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Nazismo e Ateísmo: Nada a Ver

Publicado em 29 de dezembro de 2009,  por Alenônimo

Um dos argumentos mais usados pelos crentes, e provavelmente o mais furado de todos eles, é o de que o nazismo se sustentava sobre o ateísmo para praticar os crimes hediondos que mancharam a história do planeta. Que atire o primeiro mouse sem fio aquele que nunca leu um argumento assim em uma discussão religiosa na Internet.

No entanto, por ironia ou má fé dos religiosos que se utilizam da Lei de Godwin, tanto o nazismo como seu irmão fascismo foram movimentos extremamente religiosos.

A Alemanha Nazista era católica. Simples assim. A semelhança com o movimento republicano americano atual, aliás, é incrivelmente pequena. Os nazistas baniam livros evolucionistas e que degradavam a idéia da santidade da Igreja Católica de alguma maneira, odiavam os imigrantes ou qualquer pessoa que não era caucasiana, e só perseguiram os judeus porque os consideravam responsáveis pela morte de Jesus Cristo.

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“Eu não sou crente!”

Publicado em 21 de dezembro de 2009,  por Alenônimo

As palavras significam coisas diferentes para pessoas diferentes. Aposto que se você for religioso, ou acreditar em algum tipo de esoterismo, misticismo ou curandeirismo, já deve ter sido chamado de crente por um ateu.

“Mas eu não sou evangélico!” pode ter dito você.

Para vários ateus, o termo crente é usado para separar as pessoas que acreditam no metafísico das que são céticas. Afinal, a imensa maioria dos ateus é cética e, portanto, não só não acredita em Deus como “não acredita em nada”. Quem crê em algo é, portanto, crente.

Para um ateu, chamar uma pessoa de crente, mesmo que ela seja católica por exemplo, é bastante natural. Ela crê em Deus, em Cristo, na transubstanciação, na crisma, no diabo a quatro. Crê em muitas coisas que o ateu nem ousaria, por medo de sentir vergonha. Por que então delimitar o termo crente somente para os evangélicos?

Espero que com este pequeno texto as pessoas possam entender um pouco como funciona o vocabulário atual dos ateus. Pelo menos hoje em dia vocês crentes não precisam lidar com os termos em latim como ad hominem. :)

Comunismo e Ateísmo: Nada a Ver

Publicado em 26 de novembro de 2009,  por Alenônimo

Comunismo

Uma das coisas que eu encontro com certa frequência em argumentos dos religiosos é como o ateísmo supostamente se encontra ligado com o comunismo e sobre como ele foi responsável pela morte de milhões de pessoas. Como sempre, há um monte de desinformação, seja porque nunca se dão ao atrabalho de entender exatamente o que é o ateísmo e o que é o comunismo.

Eu estudei um pouco de Ciências Sociais e conheço um pouco sobre as idéias de Karl Marx. Apesar de saber bem por cima do assunto, compreendo o fenômeno o suficiente para dizer que o principal problema nesse caso é o fascismo que geralmente acontece nos governos comunistas.

Já se perguntou do porquê de Stálin, Mao Tsé, Fidel Castro ou Hugo Chavez serem ditadores, mesmo quando o comunismo visa igualar as pessoas? Do porquê desses governos serem uma porcaria e quem neles vivem ficar tentando fugir?

O comunismo vem das idéias de Karl Marx de fazer um governo onde todo mundo tenha direitos iguais e não exista classes sociais. Um governo dono dos meios de produção e cujo povo seja antenado quanto à política. A idéia até que é boa: fazer com que cada pessoa receba o que mereça do seu trabalho. Mas as execuções, como pode-se notar em todo e qualquer governo comunista, está longe de favorecer a todos ao mesmo tempo. Um ditador, que usa do populismo para angariar apoio popular e pregar os ideais comunistas, procura sempre obter uma maneira de se perpetuar no governo, seja pelo golpe de estado, seja por interromper limites de candidatura à presidência. E o poder sobe á cabeça, levando à corrupção.

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Por que eu não perco meu tempo lendo a Bíblia

Publicado em 22 de novembro de 2009,  por Alenônimo

Sem Bíblia

Eu não li a Bíblia inteira. Na verdade, creio ter lido somente até a metade do Levítico, pois achava que poderia ajudar-me a ter melhores discussões com os cristãos. Eu conheço a maioria das histórias e citações famosas apenas por viver em uma cultura predominantemente cristã. Ei, aprendi sobre o Êxodo assistindo aos Simpsons!

Não acho que isso seja surpreendente, já que cresci em um ambiente “católico não-praticante”. A maioria dos próprios cristãos nunca lei a Bíblia toda. Mas sempre que eu entro em uma discussão com algum religioso e ele descobre que sou ateu, suas primeiras palavras são “Bem, você leu a Bíblia?” Alguns ateus ficam tão chateados com essa pergunta que chegam a lê-la todinha só para postá-la na Internet (com os devidos comentários).

Sempre me falam que ler a Bíblia é uma experiência de mudança de vida e que eu vou me convencer plenamente da existência de Deus, Jesus, o Espírito Santo e talvez até unicórnios. Também me falam que quando eu cito uma passagem estranha da Bíblia, que eu simplesmente a tirei do contexto e que só entenderia a Bíblia lendo-a toda.

Mas, na verdade, não tenho nenhuma disposição para ler a Bíblia inteira. Não vou fingir que eu a li nem que lê-la seja algo realmente importante.

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8 frases que os religiosos usam para tentar te calar

Publicado em 27 de outubro de 2009,  por Alenônimo

RageGuy

Quando se debate ateísmo na Internet por alguns anos, você percebe que a maioria dos argumentos que os religiosos tendem a usar na verdade nem chegam perto de serem argumentos. E olha que não falo das frases do tipo “Eu sinto Jesus no meu coração” ou “Porque a Bíblia diz assim”.

Falo de argumentos usados com o intuito de acabar a discussão ao invés de incentivá-la. São usados com o intuito de fazer um ateu parar de falar, mesmo que quem use não perceba.

O problema desses argumentos é que muitos deles soam razoáveis e fica difícil responder adequadamente. Irei comentar aqui sobre 8 desses argumentos e o que há de errado neles.

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O futuro parece lúcido

Publicado em 29 de agosto de 2009,  por Perce Polegatto

De Richard Dawkins, traduzido por Perce Polegatto.

BrightUma vez eu li uma história de ficção científica na qual astronautas, viajando para uma estrela distante, estavam ficando cada vez mais com saudades de casa: “Só de imaginar que é primavera na Terra!” Você pode não perceber imediatamente o que está errado nisso, de tão arraigado que é o nosso inconsciente chauvinista do hemisfério norte. “Inconsciente” é exatamente o termo. É aí que entra o estímulo à consciência.

Suspeito que seja por uma razão mais profunda do que a simples diversão perspicaz que, na Austrália e na Nova Zelândia, você pode comprar mapas do mundo com o polo sul no topo. Isso não seria uma coisa excelente para pendurarmos nas paredes das nossas salas de aula? Que esplêndido estímulo à consciência. Dia após dia, as crianças seriam lembradas de que o norte não possui monopólio do lado de cima. O mapa as intrigaria tanto quanto estimularia a conscientização. Elas iriam para casa e contariam isso a seus pais.

As feministas nos ensinaram sobre o estímulo à consciência. Eu costumava rir do “ele ou ela” e do “anfitrião”, e ainda os evito em terrenos estéticos. Mas reconheço o poder e a importância do estímulo à consciência. Reflito agora sobre o “um homem, um voto”. A minha consciência foi estimulada. A sua provavelmente também foi, e isso importa.

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