Justiça fecha Igreja Mundial por excesso de transtornos

A justiça pregou o relho na Igreja Mundial do Poder de Deus no Brás, centro de São Paulo. A juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13º Vara da Fazenda Pública, determinou dia 23 de agosto de 2010, por meio de liminar, o fim dos cultos naquela sede por conta da falta de segurança, falta de alvará, obstrução ao trânsito, superlotação de pessoas, o descumprimento da Lei do Silêncio, entre outras irregularidades.

A decisão atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público a pedido de um grupo de moradores vizinhos ao templo. Os vizinhos do templo resolveram mobilizar-se contra a Igreja Mundial após uma tentativa de socorro esbarrar no trânsito do local. Niob de Lourdes Fonseca, de 57 anos, morreu no dia 7 de setembro de 2008, meia hora após se engasgar com um pedaço de pernil.

Eles registraram por meio de filmadoras as mais diversas irregularidades cometidas pela instituição religiosa, muitas delas que podem colocar em risco a vida dos fiéis que frequentam o templo e até mesmo dos moradores do referido prédio. Eles também acusam a prefeitura de ignorar as denúncias de desrespeito à Lei do Silêncio, prática comum quando os acusados são entidades religiosas.

Os moradores fizeram cerca de 31 horas de filmagens e 212 fotos com imagens que retrataram um templo sempre superlotado, com as saídas de emergências obstruídas e ausência de fiscalização nos dias de cultos. As filmagens mostram a garagem do prédio obstruída por ônibus de caravana, com os camelôs nas calçadas e com gente amontoada na igreja.

Os fiéis da igreja, como sempre, reclamam da situação, acusando a prefeitura de perseguição. Quero ver quando aquele muquifo pegar fogo e morrer mais de três mil pessoas carbonizadas porque não conseguiram sair a tempo e as ruas estiverem tão entupidas de ônibus que os bombeiros não consigam chegar ao local. Ou quando o teto daquela birosca desabar, o que parece acontecer bastante nas igrejas de São Paulo.

Fontes: Tela Crente, Humor Ateu, Folha.com,

  • Pingback: Anônimo

  • Carl Vaz

    É passada a hora desses religiosos aprenderem a respeitar o direito alheio.

  • ERIVELTON

    Gostei muito! Quem esses caras pensam que são pra perturbar a paz alheia?

    Essa igreja ganha oceanos de dinheiro, e poderia investir numa melhor infraestrutura do templo, se quissesse. Com certeza isso esta acontecendo com conivência de pessoas que trabalham para as entidades responsaveis, se não for por corrupção passiva, pelo menos por omissão.

    A maioria das pessoas, geralmente, não denuncia esses casos por respeito à religião alheia ou por não quererem conflitos. Mas essa igreja encheu tanto o saco dos moradores do local, que eles se organizaram e produziram um material intenso de provas.

    Achei graça que, eses religiosos, sempre tentam acusar de perseguição religiosa, aqueles que denunciam os abusos dessas igrejas; tentando portanto, evocar a Constituição brasileira que prevê a proteção à liberdade religiosa. Perseguiçao contra cristãos era uma realidade nos tempos do Império Romano que os trucidava nas arenas. Hoje é ridículo esse tipo de argumento.

  • http://www.percepolegatto.com.br/ Perce Polegatto

    Crentes são chatos por natureza. (Lembro de como eu era xarope quando era crente.)
    Que pelo menos as igrejas respeitem mesmo o direito alheio, que se enquadrem nas mesmas leis (licenças, alvarás, impostos…) de qualquer outra empresa com fins lucrativos, que é isso mesmo que elas são.

    • Spockk

      Xarope? Você não faz idéia do que eu fui. Tentava evangelizar os colegas até em jogo de futebol.
      Período das trevas que eu atravessei.

    • Valéria

      Eu também era uma xaropona. kkkkkkkkkk. Fico com vergonha de lembrar quando eu era crente e enxia o saco dos outros.

  • http://fernandosilva.multiply.com/ Fernando Silva

    Aqui no Rio, a bancada evangélica votou um projeto para permitir a construção de templos em áreas residenciais, o que atualmente é proibido, e a liberação de cultos em lugares públicos.

    Perce Polegatto:

    Crentes são chatos por natureza. (Lembro de como eu era xarope quando era crente.)

    Eu fui um otário por décadas e levava a coisa a sério, mas, pelo menos, posso me orgulhar de nunca ter tentado evangelizar ninguém. Eu tinha a consciência de que não tinha argumentos para convencer ninguém e de que eu tinha que seguir aquela baboseira toda porque era cristão, mas os outros estavam livres para não seguir.