Universais são chorões ou o quê?

A Rede Record, pertencente Igreja Universal, reclamou de uma cena na novela das 8 da Rede Globo que mostrava um grupo de evangélicos tentando linchar um “casal de 3 pessoas”. Em seu programa entitulado “Domingo Espetacular”, exibiu uma reportagem que acusava a Globo de “perseguição religiosa” e de “retratar evangélicos como fanáticos”.

Alguém se lembra da tentativa da Universal de calar os jornais Folha Online por causa de matérias constrangedoras sobre suas finanças? No domingo seguinte ao ocorrido fizeram a mesma coisa e exibiram uma reportagem similar “denunciando” a perseguição religiosa da Folha.

Hoje, a Globo revidou as acusações alegando que a novela se trata de ficção e que o chute na Santa em um programa da Universal foi um fato real. Para quem não viu (por ser de Portugal por exemplo), um pastor da Universal pregava que cultuar imagens e santos era heresia pois estava em algum canto da Bíblia que não se podia adorar imagens e que só Jesus era o salvador. Esse pastor chutou uma imagem de uma Santa ao vivo na TV e foi muito criticado na mídia na época.

A Universal não pára por aí: é conhecida por perseguir religiões afro-brasileiras e já publicou livros só para dizer que eram coisa do demônio, apesar de seus próprios cultos se parecerem muitas vezes com tais religiões. Pai-de-Santos são atacados até mesmo fisicamente por membros da igreja com uma certa freqüência.

Isso tudo sem contar que ateus são sempre os vilões das suas novelas. Na sua adaptação de “A Escrava Isaura”, advinha quem gritou em alto e bom tom que não acreditava em Deus?

Vão por mim. De perseguição religiosa, nós ateus entendemos muito bem. O que a Universal tá fazendo mesmo é encher o saco das pessoas e chorar feito um bebê mimado e birrento. Deviam se colocar no lugar de uma religião de verdade e parar de atormentar a mídia.

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Parabéns pelo site! Continue defendendo as suas idéias. Como leitura complementar, sugirohttp://breviario.org/ptyx/2007/12/03/soneto-piedoso/. É de minha própria lavra. Vale a pena ler até o final, senão não pega o espírito do negócio todo.