Câmara aprova Lei Geral das Religiões

Publicado no jornal O Globo dia 28 de agosto de 2009.

Logo após votar o texto do acordo entre o governo brasileiro e a Santa Sé, de interesse dos católicos, os deputados aprovaram, na noite de quarta-feira, o projeto batizado de Lei Geral das Religiões, de agrado dos evangélicos. É uma cópia do acordo entre Brasil e Vaticano, apenas com substituição da expressão Igreja Católica por instituições religiosas. Ambos têm os mesmos 19 artigos. A lei geral proposta vale para todas as religiões, inclusive a católica.

O acordo com o Vaticano cria o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil e foi motivo de polêmica com os evangélicos desde o envio ao Congresso, no fim de 2008. Seus opositores acusaram o governo de privilegiar os católicos e ferir a condição do Brasil de país laico.

Os dois textos asseguram benefícios tanto para a Igreja Católica como para qualquer outra religião, como a proteção ao patrimônio e aos locais de culto, aos símbolos, imagens e objetos culturais; assegura assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, assistência social e educação; imunidade tributária; e garante o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

Único partido a votar contra os dois textos, o PSOL anunciou que irá à Justiça para anular a aprovação da Lei Geral. “Foi a aprovação da lei das compensações no mercado da fé”, disse o líder do PSOL, Ivan Valente.

Para que o projeto dos evangélicos tivesse a urgência aprovada para ser votado ainda na quarta, Inocêncio Oliveira (PR-PE), 2º secretário da Câmara, que presidia a sessão, pôs o requerimento em votação sem dar tempo para contestações.

Articulador do acordo pelo lado dos evangélicos, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também foi o relator da Lei Geral, disse nesta quinta-feira que o propósito era mesmo copiar o acordo, adequá-lo e estendê-lo às demais religiões. “Copiamos todas as cláusulas, mas no formato de projeto de lei. Não houve acordo fechado, mas uma ponderação para que se desse igualdade a todos os credos. O que ocorreu foi um acordo político para votar.”

Fonte: O Globo

  • Valdemiro Cleber

    Afunda Brasil! Uma campanha da igreja Erisiana do quinto dia.

  • Adson

    Isso já estava previsto em apocalípse,JESUS está voutando !!!!!!!!!

    • Fabiano

      Por favor, mostre-nos onde a Bíblia aponta isto, mas de maneira clara. Mostre-nos onde ela fala sobre uma lei aprovada num país de um continente que nem era conhecido por aquele povo. Vou adorar ler os malabarismos que você vai fazer para “provar” isso.

  • http://www.rutilado.tumblr.com Salamanca

    Acho péssima essa tentativa de manipular para mudar o texto legal.
    Não há como, pois o status de Estado laico brasileiro é cláusula pétrea.
    Esse projeto está fadado a ser declarado inconstitucional.
    Pois o é.
    E enquanto católicos e “evangélicos” brigam por tratamento igualitário, eles não brigam com o mesmo elã para que se dê o mesmo tratamento às outras religiões.
    Tanto as de matriz cristã quanto as que não tem matriz cristã.
    Resumindo: uma grande hipocrisia.