do imperador Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306 AD, Constantino tornou-se imperador da Bretanha, Gália (atual França) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império&nbsp;Romano.</p>
<p>Divergências teológicas relativas a Jesus Cristo começaram a se manifestar no império de Constantino quando dois oponentes principais se destacaram dos outros e discutiram sobre se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus seu pai (doutrina de&nbsp;Atanásio).</p>
<p>A guerra teológica entre os adeptos de Arius e Atanásio tornou-se acirrada. Constantino percebeu que seu império estava sendo ameaçado por esta divisão doutrinal. Constantino começou a pressionar a Igreja para que as partes chegassem a um acordo antes que a unidade de seu império ficasse ameaçada. Finalmente, o imperador convocou um concílio em Nicéia, em 325 AD, para resolver a&nbsp;disputa.</p>
<p>Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos do império. Dos 318, apenas uns 10% eram da parte ocidental do império de Constantino, tornando a votação tendenciosa, no mínimo. O imperador manipulou, pressionou e ameaçou o concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, não em algum consenso a que os bispos&nbsp;chegassem.</p>
<p>As igrejas cristães hoje em dia dizem que Constantino foi o primeiro imperador cristão, mas seu “cristianismo” tinha motivação apenas politica. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a doutrina cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas. Ele manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida e só foi batizado em seu leito de&nbsp;morte.</p>
<h3>Os Dois primeiros Terços da Trindade – O Concílio de&nbsp;Nicéia</h3>
<p>A maioria dos bispos, pressionada por Constantino, votou a favor da doutrina de Atanásio. Foi adotado um credo que favorecia a teologia de Atanásio. Arius foi condenado e exilado. Vários bispos foram embora antes da votação para evitar a controvérsia. Jesus Cristo foi aprovado como sendo “uma única substância” com Deus Pai. É significativo que até hoje as igrejas ortodoxas do leste e do oeste discordem entre si quanto a esta doutrina, ainda consequência de as igrejas do oeste não terem tido nenhuma influência na&nbsp;“votação”.</p>
<p>Dois dos bispos que votaram a favor de Arius também foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito   pena de&nbsp;morte.</p>
<p>O credo de Nicéia&nbsp;declara:</p>
<blockquote><p><em>“Creio em Um só Deus, Pai Onipotente, Criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e&nbsp;invisíveis.</em></p>
<p><em>E em Um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as&nbsp;coisas.</em></p>
<p><em>Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai, por quem todas as coisas foram&nbsp;feitas…”</em></p></blockquote>
<p>Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de&nbsp;Atanásio.</p>
<p>Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de&nbsp;Atanásio.</p>
<p>Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político/religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 AD, o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas os bispos trinitaristas foram convidados a participar. 150 bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o&nbsp;Estado.</p>
<p>Os bispos dissidentes foram expulsos da Igreja e&nbsp;excomungados.</p>
<h3>O Credo de Atanásio completa a Divindade&nbsp;Trina</h3>
<p>O Credo (trinitário) de Atanásio foi finalmente estabelecido (provavelmente) no século V. Não foi escrito por Atanásio mas recebeu seu nome. Este é um&nbsp;trecho:</p>
<blockquote><p><em>“Adoramos um só Deus em Trindade… O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; e contudo eles não são três deuses, mas um só&nbsp;Deus”</em></p></blockquote>
<p>Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade “pegasse”. A política do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da&nbsp;Igreja.</p>
<p>Como vocês viram, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de&nbsp;sangue.</p>
<h3>A Trindade Cristã – Mais uma no Desfile de&nbsp;Trindades</h3>
<p>Por que surgiu esse clamor para elevar Jesus e o Espírito Santo a posições iguais   do deus judeu/cristão? Simplesmente porque o mundo pagão estava habituado a ter “três deuses” ou “trindades” como divindades. A trindade satisfazia   maioria de cristãos que tinha vindo de culturas pagãs. O cristianismo não se livrou das trindades pagãs, ele as adotou assim como adotou tantas outras tradições&nbsp;pagãs.</p>
<h3>Outras&nbsp;Trindades</h3>
<p>O hinduísmo abraçou a divindade trina de Brahma, deus da criação; Vishnu, deus da manutenção, e Shiva, deus da destruição. Uma das muitas trindades do Egito era Hórus, Ísis e&nbsp;Osíris.</p>
<p>Os fundadores da primitiva igreja cristã não tinham idéia de que o conceito de Trindade iria surgir, ser votado por políticos, imposto por imperadores e um dia se tornaria parte integral do cristianismo moderno. Não é nenhuma surpresa que tal conceito seja “difícil” de&nbsp;explicar.</p>
<p>Há um deus cristão ou três em um? A maioria das igrejas cristãs apóia a doutrina da Trindade mas ainda há algumas que rejeitam o ensinamento. Hoje em dia, temos a liberdade de acreditar em uma possibibilidade ou outra, mas corremos o risco de sermos ridicularizados se negarmos a crença na&nbsp;Trindade.</p>
<p>Como num supermercado, você escolhe a sua&nbsp;religião.</p>
<div class="textinfo"><strong>Autor:</strong> Mike McClellan<br />
<strong>Tradução:</strong> <a href="http://fernandosilva.multiply.com/">Fernando Silva</a><br />
<strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.anzwers.org/free/jesuschrist/index.html">Anzwers.org</a></div>
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		<title>Refutando a Religião</title>
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