Perguntas e Respostas

Quem debate com crentes durante muito tempo acaba percebendo que eles apelam sempre para as mesmas alegações. Parecem estar seguindo algum manual do tipo “Como debater com ateus”.

Para não ficar me repetindo, reuni na lista abaixo as afirmações mais comuns e as respostas adequadas. Em alguns casos, indiquei links para textos mais completos sobre o assunto.

Há outras listas semelhantes na Internet:

Esta é a minha :-)

1. Vejam como o universo é perfeito e organizado, vejam o sorriso das crianças, a beleza das flores.

O universo é um lugar caótico, com estrelas se apagando, explodindo ou se chocando, buracos negros engolindo estrelas e planetas, meteoros e cometas colidindo com planetas. A Terra é um lugar instável, sujeito a vulcões, terremotos, inundações, secas, furacões, incêndios, raios etc. A vida sobrevive devorando a vida num festival de garras, dentes, bicos afiados, ferrões, venenos, teias e putrefação.

A linda borboleta que vemos agora pode ser devorada por um pássaro em seguida, e esse pássaro devorado por outro animal, mais tarde.

Estamos sujeitos a doenças, pestes e defeitos de nascença. Nosso corpo é cheio de falhas e se deteriora com o tempo.

E fica a pergunta: que deus de infinito amor criaria um vírus que se instala no nervo ótico e causa a cegueira das pessoas? Ou insetos cujas larvas crescem dentro de animais vivos, devorando-os aos poucos até matá-los?

Leia também: O ser humano, ápice da criação divina?

2. A explosão de uma gráfica nunca produzirá um livro.

As chances de que um livro surja da explosão de uma gráfica são mínimas, já que as propriedades da matéria não levam a isto, mas há grandes chances de que levem a um universo como o nosso.

Se jogarmos um monte de objetos para cima, qual a chance de todos caírem? Muito grande, já que a força da gravidade leva a isto. Estranho seria se flutuassem ou saíssem voando em todas as direções.

O universo é assim porque há várias propriedades da matéria que o levam a ser assim.

E por que ele é assim? Não sei. Ponto final. Não vou inventar um deus para preencher as lacunas no meu conhecimento, muito menos definir como é este deus e quais são seus mandamentos e punições.

Os crentes também dizem que seria muito difícil surgirem seres vivos com tantos genes, organizados desta forma. O problema com a estatística aplicada ao surgimento da vida é que os crentes calculam como se fossem várias tentativas sucessivas até dar certo de repente, já com este grau de complexidade.

Na verdade, a coisa funciona mais como o jogo da forca: a cada letra que se acerta, há menos lacunas para se preencher. Os acertos são mantidos, facilitando os próximos acertos, que vão sendo adicionados um a um.

Não é como se, diante de 8 espaços a preencher, a gente tivesse que ficar imaginando palavras completas de 8 letras até acertar. E só tivesse, digamos, 5 chances.

Houve muitas chances e muitas tentativas simultâneas em muitos lugares, durante muito tempo, um tempo tão grande que foge à nossa compreensão. Não é como se, em algum lugar do planeta, uma única pessoa tivesse tentado uma coisa de cada vez, durante algum tempo.

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3. As chances de que o universo fosse assim por acaso são mínimas.

Podem ser mínimas, mas o fato é que o universo existe e é deste jeito. Quais as chances de que um determinado número seja sorteado na loteria? Mínimas, mas sempre sai um número.

A possibilidade de uma determinada sequência de números ser sorteada na loteria é ínfima, mas não é zero, portanto é possível. É a mesma possibilidade que tinha o número que foi sorteado.

4. A Terra está exatamente à distância do Sol que deveria para que existisse vida. Da mesma forma, tem a atmosfera e o tamanho certo, etc.

Isto se chama antropocentrismo e é a crença arrogante de que o universo existe para que o homem possa viver nele, quando na verdade o homem existe como consequência, não como razão de ser do universo. Existimos e somos assim porque o universo é assim. Não existiríamos ou seríamos diferentes se o universo fosse diferente. Somos frutos do acaso e, se quisermos um propósito para nossa existência, temos que inventá-lo nós mesmos.

5. Hitler, Mao, Lenin e Stalin eram ateus.

Hitler era cristão e nunca disse o contrário. Tinha sua própria interpretação da doutrina e considerava que os arianos eram o povo escolhido de Deus. Entrou em conflito com a Igreja Católica, que se opunha a alguns de seus atos, mas teve o apoio ativo de outras seitas, como os adventistas. Seus soldados usavam uma fivela com a inscrição “Gott mit uns” (Deus conosco).

Lenin era (ou se dizia) ateu, mas nunca perseguiu os religiosos, apenas tornou a Rússia um estado laico. Quanto a Stalin, era um louco sanguinário e fez o que se espera de um louco sanguinário no poder. Seu suposto ateísmo foi apenas um detalhe e não a razão para os massacres. Ele nunca disse “eu faço isto porque sou ateu”.

Por outro lado, houve várias ditaduras cristãs ao longo da história. No século XX, a mais recente foi a Argentina, que tinha o apoio entusiástico da Igreja Católica local. Devemos culpar sua crença religiosa pela tortura e morte de tanta gente?

Os regimes que os crentes chamam de ateístas foram apenas ditaduras onde o ateísmo era um detalhe na ideologia que lhes deu origem. Os ideólogos do marxismo rejeitavam as religiões porque tiravam do povo o ânimo de lutar por seus direitos e o tornava conformista. Mas quem disse que Mao e Stalin queriam que o povo lutasse por seus direitos? Seu suposto ateísmo foi apenas mais um modo de evitar que ideologias e instituições externas influenciassem suas mentes e competissem com eles.

6. Nunca vi um macaco virar homem ou um peixe pular para fora da água e passar a viver em terra.

E nem vai ver. A evolução ocorre de uma geração para outra e não num mesmo indivíduo e, em geral, é muito lenta. Grandes mudanças podem levar milhões de anos, embora outras ocorram diante de nossos olhos. A laranja Bahia é o resultado de uma mutação. Cada epidemia de gripe é uma mutação do vírus da epidemia anterior. Os insetos ficam cada vez mais resistentes aos inseticidas.

7. O celacanto não mudou nada durante milhões de anos.

Não exatamente. Há vários tipos de celacanto, o que mostra que ele mudou um pouco. Por outro lado, a evolução não é uma coisa obrigatória. Ela ocorre quando a mudança é necessária para a sobrevivência de uma espécie, mas não foi o caso do celacanto, bem adaptado ao lugar em que vivia.

8. Darwin renegou sua teoria antes de morrer.

Esta é uma mentira que alguns crentes inventaram e os outros repetem sem verificar se é verdade. Por outro lado, sua teoria continuaria válida mesmo que ele a renegasse, assim como a gravidade continuaria existindo mesmo que Newton voltasse atrás.

9. O evolucionismo se baseia em fraudes.

Como em todos os campos da atividade humana, houve fraudes cometidas por pesquisadores. A diferença é tais fraudes foram denunciadas por outros pesquisadores, não por religiosos, mesmo porque os religiosos não tinham conhecimentos para isto. Os criacionistas só ficaram sabendo delas quando já eram notícia velha e só então saíram por aí falando bobagem.

A religião, pelo contrário, protege seus fraudadores. Uma fraude religiosa antiga acaba se tornando “fato”, vira “milagre comprovado”. Quanto mais obscura e antiga for a lenda, mais confiável.

Leia também: Cinco grandes Equívocos sobre Evolução, A Evolução está Definitivamente Comprovada?, Criacionismo, Engodo e Estorvo e TalkOrigins

10. O famoso cientista Fulano, que era ateu, aceitou a Jesus.

Pessoas se convertem de uma religião para outra ou se desconvertem o tempo todo, mas os crentes só usam como exemplo os que eram ateus e viraram cristãos. Se eles esperam nos impressionar, por que ignoram quando citamos os cristãos que se desconverteram?

Além disto, cada um é que sabe da sua vida. Não sou obrigado a imitar o “famoso Fulano”, ainda mais se ele não apresentar motivos racionais para seus atos.

11. A maioria da humanidade é cristã e a Bíblia é o livro mais importante do mundo.

Apenas da humanidade é cristã (e ainda assim este está dividido em dezenas de milhares de seitas conflitantes). Em breve, haverá mais islamitas que cristãos. Isto será um sinal de que o islamismo é que é a verdadeira fé?

A Bíblia só é importante para os ocidentais. O problema é que os crentes, em sua arrogância, acham que sua fé e seu livro “sagrado” são o centro do mundo, admirados e respeitados por todos.

Veja também: Major Religions Ranked by Size

12. A Bíblia diz que blá blá blá…

Não adianta citar a Bíblia para quem não acredita nela assim como não adianta citar os Vedas para um cristão. Os crentes parecem achar que duas ou três citações aleatórias de seu livro de mitologia vão fazer qualquer ateu cair de quatro, maravilhado, ou que servem como argumento para qualquer coisa.

Não se pode usar a Bíblia para provar a Bíblia. É preciso primeiro provar que ela pode ser levada a sério, e isto tem que ser feito usando-se fontes externas.

Leia também: Contradições na Bíblia e Existe Lógica na Fé?

13. É preciso saber interpretar a Bíblia.

Se a Bíblia é a palavra de Deus e se nossa salvação depende de a seguirmos, então ela deveria ser claríssima e não um monte de textos obscuros que é preciso interpretar sabe-se lá segundo que critérios, sobre os quais ninguém se entende. Cada seita decide, conforme sua conveniência, o que deve ser tomado literalmente e o que é no sentido figurado.

Além disto, não deveria ser necessário aprender línguas mortas para poder lê-la no original em caso de dúvida ou estudar culturas antigas para entender o tal de “contexto”.

Se partirmos do princípio de que Deus não tentou nos confundir com enigmas e nem está se divertindo às nossas custas, então só podemos concluir que a Bíblia significa exatamente o que está escrito e que não requer nenhuma interpretação. Seria muita pretensão nossa achar que sabemos o que Deus realmente queria dizer com os textos que inspirou. Se ele quisesse dizer outra coisa, teria dito outra coisa. Vale o escrito, vale a interpretação literal, não o que os crentes queriam que ele tivesse dito.

E Deus tinha o poder de evitar que o texto gerasse tantas interpretações diferentes e distorções, se quisesse, ainda mais sabendo que elas ocorreriam.

14. As profecias que se cumpriram mostram que a Bíblia é confiável.

A Bíblia tem várias profecias que falharam. Muitas delas são tão vagas que podem ser usadas para vários acontecimentos, conforme a conveniência. Algumas das supostas profecias mencionadas pelos evangelistas foram usadas fora de contexto e se referiam a outras coisas. Em alguns casos, nem profecias eram. Também pode-se suspeitar que a “profecia” foi feita depois do fato ocorrido.

Leia também: O Mito do Jesus Histórico

15. As profecias estão se cumprindo, portanto Jesus está voltando.

Jesus disse que voltaria quando alguns dos que o ouviam ainda estivessem vivos, mas todos morreram e ele não voltou.

Há 2 mil anos que cada geração vê sinais de que Jesus está voltando. Cada geração morre e Jesus não volta.

Os crentes citam como sinais de que o retorno é iminente as guerras, as doenças, os terremotos e todos os males que nos atingem, mas, em sua cegueira, não percebem que estas coisas foram uma constante durante toda a história da humanidade.

Pelo contrário, cada vez há menos guerras e nelas morre menos gente, além do que o mundo inteiro protesta contra elas em vez de aceitá-las como coisa normal. A humanidade nunca foi tão saudável e nem viveu tanto, graças à medicina moderna. Nunca a fome atingiu tão poucas pessoas.

Há algo que piorou, sim, e é a superpopulação e a resultante poluição do planeta (como consequência da redução da mortalidade e da maior qualidade de vida), mas isto não estava nas profecias. Por outro lado, se às vezes somos bombardeados com notícias de desgraças, é preciso lembrar que hoje a comunicação é instantãnea. No passado, era possível passar uma vida inteira isolado do mundo numa aldeia sem a mínima noção dos horrores que ocorriam no resto do mundo.

Além disto, hoje somos mais exigentes e não aceitamos muitas coisas que pareciam normais aos nossos avós, como a escravidão e a alta mortalidade infantil.

Leia também: Jesus está a caminho?, Melhoria da Qualidade de Vida e As Profecias para os Últimos Dias Comparadas Com os Fatos Atuais Demonstram seu Cumprimento?

16. A moralidade não é possível sem Deus.

A moral só faz sentido sem Deus. Com um deus para nos vigiar e nos impor regras, prometendo recompensas e ameaçando com castigos, não se pode falar em moral e sim em obediência a regras impostas, a que temos que obedecer mesmo sem entender.

A verdadeira moral é aquela que permite a convivência pacífica e a vida em sociedade. Suas regras fazem sentido.

Será que um religioso sairia por aí roubando, estuprando e matando se descobrisse que Deus não existe? Ou continuaria com sua vida, com seus sonhos e projetos, procurando viver uma vida longa e saudável cercado da estima e do respeito de todos?

A maioria da humanidade é e sempre foi religiosa. Se o mundo sempre foi injusto e violento, de quem é a culpa? Dos ateus, que sempre foram uma minoria, em muitos casos perseguida, é que não é.

Leia também: Moral e Ética sem Religião, Vender a alma a Deus ou ao Diabo? e Por que Jesus?

17. Listas de ateus que morreram loucos e desesperados.

Crentes costumam copiar e colar longas listas de ateus famosos que teriam morrido loucos ou desesperados. Alguns dos citados nem sequer existem, como o tal de “Yaroslav, presidente da Comissão Internacional dos Ateus” (aliás, a tal comissão também não existe). Quanto aos outros:

  • Qual o problema se Goethe morreu dizendo “Mais luz”?
  • Quem garante que todos os citados disseram o que está na lista? Em vários casos, sabemos que não.
  • O que os crentes querem provar com as palavras de gente que morreu louca? Que valor elas têm?
  • Que valor têm as palavras de gente cujo cérebro já está parando de funcionar? Não deveríamos ser julgados pelo que fomos ao longo da vida?
  • Como ficam todos os casos de ateus que morreram tranquilamente? Não contam? E os crentes que morreram loucos ou desesperados?
  • Quem foi que morreu dizendo “Meu pai, por que me abandonastes?”

18. Listas de pessoas que desafiaram a Deus e foram castigadas.

Estas listas só provam que o deus dos cristão é mesquinho e vingativo. Não faz sentido que um deus que é tudo e pode tudo se ofenda com as piadinhas de suas ínfimas e limitadas criaturas. Onde está a justiça em se afogar os milhares de passageiros inocentes do Titanic só para punir uma piada de seu construtor? É esse o tal “deus de infinito amor”?

E, mais uma vez, por que os crentes não levam em conta todos aqueles que blasfemaram e disseram coisas muito piores e, mesmo assim, morreram tranquilamente? Ou os crentes piedosos que tiveram mortes horríveis?

19. O mal existe por causa do homem, que tem livre arbítrio, não de Deus.

Não há livre arbítrio se o criador é onisciente. Se Deus criou o universo já sabendo exatamente de tudo o que aconteceria, ele determinou nosso futuro. Não é possível surpreender a Deus fazendo diferente daquilo que ele já sabia que faríamos antes mesmo de nos criar. Ele tinha infinitas opções, mas escolheu esta, mesmo sabendo das consequências. Ele criou aqueles que iriam para o inferno já sabendo que seriam condenados, portanto foi ele que os mandou para lá.

Não há livre arbítrio se só temos duas opções: obedecer ou sermos castigados. Equivale ao psicopata que diz à namorada “ou fica comigo ou te dou um tiro na cabeça”.

Se eu tenho como impedir que um crime seja cometido e não faço nada, também sou culpado, por omissão. Se eu criei o mundo já sabendo que o crime seria cometido, eu sou totalmente culpado. Foi intencional.

Além disto, a própria Bíblia diz que foi Deus que criou o mal, além de praticá-lo várias vezes.

Leia também: A Falácia do Livre Arbítrio

20. Se os ateus lessem a Bíblia com atenção, entenderiam tudo e aceitariam a Deus.

Os crentes têm dificuldade em compreender que só eles vêem a Bíblia como sendo a tal de “palavra de Deus”. Tudo o que eles lêem no seu livro velho é interpretado para se ajustar a esta idéia preconcebida. Para os ateus e os seguidores das outras religiões, a Bíblia é apenas mais um livro. Um livro entediante, confuso e contraditório, cheio de absurdos e violências cometidas pelo deus que o teria inspirado.

Os crentes deveriam tentar ler a Bíblia assim como eles lêem (se é que lêem…) os livros sagrados das outras crenças: com a mente aberta, não com um respeito reverente que ignora os absurdos e a tudo aceita como verdade revelada.

Veja também: A Bíblia do Cético

21. Você se acha mais inteligente que tantos sábios do passado que acreditavam em Deus?

Pessoas muito mais brilhantes, inteligentes e sábias que eu acreditavam nos deuses gregos e romanos, acreditavam em que a Terra era o centro do universo, defendiam a moralidade da escravidão e a inferioridade das mulheres.

Talvez os sábios estejam me escondendo o argumento devastador a favor da religião que me faria mudar de idéia.

22. Na hora do desespero, ateus procuram por Deus.

Crentes gostam de repetir esta bobagem, mas quantos ateus eles já viram num momento de desespero, se é que eles já viram algum ateu? Que estatística confiável eles têm para apresentar? Gravações de acidentes de avião em geral mostram gritos e palavrões, não orações.

Por outro lado, uma pessoa desesperada não age de forma racional, portanto não se pode citar o que ela diz em momentos assim como prova de que ela, no fundo, acredita em algum deus. Seria o mesmo que julgar uma pessoa pelo que diz quando está bêbada.

Uma pessoa que perdeu a razão é uma pessoa incompleta, é outra pessoa.

Leia também: Existem ateus em aviões caíndo?

23. Ateus rejeitam a Deus, mas vivem falando nele.

Há um bom motivo para eu me preocupar tanto com religião: o proselitismo constante que me cerca e as reações horrorizadas dos que descobrem que eu sou ateu (embora eu não saia por aí anunciando o fato). Ou o fato de que os evangélicos atuam constantemente para mudar as leis em seu favor. E já conseguiram: por exemplo, a vitória da bancada evangélica do Rio de Janeiro, que conseguiu elevar o nível de ruído permitido por lei, já que as igrejas eram campeãs de multa.

E ainda poderia falar da contratação de professores de religião para escolas públicas (mesmo que falte dinheiro para professores de matemática e geografia…) ou do projeto pedindo verbas públicas para a “cura” dos gays.

Lembro também que nossa liberdade de expressão é recente e não podemos permitir que nos seja novamente tirada.

24. Ateus não conseguem provar que Deus não existe.

E nem estão tentando. A maioria dos ateus apenas ignora Deus por não terem evidências de que ele exista. Os poucos que afirmam sua inexistência estão errados. Quem afirma a existência de um deus é que tem que provar o que diz.

25. A Aposta de Pascal.

  • E se o verdadeiro deus for outro e você acabar no inferno de outra religião?
  • E se Deus premiar os ateus sinceros e condenar os religiosos hipócritas, que acreditam por via das dúvidas?
  • De que adianta eu fingir que acredito se Deus saberá que estou mentindo?
  • Como eu faço para acreditar se eu não acredito? Se eu me esforçar bastante, volto a acreditar em Papai Noel?

Leia também: A Aposta de Pascal — Um Desdobramento

26. Ateus também têm fé.

Esta é uma falácia que se baseia na confusão entre dois significados diferentes para a palavra “fé”.

Eu posso ter fé no sentido de “confiança baseada em fatos”. Por exemplo, eu tenho fé em que minha casa não vai desabar nos próximos dias, apesar de não ter certeza. Afinal de contas, ela é bem construída e já está de pé há muito tempo.

Por outro lado, a fé em algo que não se pode ver nem ouvir nem provar que existe tem o sentido de “acreditar por causa da vontade de acreditar”. A fé religiosa é uma crença sem evidências e, às vezes, é uma crença apesar das evidências em contrário.

Para a religião, acreditar sem ver tem até mais valor.

E fica a pergunta: se evidências não são necessárias e basta a fé, o que faz com que uma pessoa tenha fé num deus e rejeite todos os outros? Qual é o critério?

27. Ateus não acreditam em nada.

Ateus acreditam em muitas coisas. Acreditam, por exemplo, em que vão chegar vivos em casa ao final do dia, que o sol vai nascer na manhã seguinte, etc.

Muitos, talvez a maioria, acreditam em que não devem fazer aos outros o que não querem que lhes façam, acreditam que uma vida honesta é melhor que viver fugindo da polícia, acreditam em que é importante conquistar o respeito e a estima dos outros.

Por outro lado, não vêem motivos para acreditar em entidades invisíveis e indetectáveis.

28. Ateus se acham superiores aos outros, acham que sabem de tudo, estão cheios de certezas.

Pelo contrário, são os ateus que reconhecem que são limitados, que vão morrer e virar pó, ao contrário dos crentes, que se acham as criaturas especiais de um deus todo-poderoso que tem um plano para cada um deles e vai levá-los para viver pela eternidade junto dele.

Ateus não estão cheios de certezas e nem acham que sabem de tudo. Pelo contrário, admitem sua ignorância e entendem que o pouco que sabem pode ser desmentido no futuro. São os crentes que têm certeza de que vão para o céu, que o seu deus disse isso e aquilo, que ele é assim e assado, sabem exatamente o que ele espera de nós.

O pior é que os crentes acreditam num livro que eles nem sabem quem escreveu e, na dúvida, acreditam pela fé, sem pedir evidências, ao contrário dos ateus, que desenvolvem hipóteses com base no que podem ver, não no querem que seja a verdade.

Quando um ateu não sabe, ele diz, honestamente, “Não sei”. Quando um crente não sabe, ele diz “Foi Deus”.

29. A ciência não se decide, vive mudando de idéia. Eu acredito em Deus e não tenho dúvidas. ou Os cientistas vivem divergindo entre si, portanto o evolucionismo está errado e eu fico com a certeza da Bíblia.

A ciência evolui justamente porque muda de idéia. Foi assim que aprendemos a fazer fogo, foi assim que surgiu a civilização moderna, foi assim que descobrimos que a Terra não é o centro do universo, foi assim que aprendemos a curar tantas doenças.

Já os crentes se agarram a superstições de tribos primitivas que viveram há milhares de anos e se acham muito inteligentes porque teimam em não mudar de idéia, embora não tenham provas de nada, como se teimosia fosse virtude. E o pior é que cada religião se agarra a uma superstição diferente e se acha a única verdadeira.

Leia também: A “permanência” da Bíblia e a “indecisão” da ciência e A ciência é baseada na fé?

30. Aceite Jesus e você entenderá tudo.

Uma pessoa sensata só aceita uma coisa depois de comprovar que ela é verdade, e não o contrário.

Se for para aceitar e só então tentar entender, todas as religiões se equivalem. Por que aceitar uma e rejeitar as outras?

O mais grave é que, após aceitar sem entender, as pessoas continuam não entendendo e nem por isso abandonam a fé.

Leia também: Aceitar a Jesus?

31. O fato de se usarem datas com “depois de Cristo” é uma prova de que ele existiu.

O calendário ocidental, baseado na suposta data de nascimento de Cristo, só foi definido no Século V, quando a Igreja de Roma conseguiu o poder para impor suas decisões ao mundo pela força das armas. Só então o papa da época, João I, mandou que o monge Dionísio Exiguus calculasse a data exata para o início da nova contagem. Até então, a referência era a data de fundação de Roma.

Mesmo assim, devido às contradições dos evangelhos, o ano zero foi uma escolha arbitrária e imprecisa, até hoje sujeita a discussões.

A civilização ocidental se tornou poderosa e seus padrões foram aos poucos sendo adotados pelo mundo, como o alfabeto latino e, sucessivamente, o latim, o francês e, atualmente, o inglês. É útil ter padrões. É por isto que todo mundo tenta aprender inglês.

Isto não impede que os países continuem usando suas línguas e não impede que haja vários calendários diferentes: chinês, judaico, árabe, hindu etc.

O uso da suposta data de nascimento de Cristo não prova que ele existiu. É apenas uma convenção que todos adotaram por conveniência.

Por outro lado, é interessante notar que os nomes dos dias da semana, na maioria das línguas européias, ainda se baseiam em nomes dos antigos deuses (dia do Sol, dia de Thor, dia de Vênus, dia de Marte etc.).

32. Se fosse mentira, já teria sido desmentida depois de tanto tempo.

Se todas as outras religiões (e são milhares…) fossem mentira, já deveriam ter sido desmentidas depois de tanto tempo. Há religiões bem mais antigas que o cristianismo.

33. Já está mais que provado que Jesus existiu.

Os crentes apresentam uma lista de historiadores que mencionaram Jesus como prova de que ele existiu. Na verdade, nenhum deles viveu na época dos supostos fatos. Tudo o que eles relatam é de ouvir falar, às vezes 100 anos depois. E o que eles dizem é que havia um grupo de pessoas que se denominavam “cristãos” e acreditavam num tal de Jesus. Isto prova a existência de cristãos já naquela época, mas não a existência histórica de Jesus.

Outros afirmam que o túmulo vazio é prova da ressurreição, sem perceber que qualquer um pode cavar um buraco e dizer que lá havia estado um deus ou qualquer outra coisa. Sem perceber que nem sabemos se Jesus chegou a ser enterrado naquele túmulo ou, se foi enterrado, talvez tenha sido removido antes de chegarem os soldados romanos. Sem se dar conta de que nem sabemos se o tal túmulo existiu mesmo. Tudo o que temos é um lugar que, séculos depois, os cristão decidiram que era o túmulo mencionado nos evangelhos.

Talvez tenha havido um homem que deu origem ao mito que os evangelhos relatam, mas não há rigorosamente nenhuma prova de que ele tenha nascido de uma virgem, feito milagres, ressuscitado e voado para o céu.

Quem quiser que acredite pela fé, mas não apele para alegações do tipo “muitos historiadores sérios confirmam que Jesus existiu”. Não é verdade. Historiadores sérios não deixam que sua fé religiosa influencie seu trabalho profissional.

Leia também: Jesus: O incômodo silêncio da História e O Mito do Jesus Histórico

34. Os arqueólogos descobriram que Pilatos existiu, portanto a Bíblia está confirmada como verdadeira.

Se o fato de Pilatos ter existido provasse que Jesus existiu, então a existência da cidade de Nova Iorque e do edifício Empire State provaria que o King Kong existiu.

35. Eu sei que Deus existe porque ele fala comigo.

Fiéis de todas as religiões dizem a mesma coisa sobre deuses diferentes. Não é possível que estejam todos certos ao mesmo tempo.

Além disto, experiências “místicas” não servem como prova de nada. São pessoais e intransferíveis, sem falar em que a própria pessoa deveria ter a honestidade de admitir que talvez quem esteja falando com ela é um outro deus ou que tudo pode não passar de alucinação ou auto-ilusão.

Leia também: Religião é problema Mental?

36. Jesus cura! É só ter fé!

Os crentes têm fé em que foram curados pela fé.

O pior é que vão ao médico, se tratam no hospital, fazem terapia, tomam remédios e, no fim, o mérito é todo de Deus e não dos médicos ou da ciência. Eles saem dizendo que “foi Deus que curou”, como se os médicos não tivessem feito nada.

E fingem que não viram os que oraram muito e morreram das doenças. Ou os que não oraram e se curaram assim mesmo.

Por que Deus não faz crescer de volta um braço, uma perna ou um olho? Por que só há curas que podem ser explicadas de outras formas? Por que os crentes nunca desconfiam de fraudes?

Há milhares de igrejas evangélicas, por toda a parte, curando deficientes aos montes como se fossem linhas de produção. Por que, então, não diminui o número de cadeirantes, por exemplo?

O mais cruel é que, quando a pessoa não se cura, é acusada de não ter fé e ainda leva a culpa por estar doente.

Ler também: Curas Espirituais e Oremos

37. Deus é amor. Se todos seguissem o que a Bíblia diz, o mundo seria melhor.

O deus da Bíblia é um monstro ciumento, mesquinho e cruel, que mata povos inteiros por motivos fúteis. E Jesus, o manso e humilde, piorou as coisas: antes, o sofrimento terminava com a morte. Depois de Jesus, o sofrimento passou a ser eterno.

Como já disse alguém: “Quem seguisse o Antigo Testamento fielmente seria preso. Quem seguisse o Novo Testamento fielmente seria internado”.

Leia também: Atrocidades cometidas em nome de Deus e Atrocidades bíblicas “explicadas” pelos crentes

38. Não nos cabe questionar a vontade de Deus. Devemos aceitar mesmo sem entender.

Esta alegação parte do princípio de que Deus é bom e justo e que tudo o que ele faz nos beneficia, mesmo que seus atos estejam além de nossa compreensão, mas a verdade é que, se não sabemos por que Deus faz as coisas, não temos como saber se são boas.

Quando a coisa nos agrada, dizemos que Deus é muito bom para nós. Quando não nos agrada, dizemos que Deus sabe o que é melhor para nós.

No fim das contas, a ação de Deus não se diferencia em nada da ação do acaso.

Leia também: Vender a alma a Deus ou ao Diabo?

39. As 5 provas de Tomás de Aquino.

Neste caso, não é uma questão de se refutarem as 5 provas e sim de mostrar que elas não provam nada sobre a existência de Deus.

Fazem sentido, até certo ponto, mas hipóteses só se tornam aceitas depois que são confirmadas por fatos – e ainda faltam os fatos: onde está Deus?

E, claro, permanece o velho problema: quem criou Deus? Por que abrir uma exceção para ele?
Só porque é preciso para que o argumento faça sentido?

Enquanto não aparecer um deus que, além de existir, prove que sempre existiu, o mais sensato é considerar que o universo sempre existiu. Ou apenas admitir que não há uma explicação satisfatória para a existência do universo e encerrar o assunto.

O erro dos crentes é assumir que Deus existe e só então procurar por provas.

40. Eu era ateu, mas minha mãe se curou por milagre e eu me converti.

Em primeiro lugar: foi mesmo um milagre? Ou apenas uma coisa que você decidiu que era milagre sem procurar saber se havia alguma explicação? Além disto, milagre é apenas algo que ainda não conseguimos explicar. Você pode provar que a ciência nunca conseguirá explicar?

Em segundo lugar, por que só alguns ateus se impressionam com esses “milagres” e se convertem? Será que eles eram ateus por motivos racionais ou eram apenas pessoas indecisas procurando por um pretexto para admitir a fé em Deus?

Em terceiro lugar, se o fato de que uma pessoa quase morrendo se curou é prova de que Deus existe, então talvez o fato de uma pessoa saudável morrer de repente seja prova de que Deus não existe.

41. Se você não tem certeza, pergunte a um teólogo antes de dizer besteiras sobre assuntos que desconhece.

Cada teólogo diz uma coisa. Uns dizem que o inferno existe, outros que não. Uns dizem que a salvação é só pela fé, outros que as obras são necessárias. Uns dizem que é Deus que escolhe quem será salvo e que nada importa o que fizermos, outros dizem que temos livre arbítrio. Uns dizem que Jesus é igual ao Pai, outros dizem que ele é inferior.

Uns dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus, imutável e inerrante da primeira à última palavra, outros dizem que Jesus trouxe uma nova doutrina e que o Antigo Testamento já não é mais importante.

Durma-se com um barulho destes…

E por que temos que consultar teólogos cristãos? Por que não islamitas, que dizem que Jesus não morreu na cruz? E que ele não é filho de Deus? Eles também estudaram muito e devem saber do que estão falando.

  • Alexssc

    Frase de uma famosa religiosa, canditada a vice-presidente norte-americana, durante o último debate: “eu ainda não estou convencida de que as ações humanas contribuam para o aumento do efeito estufa”. Ainda querem religiosos no poder?

  • emerson

    Lilith,

    Vc precisa comprar passagem antecipada se deseja um lugar na janelinha das conversas.

    Eu disse que par mim o sofrimento abriu minha visão para a existencia de algo além do acaso, mas que não tenho provas científicas alguma (assim como vc também nao tem) de que algo exista ou não.

    Portanto seria bem cabido vc entender que estou aqui para aprender e ja aprendi bastante … mas isto fica por conta de cada um.

  • emerson

    João Hammes,

    Precisando de ajuda para se safar das encrencas que vc mesmo se mete?

    Lúcia,

    Ja conseguiu minha indiferença … agora nao adianta insistir.

    http://ateusdobrasil.com.br/c/deus-nao-existe/

    Sendo mestre em linguas e afirmar que isto trata-se apenas de uma suposição para mim acaba a esperança de aprender algo bom com vc.

    Retorne à indiferença que conquistou …. lamento, teve uma atitude exagerada e apelativa e continua pelo mesmo caminho.

  • http://www.percepolegatto.com.br Perce Polegatto

    Severino

    Ainda querem ateus no poder

    Não. Queremos crentes. Queremos voltar à Idade das Trevas.
    Queimar os seres pensantes. Destruir livros e tudo o que os ateus descobriram.
    É o sonho de todos nós.

  • http://www.percepolegatto.com.br Perce Polegatto

    Fernando

    É homem.

    Obrigado. Vou usar adjetivos apropriados.
    Abraços.

  • http://www.percepolegatto.com.br Perce Polegatto

    Alexssc

    eu ainda não estou convencida de que as ações humanas contribuam para o aumento do efeito estufa.

    Nossa, é mesmo, você viu?
    Ela falou isso mesmo, em público, sem nenhuma vergonha da própria ignorância.
    Lembra que eu cantei a bola? Essa muiezinha é mais uma toupeira pós-diluviana.
    Abraços.

  • http://www.percepolegatto.com.br Perce Polegatto

    Amigos (e inimigos)

    Não fico mais aqui, com mais de 600 postagens.
    Fui para o “Sorriam!”, página de entrada, link abaixo:

    Encontro vocês lá.
    (Meus inimigos, não me deixem só. A vida sem vocês não tem graça nenhuma.)

  • Severino

    Polegatto,
    O que é ser pensante para voce? Um ser que acha normal criança ser adota por homossexuais ?Um ser que acha normal fumar maconha na porta da escola(liberar a maconha) ? Um ser que acha normal sua filha(filho) ficar com todos ? Um ser que acha normal adolescente se embriagar? A sociedade precisa desse tipo de canditato pensante ?Meu nobre Polegatto,um governante cristão não pensa assim…Quer treva maior do que essa ?

  • Fernando Silva

    Severino,

    O que é ser pensante para voce? Um ser que acha normal criança ser adota por homossexuais ?

    E se ninguém quiser a criança? Ela fica no orfanato até os 18 anos e depois vai para a rua? Isto é melhor que ser criada por pessoas que gostam dela e que não fazem nada de errado?

    Um ser que acha normal sua filha(filho) ficar com todos ? Um ser que acha normal adolescente se embriagar? A sociedade precisa desse tipo de canditato pensante ?

    Prove que esse candidato defende essas coisas.

    Meu nobre Polegatto,um governante cristão não pensa assim…Quer treva maior do que essa ?

    O país está esta bosta depois de séculos de governantes cristãos.
    Governantes cristãos têm os mesmos defeitos dos outros, apenas escondem.
    Que ser pensante quer ser governado por gente como o Crivella ou por criminosos como o casal Garotinho?

  • http://www.percepolegatto.com.br Perce Polegatto

    Severino

    Minha resposta em:

    Vamos sair daqui, está lotado.

  • weiner assis gonçalves

    Severino,
    Desça do seu preconceito, e procure conversar com um homossexual, não os debochados que existem em todos os segmentos sociais. Aqueles conscientes e lúcidos. Vai ser surpreendido, vai descobrir o quanto são educados e inteligentes, acima da média. Está provado cientificamente que seus cérebros seguem a semelhança dos femininos, talvez seja essa a razão de suas preferências sexuais, e quem somos nós para julgar-los, será que estamos totalmente despidos de qualquer erro? Não sei se você tem conhecimento, mas isso ocorre inclusive no reino animal irracional. Você já pensou nessas crianças jogadas nas latas de lixo, não estariam bem melhor com quem cuidasse delas e as amasse, e acima de tudo lhe propiciasse uma esmerada educação? Lembre-se quem ama, não faz o amado sofrer.

  • weiner assis gonçalves

    O que está faltando nos lares das pessoas viciadas? Pesquise e vai descobrir que quase totalidade delas são de lares religiosos. E não se esqueça de nossos governantes? Parece que sem exceção de regra são cristãos, qual a razão então de existir tanta corrupção? Tanto abandono e tanta ignorância? Afirmo sem medo de errar, a omissão desses governantes “cristãos” não fossem tão insensíveis à carência não predominaria na maioria dos nossos lares.

  • Blitzen

    Ao Weiner Assis,

    Venho por meio desta, expressar de forma lógica ao parecer a respeito em que está aqui postado por você e seus mentores com todo respeito aos senhores, me pondo na condição de não querer ofender a ninguém dos que postaram aqui, mas trasendo informações e discursões lógicas, sendo que na maioria destes postarei para análese, reflexão e aberto ao diálogo, no mais compreencível dialeto possível.

    Gostaria de me submeter e pedir a autorização do então mentor deste assunto, o Srº Weiner, para possíveis discursões.

  • weiner assis gonçalves

    Caro Blitzen,
    Se o tom for irônico, paciência! Sou apenas mais um dos que usam este Site, postando meus comentários, apesar de contraditórios, para buscar adquirir melhores conhecimentos.
    Este Site, como informa o rodapé, foi criado por Alexandre Pereira com a ajuda de Fernando Silva. E tudo que aqui presenciei e participei com toda certeza, não existe trincheira alguma que defenda a liberdade com tanta intensidade.

  • João Paulo Hammes

    emerson,

    João Hammes,

    Precisando de ajuda para se safar das encrencas que vc mesmo se mete?

    Sinceramente, não entendi…

  • Blitzen

    Ola Weiner,

    Sendo assim, me sinto com os pés em cima do sofá, pois estou em casa… não é nenhum tom irônico, somente gostaria mesmo de trocar algumas palavras com você de preferência, me parece ser coeso e não trata as pessoas de forma asquerosa.

    Pois bem… Vamos entrar primeiro pelo ponto de partida do assunto que se resume em: Existência de Deus e a Bíblia como sendo a palavra do Deus vivo ou não.

    Poderíamos definir “lógica” como sendo: “a coerência de raciocínio, de idéias”. Sendo que como homem que somos compreendemos daquilo que somos, de forma que nos é proposto, mas ao longo da história grandes homens da ciência propuseram ir ainda mais longe, pois tentaram responder perguntas que não tinham, até então, respostas e outras mais que até nos dias de hoje não se há respostas. No final do século passado, a ciência acreditava ter todas as chaves do conhecimento: decifrar os últimos mistérios da natureza era só uma questão de tempo. Agora, na entrada de um novo milênio, as certezas mais claras agonizam e os cientistas se perguntam… Existe uma luz no fim do túnel? Eu sinceramente espero que sim.

    Mecânica quântica e matemática do caos a gente até entende – com a ajuda de um bom professor, claro. Deus é outra história. É o infinito imponderável: aquilo que não dá para pensar e nem imaginar. É o infinito inefável: aquilo que não dá para falar. Ou, pelo menos, essa é a maneira mais segura de abordar o assunto nem ofender ninguém.

    Mas são os próprios cientistas que não param de falar em Deus. Os últimos 10 anos em especial viram nascer um novo filão literário dedicado a discutir o Divino – aquele mesmo, um Criador Onipotente e Onisciente! – à luz da física e da matemática, da química e da biologia. E isso é mais ou menos do que viria depois.
    Não demorou para que outro cientista inglês do alto escalão, o físico e matemático Paul Davies, extraísse todo um livro – e mais um sucesso comercial de arromba! –

    O culpado, ao que tudo indica, é o físico inglês Stephen Hawking, ocupante da cadeira que foi de Isaac Newton na ultraprestigiosa Universidade de Cambridge e um dos principais teóricos dos buracos negros. Hawking, todo mundo sabe, realizou um milagre digno do Grande Arquiteto Celestial ao vender mais de 10 milhões de cópias de um tratado de cosmologia e astrofísica, denso o suficiente para fritar o cérebro do público leigo. Publicado em 1988, Uma Breve História do Tempo tornou-se o mais inesperado best-seller da história e até filme virou – não sem antes deixar no ar, bem no parágrafo final, uma sedutora insinuação do casamento entre ciência e religião: “Se chegarmos a uma teoria completa, com o tempo ela deveria ser compreensível para todos e não só para um pequeno grupo de cientistas. Então, toda a gente poderia tomar parte na discussão sobre por que nós e o Universo existimos… Nesse momento, conheceríamos a mente de Deus”.

    levando ao pé da letra as palavras do colega. Acolhido com uma chuva de prêmios destinados à divulgação científica, A Mente de Deus (1992) passa em revista a história da ciência e da filosofia para concluir, com convicção, que tudo no cosmo revela intenção e consciência. Como o próprio Davies resumiu em uma entrevista: “Acredito que as leis naturais são engenhosas e criativas, facilitando o desenvolvimento de riqueza e de diversidade na natureza. A vida é apenas um aspecto disso. A consciência é outro. Um ateu pode aceitar essas leis como um fato bruto, mas para mim elas sugerem algo mais profundo e intencional”.
    Estava dada a deixa para uma verdadeira enxurrada de físicos-teólogos atacar o assunto em dezenas de livros semelhantes. Dessa turma, o mais ativo é o também inglês John Polkinghorne, colega de Hawking no Departamento de Física de Cambridge, que – depois de 25 anos de carreira acadêmica brilhante – largou tudo para se ordenar pastor anglicano e escrever seus livros de “cristianismo quântico”.
    “Eu não abandonei a física porque estava desiludido com ela, muito pelo contrário: continuo acompanhando o assunto com o máximo interesse. Só não faço mais pesquisa científica. Mas boa parte dos meus livros consiste em tentar ensinar física quântica aos leigos”, afirma Polkinghorne. “Acredito que precisamos de ambas as perspectivas, a científica e a religiosa, para compreender esse mundo admirável em que vivemos.”

    Estava dada a deixa para uma verdadeira enxurrada de físicos-teólogos atacar o assunto em dezenas de livros semelhantes. Dessa turma, o mais ativo é o também inglês John Polkinghorne, colega de Hawking no Departamento de Física de Cambridge, que – depois de 25 anos de carreira acadêmica brilhante – largou tudo para se ordenar pastor anglicano e escrever seus livros de “cristianismo quântico”.

    “Eu não abandonei a física porque estava desiludido com ela, muito pelo contrário: continuo acompanhando o assunto com o máximo interesse. Só não faço mais pesquisa científica. Mas boa parte dos meus livros consiste em tentar ensinar física quântica aos leigos”, afirma Polkinghorne. “Acredito que precisamos de ambas as perspectivas, a científica e a religiosa, para compreender esse mundo admirável em que vivemos.”

    Alguma transformação radical deve ter ocorrido para que a crença em Deus, assunto que havia se tornado tabu em laboratórios e universidades, renascesse com tanta força. Cem anos atrás, a ciência se projetava como a própria imagem do progresso e da civilização: decifrar todos os mistérios da natureza era só uma questão de tempo. Era como se estivéssemos em um trem, atravessando planícies ensolaradas, com uma visão cada vez mais ampla de tudo o que nos cerca. Acreditávamos que esse trem – a ciência clássica – avançaria para sempre por trilhos que não acabariam nunca, sob um sol que jamais deixaria de brilhar. Nós mesmos havíamos nos tornado os senhores do Universo. Ninguém necessitava mais de fantasias como “providência divina”. Conceitos desse tipo – e entidades sobrenaturais em geral – passaram a ser considerados ou uma infantilização neurótica (Freud) ou um meio de as classes dominantes subjugarem os pobres e oprimidos (Nietszche e Marx).

    De repente, sumiram de vista as planícies, a luz do sol e os próprios trilhos do trem. Perdemos a direção. Um terremoto, depois outro, haviam nos atirado dentro de um túnel escuro, onde as velhas certezas se convertiam cada vez mais em mistérios. O trem continuava em movimento, mas já não sabíamos para onde e nem por quais paisagens. E esses dois cataclismas eram justamente a física quântica e a matemática do caos.

    “Ambas as teorias mostravam que existem imprevisibilidades inevitáveis espalhadas por toda a natureza. Não acho que isso deva ser interpretado como uma infeliz ignorância de nossa parte e sim como sinal de que os processos físicos são muito mais abertos do que a mecânica de Newton sugeria. Quando falo ‘abertos’, estou querendo dizer que existem outros princípios causais em ação, acima e além das trocas de energia que a física descreve”, afirma Polkinghorne.
    Não é pouco o que o mundo deve ao gênio de Newton. Mais de 90% da física que a gente aprende na escola ainda vem desse físico inglês do século XVII – por sinal, religiosíssimo. Com ele, a descrição matemática da natureza atingiu seu ponto máximo. Partindo da descoberta de um único princípio – a Lei da Gravidade –, Newton praticamente criou toda uma nova disciplina, a dinâmica: nada menos que as leis que governam todo o movimento dos corpos no Universo e sua interação. Tornou-se possível prever medidas de tempo, espaço, peso com exatidão inédita – e, assim, nasceu uma visão científica batizada de “determinismo”.

    Um século depois de Newton, o quadro que víamos pelas janelas de nosso trem imaginário ficou ainda mais nítido graças ao físico escocês James Clerk Maxwell. Com a gravidade, Newton revelara uma força que rege todo o cosmo. Decifrando a maneira como a luz se propaga em ondas, Maxwell (um cristão fervoroso!) mostrou outra força universal igualmente determinante: o eletromagnetismo. O primeiro definia o comportamento da matéria, o segundo explicava o da energia. Pronto: com esses dois “princípios causais”, como Polkinghorne os chama acima, estava criada a ilusão de que todos os mecanismos da natureza estavam desvendados.

    Ricardo Galvão, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo – que se diz “bastante religioso” – aponta onde nosso trem tomou um rumo inesperado. “O determinismo nos fazia acreditar que, conhecendo as condições iniciais de um evento ou sistema, poderíamos prever toda sua evolução futura”, afirma ele. “Mas, ainda no final do século passado, o francês Henri Poincaré inaugurou a matemática do caos, tocando no problema de que essas condições iniciais nunca são bem conhecidas: sempre existe um grau de imprevisibilidade”. Aí, veio a mecânica quântica e introduziu o conceito de que é impossível conhecer simultaneamente a posição e o movimento de uma partícula. É o chamado Princípio da Incerteza de Heisenberg, que derrubou de vez aquela atitude cientificista do tipo ‘conhecemos tudo e podemos prever o futuro’.

    Foi justamente o Princípio da Incerteza que fez Einstein soltar, em protesto, sua frase mais famosa: “Deus não joga dados!” A imprevisibilidade quântica era demais para ele aceitar. Einstein, como se sabe, falava o tempo todo em Deus – até o dia em que o encostaram na parede e perguntaram se ele acreditava mesmo no Dito Cujo.

    “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela na harmonia e na ordem da natureza, não em um Deus que se preocupa com os destinos e as ações dos seres humanos”, respondeu o criador da Teoria da Relatividade, citando o filósofo holandês do século XVII para quem Deus e o Universo seriam a mesma “substância”.

    A definição de Einstein decepcionou muita gente – John Polkinghorne, inclusive – por excluir o que costuma se chamar de “Deus pessoal”. Assim, até um ateu convicto como Carl Sagan aceita a divindade. “A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca, sentado no céu, é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!”, dizia Sagan.

    Carl Sagan foi um dos raros cientistas a se declarar ateu. A grande maioria prefere o termo “agnóstico”, criado em 1869 pelo biólogo inglês Thomas Huxley – aquele que ganhou o apelido “Buldogue de Darwin”, por sua incansável defesa da Teoria da Evolução, frente aos ataques do clero. Há uma grande diferença entre as duas posições: dizer-se ateu é recusar a existência de um Deus, enquanto o “agnosticismo” (“sem conhecimento”, em grego) significa admitir apenas que não se sabe nada sobre dimensões sobrenaturais no Universo – e que o mais provável é que seja impossível superar essa ignorância. É essa combinação exemplar de humildade e diplomacia que define até hoje a postura de quase todos os cientistas não-religiosos.

    Mesmo assim, o americano Allan Sandage – um dos astrônomos mais respeitados mundialmente, hoje com 74 anos – considerava-se ateu com todas as letras, até os 50 anos. Sua conversão ao cristianismo veio de repente, provocada pelo “simples desespero de não conseguir responder só com a razão a perguntas como ‘por que existe algo em vez de nada?’ ”

    “Foram meu trabalho e minha pesquisa que levaram à conclusão de que o mundo é muito mais complicado do que pode ser explicado pela ciência. Só através do sobrenatural consigo entender o mistério da existência”, afirma ele. “A ciência torna explícita a incrível ordem natural, as interconexões em vários níveis entre as leis da física e as reações químicas encontradas nos processos biológicos da vida. Por que os elétrons têm todos a mesma carga e a mesma massa? A ciência só pode responder a questões bem específicas, do tipo ‘o quê?’, ‘quando?’ e ‘como?’. O seu método de investigação, por mais poderoso que seja, não pode responder ao ‘por quê?’. ”

    E isso, é claro não para poraí!

  • Blitzen

    Onde quero chegar com tudo isso, que se você já leu tanto mesmo deve saber de tudo isso, na verdade que toda essa ciência que nos foi proposta e outras mais, não foi capaz de explicar com nenhuma certeza, nem mesmo de onde surgimos ou de onde viemos ou ainda para onde vamos, e ainda para que vivemos, ou para que morremos, ainda mais para que sofremos, e ainda não consegue se explicar de onde surgiu tanta perfeição e ao mesmo tempo tanta imperfeição foi gerada. Se ao menos conseguimos compreender nós mesmos, como podemos então tentar compreender a existência de Deus?
    Pela lógica deveríamos primeiramente conhecê-Lo primeiro para depois tomarmos uma conclusão talvez definida, e é aí que entra o efeito da fé, pois Deus, da forma que nos foi proposto, é Espírito, para começarmos entendermos precisamos ser espirituais, e é aí que o negóço pega, muitos estão mortos vivos, nem almenos sebem o que é isso!

    E de forma teológica, espiritual e com a simplicidade divina que é sempre tão peculiar, contrária à humana que é sempre tão complexa, poderíamos afirmar que: A lógica de Deus é inversamente proporcional à lógica do homem, sendo o mesmo limitado, ela é matemática e filosoficamente louca, mas, espiritual e divinamente sábia.

    Os gigantes do mundo são como Golias, os gigantes de Deus são como o pequeno Davi. Os gigantes humanos são grandes, fortes, bem armados e desprezam a Deus, confiam nas próprias forças, no poder das suas armas, naquilo que é aparente e visível, naquilo que a lógica humana determina. Os gigantes de Deus são totalmente dependentes d’Ele, reconhecem a sua fraqueza e inapetência e confiam único e exclusivamente em Deus, pois, enquanto os enormes gigantes do mundo apoiam-se nos próprios pés, os pequenos gigantes de Deus apoiam-se nos joelhos. É de joelhos que o gigante de Deus é maior.

    Na lógica divina, os fracos é que são fortes: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte.”

    Nos anais da história ostenta-se varios nomes (vou escrever os nomes de uma forma mais rápida) tais como: Beque, Bobe Doc, Zoroastro, Nostradamus, Abraão Lincoln, Worshington Luiz, Manhattan Magand, Adof Hitler, Nero, Napoleão Bonaparte, Alexandre o Grande (fundador do Elenismo, que com apenas 25 anos de idade revolucionou o mundo tornando-se um grande imperador), Luiz Alves de Lima e Silva (o Dusque de Caxias), Antº Frederico de Castro Alves, Leão X, João XXIII, Luiz XV, Maria Quiteria, Ana Nere, Hyppolyte Leon Denizard Rivail ( Allan Kardec, o pai dos espíritas), Dr. Masaharu Taniguchi (fundador do Sheicho-no-ie), Charles T Russel (fundador do Testemunha de Jeova), Sidarta (Buda) e muitos outros que não me lembro no momento, além dos que antes destes foram citados como sendo cientistas. Se nós reparmos na luz da história, todos estes que foram citados e outros, estão deitados no túmulo do esquecimento e posso te afirmar com certeza que você vai achar, se procurar, o atestado de óbito de cada um deles, porém de Jesus você não vai encontrar, posso afirmar ainda que tão cedo irá parar de ouvir desse mesmo nome, que está acima de todo nome…. Aleluia….

    Gostaria que lesse com atenção e respondesse as perguntas prospostas nesse se achar necessário…

  • emerson

    Blitzen,

    Embora seja eu também novato nesta comunidade, que nem sei se faço parte, mas que convivo e aprendo muito, creio que posso lhe passar algumas dicas válidas.

    Sei o tamanho do turbilhão de idéias que deve haver em sua mente, afinal este é o assunto mais amplo do universo … Deus existe ou não.

    Mas para melhor serem aproveitadas suas idéias tem que entender que assim como para vc demora 1 min para carregar esta página por conta de > 600 comentários atualmente; isto também é inconveniente a todos, portanto procure outros temas que possam ser pertinentes às suas mensagens.

    Tente reduzir o tamanho de seus posts, pois não só você tem dúvidas e pensamentos a serem discutidos … temos muita gente inteligente aqui(praticamente todos, com excessões impossíveis de não haverem) com questões e idéias bem interessantes.

    Outra dica muito importante é que aqui não existem professores, muito menos alunos … mas sim uma linha de frente que irá dilacerar até o último instante a lógica para separar fatos de mitos.

    Perceba que este post ja ficou grande e dificulta sua resposta a tantas informações juntas.

    Portanto peço que não o responda a menos que seja estritamente necessário, e siga o que achar pertinente do que acabei de dizer.

  • Blitzen

    Ao Emerson,

    Peço um milhão de desculpas… é que já postei em alguns sites há algum tempo atrás, realmente estou um pouco desatualizado.

  • weiner assis gonçalves

    Blitzen,
    Primeiramente não sou adepto do criacionismo, mesmo o pseudo criacionismo científico.
    No meu entendimento não existe um túmulo para Jesus Cristo pelo simples fato do mesmo não passar de uma lenda escrito num livro de fábula chamado bíblia sagrada, e já que você falou em Jesus, me aponte um único relato histórico, fora do evangelho, que ao menos nos fale do feito que deveria ser do conhecimento de todos, mesmo nos confins da terra, que é a sua ressurreição. Algumas afirmações, o bastante seria indicar-me o livro que você não teria perdido seu tempo. Você é demasiadamente prolixo, e isso é muito cansativo

  • Fernando Silva

    Blitzen,

    Onde quero chegar com tudo isso, que se você já leu tanto mesmo deve saber de tudo isso, na verdade que toda essa ciência que nos foi proposta e outras mais, não foi capaz de explicar com nenhuma certeza, nem mesmo de onde surgimos ou de onde viemos ou ainda para onde vamos, e ainda para que vivemos, ou para que morremos, ainda mais para que sofremos, e ainda não consegue se explicar de onde surgiu tanta perfeição e ao mesmo tempo tanta imperfeição foi gerada.

    Não foi capaz de explicar ainda. E se ela nunca conseguir explicar?
    Qual o problema? Ficaremos sem saber. Ponto final.

    Enquanto isto, desfrutemos dos resultados concretos que a ciência nos traz, como a medicina moderna e até esse computador que você está usando.

    Religiões e deuses surgem e são esquecidos. A ciência progride e se aperfeiçoa. E dá resultados.

    Se ao menos conseguimos compreender nós mesmos, como podemos então tentar compreender a existência de Deus?

    O problema do seu argumento é que você pressupõe que haja um deus.
    Se algum dia ficar provado que algum deles existe, então tentaremos entendê-lo.

    Por enquanto, tudo o que temos é gente inventando deuses para preencher as lacunas em seus conhecimentos.

    Quanto à sua lista de cientistas que resolveram acreditar em deus, leia as respostas 10, 21 e 29 acima. Aliás, leia o texto inteiro antes de postar alguma coisa. Assim você não perde tempo com coisas que já foram refutadas (mesmo que você não concorde com nossa refutação…).

  • s

    Deuses estao surgindo ?
    aonde?

  • http://www.percepolegatto.com.br Perce Polegatto

    Blitzen

    Você é confuso assim mesmo ou se faz de tonto?

    (Que mala, meu…)

  • maria eunice

    por que ficar tentando provar ou não a existencia de Deus cada um crer naquilo que quer ser ateu ou não é uma opção assim como ser crente eu sou batista e creio que Deus existe e não preciso provar nada a ninguem eu propia sou uma prova viva da existencia dele e que ele abencoe a todos crentes ou ateus

    • Reid

      se o problema fosse so esse n seria um problema…

    • vanderlei

      Concordo,

      dEUS não existe e ponto final.

      Chega de lero lero.

  • Fernando Silva

    maria eunice

    por que ficar tentando provar ou não a existencia de Deus cada um crer naquilo que quer ser ateu ou não é uma opção assim como ser crente

    Ser ateu não é opção. Eu não escolhi ser ateu, descobri que era. Não posso decidir acreditar em algum deus assim como não consigo voltar a acreditar em Papai Noel.

    Mas seria ótimo se os crentes não tentassem impor sua crença aos outros.

    eu sou batista e creio que Deus existe e não preciso provar nada a ninguem eu propia sou uma prova viva da existencia dele e que ele abencoe a todos crentes ou ateus

    Qual deus?

  • Perce Polegatto

    Maria Eunice

    …cada um crer naquilo que quer ser ateu ou não é uma opção…

    Claro, mas por que você está dizendo isso? É exatamente o que pensamos.
    Continuando o que o Fernando disse, também não era minha escolha ser ateu, como se fosse escolher ficar no Brasil ou mudar de país. Os ateus descobriram que Deus não existe, isso é um processo, não um golpe súbito.
    A partir daí, é impossível voltar. Eu posso, pessoalmente, me converter a qualquer crença. Mas de que adianta ser mais um se auto-iludindo? Aliás, não conseguiria mesmo, teria que renunciar a tudo o que sei. Isso é, na prática, impossível. Só com algum problema mental, uma loucura, uma doença neuroquímica, um distúrbio que me fizesse me perder de vez, enfim, enlouquecer.
    Abraços

  • Fernando

    Acreditar em qualquer Deus é uma simples questão cultural.
    Desde que nascemos somos programados a seguir, temer e não questionar.
    Tenho uma filha pequena e sou contra doutriná-la. Farei o possível para dar uma boa educação e lhe orientar sobre o que é certo e errado (positivo e negativo). De resto, ela deverá contar com sua própria percepção. Quero que ela pense, tenha suas próprias convicções e não faça parte de nenhum “rebanho” autoritário.
    Note que a nossa existência no universo, em termos de importância, não difere de uma formiga ou até de uma bactéria. Pelo contrário, somos nós “o centro do universo” que com esta arrogância divina, se auto-proclamando filhos do criador todo poderoso, causamos dor, sofrimento e destruíção. É muita hipocrisia!
    Espero que a humanidade evolua e deixe de perder seu tempo com misticismos inúteis. Se todos nós pudessemos fazer algo realmente positivo durante nossa existência insignificante, o mundo teria mais chances de se tornar um lugar melhor.
    Ao final das contas, o ciclo de transformações seguirá seu curso e certamente a humanidade deixará de existir. Onde estará este Deus dos humanos, machista, obscuro, egoísta e preconceituoso? Castigando baratas?