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Lembram do Daniel Hauser? Ele tá bem agora.

Publicado em 10 de novembro de 2009,  por Alenônimo

Daniel Hauser of Sleepy Eye

Vocês lembram de uma família americana que não queria deixar o filho, Daniel Hauser, que estava com câncer fazer quimioterapia por causa de uma crença religiosa idiota e chegou a fugir do estado de Minnesota para não atender a ordem judicial que o obrigava ao tratamento?

Fez o tratamento e está sem câncer.

Fonte: Fox News

O show da fé e suas implicações

Publicado em 25 de agosto de 2009,  por Alenônimo

Culto Evangélico

Texto bacana de Diogo Moyses sobre os programas religiosos na TV aberta. Merece ser lido na íntegra, mas deixo aqui um pedaço interessante.

Contra a programação de cunho religioso, no entanto, parecem estar os dois argumentos mais relevantes.

O primeiro é o fato da religião ser uma manifestação essencialmente privada, o que faz com que os telespectadores tenham o direito a que este tipo de conteúdo não invada a sua casa. Se entramos em templos ou igrejas por iniciativa própria, não parece correto que estes entrem em nossas casas sem a nossa autorização.

O segundo está ligado ao fato do Estado brasileiro ser laico, ou seja, não religioso. As concessões de televisão são públicas, outorgadas pelo Estado, o que faz com que estas não possam ser utilizadas para esse tipo de proselitismo, inclusive para evitar que se configure o favorecimento a esta ou aquela crença. O argumento é bastante forte, praticamente incontestável do ponto de vista jurídico e regulatório.

Mas o fato é que nada disso é observado no Brasil, como se a presença maciça das religiões fosse algo natural.

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Eu era ateu, mas encontrei a Jesus

Publicado em 14 de julho de 2009,  por Fernando Silva

Com frequência, encontramos crentes que se dizem ex-ateus e acham que, por isto, têm autoridade para dizer que nós, ateus, estamos errados. Afinal, eles já foram como nós e usavam os mesmos argumentos que usamos para criticar a religião.

Na minha opinião, esses supostos ex-ateus se desconverteram por duas possíveis razões:

  • Encontraram um argumento novo e devastador a favor de alguma religião.
  • Desde o início, queriam se entregar à religião, mas o lado racional de suas mentes não o permitia.

Acontece que eles ainda não me mostraram nenhum argumento novo nem devastador. Alguns escrevem longos e tediosos livros para explicar sua conversão, cheios das mesmas afirmações velhas e batidas: “O universo é complexo demais para ter surgido assim sozinho” ou “Sem Deus, a vida não teria sentido” ou “Não consigo aceitar que a gente morre e acabou”. No fim, tudo se resume a: “Tenho fé”.

Alguns ainda apelam para “Sinto a presença de Deus. Ele me enche de felicidade”, mas sentimentos são pessoais e intransferíveis e não têm valor como argumento.

A segunda hipótese me parece mais provável: essas pessoas sempre tiveram necessidade de acreditar em alguma coisa. No início, a consciência do ridículo e o espírito de rebeldia adolescente foram mais fortes. Com os anos, começaram a ceder e, um dia, agarrando-se a um pretexto qualquer, permitiram-se acreditar.

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